As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte
4.29068 4400




Resenhas - As Intermitências da Morte


140 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Bruno_Silva 08/09/2016

Quando superada a estranheza da escrita corrida, sem pontuação nenhuma nos diálogos e as voltas que o narrador faz ao contar a história, o livro diverte pela inventividade dos eventos e pelo tom sarcástico do texto. A última parte da obra, mais pé no chão, é o que há de melhor no livro, e o final é maravilhoso.
comentários(0)comente



Gisele.Maravieski 19/07/2016

Interessante
Tenho muita dificuldade em ler Saramago, embora seja um excelente escritor, acho a narrativa dele cansativa. Mas persisti nesse livro e recomendo.
comentários(0)comente



Thiago Ernesto 26/06/2016

Roteiro para a Morte
Ser considerado um dos maiores narradores de seu tempo não é um mero acaso. Para muito além dos critérios extremamente subjetivos de análise literária, é impossível não reconhecer o talento de Saramago como contador de história. Em As Intermitências da Morte, tal talento é nítido. Em um ano novo em que todos perdem o dom de morrer, o escritor português narra o caos que o desaparecimento da morte causaria nas instituições políticas, religiosas e econômicas e essa ampla visão continua até a metade do livro quando, finalmente, a Morte aparece.

Um grande narrador como Saramago sabe driblar muito bem os limites de uma prosa reflexiva, tal como desenvolveu na primeira metade de seu livro, e outra mais concentrada em cenas como, com o surgimento de personagens, passa a habitar na segunda fase do romance. É impossível não se fascinar com a maestria com a qual constrói o enredo de sua história, caminhando do geral para o particular.

As últimas cenas do livro mostram uma Morte encantada diante da vida e rendida aos seus encantos mais simples que são os mais verdadeiros. As Intermitências da Morte parece vir de encontro com uma frase proferida pelo avô de Saramago, o mesmo que abraçava os porcos no inverno para que não morressem de frio, citado pelo escritor em seu discurso ao receber o Nobel de 1998, "a vida é boa e eu tenho pena de morrer". A morte parece ter pena de quem tem pena de morrer. História bela e terna, absurdamente delirante nas mãos do maior narrador do Portugal contemporâneo.
comentários(0)comente



Craotchky 12/06/2016

"Filosofar é aprender a morrer"
"...se não voltarmos a morrer não temos futuro".

As intermitências da morte é o primeiro livro do autor português, José Saramago que leio. O mais famoso escritor lusitano dispõe de críticas positivas em grande parte de sua obra e ainda conquistou, merecidamente, o prêmio Nobel de literatura em 1998. Tornou-se assim, o único autor em língua portuguesa a alcançar tal feito. Morreu em 2010 mas permanece vivo em seus escritos.

A forma de Saramago escrever possui peculiaridades bastante incomuns. No decorrer do texto há conversações, e nessas, existem indagações, porém não se vê nenhum ponto de interrogação. Os diálogos também não são devidamente assinalados, seja por aspas ou travessões. Em vez disso ficam simplesmente espalhados no meio do texto, que por sua vez, é corrido, de forma que raramente existem parágrafos.

A vírgula é o ponto mais usado pois o ponto final aparece apenas de vez em quando. Os nomes próprios não iniciam com letra maiúscula, tal como exige as regras de gramática. Ora, mentiria eu se dissesse que essas características na forma de escrever de Saramago em nada prejudica a fluidez da leitura e até a compreensão. Mesmo assim, interfere menos do que poderia se supor. Basta que a concentração seja um pouco maior.

Saramago não atribui nomes a quaisquer personagens nem lugares. Não deixa claro em que época se passa os acontecimentos descritos, mas por várias passagens no livro é fácil concluir que é contemporâneo ao ano de lançamento. Aliás, quando em certo momento folheei as primeiras páginas em busca do ano de publicação, achei o seguinte aviso:

"Por desejo do autor, foi mantida a ortografia vigente em Portugal".

