Ponte para Terabítia

Ponte para Terabítia Katherine Paterson




Resenhas - Ponte para Terabítia


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Thara 23/11/2009

Grata Empatia
Não pude conter as lágrimas do capítulo Não em diante. Suponho que todos já tivemos uma amizade marcante. Por algum motivo que escapa ao entendimento a correnteza da roda da vida às vezes ousa levar aquilo que fundamentamos com afinco. E por motivos da mesma natureza às vezes ela custa a tragar o que deitamos fora. Quando Jess encolerizado joga as tintas e o papel na água e esta demora a sumir com o material, há vias de sentir que *ela* esteja *desaprovando* a atitude. Procuro mencionar que perdemos a cabeça nessas ocasiões e a desolação interior é indescritível e ímpar. Ponte Para Terabítia é um espelho aos nossos próprios corações exauridos... Também uma seta que nos orienta no lide de nossas inquietações mais elementares. Trata-se de um livro infanto-juvenil, mas qualquer pessoa dotada de um mínimo de sutileza sai tocada e beneficiada pela leitura dessas palavras de uma simplicidade contagiante e de uma temática subjetiva abrasadora.
Eduardo 29/12/2009minha estante
bela resenha


Eduardo 15/01/2010minha estante
eu quase chorei, thara. só o não fiz pq Patherson foi moderada. se fosse outra autora, forçava a barra no drama, aí eu me afogava. mas o livro é muito bom.


Ana Claudia Car 08/10/2014minha estante
Esse livro é perfeito, e lágrimas rolaram...( confesso)


sara.lopes.1253 26/01/2015minha estante
Confesso que lágrimas tb rolaram, parabéns pela resenha.


lucy 04/06/2015minha estante
é um livro simplesmente inacreditável de tao perfeito ,já li quero reler e recomendo para outros.


Vanimar 04/07/2020minha estante
Ótima resenha!Gratidão!




francisco f. 26/06/2010

Feche os olhos; mas mantenha sua mente bem aberta...
Doçura e simplicidade em muito bem traçadas linhas... A inocência da infância, com os conflitos da maturidade em formação ("formada"); Fantasia, problemas, "soluções"/alternativas, questionamentos, fugas da realidade, e os abraços da ilusão. O tom com o qual se desenvolve não nos parece muito infantil, é mais um retrato do 'que foi' e, de vez em sempre, do 'que é' a infância (já vivenciada).

Uma fonte de inspirarão, admiração, que cria um laço eternizado na AMIZADE. Personagens carismáticos e um tanto quanto cativantes. Essa obra tem cheiro, música e muita cor. Que se alternam de capítulo pra capítulo, cada um em/com cada tom. É tudo muito explicito, NADA difícil de ser compreendido, a simplicidade com que (d)escreve se torna uma marca da Autora, as entrelinhas se fazem presentes, e são nossas próprias emoções, sentimentos e experiências que nos fazem atentá-las, perceber seus significados e valor.

Um daqueles livros que escolhemos para ser um 'eu' literário; ao menos, foi assim que o fiz! É muito meu, e bastante de todos... Nele estão meus maiores medos, segredos, valores, conflitos, desejos, algum sonho e boa dose de experiências. Um tanto pessoal, poderia ser um diário. E talvez seja essa 'pessoalidade' que o faz tão incrível, PRA MIM.

NÃO chega, realmente, a ficar entre os melhores livros que já li; mas sem duvidas é o meu PREFERIDO, o mais "meu", o mais 'eu'...


*Essa é uma entre RARAS exceções onde a obra cinematográfica não chega a estragar a literária, que considero, em alguns pontos, complementares.


Leia, assista: RECOMENDO!
FNEVES 08/04/2010minha estante
Concordo com você, por enquanto, esse livro foi o único que quando virou filme ficou perfeito. Assim que vi que era baseado num livro fiquei louca e no dia seguinte encontrei um e-book e comecei a ler. Mesmo sabendo como terminava eu só deixei de ler quando ele chegou ao fim...


Vanimar 04/07/2020minha estante
Bela resenha!Profunda!Nos leva a reflexão e desejo de ler logo o livro!




Minhee 16/05/2020

Bem Tocante
Acabei de ler esse livro e sinceramente ainda estou um pouco emocionada...

A escrita é bem simples, mas isso não faz os personagens menos complexos ou desenvolvidos. Acho que o fato de ser em terceira pessoa me fez ficar mais confortável com o livro, pois a forma como as coisas são descritas é bem superficial mesmo ? mas talvez isso seja porque Jess Aroon Júnior não é lá muito criativo ou observador.

Chorei novamente com o que acontece com a Leslie. Simplesmente não dá pra ficar tranquilo ao perceber as consequências do que acontece.

Tanto o livro quanto o filme são muito bons, mas pode ser que a história não seja de agrado de todo mundo. É um livro calmo, com um final meio aberto e que foca somente no nosso jovem protagonista.

É uma história sobre o impacto das pessoas nos outros e de mudanças.
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LiviaKuga 13/01/2009

Quem conseguiu não chorar nesse livro? Bom, não fui eu.
Esse livro mostra como a criatividade das crianças pode mudar o rumo de muitas coisas. Acho que é muito importante para todo mundo não deixar a criança interior morrer, né?
Gabriel Bob 13/01/2009minha estante
Com certeza eu também não consegui não chorar :p

Chorei tanto no filme como no livro

a história é muito emocionante!


Gabriel Bob 13/01/2009minha estante
Eu também não consegui não chorar, nem no livro, nem no filme

é muito bom e emocionante! Q




Liv 15/11/2011

Numa linguagem simples, Ponte para Terabítia retrata uma história de amizade nas bases da imaginação. Confesso que adiei o dia pra ler esse livro porque sabia ficaria com o coração na mão e horas desolada. Jesse Aarons é um menino qualquer, sem princípios e que quer ser o melhor da classe nas corridas do recreio. Ele tem um coração grande, porém pouco preenchido. Com a chegada de sua vizinha Leslie Burke, ele aprende a pensar por si próprio e deixar de se preocupar com o que os outros estão pensando. Isso demora um pouco, mas é disso que o livro retrata: como uma amizade pode fazer você achar a si mesmo e ser mais feliz. Leslie tem uma imaginação muito fértil e faz com que Jesse aprenda a utilizar a sua, de um modo minucioso, inventando um lar só deles: Terabítia. Ao longo dessas 182 páginas os dois vivem diversas situações onde usam a imaginação para controlá-las.
A morte de Leslie é a representação do esvaecimento das limitações de Jesse. Ele ainda era um menino retraído, que queria as coisas pra si, e leva um baque ao receber a noticia da morte da amiga. Acha que a culpa é dele. Bem, nada é por acaso, né. São coisas interligadas. O amadurecimento de Jesse é ligado a passagem de Leslie na sua vida. Ela foi um bem muito importante pra ele, alguém contido já na estruturação de sua vida. Ele não aceitaria a irmã em Terabítia se Leslie não o tivesse ensinado a perdoar, a esquecer, a viver, a abrir seu coração. A morte de Leslie foi, enfim, um marco de um novo Jesse. A amizade dos dois foi um marco no meu, e acho que de muitos, coração.
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jessica.guidolin 08/06/2020

O livro aborda a história de Leslie e Jesse, duas crianças com contextos de vida bem diferentes. Pode ser que eles nunca se conheceriam se não fosse a mudança de Leslie para o interior e se tornar vizinha de Jesse, o garoto que sofre bullying na escola e enfrenta grandes dificuldades dentro de casa.

No começo houve um estranhamento entre eles, mas logo a amizade nasce e juntos criam Terabítia - o reino da imaginação da dupla que fica no bosque, do outro lado do riacho, perto de suas casas. Para chegar lá, eles precisam usar uma corda grossa a fim de atravessar o riacho.

Apesar de sempre estarem junto, um dia Leslie foi à Terabítia sozinha, enquanto Jesse fazia uma visita ao museu com sua professora (seu amor platônico). Porém, esse dia mudou a vida deles... Não vou contar mais para não dar spoiler

Tive o primeiro contato com a história ainda na minha adolescência, e recentemente fiz a releitura. Pela segunda vez não contive as lágrimas. Apesar de ser considerada uma literatura infanto-juvenil, vale a pena colocar na listinha. A história e a amizade dos personagens são muito lindas.
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Eduarda 05/07/2020

Jess Aarons é um menino simples de 10 anos que vive com os pais e as quatro irmãs (duas mais velhas e duas mais novas) numa comunidade rural próxima à Washington, nos EUA. Ele passa suas férias treinando corrida para que, quando as aulas voltarem, ele realize o sonho de ser campeão nas competições que acontecem na escola na hora do recreio.
O garoto tem uma grande surpresa quando conhece a nova vizinha, Leslie, que tem sua idade e está na sala dele, pois, apesar de se tratar de uma garota, ela corre mais rápido do que qualquer dos meninos, e o intimida com sua inteligência e imaginação. Mesmo assim, Jess encontra em Leslie uma companheira leal, que vai apresentá-lo ao mundo da fantasia e ensiná-lo o real valor da amizade.

