As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte José Saramago




Resenhas - As Intermitências da Morte


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Landcaster 03/02/2018

Intermitências também nossas
É normal sentir-se de coração apertado ao terminar de ler esse livro?

Saramago dá mais um show de brilhantismo com seu minimalismos repletos do fantástico.

Como se não bastasse, traz à tona reflexões muito válidas sobre algo que nos é tão corriqueiros e tão cotidiano como a morte. Um dia ela vira para todos, caso não resolva prática conosco também uma de suas intermitências. Sobretudo quando o amor a supera como a maior forma de morrer.

Impossível não amar o desenvolver das páginas e a volúpia por saber cada vez mais.

Dá-nos até mesmo vontade de nunca mais morrer para poder revisitar muitas mais vezes essa obra de arte.
Landcaster 03/02/2018minha estante
Não consigo editar as estrelas. Ficou errado aí. Mas é um 5/5




Laís 18/01/2018

Eu costumava ver o Saramago sempre como aquele que coloca o dedo na ferida, autor soco no estômago e nesse livro ele dá vários socos no estômago também mas meio que sem perder a ternura, sabe? Principalmente, no direcionamento que ele dá no terço final da obra.
Então, esse livro foi uma ótima surpresa, um refresco na obra dele como um todo. A gente já pega um livro do Saramago já se preparando pro terror de densidade que ele coloca e no nível de crítica que vai ter, mas nesse ele consegue colocar a crítica, ser contundente nas colocações mas mesclando com um tom mais suave e que é muito agradável, muito bonito.
É o meu livro preferido dele e por isso eu indico como livro de entrada pra obra desse autor! Muito bacana mesmo. Se bem que também tem um gostinho delicioso ler as coisas mais cascudas do Saramago e depois se deparar com esse!
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Ana Letícia Brunelli 16/01/2018

Saramago mais ''atacado'' do que nunca!
Eu achei brilhante a ideia proposta pelo autor neste livro. Ele começa com a frase ''No dia seguinte ninguém morreu'' e a partir daí vai traçando, com toda a sua inteligência, ironia e rebuscamento, o que sucederia se a morte, personagem central do livro, chateada com a falta de reconhecimento e consideração consigo, resolvesse parar de matar. Personificada, a temida ceifadora de vidas aparece na história com atributos humanos, psicológicos e físicos, e experimenta as ambiguidades enfrentadas por todos os seres viventes.
A ironia de Saramago é deliciosa, e para mim, é o ponto alto de sua narrativa. Ele insere no contexto os tipos típicos da sociedade humana, retratando seus comportamentos, posturas e interesses de forma sempre sarcástica, porém com uma linguagem extremamente refinada e polida, e uma criatividade muito além do que normalmente podemos imaginar.
No entanto, apesar de admirar essas características do autor, confesso que nesta obra tive dificuldades com elas. É certo que não li todos os seus livros, mas entre os que eu li, neste ele me pareceu mais ''atacado'' do que nunca, tanto na criatividade, como na prolixidade de ideias e linguagem. Enfim, ''viajou na maionese''! O que não tira, de forma nenhuma, o brilhantismo da obra, e sim, só a torna ainda mais suntuosa e desafiadora para nós leitores.

''Como já alguém disse, tudo o que possa suceder, sucederá, é uma mera questão de tempo, e, se não chegámos a vê-lo enquanto por cá andávamos, terá sido
só porque não tínhamos vivido o suficiente''.
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Ramalho 30/12/2017

Nunca havia tido contato com a escrita do Saramago, eu a estranhei um pouco pois a imaginava um pouco diferente. Arrastei-me na leitura, porém, no final me senti bem satisfeita. Começa com uma problemática, se desenrola em outras e pro meio muda o foco, com uma humanização interessantíssima da morte.
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Carlos 22/12/2017

O desnudar da morte
Incrível, literalmente incrível.
Em intermitencias da morte, testemunhamos uma narrativa em diferentes níveis, que abordam a perpectiva da nação, de agentes/ intituições da sociedade (de funerárias, 'maphia' e até família) para por fim, entrar numa narrativa mais pessoal. Saramago é como que um mago das palavras e de seus vários sentidos, ou uma criança, que com sagacidade se diverte com a linguagem, sem perder elegância e estilo. A narrativa se inicía com a virada de um ano novo, que começará pelo signo da morte suspensa; e de um fato surrealista (digamos asssim), se sucede um mar indomável de consequencias hiper-realistas que comprovam como nossa condição humana, politica e social é construída e dependente da prerrogativa de que sejamos perecíveis. Saramago usa muitíssimo bem desse irrealismo para tocar de maneira lúcida e honesta, inúmeras caracteristicas da vida, seja ela politica, familiar ou religiosa. Há várias referencias à musica erudita, como Bach e Chopin, que valem muito a pena serem pesquisadas e saboreadas em conjunto com a obra. Pode, se tornar um pouco denso em alguns momentos, especialmente se não se está acostumado ao estilo próprio de José Saramago, mas seu e humor às vezes ácido, outras quase inocente, alíado a sua habilidade literária tornam tudo muitíssimo prazeroso.
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Pandora 12/11/2017

O que aconteceria, se, de repente, ninguém mais morresse? Esta é a premissa de "As intermitências da Morte". Num belo dia ninguém morre, no dia seguinte também, e continua assim por semanas e meses? o caos se instalando a cada dia.

Eu adoro Saramago e "Ensaio sobre a cegueira" é um dos meus livros favoritos. Tinha ouvido falar que este "As intermitências..." era muito engraçado, mas achei mais ou menos. O começo é muito empolgante: a reação das pessoas, das autoridades, dos responsáveis por serviços que lidam com a morte. Depois achei que a narrativa ficou um tanto maçante até um grande acontecimento um pouco antes da metade do livro. Aí a história voltou a ficar muito interessante, justamente por causa dessa reviravolta. Na verdade, o autor tem várias sacadas inteligentes e só este fato dá muita qualidade ao livro. O problema é que ele divaga numas partes, nuns excessos descritivos que, juntamente com sua escrita contínua, acabam dispersando nossa atenção.

Depois, em determinado momento, parecia que era outro livro; que o autor estava cansado de escrever sob uma ótica e decidiu dar outro rumo e esta parte não me agradou tanto quanto o início, mas gostei da forma como ele finalizou tudo.

Enfim, uma ideia fantástica numa narrativa muito irregular. Bom, pero no mucho.
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chellegracinha 03/11/2017

a morte lhe cai bem
O enredo tem essa idéia de algo que pára e recomeça. Algo intermitente. Este romance também poderia se chamar "As Experiências da Morte", afinal de contas, é disso que se trata. A morte pára! Descumpri sua tarefa de ceifar vidas em um país cujo o nome não se sabe. Ela decidiu que naquele país, a partir do primeiro dia do ano, ninguém mais morre. Por algum tempo, acompanhamos as consequências dessa inexplicável e irresponsável decisão. Até que uma misteriosa carta informa que quem deveria ter morrido naquele período de total indisciplina da morte, finalmente morrerá, mas passarão a ser avisadas com antecedência para poderem se preparar. Mas, algo não sai como deveria, deixando uma certa entidade intrigada e para complicar ainda mais surge digamos, uma relação, entre Dona Morte e um certo violoncelista. Que sem saber porque, consegue burlar a sua hora de morrer.
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landim.rodrigo 01/11/2017

Porta de entrada a novos leitores
Em um livro relativamente curto, o autor conseguiu atingir um feito extremamente complicado a alguns: divertir e criticar. Com uma linguagem levemente cômica, somada a vocábulos não tão presentes em nosso cotidiano, o autor conseguiu manter uma ficção estritamente funcional em sua grande parte, expondo os desejos e frustrações mais interiores dos humanos com um plano de fundo interessantíssimo.
No final, entretanto, foge completamente a tal mote e inicia uma viagem filosófica e sagaz à humanidade da morte - se é que existe - demonstrando sua maestria em conduzir uma boa história sem cansar o leitor.
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Paula.Gardini 15/10/2017

"As Intermitências Da Morte" dei 5 ⭐⭐⭐⭐⭐, me divertí horrores, sei que a morte é assunto sério, mas quando ela resolve fazer greve..., e depois a gente descobre os motivos. ouvi como se a fosse narrado pelo zé Wilker, a voz dele combinou muito com a estória,e a morte?, um personagem bem como no filme todo mundo em pânico, uma senhora morte, com pensamentos bem terrenos, praticamente uma funcionária pública sem superior :D o final????, todo mundo lascado :D
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Trisha 28/08/2017

As Intermitências da Morte – José Saramago
Eu li Saramago gente... (também sou cultura rs) , foi o primeiro livro do autor que eu li, e simplesmente amei, confesso tive um pouco de dificuldade para acompanhar a escrita do autor já que ele não da nomes aos personagens e isso me atrapalhou um pouco....

site: http://wp.me/p6weKF-fh
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Aline 22/08/2017

Um belo dia a morte decide tirar umas férias e, em um certo país fictício, ninguém mais morre. No início as pessoas ficam felizes com a novidade, mas com o tempo vão percebendo que essa imortalidade pode gerar muitos conflitos e dores de cabeça.

Acontece que quando as pessoas começam a desenvolver essa consciência, lá pela metade do livro, e a história envereda por questões políticas, éticas e sociológicas que deixam a narrativa um tanto quanto arrastada.

Depois da metade o livro ganha um novo rumo e a leitura volta a fluir melhor.