Neste livro Saramago apresenta um país no qual a morte parou de atuar, isto é, a partir de certo dia (o primeiro do ano) ninguém que esteja no território nacional morrerá. A história relata os resultados dessa mudança na vida das pessoas. Os reflexos disso nos setores da sociedade, no pensamento humano, nas relações pessoais; o autor debate as questões éticas e morais e critica de forma lucida o governo e a igreja.

Palavras do Cardeal:
"À igreja nunca se lhe pediu que explicasse fosse o que fosse, a nossa outra especialidade, além da balística, tem sido neutralizar, pela fé, o espírito curioso".

Creio que As intermitências da morte não atingiu minhas expectativas, esperava um pouco mais, porém não posso dizer que me decepcionou pois é um bom livro e apenas o primeiro do autor que leio.

"antes a morte do que tal sorte".
Ana Paula Sinueh 13/06/2016minha estante
Tive uma experiência com esse tipo de escrita em um livro do Bucowiski e não gostei! Kkkkk. Sou muito apegada às regras de gramática.


Craotchky 13/06/2016minha estante
Como eu disse, não interfere tanto, desde que o leitor se esforce um pouco mais do que em quaisquer outros livros; porém isso pode deixar a leitura um pouco mais lenta.




Mariele 16/05/2016

Quando a morte parece brincar
Não morrer com certeza é o desejo de muita gente, mas quando isso de fato ocorre, mil problemas sociais surgem de modo inesperado. Desde seguradoras, previdência, funerárias, política até mesmo a segurança nacional passa a enfrentar situações com certeza nunca antes imaginadas. E de repente a morte decide voltar, com força total, pra tirar o atraso e claro que mais uma infinidade de problemas surgem novamente, a ponto de faltar lugar pra enterrar tanta gente. O livro faz pensar sobre a morte de perspectivas impensadas. Os longos parágrafos típicos do Saramago continuam presentes neste livro, dividido em 3 partes. as duas primeiras são fantásticas, já a última é um pouco morna. Mas ainda sim não deixa de ser um bom livro.
comentários(0)comente



suellem 07/04/2016

as intermitências da morte
Um livro sobre a morte. Imagine viver em um lugar onde as pessoas deixam de morrer no exato momento em que o relógio bate as 24 hrs no dia 31 de Dezembro. Parece incrível, né? Porém, nesse livro o autor vai mostrar que "assim como a vida a morte é necessária ". Nesse determinado lugar onde isso acontece, outros problemas começam a surgir, como a super lotação nos hospitais, a falta de preparo do governo, as funerárias falindo, as igrejas perdendo os fiéis visto que " sem morte não há salvação ", E aqueles mais esperto que se aproveitam do momento para ganhar dinheiro. Em um dado momento, as pessoas estão tão desesperadas que uma família resolve atravessar a fronteira para ver se lá as pessoas ainda estão a morrer, e assim que lá chegam morre um senhor um senhor que já estava entre a vida e a morte, e um bebezinho que já nasceu doente. Então é feito um enterro clandestino pelos parentes. Ao regressarem isso acaba se tornando notícia, sai nos jornais, e outras famílias querem levar seu parentes já quase mortos para lá. Porém surge a "maphia " um grupo que cobra um valor altíssimo para levar as pessoas para a morte. Algumas famílias acabam cedendo e pagando o que gera uma briga entre governos, pois estão invandido e lotando cemitérios sem pagar nada.

