As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte José Saramago




Resenhas - As Intermitências da Morte


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Pandora 12/11/2017

O que aconteceria, se, de repente, ninguém mais morresse? Esta é a premissa de "As intermitências da Morte". Num belo dia ninguém morre, no dia seguinte também, e continua assim por semanas e meses? o caos se instalando a cada dia.

Eu adoro Saramago e "Ensaio sobre a cegueira" é um dos meus livros favoritos. Tinha ouvido falar que este "As intermitências..." era muito engraçado, mas achei mais ou menos. O começo é muito empolgante: a reação das pessoas, das autoridades, dos responsáveis por serviços que lidam com a morte. Depois achei que a narrativa ficou um tanto maçante até um grande acontecimento um pouco antes da metade do livro. Aí a história voltou a ficar muito interessante, justamente por causa dessa reviravolta. Na verdade, o autor tem várias sacadas inteligentes e só este fato dá muita qualidade ao livro. O problema é que ele divaga numas partes, nuns excessos descritivos que, juntamente com sua escrita contínua, acabam dispersando nossa atenção.

Depois, em determinado momento, parecia que era outro livro; que o autor estava cansado de escrever sob uma ótica e decidiu dar outro rumo e esta parte não me agradou tanto quanto o início, mas gostei da forma como ele finalizou tudo.

Enfim, uma ideia fantástica numa narrativa muito irregular. Bom, pero no mucho.
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machellemibelle 03/11/2017

a morte lhe cai bem
O enredo tem essa idéia de algo que pára e recomeça. Algo intermitente. Este romance também poderia se chamar "As Experiências da Morte", afinal de contas, é disso que se trata. A morte pára! Descumpri sua tarefa de ceifar vidas em um país cujo o nome não se sabe. Ela decidiu que naquele país, a partir do primeiro dia do ano, ninguém mais morre. Por algum tempo, acompanhamos as consequências dessa inexplicável e irresponsável decisão. Até que uma misteriosa carta informa que quem deveria ter morrido naquele período de total indisciplina da morte, finalmente morrerá, mas passarão a ser avisadas com antecedência para poderem se preparar. Mas, algo não sai como deveria, deixando uma certa entidade intrigada e para complicar ainda mais surge digamos, uma relação, entre Dona Morte e um certo violoncelista. Que sem saber porque, consegue burlar a sua hora de morrer.
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landim.rodrigo 01/11/2017

Porta de entrada a novos leitores
Em um livro relativamente curto, o autor conseguiu atingir um feito extremamente complicado a alguns: divertir e criticar. Com uma linguagem levemente cômica, somada a vocábulos não tão presentes em nosso cotidiano, o autor conseguiu manter uma ficção estritamente funcional em sua grande parte, expondo os desejos e frustrações mais interiores dos humanos com um plano de fundo interessantíssimo.
No final, entretanto, foge completamente a tal mote e inicia uma viagem filosófica e sagaz à humanidade da morte - se é que existe - demonstrando sua maestria em conduzir uma boa história sem cansar o leitor.
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Paula.Gardini 15/10/2017

"As Intermitências Da Morte" dei 5 ⭐⭐⭐⭐⭐, me divertí horrores, sei que a morte é assunto sério, mas quando ela resolve fazer greve..., e depois a gente descobre os motivos. ouvi como se a fosse narrado pelo zé Wilker, a voz dele combinou muito com a estória,e a morte?, um personagem bem como no filme todo mundo em pânico, uma senhora morte, com pensamentos bem terrenos, praticamente uma funcionária pública sem superior :D o final????, todo mundo lascado :D
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Trisha 28/08/2017

As Intermitências da Morte – José Saramago
Eu li Saramago gente... (também sou cultura rs) , foi o primeiro livro do autor que eu li, e simplesmente amei, confesso tive um pouco de dificuldade para acompanhar a escrita do autor já que ele não da nomes aos personagens e isso me atrapalhou um pouco....

site: http://wp.me/p6weKF-fh
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Aline 22/08/2017

Um belo dia a morte decide tirar umas férias e, em um certo país fictício, ninguém mais morre. No início as pessoas ficam felizes com a novidade, mas com o tempo vão percebendo que essa imortalidade pode gerar muitos conflitos e dores de cabeça.

Acontece que quando as pessoas começam a desenvolver essa consciência, lá pela metade do livro, e a história envereda por questões políticas, éticas e sociológicas que deixam a narrativa um tanto quanto arrastada.

Depois da metade o livro ganha um novo rumo e a leitura volta a fluir melhor.