A temática abordada é bastante interessante e nos proporciona diversas reflexões de maneira divertida e inteligente (adoro livros que me fazem pensar). Sim, foi um livro cansativo. Iniciei a leitura em 2016, parei várias vezes e retornei outras tantas. Mais de um ano para concluir. Mas, ufa! Findei. Se valeu a pena? Claro! Saramago, né?!
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Adriana 30/07/2017

Desafio literário
A minha primeira leitura do autor Jose Saramago, fui com grandes expectativas, acho que foi o meu erro. Demorei um mês para conclui-lo. A obra tem suas genialidades e críticas bem colocadas. Mas chega certo ponto fica meio repetitivo e maçante. Mas com certeza vou buscar outros livros do autor.
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Carla 19/07/2017

mais uma história do mestre Saramago
Neste livro do mestre Saramago, a morte literalmente ganha vida! Um livro leve e de leitura fluída que traz muita reflexão acerca do tema mais temido pela humanidade, a morte. Na primeira parte desta pequena história de maestria em questões de realismo fantástico, Saramago nos mostra sua ideia do que seria a humanidade se a morte resolvesse se rebelar e não mais levar seus moribundos ou destinados para a eternidade. O caos é instalado e todos os problemas que se seguiriam ao desejo de eternidade vão se formando, inclusive facções que se instituem a fim de tirar vantagens da situação. Na segunda parte do livro, a morte é humanizada devido a um problema que lhe assalta a “existência”
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Ronald 17/07/2017

"[...] De deus e da morte não se têm contado senão histórias, e esta não é mais que uma delas."
Para os interessados em literatura aqui vai uma resenha amadora do livro "As intermitências da morte":
Com seu tom irônico, Saramago decide escrever sobre o que, provavelmente, é o maior temor da humanidade: a sua própria finitude. Na primeira parte da narrativa, nos é apresentado um país fictício no qual a morte encerra suas atividades por tempo indeterminado. Isso mesmo! A figura esquelética decide encostar sua famosa gadanha, com a qual costumava ceifar as vidas dos pobres mortais e opta por dar uma amostra da imortalidade. O presente é inicialmente visto como uma bênção vinda do próprio céu, no sentido metafísico da palavra, mas não demorou para que o "não morrer" se transformasse em um grande problema. O amontoado de gente moribunda ocupando os hospitais aumentam em proporções geométricas, as seguradoras falem, a previdência governamental fica no vermelho e as funerárias perdem sua matéria prima. Diversas camadas da sociedade são atingidas por uma crise nunca vista antes. O presente de grego da morte se mostra então como pesadelo para o Estado, para a iniciativa privada e principalmente para a Igreja, que acabara de perder o maior dos seus subornos: a promessa de vida eterna.
Saramago nos apresenta assim o que seria o outro lado da moeda da imortalidade: uma prisão da qual não há como escapar e, a depender dos nossos hábitos e de com quem teremos de conviver, ela será uma agonia sem fim. É por isso que os vampiros da literatura são sempre melancólicos, solitários e infelizes (exceto os que brilham na luz do sol). A segunda parte da narrativa é ainda mais interessante: o autor personifica a própria morte para que ela (sim, "ela") se justifique e devolva o "direito de morrer". A figura que era vista como a maior inimiga dos viventes, agora é aclamada como redentora. Mas a morte não decide apenas voltar de suas férias como também mudar a forma como exerce seu ofício: daquele momento em diante ela mandaria cartas roxas avisando sobre o falecimento com a antecedência de uma semana. A história aqui muda de ritmo e tom de uma forma elegante, e após uma das cartas ser mandada de volta para o remetente três vezes seguidas, passamos a acompanhar cada passo da morte em busca de explicações: onde já se viu? Nunca em toda a história alguém se atreveu a recusar uma ordem sua. A resolução desse mistério leva ao desfecho da história, no qual Saramago encerra de forma tão poética quanto icônica esta que, em minha humilde opinião, é uma das maiores obras do escritor português.
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Sarah 17/07/2017

Engraçado e prende a atenção
A história começa no primeiro dia do ano, o qual ninguém morreu. As pessoas começam a achar curioso o fato da mídia não noticiar morte alguma e pessoas que sofreram acidentes graves continuarem vivas, apesar de não terem mais condições de voltar a uma vida plena... e não "passam pro outro lado". Começa então o rumor de que a morte entrou de greve. Isso cria um caos, principalmente na Igreja ("se não há morte, não há ressurreição; se não há ressurreição, não há igreja"), nas funerárias, nos seguros de vida, nos asilos, e assim por diante... Saramago trata a situação fantasiosa com humor e genialidade, com diálogos rápidos e espirituosos, situações engraçadas e extremamente criativas. Me diverti bastante lendo esse livro!
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