O livro se divide em 3 partes, a primeira descrita acima, a segunda o regresso da morte e a terceira o motivo da morte ter sumido. Apesar de curto o livro é bem intenso, uma história bem elaborada cheia de críticas (típico do autor ) a igreja, ao governo, as leis...
Não achei um livro previsível, porém não me contentei com o final, faltou explicação. E depois da primeira parte parece que a história demora a se desenrolar. Pensei em abandonar diversas vezes o livro. Não foi um livro ótimo, mas também não foi um livro horrível. Foi uma razoavel leitura.
Gaby.Mavonni 28/04/2016minha estante
Poderia me falar o personagem que você mais gostou e o que menos gostou e descreve-lo com detalhes e tambem a cena que voc mais gostou e a que menos gostou com detalhes, e me dizer qual relação esse livro tem com algum aspecto/momento historico-social pu moderno-social, urgengr me ajude, precisl disso para dia 29/04 ou seja amanhã, poderia me ajudar?




Caroline.Wanderley 11/03/2016

Adoro como Saramago escreve. Parece que o leitor está ouvindo um português falar bastante rápido.
comentários(0)comente



Monique 19/02/2016

As intermitências da Morte
Enfim, concluí esse livro.
Li o resumo da história e as recomendações na internet e comecei a lê-lo empolgadíssima pela leitura, acreditando se tratar de uma narrativa curta e engraçada.
Não foi bem assim.
Na página 50, eu queria desistir de ler. Na página 100, eu queria oferecê-lo para troca. Na página 150, a história já entrava por um ouvido e saía pelo o outro. Na página 208 (grand finale), eu pensei: tá zoando que a história vai ter esse final? Sério mesmo?!

Ainda bem que o livro é curto e o arrependimento foi pequeno.
Peço desculpas aos fãs de Saramago, mas acho que vou ficar com Ensaio sobre a Lucidez.

Sem contar que não vi a graça que o pessoal comentou. Saramago tem uma linguagem meio arcaica e eu acabaria não entendendo bem o que ele escrevia, senão fosse pelo dicionário.

Obs: 1 estrela por se tratar de Saramago; 1 por Ensaio sobre a Lucidez.
comentários(0)comente



Silvia.Leticia 10/02/2016

Genial
Este foi meu primeiro contato com Saramago. Inicialmente senti dificuldade em acompanhar as falas dos personagens pela falta de travessão, mas é só manter a concentração que fica tudo certo.
A sacada da história é muito inteligente, é genial e nos faz realmente parar para pensar que, por mais que a presença da morte seja ruim, a ausência dela pode ser pior ainda.
comentários(0)comente



Juliano.Almeida 19/01/2016

Genial
Dos livros mais geniais que já li desse "monstro" chamado José Saramago
comentários(0)comente



Tauan 18/01/2016

O livro tenta se vender como instigante e inusitado, começando bem com a frase "No dia seguinte ninguém morreu", mas logo cai na mesma lenga lenga que é característica do autor, com seus parágrafos imensos, personagens insossos e narrativa aborrecida.
O que é uma pena, pois, apesar de seu estilo narrativo horripilante, Chatamargo teve uma boa sacada com esse livro, digo, com seu enredo. Em um determinado momento, a morte deixa de cumprir seu papel. Todos percebem que não mais correm o risco de passar dessa pra melhor. A curto prazo, as agências funerárias e os planos de seguro de vida sofrem o primeiro golpe. Mas não demora a se instalar uma crise geral na sociedade: os hospitais ficam lotados de pacientes agonizantes (aparentemente, só o cavaleiro da morte tirou férias, o da peste continua a todo vapor!), idosos avançam rumo à senilidade e à decrepitude sem esperança de um alívio.
Os políticos e a Igreja anteveem o pior. Esta especialmente: se não há morte, não há ressurreição, e sem ressurreição, a Igreja perde sua razão de ser.

site: http://pausaparaaleitura.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Jess 05/01/2016

A escrita é repleta de pomposidade e diálogos dramáticos e eu achei interessante o fato de que o autor exigiu que fosse mantido o português de Portugal na versão brasileira. Considera-se todas as facetas das situações para trazer maior precisão de fatos narrados como se a hipótese discutida viesse a ser real. Porém, particularmente, acredito que faltou pausar melhor os acontecimentos dentro de períodos de tempo para se fazer melhor compreendido a respeito da sequência dos fatos.

