Good Omens: Belas Maldições

Good Omens: Belas Maldições Neil Gaiman
Terry Pratchett




Resenhas - Belas Maldições


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Ana 21/08/2019

Mas afinal o plano é Inefável
Good Omens (Belas Maldições) | Neil Gaiman - Terry Pratchett| 364pp | 4?| Bertrand Brasil


Good Omeans
A épica Batalha entre o Bem e o Mal, está prestes a acontecer, céu e inferno, mobilizam seus exercitos ( de anjos e demônios) para o grande conflito final. Com local e hora marcados, os quatro cavaleiros do Apocalipse irão se reunir ao Anticristo e será tarde demais para impedir o Armagedon, ou pelo menos era o que estava escrito em algum lugar, embora ninguém esperasse a interferência de uma improvável amizade entre um Anjo (Aziraphale) e um Demônio (Crowley).


Aziraphale e Crowley se cruzaram durante eras na qual a interferência do bem e do mal se fez história, tais como Genêsis, A Arca de Noé, A Idade Média e o próprio nascimento do Anticristo. Esses acontecimentos, motivaram Anjo e Demônio a se aliarem buscando minimizar os efeitos extremos da persona boa ou má na criança, na vil esperança de que assim, ela pudesse ser plausível quanto a extinção da vida dos humanos e do estilo vida que estes imortais tanto apreciavam.

"O nascimento é só o começo. A parte importante é a criação. São as influências."


Apesar de seus louváveis esforços, eles não contavam com o poder do ser humano de criar confusão a partir da ordem, e acabaram direcionados para o bebê errado, perdendo o real Anticristo, que por fim, cresceu como qualquer criança Humana comum, mas que em seu aniversário de 11 anos, despertou o poder capaz de selar o destino do planeta, o que afinal acontecerá no próximo sábado.

Narrado por Deus, o livro segue em um ritmo próprio, dialogando com o leitor e o convidando para se aventurar pelo inefável fim dos tempos, descobrindo justas profecias, a função de caçadores, magia das bruxas e a verdadeira fonte de força e poder provindas da amizade.

" As coisas que realmente mudam o mundo, segundo a teoria do Caos, são as coisas pequenas"

Um enredo fluído, cômico e com inúmeras e coerentes notas de roda pé, a obra de Gaiman e Pratchett, foi fielmente adaptada para TV e já está disponível no Prime Vídeo.
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Vini 12/08/2019

Enrolação demais, mas bom no geral.
Quando eu comecei a ler estava amando, rindo muito e achando muito legal tudo. O problema começou quando os escritores começaram a colocar muitos pontos de vista e tirar o foco dos protagonistas. O livro começou a ficar cansativo demais e eu li da metade pro final muito lento. Eu achei o final bem decepcionante também. Apesar de ter sido o que eu esperava que acontecesse e não consigo imaginar outro final melhor, a maneira como ele se desenrolou foi muito ruim. Tava lá na hora da ação e do nada acabou. Não deu pra aproveitar e foi bem brochante. No geral o livro é bom, até recomendaria pois tem uma história legal, personagens carismáticos e um senso de humor muito bom, mas não é nem de longe um dos meus preferidos.
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Vini 12/08/2019

Enrolação demais, mas bom no geral.
Quando eu comecei a ler estava amando, rindo muito e achando muito legal tudo. O problema começou quando os escritores começaram a colocar muitos pontos de vista e tirar o foco dos protagonistas. O livro começou a ficar cansativo demais e eu li da metade pro final muito lento. Eu achei o final bem decepcionante também. Apesar de ter sido o que eu esperava que acontecesse e não consigo imaginar outro final melhor, a maneira como ele se desenrolou foi muito ruim. Tava lá na hora da ação e do nada acabou. Não deu pra aproveitar e foi bem brochante. No geral o livro é bom, até recomendaria pois tem uma história legal, personagens carismáticos e um senso de humor muito bom, mas não é nem de longe um dos meus preferidos.
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Bart 31/07/2019

Belas Maldições
*Neil Gaiman e Terry Pratchett*

Diferente do livro anterior, esse é excelente! Não sou mt chegado em comédias, mas esse livro me fazia rir sozinho!! Se vc é mt religiosa(o)... não leia!

É um livro q mostra como a repartição de cima ? tanto quanto a de baixo? adoram o humor negro-sarcástico qnd o assunto é "a criação", principalmente nos dias de hoje!