Uma história infanto-juvenil, ainda mais com um menino como protagonista? Se eu me arrependo, foi de não ter lido antes!
Estou familiarizada com essa história há mais de dez anos, desde que vi a adaptação com AnnaSophia Robb e Josh Hutcherson, mas o que dizer do livro? Quando me inscrevi pra esse Livro Viajante (iniciativa de empréstimo entre leitores do skoob) nunca passou pela minha cabeça que eu fosse amar tanto!
O Jess é tão adorável que a gente chega a ficar com vontade de adotá-lo, já que os pais dele parecem não valorizá-lo. E a Leslie nem preciso comentar, né? Uma verdadeira princesa! Na verdade a história é tão lindamente escrita que a gente ama até os personagens irritantes.
A narrativa é uma delícia e termina com uma sensação de melancolia e esperança ao mesmo tempo. Confesso que chorei um pouco de tristeza e um pouco de emoção.

Ponte para Terabítia é um lindo retrato da amizade, da infância e da importância da imaginação, e merece ser lido e relido. Foi minha 25ª leitura do ano e, até o momento, a melhor. Mais do que recomendado para pequenos e grandes!

site: https://donaguardia.tumblr.com/post/622844062785060864/ponte-para-terab%C3%ADtia-katherine-paterson
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Vitória Paesi 11/06/2020

Surpreendente
Sim, surpreendente. Já havia visto o filme inúmeras vezes e mesmo assim o livro me surpreendeu positivamente.
No começo, os três primeiros capítulos talvez, não me prenderam e achei a narrativa um tanto infantil, continuei por "respeito" à história e porque já sabia que ele seria infantil mesmo. Porém, com o desenrolar da história eu fui entrando no livro e até não percebi mais se parecia uma "história para crianças".
Li em uma sentada e chorei duas vezes! Super indico, independente da faixa etária.
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Cris Compagnoni 30/07/2012

Fazia tempo que um livro não me arrancava tantas lágrimas, foi aquele choro sofrido que vem acompanhado de soluços e tudo mais, ainda estou sob o efeito dessa história, que pode até ter sido escrita para crianças, mas acho que nenhum adulto poderia deixar de ler.

Dessa vez eu fiz o contrário, eu assisti o filme antes de ler, mas quando o fiz não tinha conhecimento do livro, isso foi em 2007 quando o filme foi lançado, eu lembrava superficialmente da história, ainda bem, e por isso a minha leitura não foi prejudicada. Engraçado que quando leio uma história ela fica por muito mais tempo na minha memória, dificilmente me esqueço de detalhes, e quando apenas assisto poucos anos são suficientes para que a lembrança dessa história se esvaia.

Peguei esse livro para ler por que depois de ler três biografias seguidas eu precisava de alguma coisa de fantasia, algo que me tirasse do mundo real, mal sabia eu que Ponte para Terrabítia é uma fantasia real, uma fantasia que acontece, é a pura imaginação das crianças, do mesmo jeito que eu tantas vezes fantasiei na minha infância e tenho tanta saudade, foi assim que aprendi a sonhar.

Essa é a história de Jess Aarons, um garotinho de 10 anos, o único menino da uma família pobre, tendo duas irmãs mais velhas e duas mais novas. Ele acaba de ingressar na quinta série, treinou as férias inteiras para ser o campeão de corridas da escola, mas no primeiro dia de aula a sua nova vizinha, uma menina esquisita que se veste como menino vai correr com os meninos e acaba ganhando.

Jess sempre se sentiu rejeitado na escola, não queria ser amigo de Leslie, a vizinha que lhe ganhou na corrida, pois achava que seria mais um motivo para rirem dele, já que ela era uma menina completamente diferente das que moravam ali, no interior. Leslie veio da cidade, seus pais eram escritores e muito carinhosos com ela; na casa dela tinha muitos livros e discos mais não tinha televisão pois seus pais acreditavam que o aparelho destruía o cérebro.

Mas o contato com Leslie foi inevitável, e a amizade que surgia entre os dois era cada vez mais forte, em pouco tempo eles começaram a brincar juntos em todas as tardes depois da escola. Terabítia foi como eles batizaram um bosque próximo às suas casas, para chegar até ele Jess e Leslie atravessavam pendurados em uma corda um riacho que há muito tempo estava seco, e só tinha água quando chovia muito.