O livro é uma ótima crítica religiosa e social (ética). Enfatiza-se o fato de que a religião foi inventada pelos homens para colocar medo na vida após a morte e não como forma de espiritualizar-se. Ou seja, sem a morte, não haveria interesse em continuar seguindo suas respectivas religiões. Coloca em questão se seria certo ecolher a morte, mesmo em meio ao sofrimento, para as pessoas queridas.

Fala da morte como pessoa, como amiga, como alguém que também precisa de consolo, alguém de própria inteligência e enfatiza que o destino da morte (o que todos temos) possui uma data fixa desde o dia do nosso nascimento. Diz-se que até a morte tem ainda o que aprender e que não se considerava importante, pois muitas outras mortes haviam e por isso seu nome era escrito com letra minúscula.

Alguns spoilers:
A morte se fantasiou de mulher para seduzir o homem e roubar-lhe a vida. A sensação sentimental de romance que se desenvolve nas últimas páginas é incrível e revigorante. A morte apaixona-se pelo cara que ela deveria matar. Ela desistiu de matá-lo. O livro termina dizendo que ela dormiu nos braços dele (ela não dormia, por ser a morte. No caso, foi a primeira vez em que ela dormiu), e diz-se que no dia seguinte ninguém morreu. O livro termina assim. Estou chorando internamente. A morte e o rapaz ganharam vida. Foi uma troca de vitalidade e, ironicamente, da morte com um vivo. A morte, cuja qual tinha uma missão que era a de tirar-lhe a vida do rapaz.

Por fim, uma citação:
"A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste. Se é certo que nunca sorri, é só porque lhe faltam os lábios, e esta lição anatômica nos diz que, ao contrário do que os vivos julgam, o sorriso não é uma questão de dentes. Há quem diga, com humor menos macabro que de mau gosto, que ela leva afivelada uma espécie de sorriso permanente, mas isso não é verdade, o que ela traz à vista é um esgar de sofrimento, porque a recordação do tempo em que tinha boca, e a boca língua, e a língua saliva, a persegue continuamente. " p.89
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Luis Cesar 24/12/2015

As Intermitências da Morte
Excelente! Jose Saramago conseguiu colocar leveza e bom humor em um assunto tão pesado como a morte. Livro de uma sabedoria incrível e que tira da morte esse peso de vilã, sendo ela divertida até. Temos críticas ao governo e a igreja. Uma leitura muito boa, um livro sobre morte, pela morte. Vale muito a leitura!
comentários(0)comente



Jonathan Hepp 14/11/2015

Vida, Morte e tudo o mais
"No dia seguinte ninguém morreu." Assim começa esta obra de José Saramago (primeiro escritor de língua portuguesa a ser agraciado com um Prêmio Nobel) que trata de descrever o que acontece quando em um país fictício, de um dia para o outro, as pessoas pararam de morrer. O que será das agências funerárias, dos hospitais, dos lares de idosos, das companhias de seguro, do governo e da Igreja (sim, da Igreja, pois
como o autor deixa claro, sem morte não há ressurreição, e sem
ressurreição não há religião) com esta aparente violação das leis naturais?
Não demora muito para que a criatividade e o improviso das pessoas, diante das dificuldades introduzidas pelo desaparecimento da Morte, resulte em situações inusitadas.
E assim, de absurdo em absurdo, o autor transforma este mote irreal em um dos mais realistas retratos da nossa Sociedade.
Saramago delega ao leitor a difícil tarefa de concluir que aquela que nos acompanha desde o nosso primeiro suspiro de vida, aquela que se faz presente mesmo no nosso momento mais solitário, que está no cerne do nosso medo mais elementar, ela, a Morte, é imprescindível à vida.
comentários(0)comente



140 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |