As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte
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Resenhas - As Intermitências da Morte


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Douglas 02/12/2016

"A morte não é nossa inimiga"
O livro tem uma premissa muito interessante, a introdução é de prender qualquer leitor e obrigar a continuar lendo. Mas, tenho que confessar, o livro vai ficando massante e a escrita do Saramago não ajuda muito o leitor, principalmente nos diálogos. Eu sinceramente pensei em abandonar na metade, tanto que fiquei postergando a leitura. Mas como tava sem mais nada pra ler, continuei e não me arrependi. O final "salva" o livro, essa versão tão humana da morte, e a reflexão que o livro te trás, valem a pena a leitura. Me inspirou bastante, eu recomendo.
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Vitor Butrago 22/11/2016

De Deus e da morte, não se tem contado senão histórias, e esta é mais uma delas.
Reli As Intermitências da Morte no último mês. O romance, escrito em 2005 por José Saramago, chegou à mim, pela primeira vez, pelas mãos do querido amigo Marcelo Sousa, no segundo semestre de 2014. A releitura deu-se por meio de um exemplar adquirido no mesmo ano e que permaneceu intocado em minha estante desde então. Folheando-o constatei supressões e páginas duplicadas. Felizmente, tais vícios foram contornados por uso de um arquivo digital. Abaixo uma pequena — e simples — resenha sobre o livro:

"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, um queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada." (p.11).

Suspensas as atividades da morte no advento de um novo ano, a população do país em que se dá os fatos narrados vê-se entre o êxtase da eternidade — tantas vezes prometida — e o infortúnio de uma vida sem limite — sem termo. Após breve contentamento, a sociedade vê-se abandonada. Transtornos de ordem material acumulam-se. Incapaz de oferecer soluções às novas demandas sociais, vê-se o Estado de mãos dadas com a maphia — que, por vergonha de assumir-se máfia, tenta enganar os ingênuos com malabarismos ortográficos -, responsável por executar os serviços para os quais a burocracia revela-se incompetente.

Os problemas materiais tornam-se dilemas morais. Sem consciência da morte, a vida não possui sentido. Tornam-se, portanto, desnecessários os princípios morais que orientam a conduta humana, Assim, posicionou-se o cardeal: “sem morte, ouça-me bem, senhor primeiro-ministro, sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja” (p. 18). Não somente as religiões, a filosofia também sofre com a ausência de referência: “Porque a filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morreremos” (p. 38).

(...)

site: https://medium.com/@vitorbutrago
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Darla 17/11/2016

E se...
E se ninguém mais morresse?

Intermitências da morte é uma boa resposta para essa pergunta quase infantil.

Achei válidas todas as minhas próprias perguntas respondidas.

Mas aviso, resista até a página 100, pode ter sido impressão, mas até não chegar nessa página o livro estava bem chato.

Um ótimo livro para quem gosta de histórias inusitadas.
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Amanda.Andrade 12/11/2016

Já pensou se a morte resolvesse entra em greve? E durante 7 meses é isso que acontece. Por causa dessa decisão o pais se torna um caos. Como ninguém morre os hospitais ficam acima de sua capacidade, os serviços funerários entram em crise, e segundo a igreja não existe religião, pois, se não há morte, não há ressurreição. E quando finalmente ela resolve retornar da greve determina que agora antes do indivíduo morrer, este receberá uma carta informando que tem 1 semana de vida para ter tempo de resolver seus assuntos pendentes.

A história do livro é boa. Embora esse seja um livro pequeno não é de fácil leitura. Saramago tem uma forma muito peculiar de escrever: escreve textos corridos, poucos parágrafos, os diálogos estão no meio do texto e é raro o uso de pontuação, mesmo assim é um autor que pretendo ler outras obras.
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Diego.Minatel 27/10/2016

O melhor de Saramago
Não tem como não sorrir, a todo momento, lendo este livro. A reflexão pesada que o livro carrega torna-se leve através do humor e da maneira que é contada a estória. Com toda certeza, é daqueles livros que todos devem ler antes de morrer.
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Gabriel Schmidt Neto 18/10/2016

A premissa é interessante. No início é envolvente, mas acaba se tornando bastante repetitivo. O fato da escrita ser contínua, quase sem parágrafo, sem pontuação e diálogos sem distinções, torna a leitura um desafio de paciência. Apesar de no fim valer a pena por fazer pensar sobre um assunto tão enigmático: a morte.
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Rebeca 28/09/2016

Inesperado
Muito lindo. Saramago me surpreendeu novamente com sua astúcia e desenvoltura. Que livro hein? Sempre tive uma queda pela morte e nunca a imaginei possuidora de tamanha franqueza. Após a leitura desse livro não posso negar: estou irrevogavelmente apaixonada pela morte. E, se já o era, agora não tem mais volta! Quanto a escrita, tive mais facilidade para com a leitura. Pode ser pelo meu amor para com o assunto ou pela real facilidade da escrita ou ainda por ser minha segunda leitura de Saramago. De qualquer forma, estou feliz por tê-lo lido e indico!
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Bruno_Silva 08/09/2016