Um anjo e um demônio se apegaram demais à nós, e os dois tentam evitar q o anticristo acabe com td, principalmente pela gastronomia (pelo lado do anjo), e as festas q só os humanos sabem fazer (por parte do demônio). Então eles precisam impedir q o armagedon aconteça.

Muita tiração de onda com tempo perfeito. Essa dupla de autores soube como fazer o negócio dar certo! Visivelmente fãs de Douglas Adams, a trama vai deixar vc preso, e com uma gargalhada fácil.

O livro é excelente qnd vc termina e quer mais! Um ótimo livro! Lavou o livro anterior.
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Só + um capítulo 26/07/2019

Belas Maldições
oje trouxe para vocês 5 motivos para ler Good Omens:
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😇Crenças: esse livro me deixou louca com as mais diversas teorias que eles trouxeram sobre a origem do mundo, a história de demônios, anjos, bruxas, caçadores de bruxas e profecias.
Os autores conseguiram dar uma boa esplanada de forma descontraída neste assunto e assim deixando o leitor aberto a uma nova perspectiva e sem instituir uma nova crença .
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😈Rindo de nervouser: apesar do fim do mundo estar bem próximo (segundo profecia de Agnes Nutter), nossos personagens Aziraphale (anjo) e Crowley (demônio), me fizeram dar boas risadas com suas missões e uma amizade peculiar, deixando tudo bem mais leve, tirando aquela tensão do fim do mundo, sabe?
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😇Notas de rodapé: se você é aquele leitor ávido por mais informações, este livro é ideal! Ele contém um guia de todos os personagens e suas funções/profissões e além disso temos notas de rodapé que explicam direitinho o que cada assunto significa e confesso que AMEI saber mais sobre as Freiras Satânicas da Ordem Faladeira de Santa Beryl, gostaria muito mesmo de um dia desses tomar um café com elas!
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😈Música: a editora @grupoeditorialrecord criou uma playlist com a trilha sonora da série/livro no Spotify, então você pode ler e ao mesmo tempo escutar as músicas selecionadas para esse livro, e gente as músicas fazem TODO o sentindo com a história, escutem! .
😇Reviravoltas: se você quer viver emoções sem fim, esse é o livro indicado, pois quando você acha que as coisas vão dar uma ‘’ acalmada’’, é aí que nos enganamos, não existe tranquilidade neste livro, afinal o fim do mundo está próximo e medidas extremas tem que ser tomadas.

site: https://www.instagram.com/capitulomais/?hl=pt-br
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De repente, no último livro 22/07/2019

Resenha do blog "De repente no último livro..."
Good Omens - Belas Maldições é uma hilariante história escrita por Neil Gaiman e Terry Pratcher recentemente adaptada pela Amazon no formato de série. É uma releitura divertida do Apocalipse, o que inclui um anjo e um demônio unindo forças para evitar o fim do mundo (afinal, no céu não tem sushi e no inferno não tem eletricidade!) e até mesmo o Anticristo, na forma de um guri travesso de 11 anos, se faz presente.

O que eu adorei nesse livro foi que, apesar de seu início bem confuso, é o tipo de leitura que pouco a pouco vai abraçando e divertindo o leitor. São diversos personagens excêntricos e engraçados que me pegaram desprevenida, já que eu não esperava encontrar tantas surpresas. A história toda se centra nos dias que antecedem o grande Armaggedon, quando Céu e Inferno preparam suas tropas para o que culminará com o fim da humanidade e, nesta luta contra um improvável Anticristo que na verdade só quer liderar sua gangue de três amigos, a gente encontra a descendente de uma profetisa que ninguém levava a sério e caçadores de bruxas que, em pleno século XX, não sabem exatamente qual seu lugar nestes tempos inquietantes.

Como eu disse, o início é confuso para o leitor se centrar. São tantos personagens que me vi recorrendo mais de duas vezes para a listinha que se encontra no início do livro (que aliás ajudou demais!). Mas com o tempo a história se torna muito gostosinha de acompanhar e surpreende positivamente. Apesar de ser uma releitura/ sátira do Apocalipse, gostei de notar que Gaiman e Pratcher desenvolvem uma trama leve, que busca retratar uma história antiga mantendo um alto nível de respeito à religiões diversas. Não há críticas à fé alheia e tampoco há a tendência de querer influir nas crenças do leitor, é aquele bom livro criado apenas para entreter, e nesta parte Good Omens cumpre seu papel com maestria e brilho.