A temática abordada é bastante interessante e nos proporciona diversas reflexões de maneira divertida e inteligente (adoro livros que me fazem pensar). Sim, foi um livro cansativo. Iniciei a leitura em 2016, parei várias vezes e retornei outras tantas. Mais de um ano para concluir. Mas, ufa! Findei. Se valeu a pena? Claro! Saramago, né?!
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Adriana 30/07/2017

Desafio literário
A minha primeira leitura do autor Jose Saramago, fui com grandes expectativas, acho que foi o meu erro. Demorei um mês para conclui-lo. A obra tem suas genialidades e críticas bem colocadas. Mas chega certo ponto fica meio repetitivo e maçante. Mas com certeza vou buscar outros livros do autor.
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Carla 19/07/2017

mais uma história do mestre Saramago
Neste livro do mestre Saramago, a morte literalmente ganha vida! Um livro leve e de leitura fluída que traz muita reflexão acerca do tema mais temido pela humanidade, a morte. Na primeira parte desta pequena história de maestria em questões de realismo fantástico, Saramago nos mostra sua ideia do que seria a humanidade se a morte resolvesse se rebelar e não mais levar seus moribundos ou destinados para a eternidade. O caos é instalado e todos os problemas que se seguiriam ao desejo de eternidade vão se formando, inclusive facções que se instituem a fim de tirar vantagens da situação. Na segunda parte do livro, a morte é humanizada devido a um problema que lhe assalta a “existência”
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Ronald 17/07/2017

"[...] De deus e da morte não se têm contado senão histórias, e esta não é mais que uma delas."
Para os interessados em literatura aqui vai uma resenha amadora do livro "As intermitências da morte":
Com seu tom irônico, Saramago decide escrever sobre o que, provavelmente, é o maior temor da humanidade: a sua própria finitude. Na primeira parte da narrativa, nos é apresentado um país fictício no qual a morte encerra suas atividades por tempo indeterminado. Isso mesmo! A figura esquelética decide encostar sua famosa gadanha, com a qual costumava ceifar as vidas dos pobres mortais e opta por dar uma amostra da imortalidade. O presente é inicialmente visto como uma bênção vinda do próprio céu, no sentido metafísico da palavra, mas não demorou para que o "não morrer" se transformasse em um grande problema. O amontoado de gente moribunda ocupando os hospitais aumentam em proporções geométricas, as seguradoras falem, a previdência governamental fica no vermelho e as funerárias perdem sua matéria prima. Diversas camadas da sociedade são atingidas por uma crise nunca vista antes. O presente de grego da morte se mostra então como pesadelo para o Estado, para a iniciativa privada e principalmente para a Igreja, que acabara de perder o maior dos seus subornos: a promessa de vida eterna.
Saramago nos apresenta assim o que seria o outro lado da moeda da imortalidade: uma prisão da qual não há como escapar e, a depender dos nossos hábitos e de com quem teremos de conviver, ela será uma agonia sem fim. É por isso que os vampiros da literatura são sempre melancólicos, solitários e infelizes (exceto os que brilham na luz do sol). A segunda parte da narrativa é ainda mais interessante: o autor personifica a própria morte para que ela (sim, "ela") se justifique e devolva o "direito de morrer". A figura que era vista como a maior inimiga dos viventes, agora é aclamada como redentora. Mas a morte não decide apenas voltar de suas férias como também mudar a forma como exerce seu ofício: daquele momento em diante ela mandaria cartas roxas avisando sobre o falecimento com a antecedência de uma semana. A história aqui muda de ritmo e tom de uma forma elegante, e após uma das cartas ser mandada de volta para o remetente três vezes seguidas, passamos a acompanhar cada passo da morte em busca de explicações: onde já se viu? Nunca em toda a história alguém se atreveu a recusar uma ordem sua. A resolução desse mistério leva ao desfecho da história, no qual Saramago encerra de forma tão poética quanto icônica esta que, em minha humilde opinião, é uma das maiores obras do escritor português.
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Sarah 17/07/2017

Engraçado e prende a atenção
A história começa no primeiro dia do ano, o qual ninguém morreu. As pessoas começam a achar curioso o fato da mídia não noticiar morte alguma e pessoas que sofreram acidentes graves continuarem vivas, apesar de não terem mais condições de voltar a uma vida plena... e não "passam pro outro lado". Começa então o rumor de que a morte entrou de greve. Isso cria um caos, principalmente na Igreja ("se não há morte, não há ressurreição; se não há ressurreição, não há igreja"), nas funerárias, nos seguros de vida, nos asilos, e assim por diante... Saramago trata a situação fantasiosa com humor e genialidade, com diálogos rápidos e espirituosos, situações engraçadas e extremamente criativas. Me diverti bastante lendo esse livro!
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Deghety 21/06/2017

