Eu Sou Alice

Eu Sou Alice Melanie Benjamin




Resenhas - Eu Sou Alice


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Regiane 30/06/2010

Mais que uma biografia!!!
"Ai, meu Deus, estou cansada de ser Alice no país das Maravilhas. Será que estou parecendo ingrata? Acho que sim, mas é que estou tão cansada... " Alice Liddell”

Quem foi Alice Liddell? Será que a maioria das pessoas que conhecem o famoso clássico “Alice no país das Maravilhas”, questiona isso? Ou a maioria das pessoas nunca soube que a incrível personagem de Lewis Carroll foi inspirada em uma pessoa, que realmente existiu?

Diferente do que muitos pensam, a vida de Alice não foi nada fácil. Grande parte achava que ela seria sempre como a menina da história, não aceitavam o fato dela ser uma pessoa normal e que com o tempo, envelheceu e nada sobrou daquele mundo fantasioso criado por Carroll.

Charles Dodgson – mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll – foi um professor de matemática, que lecionava em Oxford, na Universidade Christ College. O pai de Alice era o reitor na época. O professor tinha um fascínio pelas irmãs Liddell, e sempre que podia, passava tardes na companhia delas, contado histórias, fazendo passeios de barcos e piqueniques, tendo muitas vezes aproveitado esses momentos para fotografá-las – já que isso era um de seus hobbies.

Numa dessas tardes, Dodgson contou uma história, onde uma menina que chamava Alice caia em uma toca de um coelho e assim, encontrava um mundo mágico e surreal. A partir desse momento, a pequena Alice insistiu ao professor que escrevesse e publicasse sua história – era assim que ela desejava.

Aos 11 anos, a família de Alice rompeu sua amizade com Dodgson - se tornaram quase desconhecidos. Já em sua juventude, ela conheceu o príncipe Leopold, e eles se apaixonaram. Infelizmente por causa da antiga amizade com o professor - algo que incomodou os costumes da época - eles não puderam se casar. Frustrada e desiludida, mais tarde, Alice casou-se com o primeiro homem que lhe pediu sua mão, tornando-se a Sra. Hargreaves. Com ele, teve três filhos, onde o segundo foi homenageado com o nome do príncipe Leopold – curiosamente ele também colocou o seu nome em sua primeira filha.

Alice cresceu, envelheceu e aos 82 anos, ela já estava farta de tudo aquilo, queria ser vista de outro modo, mas sabendo que isso jamais aconteceria - diante de tanta melancolia, tristeza e solidão - a única coisa que lhe restou foi se contentar de que ela era, foi e sempre seria, Alice no país das Maravilhas. Que ironia, não?

Melanie Benjamin, nessa grande obra, mescla a ficção com os fatos de uma forma poética e emocionante, levando-nos ao encontro da realidade dura e triste de Alice Liddell.
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Andrea 07/02/2011

Fiquei interessada nesse livro depois de ler algumas resenhas e a sinopse. Afinal, já estava mesmo numa vibe Alice no País das Maravilhas - por causa do filme e da edição fofinha da Zahar.
(Obrigada, Danni e Cau, pelo empréstimo! o/)

Eu não conhecia NADA da história da verdadeira Alice. Não sei se, alguma, vez parei pra pensar na menina que inspirou a famosa personagem. Aliás, eu nem sei se de fato estava ciente que houve uma Alice, uma inspiração!

O livro é meio perturbador. Mesmo que seja ficção. É impossível não ver maldade no tratamento do Sr. Dodgson com Alice e suas irmãs. (E outras crianças, futuramente.) É assustador. E cativante. Porque por mais que você desconfie, você quer acreditar que ele apenas gostava da menina.

Com certeza, o mérito vai todo pra narração da Melanie. Ela conseguiu criar uma biografia - porque é uma - das mais instigantes. Eu queria saber como terminaria. Eu queria saber o motivo da ruptura entre a família de Alice e o Sr. Dodgson (apesar de ter imaginado e acertado). E eu queria saber porque Alice vendeu o livro.

Outra coisa legal - além das 3 fotos espalhadas nas 3 partes do livro - é que no final a autora te mostra o que é fato e o que é ficção. O que pode ter acontecido e o que nunca saberemos. Bem sacado.


Ah, e ainda teve uma aparição do Peter Pan!
Danni 16/03/2011minha estante
Amei sua resenha Dee =)


Thais 26/01/2012minha estante
Fiquei com ainda mais vontade de ler o livro agora!




Naty 09/03/2010

www.meninadabahia.com.br
Todos conhecem a pequena Alice que um dia caiu na toca do coelho e entrou no mundo das maravilhas. Mas quem foi Alice Liddell, a menina que aos 7 anos inspirou o Sr. Charles Dodgson a criar a história que depois assinou como Lewis Carroll? Esta Alice de carne e osso está aqui. Misturando ficção e realidade, Eu sou Alice reconstrói deliciosamente não apenas os bastidores da criação do livro Alice no país das maravilhas, mas a vida daquela menina travessa que no século XIX quase se casou com um príncipe de verdade. Sua biografia se mistura com o surgimento do clássico que encanta gerações até hoje. Por toda sua vida, ela carregou o peso de uma realidade que insiste em abafar a poesia. O romance eu sou Alice já nasceu um clássico e vai tocar o coração de todos com sua beleza. Entre nesse país das maravilhas.

"Ai, meu Deus, estou cansada de ser Alice no país das maravilhas. Será que estou parecendo ingrata? acho que sim, mas é que estou tão cansada... " Alice Liddell, por toda sua vida, viveu com o peso de ser uma eterna criança. E estava tão cansada disso. Cansada de ser lembrada como uma criança traquina, lembrada apenas por sua infância. Estava velha, enrugada, e não se sentia nada no país das maravilhas. A vida real não é um conto de fadas, a vida real é cruel, bombástica.

Alice era uma criança espevitada, com energia de sobra e o bondoso sr. Dodgson, professor de matemática da faculdade, da qual seu pai era reitor, era um amigo para todas as horas. Ele levava ela e suas irmãs pra passearem, contava histórias. O sr. Dodgson era um Deus para ela e suas irmãs. Numa das histórias contadas pelo sr. Dodgson, Alice pediu que ele a imortalizasse num livro.

O sr. Dodgson, pseudônimo Lewis Carrol, era um amante da juventude. Gostava de estar sempre rodeado por crianças, em especial Alice. E esse interesse todo fez com que os pais de Alice proibissem essa amizade. Mas o que Alice, não se recordava era que ela era apaixonada pelo sr. Dodgson, era ela quem o provocava.


Eu sabia fazer tremer o sr. Dodgson. Sabia como fazê-lo ir devagar. Sabia como fazê-lo esperar.


Com a proibição da amizade, Alice passou a odiar o inevitável, o crescimento, ela queria ser sempre a Alice dele, a eterna criança. Mas com o passar dos anos e início de sua juventude aparece um príncipe em sua vida, príncipe Leopold. E como num conto de fadas eles se apaixonam. Mas a rainha mãe não pode permitir que seu filho se case com uma mulher passível de escândalo, mesmo que proveniente de uma abastada família. O relacionamento de Alice com o sr. Dodgson nunca explicado poderia ser um escândalo para a nobre família.

E separados restou Alice se casar com quem a pedisse em casamento primeiro. Casou e colocou o nome de seu primeiro filho de Leopold, em homenagem ao seu amor. E a primeira filha do príncipe se chamou Alice. Alice teve três filhos homens, dos quais dois morreram na guerra. Com uma vida marcada por tragédias e correndo o risco de ficar sozinha Alice, finalmente decide quem ela quer ser: A Alice do país das maravilhas.

Eu sou Alice (ed. Planeta, 347 p.) é um romance envolvente que mistura realidade e ficção daquela garotinha, conhecida em todo o mundo, que vivia no país das maravilhas. Ser Alice é o sonho de toda criança. Recomendo!

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Litera.Mente 09/08/2020

Esse livro é muito interessante. Ele retrada a vida da "verdadeira Alice". Contando a história de Alice Liddell, a garota que foi a inspiração do escritor Lewis Carroll para a obra Alice no País das Maravilhas.

Ele era um professor universitário de matemática, que tinha uma amizade forte com a familia de Alice. Com isso ele se aproximou dela e suas irmãs, e se tornou um grande amigo das crianças, levando para passeios, aventuras e contando histórias.
Além disso, ele tinha um hobby de tirar foto de crianças, mais especificamente de meninas.

"Ai, meu Deus, estou cansada de ser Alice no país das Maravilhas. Será que estou parecendo ingrata? Acho que sim, mas é que estou tão cansada... "

O livro envolve uma polêmica que faz você se perguntar se o Lewis Carrol foi um pedófilo e qual era realmente o interesse dele na Alice.

É um livro bem interessante se você gosta de Alice no País das Maravilhas. Ele é um livro que mistura a realidade e a ficção, você consegue viajar na história é uma ótima oportunidade para se aprofundar, mas sabendo que nem tudo que está ali é verdade absoluta.


site: IG: @litera_mente_oficial
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Evelyn Ruani 20/01/2011

Encantador e Envolvente
Uma história linda e encantadora. Triste também. A narração em primeira pessoa, pela própria Alice, escolhida pela autora tornou tudo muito envolvente. Uma linda tarde de verão que escondia um segredo capaz de transformar a vida de duas pessoas de forma devastadora, cada uma a seu modo. A tênue linha entre o sonho e a realidade, a inocência e a ousadia, a infância e o amadurecimento, e a tristeza que permeou todos os episódios que no fim foram as peças que criaram "Alice no país das Maravilhas". Um clássico da literatura onde uma linda menina vive um lindo sonho. E como disse a própria Alice no livro:

"Talvez, de agora em diante, o livro fosse apenas uma lembrança feliz".
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Beth 19/06/2011

Melancólico...
mas cheio de conteúdo e constatações de quem foi a musa
















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































mas a-do-rei!!! Recomendo!


































































Marina Suassuna 24/01/2012minha estante
Chorei de rir com esse comentário!! kkkkkkkkk




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Lorran 28/06/2010

WWW.SUBTITULO.COM.BR
Resenha publicada no blog Subtítulo - www.subtitulo.com.br

Quando falei aqui sobre Alice no País das Maravilhas, questionei sua complexidade e de como é difícil compreender a história por completo. Como já havia dito, o livro é muito bom. Faz uma crítica - através de uma visão infantil - do universo adulto e de seus modos aborrecidos e artificiais. Mas senti necessidade de procurar algo mais.

Encontrei algumas respostas no ótimo livro de Melanie Benjamin, Eu sou Alice. Trata-se de um romance baseado na biografia de Alice Liddell, a musa inspiradora de Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll) no livro que leva seu nome: Alice no País das Maravilhas.

O livro é narrado pela própria Alice e dividido em três fases: infância, adolescência/adulta e velhice. Acho que não preciso dizer que a primeira é a mais importante para entender a relação entre Alice e Dodgson. É de arrepiar a parte onde Dodgson conta a história que virá a se transformar no livro que conhecemos:

"Quem gostaria de ouvir uma história?" perguntou o Sr. Dodgson.[...]
"Eu! Eu!" Edith (irmã de alice) bateu palmas.[...]
"E você, Alice?" perguntou o Sr. Dodgson em voz baixa e gentil.
"Sim, por favor, conte-nos uma história", pedi.
E ele contou.
"Era uma vez uma menina chamada Alice." Foi assim que ele começou.

Preciso relembrar que o livro é apenas ficção, mas baseado na biografia de Alice Liddell, e que, de certa forma, nos proporciona um retrato da verdadeira Alice e de como sua amizade com Charles Dodgson inspirou o livro. Muitos dos fatos sobre a vida de Alice não são comprováveis, devido a falta de documentos - como o seu envolvimento com o príncipe Leopold, bastante explorado no romance.

Durante a maior parte de sua vida, Alice preferiu ficar à margem do sucesso do livro homônimo. Apenas no final de sua vida, quando precisou de dinheiro - após a morte de dois filhos na guerra e do marido, pouco tempo depois - e resolveu leiloar o manuscrito que o Charles Dodgson havia lhe dado é que resolveu assumir seu papel na criação do clássico.

Essa opção se explica devido ao fato de a família de Alice ter rompido com o Sr. Dodgson pouco tempo depois da criação do livro. O fatos não são claros, mas Melanie procura se apoiar no que há disponível sobre Alice e Lewis Carroll e, como romancista, dá uma floreada em tudo.

A Menina Cigana, como ficou conhecida a foto de Alice tirada por Lewis Carroll, quando a menina tinha apenas sete anos (mesma idade da garotinha que caiu no buraco do coelho) mostra uma menina com olhos de mulher. A menina que inspirou o autor.

É exatamente essa fase da vida de Alice que é explorada na primeira parte do livro, e que nos revela o espírito captado por Carroll para criar sua grande obra.

O livro é realmente muito bom e uma excelente oportunidade para conhecer melhor a trágica e maravilhosa experiência da mulher que inspirou Lewis Carroll.
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Erika 07/11/2010

Logo quando acabei de le-lo fui ver o filme. E como já de esperado, tudo fez mais sentido do que antes. Percebi que "Alice nos País das Maravilhas" além de ser um belo "conto" infantil e muito colorido, faz todo o sentido.
Leiam e vocês entenderam o que estou falando.
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Nune 30/08/2016

FAVORITEI
Sabe aquele livro que quando você termina, precisa urgentemente que todos no mundo conheçam, e o amem tão desesperadamente quando você? Esse é Eu Sou Alice pra mim! Estou aqui pra enaltecer esse livro que foi com certeza o primeiro livro que não era sobre fantasia, algo mais adulto e sério, que me deu uma flechada no coração ??? Todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de Alice no País das Maravilhas. Mas nem todo mundo sabe a história de Alice Liddell e seu relacionamento com Charles Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll. O livro fala sobre a infância, vida adulta e velhice de Alice. Uma menina desde sempre muito rebelde, que para sua época tinha pensamentos bastante avançados! O começo é interessante, até que começamos a perceber que seu relacionamento com Charles, não é saudável. O livro nos transporta para os momentos mais tenebrosos da vida de Alice, até os mais singelos e apaixonantes, QUE MONTANHA RUSSA ?? Por ser de época, somos apresentados a toda etiqueta e ideologia do tempo, e devo dizer que senti como se estivesse lá. O livro tem fotos de Alice e sua família, que deixam tudo mais impactante. Com várias reviravoltas e um final inesperado, mas de nenhuma forma ruim, eu posso dizer que esse livro mora no meu coração ?? Misturando fatos e um pouco de ficção para preencher alguns momentos que nunca saberemos ao certo o que aconteceu, esse livro foi escrito com paixão e maestria, por uma autora claramente apaixonada por contação de história e o universo de Alice. RECOMENDO MIL VEZES ???- Para mais resenhas, @2.bookgirls
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Tami 04/07/2011

Quem é Alice?
Começo dizendo que não tinha ideia que a Alice no País das Maravilhas era baseada em uma menina que Lewis Carroll (ou simplesmente o sr. Dogdson) conhecia.

É um livro de ficção que tenta juntar as partes não contadas da vida de Alice. A autora fez uma boa busca sobre fatos da vida de Alice Liddell - e os descreve no final do livro - e tenta recriar os momentos que nunca foram descobertos (o motivo do rompimento da amizade entre Lewis e a família de Alice, por exemplo).

A história mostra a protagonista em todas as fases da vida: criança, adolescente e adulta/idosa. É interessante ver que existem três fotos no livro, uma para cada parte dele, que reflete a Alice de cada época.

Mesmo sabendo que era ficção, foi praticamente impossível não acreditar em tudo que Melanie Benjamin escreveu. Tudo fez tanto sentido, se encaixou tão bem na história, mesmo aqueles pensamentos mais íntimos da protagonista. Saí acreditando que toda a história era real e dificilmente vou substituir isso na minha cabeça.

Além de tudo, é um livro emocionante. Impossível não compreender e sofrer com Alice durante sua vida, e todo o seu fardo por ter que ser uma eterna criança.

Falando em eterna criança, o livro narra o encontro entre "Alice" e "Peter Pan", que é algo que aconteceu. Duas pessoas com o destino de serem para sempre crianças. Será que vale a pena ser eternizado assim?

“Ai, meu Deus estou cansada de ser Alice no País das Maravilhas. Será que estou parecendo uma ingrata? Acho que sim. Mas é que estou tão cansada...”

site: http://www.gavetaabandonada.com.br/2011/07/eu-sou-alice.html
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Luciane 16/06/2016

Qual a história da Alice no País das Maravilhas?
Este livro misto de realidade e de ficção, nos apresenta a história da menina, mulher e senhora Alice.
A pequena Alice tinha um amigo mais velho - Charles Doudgson -, que gostava muito de sua companhia. Esse amigo contou-lhe um dia uma história e essa história fez um grande sucesso como "Alice no País das Maravilhas". Mas o relacionamento de Alice amigo era algo que incomodava a sociedade da época e que deixou marcas profundas em Alice.
Ainda bem que a história muda...
""Eu não podia esperar nem mais um minuto para ter você nos meus braços , acho que foi isso." Sua face estava corada, os olhos brilhando com emoção reprimida; só me restou segui-lo e permitir que me dirigisse através da pista da dança - esbarando em outros pares, pisando em caudas de vestidos, e nem mesmo parando para pedir desculpas e ele me fez passar por uma pequena porta.
Finalmente, ele parou; pude recuperar o fôlego por um momento tentei consertar minha aparência; meu vestido estava amassado e eu tinha certeza de que a renda das anquinhas devia estar em frangalhos. Ali sozinhos, com a música soando abafada do outro lado da porta, Leo e eu simplesmente olhamos um para o outro e rimos. Era como se dividíssemos um segredo e tivéssemos conseguido enganar redondamente as pessoas, como duas crianças levadas.
"Enfim, sós, minha querida."
"Leo, você está tirando o meu fôlego"
De repente, se nenhum aviso, ele se inclinou e me beijou nos lábios, agarrou minha mão e começou a me puxar ao longo de uma passagem.
[...]
"Senhor, não estou brincando. O senhor me deixa, literalmente sem fôlego." Ri, mas falava sério, pois ele andava tão depressa que eu mal conseguia acompanhá-lo, apesar de ele segurar com firmeza meu pulso.
"Sinto muito, minha cara". Ele diminuiu o passo e voltou-se para sorrir para mim."
[...]
"No final das contas, tudo que tínhamos em comum era o País das Maravilhas; o País das Maravilhas que nos foi negado a ambos. Eu lhe havia negado esse país; ele o negou para mim.
"Sinto muito", eu disse finalmente a Leo. Coloquei-me diante dele - preparada para receber sua dor e sua rejeição - e pousei minha mão sobre o seu ombro e aceitei meu castigo."
[...]
"[...]; eles não faziam ideia de que o sol havia despencado do céu. Pois, embora soubesse que nunca veria Leo outra vez, assim mesmo me levantava todas manhãs consolada por saber que ele estava no mundo, acordava diante da mesma aurora rosada, dormia sob o mesmo céu noturno."
"Não diga nada", adverti-o. Levantei a cabeça e meus olhos encontram os dele. "Não tente reescrever o passado. Deixe-o para lá."
Este livro é do Grupo Livro Viajante


site: https://www.skoob.com.br/topico/grupo/1284
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