Quando superada a estranheza da escrita corrida, sem pontuação nenhuma nos diálogos e as voltas que o narrador faz ao contar a história, o livro diverte pela inventividade dos eventos e pelo tom sarcástico do texto. A última parte da obra, mais pé no chão, é o que há de melhor no livro, e o final é maravilhoso.
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Gisele.Maravieski 19/07/2016

Interessante
Tenho muita dificuldade em ler Saramago, embora seja um excelente escritor, acho a narrativa dele cansativa. Mas persisti nesse livro e recomendo.
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Thiago Ernesto 26/06/2016

Roteiro para a Morte
Ser considerado um dos maiores narradores de seu tempo não é um mero acaso. Para muito além dos critérios extremamente subjetivos de análise literária, é impossível não reconhecer o talento de Saramago como contador de história. Em As Intermitências da Morte, tal talento é nítido. Em um ano novo em que todos perdem o dom de morrer, o escritor português narra o caos que o desaparecimento da morte causaria nas instituições políticas, religiosas e econômicas e essa ampla visão continua até a metade do livro quando, finalmente, a Morte aparece.

Um grande narrador como Saramago sabe driblar muito bem os limites de uma prosa reflexiva, tal como desenvolveu na primeira metade de seu livro, e outra mais concentrada em cenas como, com o surgimento de personagens, passa a habitar na segunda fase do romance. É impossível não se fascinar com a maestria com a qual constrói o enredo de sua história, caminhando do geral para o particular.

As últimas cenas do livro mostram uma Morte encantada diante da vida e rendida aos seus encantos mais simples que são os mais verdadeiros. As Intermitências da Morte parece vir de encontro com uma frase proferida pelo avô de Saramago, o mesmo que abraçava os porcos no inverno para que não morressem de frio, citado pelo escritor em seu discurso ao receber o Nobel de 1998, "a vida é boa e eu tenho pena de morrer". A morte parece ter pena de quem tem pena de morrer. História bela e terna, absurdamente delirante nas mãos do maior narrador do Portugal contemporâneo.
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Craotchky 12/06/2016

"Filosofar é aprender a morrer"
"...se não voltarmos a morrer não temos futuro".

As intermitências da morte é o primeiro livro do autor português, José Saramago que leio. O mais famoso escritor lusitano dispõe de críticas positivas em grande parte de sua obra e ainda conquistou, merecidamente, o prêmio Nobel de literatura em 1998. Tornou-se assim, o único autor em língua portuguesa a alcançar tal feito. Morreu em 2010 mas permanece vivo em seus escritos.

A forma de Saramago escrever possui peculiaridades bastante incomuns. No decorrer do texto há conversações, e nessas, existem indagações, porém não se vê nenhum ponto de interrogação. Os diálogos também não são devidamente assinalados, seja por aspas ou travessões. Em vez disso ficam simplesmente espalhados no meio do texto, que por sua vez, é corrido, de forma que raramente existem parágrafos.

A vírgula é o ponto mais usado pois o ponto final aparece apenas de vez em quando. Os nomes próprios não iniciam com letra maiúscula, tal como exige as regras de gramática. Ora, mentiria eu se dissesse que essas características na forma de escrever de Saramago em nada prejudica a fluidez da leitura e até a compreensão. Mesmo assim, interfere menos do que poderia se supor. Basta que a concentração seja um pouco maior.

Saramago não atribui nomes a quaisquer personagens nem lugares. Não deixa claro em que época se passa os acontecimentos descritos, mas por várias passagens no livro é fácil concluir que é contemporâneo ao ano de lançamento. Aliás, quando em certo momento folheei as primeiras páginas em busca do ano de publicação, achei o seguinte aviso:

"Por desejo do autor, foi mantida a ortografia vigente em Portugal".

Neste livro Saramago apresenta um país no qual a morte parou de atuar, isto é, a partir de certo dia (o primeiro do ano) ninguém que esteja no território nacional morrerá. A história relata os resultados dessa mudança na vida das pessoas. Os reflexos disso nos setores da sociedade, no pensamento humano, nas relações pessoais; o autor debate as questões éticas e morais e critica de forma lucida o governo e a igreja.

Palavras do Cardeal:
"À igreja nunca se lhe pediu que explicasse fosse o que fosse, a nossa outra especialidade, além da balística, tem sido neutralizar, pela fé, o espírito curioso".

Creio que As intermitências da morte não atingiu minhas expectativas, esperava um pouco mais, porém não posso dizer que me decepcionou pois é um bom livro e apenas o primeiro do autor que leio.

