As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte José Saramago




Resenhas - As Intermitências da Morte


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Raquel.Cesare 01/04/2018

As intermitências da morte
O livro nos faz refletir sobre como nossas vidas estão diretamente ligadas à morte. Adorei!
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Lili 04/03/2018

As Intermitências da Morte
Livro fantástico! Saramago escreve com uma habilidade inacreditável. Não há regras de pontuação para sua escrita. Mas, surpreendentemente, o texto não fica confuso e se ocasionalmente o leitor se perde, é apenas porque o ritmo da escrita é vertiginoso.

Neste livro discute-se a morte e todo o impacto que ela causa na sociedade. O Estado, a religião, a família. Todos seriam fortemente impactados se qualquer ~regra~ da morte fosse alterada.

O grande atrativo do livro não é o enredo, mas a própria maneira do autor escrever e as críticas e reflexões propostas. Foi uma excelente experiência ler esse livro. Quero ler muito mais do autor.

Recomendo!
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Landcaster 03/02/2018

Intermitências também nossas
É normal sentir-se de coração apertado ao terminar de ler esse livro?

Saramago dá mais um show de brilhantismo com seu minimalismos repletos do fantástico.

Como se não bastasse, traz à tona reflexões muito válidas sobre algo que nos é tão corriqueiros e tão cotidiano como a morte. Um dia ela vira para todos, caso não resolva prática conosco também uma de suas intermitências. Sobretudo quando o amor a supera como a maior forma de morrer.

Impossível não amar o desenvolver das páginas e a volúpia por saber cada vez mais.

Dá-nos até mesmo vontade de nunca mais morrer para poder revisitar muitas mais vezes essa obra de arte.
Landcaster 03/02/2018minha estante
Não consigo editar as estrelas. Ficou errado aí. Mas é um 5/5




Laís 18/01/2018

Eu costumava ver o Saramago sempre como aquele que coloca o dedo na ferida, autor soco no estômago e nesse livro ele dá vários socos no estômago também mas meio que sem perder a ternura, sabe? Principalmente, no direcionamento que ele dá no terço final da obra.
Então, esse livro foi uma ótima surpresa, um refresco na obra dele como um todo. A gente já pega um livro do Saramago já se preparando pro terror de densidade que ele coloca e no nível de crítica que vai ter, mas nesse ele consegue colocar a crítica, ser contundente nas colocações mas mesclando com um tom mais suave e que é muito agradável, muito bonito.
É o meu livro preferido dele e por isso eu indico como livro de entrada pra obra desse autor! Muito bacana mesmo. Se bem que também tem um gostinho delicioso ler as coisas mais cascudas do Saramago e depois se deparar com esse!
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Ana Letícia Brunelli 16/01/2018

Saramago mais ''atacado'' do que nunca!
Eu achei brilhante a ideia proposta pelo autor neste livro. Ele começa com a frase ''No dia seguinte ninguém morreu'' e a partir daí vai traçando, com toda a sua inteligência, ironia e rebuscamento, o que sucederia se a morte, personagem central do livro, chateada com a falta de reconhecimento e consideração consigo, resolvesse parar de matar. Personificada, a temida ceifadora de vidas aparece na história com atributos humanos, psicológicos e físicos, e experimenta as ambiguidades enfrentadas por todos os seres viventes.
A ironia de Saramago é deliciosa, e para mim, é o ponto alto de sua narrativa. Ele insere no contexto os tipos típicos da sociedade humana, retratando seus comportamentos, posturas e interesses de forma sempre sarcástica, porém com uma linguagem extremamente refinada e polida, e uma criatividade muito além do que normalmente podemos imaginar.
No entanto, apesar de admirar essas características do autor, confesso que nesta obra tive dificuldades com elas. É certo que não li todos os seus livros, mas entre os que eu li, neste ele me pareceu mais ''atacado'' do que nunca, tanto na criatividade, como na prolixidade de ideias e linguagem. Enfim, ''viajou na maionese''! O que não tira, de forma nenhuma, o brilhantismo da obra, e sim, só a torna ainda mais suntuosa e desafiadora para nós leitores.

''Como já alguém disse, tudo o que possa suceder, sucederá, é uma mera questão de tempo, e, se não chegámos a vê-lo enquanto por cá andávamos, terá sido
só porque não tínhamos vivido o suficiente''.
Margos 16/04/2018minha estante
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Ramalho 30/12/2017

Nunca havia tido contato com a escrita do Saramago, eu a estranhei um pouco pois a imaginava um pouco diferente. Arrastei-me na leitura, porém, no final me senti bem satisfeita. Começa com uma problemática, se desenrola em outras e pro meio muda o foco, com uma humanização interessantíssima da morte.
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Carlos 22/12/2017