As Intermitências da Morte
De forma irônica e bastante reflexiva, Saramago desossa a relação vida/morte mesclado à um conjunto de fatores filosóficos, sociais, econômicos, políticos, éticos e morais.
Em As Intermitências da Morte, a morte se decide a cessar suas atividades em uma nação como represália por constantes lamúrias e ataques recebidos ao longo da história da humanidade, trazendo alegria à uns, angústia à outros e desordem geral na sociedade.
Como é sabido, Saramago tem uma escrita pouco convencional, leva um tempo para se habituar, mas esse livro é espetacular e vale esse esforço.
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glhrmdias 13/06/2017

3,5
Saramago é mestre em gerenciar conjecturas para situações absurdas do ponto de vista prático. Esse exercício revela-se de extrema valia para a compreensão de acontecimentos triviais, permitindo-nos uma apreciação mais lúcida tanto do presente quanto do que está por vir. O romance percorre diversas facetas dessas ditas intermitências da morte, tratando com absoluta coerência todas as hipóteses apresentadas, desde o plano político e sociológico até o fantasioso. O texto, contudo, me parece instável, mas respira bem dada a sua divisão em "tomos" razoavelmente bem definidos. Talvez não esteja no rol dos meus favoritos do autor, porém, pode ser uma interessante porta de entrada aos que buscam se aventurar na singular prosa saramaguiana.
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Amisterdan 12/06/2017

O valor da morte
As intermitências da morte ? José Saramago

Na maioria das vezes só damos real valor a algo quando perdemos, não importa o que seja, quando não mais a temos, é ai que sentimos a importância e a falta. Mas será que sentiríamos saudade de algo que sempre foi responsável por um mar de lágrimas na história da humanidade? Estou falando da Morte, sim, a responsável por ceifar a vida de uma criança e a vida de um assassino sem distinção. Se a Morte deixasse de fazer seu trabalho, nós comemoraríamos ou choraríamos?

Na primeira parte desse romance Saramago levanta algumas questões que nos afligiriam se a Dono Morte resolvesse tirar umas férias, se de uma hora para outra ela resolvesse não matar, o que aconteceria se descobríssemos que ?No dia seguinte ninguém morreu?. Na segunda parte vemos pelos olhos da própria Morte o trabalho burocrático que é ceifar vidas, e que até a morte necessita de uma mudança na rotina. Saramago parte de algo aparentemente bom, e nos mostra que nem sempre o que queremos pode ser algo realmente agradável.

Não preciso mais falar nada, Saramago é incrível, a premissa do romance é incrível, a Morte pode ser incrível, mesmo que nós não queiramos conversa com ela em curto prazo. Recomendadíssimo.
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Tecocesar 24/05/2017

Saramago express
E se a morte deixasse de agir? E se ela passasse a se comunicar com as pessoas antes da execução? Qual seria a implicação prática disso? A história é sobre um país no qual a morte deixa de matar. O governo vira um caos, algumas empresas beiram a falência e a igreja entra em colapso. O humor e a ironia de Saramago presentes nesse livro rápido de ler. Não achei uma obra prima como " Evangelho segundo Jesus Cristo" ou "ensaio sobre a cegueira", mas é um excelente livro.
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Momo 17/05/2017

Esse está no meu top top de livros preferidos de toda a vida. Não foi o meu primeiro contato com o Saramago, então já tinha mais ou menos uma certeza de que não ia ser tempo jogado fora. E realmente não foi.

No início é sempre trabalhoso se acostumar com o estilo de escrita do Saramago. Pra quem não sabe do que eu estou falando, ele narra tudo em parágrafos gigantescos de até três, quatro páginas. É como se ele seguisse o ritmo frenético de uma conversa de verdade, sem pausas estruturadinhas e tudo mais. Mas aí, depois que você se familiariza e aprende a ler dessa forma, a história flui de uma forma deliciosa.

Eu achava que As Intermitências da Morte ia ser um livro triste. Afinal, fala de morte, certo? Mas a coisa toda é muito engraçada, e é fácil se pegar olhando pras páginas com aquele sorriso no rosto. As cartas da Morte explicando sua "greve" são fantásticas. As reações das pessoas, mais ainda! É uma situação bem inusitada e o autor foi muito feliz e criativo nesse roteiro.

Aí o final...Ah, o final. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que ele vai pra um rumo completamente diferente do que você imagina. Se você espera ler um livro triste e se surpreende achando graça, vai se surpreender mais ainda no final. Eu adorei...Há quem não goste, mas aí fica a critério de cada um.
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