"antes a morte do que tal sorte".
Ana Paula Sinueh 13/06/2016minha estante
Tive uma experiência com esse tipo de escrita em um livro do Bucowiski e não gostei! Kkkkk. Sou muito apegada às regras de gramática.


Craotchky 13/06/2016minha estante
Como eu disse, não interfere tanto, desde que o leitor se esforce um pouco mais do que em quaisquer outros livros; porém isso pode deixar a leitura um pouco mais lenta.




Mariele 16/05/2016

Quando a morte parece brincar
Não morrer com certeza é o desejo de muita gente, mas quando isso de fato ocorre, mil problemas sociais surgem de modo inesperado. Desde seguradoras, previdência, funerárias, política até mesmo a segurança nacional passa a enfrentar situações com certeza nunca antes imaginadas. E de repente a morte decide voltar, com força total, pra tirar o atraso e claro que mais uma infinidade de problemas surgem novamente, a ponto de faltar lugar pra enterrar tanta gente. O livro faz pensar sobre a morte de perspectivas impensadas. Os longos parágrafos típicos do Saramago continuam presentes neste livro, dividido em 3 partes. as duas primeiras são fantásticas, já a última é um pouco morna. Mas ainda sim não deixa de ser um bom livro.
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suellem 07/04/2016

as intermitências da morte
Um livro sobre a morte. Imagine viver em um lugar onde as pessoas deixam de morrer no exato momento em que o relógio bate as 24 hrs no dia 31 de Dezembro. Parece incrível, né? Porém, nesse livro o autor vai mostrar que "assim como a vida a morte é necessária ". Nesse determinado lugar onde isso acontece, outros problemas começam a surgir, como a super lotação nos hospitais, a falta de preparo do governo, as funerárias falindo, as igrejas perdendo os fiéis visto que " sem morte não há salvação ", E aqueles mais esperto que se aproveitam do momento para ganhar dinheiro. Em um dado momento, as pessoas estão tão desesperadas que uma família resolve atravessar a fronteira para ver se lá as pessoas ainda estão a morrer, e assim que lá chegam morre um senhor um senhor que já estava entre a vida e a morte, e um bebezinho que já nasceu doente. Então é feito um enterro clandestino pelos parentes. Ao regressarem isso acaba se tornando notícia, sai nos jornais, e outras famílias querem levar seu parentes já quase mortos para lá. Porém surge a "maphia " um grupo que cobra um valor altíssimo para levar as pessoas para a morte. Algumas famílias acabam cedendo e pagando o que gera uma briga entre governos, pois estão invandido e lotando cemitérios sem pagar nada.

O livro se divide em 3 partes, a primeira descrita acima, a segunda o regresso da morte e a terceira o motivo da morte ter sumido. Apesar de curto o livro é bem intenso, uma história bem elaborada cheia de críticas (típico do autor ) a igreja, ao governo, as leis...
Não achei um livro previsível, porém não me contentei com o final, faltou explicação. E depois da primeira parte parece que a história demora a se desenrolar. Pensei em abandonar diversas vezes o livro. Não foi um livro ótimo, mas também não foi um livro horrível. Foi uma razoavel leitura.
Gaby.Mavonni 28/04/2016minha estante
Poderia me falar o personagem que você mais gostou e o que menos gostou e descreve-lo com detalhes e tambem a cena que voc mais gostou e a que menos gostou com detalhes, e me dizer qual relação esse livro tem com algum aspecto/momento historico-social pu moderno-social, urgengr me ajude, precisl disso para dia 29/04 ou seja amanhã, poderia me ajudar?




Caroline.Wanderley 11/03/2016

Adoro como Saramago escreve. Parece que o leitor está ouvindo um português falar bastante rápido.
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Monique 19/02/2016

As intermitências da Morte
Enfim, concluí esse livro.
Li o resumo da história e as recomendações na internet e comecei a lê-lo empolgadíssima pela leitura, acreditando se tratar de uma narrativa curta e engraçada.
Não foi bem assim.
Na página 50, eu queria desistir de ler. Na página 100, eu queria oferecê-lo para troca. Na página 150, a história já entrava por um ouvido e saía pelo o outro. Na página 208 (grand finale), eu pensei: tá zoando que a história vai ter esse final? Sério mesmo?!

Ainda bem que o livro é curto e o arrependimento foi pequeno.
Peço desculpas aos fãs de Saramago, mas acho que vou ficar com Ensaio sobre a Lucidez.

Sem contar que não vi a graça que o pessoal comentou. Saramago tem uma linguagem meio arcaica e eu acabaria não entendendo bem o que ele escrevia, senão fosse pelo dicionário.

Obs: 1 estrela por se tratar de Saramago; 1 por Ensaio sobre a Lucidez.
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