O desnudar da morte
Incrível, literalmente incrível.
Em intermitencias da morte, testemunhamos uma narrativa em diferentes níveis, que abordam a perpectiva da nação, de agentes/ intituições da sociedade (de funerárias, 'maphia' e até família) para por fim, entrar numa narrativa mais pessoal. Saramago é como que um mago das palavras e de seus vários sentidos, ou uma criança, que com sagacidade se diverte com a linguagem, sem perder elegância e estilo. A narrativa se inicía com a virada de um ano novo, que começará pelo signo da morte suspensa; e de um fato surrealista (digamos asssim), se sucede um mar indomável de consequencias hiper-realistas que comprovam como nossa condição humana, politica e social é construída e dependente da prerrogativa de que sejamos perecíveis. Saramago usa muitíssimo bem desse irrealismo para tocar de maneira lúcida e honesta, inúmeras caracteristicas da vida, seja ela politica, familiar ou religiosa. Há várias referencias à musica erudita, como Bach e Chopin, que valem muito a pena serem pesquisadas e saboreadas em conjunto com a obra. Pode, se tornar um pouco denso em alguns momentos, especialmente se não se está acostumado ao estilo próprio de José Saramago, mas seu e humor às vezes ácido, outras quase inocente, alíado a sua habilidade literária tornam tudo muitíssimo prazeroso.
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Pandora 12/11/2017

O que aconteceria, se, de repente, ninguém mais morresse? Esta é a premissa de "As intermitências da Morte". Num belo dia ninguém morre, no dia seguinte também, e continua assim por semanas e meses? o caos se instalando a cada dia.

Eu adoro Saramago e "Ensaio sobre a cegueira" é um dos meus livros favoritos. Tinha ouvido falar que este "As intermitências..." era muito engraçado, mas achei mais ou menos. O começo é muito empolgante: a reação das pessoas, das autoridades, dos responsáveis por serviços que lidam com a morte. Depois achei que a narrativa ficou um tanto maçante até um grande acontecimento um pouco antes da metade do livro. Aí a história voltou a ficar muito interessante, justamente por causa dessa reviravolta. Na verdade, o autor tem várias sacadas inteligentes e só este fato dá muita qualidade ao livro. O problema é que ele divaga numas partes, nuns excessos descritivos que, juntamente com sua escrita contínua, acabam dispersando nossa atenção.

Depois, em determinado momento, parecia que era outro livro; que o autor estava cansado de escrever sob uma ótica e decidiu dar outro rumo e esta parte não me agradou tanto quanto o início, mas gostei da forma como ele finalizou tudo.

Enfim, uma ideia fantástica numa narrativa muito irregular. Bom, pero no mucho.
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chellegracinha 03/11/2017

a morte lhe cai bem
O enredo tem essa idéia de algo que pára e recomeça. Algo intermitente. Este romance também poderia se chamar "As Experiências da Morte", afinal de contas, é disso que se trata. A morte pára! Descumpri sua tarefa de ceifar vidas em um país cujo o nome não se sabe. Ela decidiu que naquele país, a partir do primeiro dia do ano, ninguém mais morre. Por algum tempo, acompanhamos as consequências dessa inexplicável e irresponsável decisão. Até que uma misteriosa carta informa que quem deveria ter morrido naquele período de total indisciplina da morte, finalmente morrerá, mas passarão a ser avisadas com antecedência para poderem se preparar. Mas, algo não sai como deveria, deixando uma certa entidade intrigada e para complicar ainda mais surge digamos, uma relação, entre Dona Morte e um certo violoncelista. Que sem saber porque, consegue burlar a sua hora de morrer.
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landim.rodrigo 01/11/2017

Porta de entrada a novos leitores
Em um livro relativamente curto, o autor conseguiu atingir um feito extremamente complicado a alguns: divertir e criticar. Com uma linguagem levemente cômica, somada a vocábulos não tão presentes em nosso cotidiano, o autor conseguiu manter uma ficção estritamente funcional em sua grande parte, expondo os desejos e frustrações mais interiores dos humanos com um plano de fundo interessantíssimo.
No final, entretanto, foge completamente a tal mote e inicia uma viagem filosófica e sagaz à humanidade da morte - se é que existe - demonstrando sua maestria em conduzir uma boa história sem cansar o leitor.
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Paula.Gardini 15/10/2017

"As Intermitências Da Morte" dei 5 ⭐⭐⭐⭐⭐, me divertí horrores, sei que a morte é assunto sério, mas quando ela resolve fazer greve..., e depois a gente descobre os motivos. ouvi como se a fosse narrado pelo zé Wilker, a voz dele combinou muito com a estória,e a morte?, um personagem bem como no filme todo mundo em pânico, uma senhora morte, com pensamentos bem terrenos, praticamente uma funcionária pública sem superior :D o final????, todo mundo lascado :D
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Trisha 28/08/2017

As Intermitências da Morte – José Saramago
Eu li Saramago gente... (também sou cultura rs) , foi o primeiro livro do autor que eu li, e simplesmente amei, confesso tive um pouco de dificuldade para acompanhar a escrita do autor já que ele não da nomes aos personagens e isso me atrapalhou um pouco....

site: http://wp.me/p6weKF-fh
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