Atravessar o riacho pendurado na corda era como passar por um portal, que os levava à um mundo mágico, Terabítia, um mundo só deles onde se coroaram rei e rainha, eram aclamados por seus súditos, lutavam contra monstros, se divertiam. Terabítia era o segredo deles, ninguém mais deveria saber.

Na escola eles sentavam longe um do outro, conversavam apenas na hora do recreio, protegiam-se mutuamente dos valentões da escola, e também sempre estavam junto no ônibus a caminho da escola. May Belle, a segunda irmã mais nova de Jess estava sempre atrás dele e morria de curiosidade de saber onde eles iam todas as tardes, e a professora de música era a única de que eles gostavam, e era a única que sabia da paixão de Jess por desenhos e o incentivava a continuar desenhando.

No Natal Jess queria muito dar um presente a amiga, mas não tinha dinheiro para tal, não adiantava pedir para os pais pois sabia que eles também tinham. Mas o menino ficou sabendo de um casal que estava doando os filhotes da sua cachorra, Leslie ficou tão contente e disse que esse tinha sido o melhor presente que ela já havia ganho. Da amiga ele ganhou um bloco de desenho e tintas, para ele não poderia haver presente melhor.

Com as chuvas da primavera o riacho encheu, e como Jess não sabia nadar ele tinha medo de dizer a Leslie que não queria ir para Terabítia, ele não poderia deixar que ela percebesse a sua falta de coragem, e a corajosa menina, mesmo debaixo de chuva queria ir para o mundo secreto deles e eles foram, mas Jess já havia decidido que no dia seguinte não faria o mesmo, inventaria uma desculpa qualquer para a amiga.

Fica muito difícil para mim explicar o que senti sem contar o final da história, por isso abrirei uma exceção para essa postagem. Recomendo á quem deseja ler o livro que pare a leitura desta por aqui.

No dia seguinte a professora de música de Jess ligou cedinho na sua casa e o convidou para ir com ela a Washington visitar um museu, ele nunca havia estado em um museu, pediu permissão para a mãe que ainda dormia e esperou que a professora passasse para buscá-lo. Pensou em chamar Leslie para ir com eles, mas resolveu não o fazer, pois ele nutria uma paixão secreta pela professora e pensou que aquela seria uma oportunidade de estar a sós com ela, e também Leslie já fora a muitos museus.

O dia de Jess fora perfeito, mas quando chegou em casa encontrou a sua família aflita mas aliviada por ele estar ali, a mãe disse que chegou a achar que ele havia morrido junto com Leslie, e lhe contou que a amiga caiu quando a corda em que eles se balançavam perto do bosque havia arrebentado e a menina bateu com a cabeça em uma pedra.

A essa altura da história eu quase não conseguia mais ler por causa das lágrimas, aquela menina diferente que chegou e mudou completamente a vida dele havia ido embora dessa forma trágica. Ela contava para eles as histórias dos livros que havia lido, criou com ele Terrabítia, o ensinou a sonhar.

O que mais me emocionou é a forma com que Jess passa por tudo isso, ele voltou a Terabítia para prestar uma homenagem a amiga, construiu uma ponte para que isso nunca mais voltasse a se repetir, e corou May Belle rainha daquele mundo. Ele sabia que em qualquer ligar em que Leslie estivesse era isso que ela desejaria que ele fizesse. Ele aprendeu a relacionar melhor com o pai e com toda a família, com a professora da qual ele não gostava também. Os pais de Leslie que havial se mudado para o interior apenas por causa da filha voltaram para a cidade, e lhe deixaram de presente todos os livros que eram da menina e a madeira para que Jess construísse a ponte.

A principal lição que eu tiro dessa história triste é que não podemos deixar de sonhar nunca, temos que ser como Jess que mesmo tendo perdido a sua melhor amiga ele nunca deixou de ir para Terabítia, levou a sua irmã para conhecer aquele mundo e a fez prometer que no tempo certo levaria a caçula também. Ele não deixou que tudo aquilo que Leslie lhe ensinou morresse com ela, nem o que eles viveram juntos, talvez tenha sido isso que deu força para que ele continuasse.

http://criscompagnoni.blogspot.com.br/2012/07/ponte-para-terabitia.html
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Fabrízia 01/05/2020

Prepare os lenços
Eu me acabo de chorar com o filme, com o livro não foi diferente. É uma leitura bem infantil, mas mas super tocante.
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