A narrativa em terceira parte se centra em todos os muitos personagens e, por incrível que pareça, depois que a gente pega o ritmo dos autores, fica fácil acompanhar a jornada de cada um e entender o desenrolar improvável da trama.

Aliás, por ser tão improvável Good Omens se torna uma delícia. A gente não faz idéia de como os autores concluirão essa história e com essa narrativa tão descontraída, o leitor meio que se prepara para encarar um final inusitado e é exatamente isso que os autores entregam. Nada exatamente tenso, nada puramente filosófico, mas simplesmente um final que deixa no leitor a sensação gostosa de ter descontraído ao longo de mais de 300 páginas.

O que dizer dos personagens? Tanto o anjo Aziphael como o demônio Crowley fogem de qualquer padrão e se tornam tão queridos, completos e irreverentes que acabei me encantando pela construção de ambos e pela dupla improvável e carismática que formam. Ainda assim, meu favorito de todos se tornou o velho caçador de bruxas Senhor S. e sua vizinha médium que garantem os melhores momentos do livro (eu ri horrores com as partes finais do Senhor S., e por causa dele não vejo a hora de também conferir a adaptação disso tudo).

Good Omens - Belas Maldições é uma história extremamente divertida, bem construída e despretensiosa, que consegue ser uma releitura inusitada do Apocalipse bíblico sem se tornar uma crítica à religião nenhuma (o que é uma tremenda façanha já que, convenhamos, muitos autores não conseguiriam resistir à uma oportunidade dessas...) e ao mesmo tempo em que se torna leve, divertido e imparcial, também cativa o leitor, apresentando uma história carregada de detalhes e com uma multidão de personagens que, num primeiro momento, parecem ser confusos e incoerentes, mas com o passar dos capítulos se tornam parte de uma obra prima literária que revela o melhor de dois autores consagrados que conseguem finalizar com perfeição e surpresa uma releitura que poderia ter sido extremamente difícil, mas com Gaiman e Pratcher no comando se tornou imperdível para qualquer leitor. Vale a pena conferir essa delícia de livro e fica a dica pra todos conferirem também a série da Amazon, que vem colecionando elogios por muitos blogs e sites.

site: www.derepentenoultimolivro.com
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Jaque @blogmalucadoslivros 19/07/2019

Resenha: Good Omens
Um anjo e um demônio, juntos para impedir o fim do mundo. Um anticristo de apenas 11 anos e uma trama divertida e leve. Encontramos tudo isso em Good Omens (originalmente publicado como Belas Maldições).

Aziraphale é um anjo e Crowley um demônio. Apesar das diferenças os dois acabam se tornando amigos, unidos por algo em comum: eles estão na Terra acompanhando os humanos, desde o início dos tempos, se acostumaram com os costumes e tradições humanas e agora que o fim se aproxima, eles querem impedir o anticristo, que ainda é um menino de apenas onze anos.

" E agora eram três da tarde. O anticristo já estavam na Terra fazia quinze horas, e um anjo e um demônio bebiam sem parar por três horas."

Eu já conhecia a escrita do Neil Gaiman e mais uma vez me surpreendi com a narrativa e a forma com que o autor desenvolve tramas tão diferentes, e adorei conhecer a escrita de Terry Pratchett também, apesar de ter sido uma leitura um pouco confusa no início, mas assim que peguei o ritmo tudo melhorou e a narrativa fluiu.

Confesso que é difícil para mim escolher qual personagem eu mais gostei, porque Aziraphale e Crowley me conquistaram desde o início e eu adorava sempre que eles estavam juntos. Os dois foram personagens bem trabalhados e cativantes.

O livro foi adaptado para série no Amazon Prime, e eu já assisti alguns episódios e adorei. Até o momento, estou achando uma adaptação bem fiel, com poucas mudanças mas nada que mude drasticamente a história, vale a pena assistir e ler o livro!

Além de ser uma trama divertida que me fez rir em diversos momentos, também me fez refletir sobre muitas coisas.
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EstanteColoridadaIsis 15/07/2019

#ResenhadaColorida
Aziraphale é um anjo que atua na Inglaterra e trabalha como vendedor de livros raros nas horas vagas. Crowley é um demônio designado para a mesma área. Ambos gostam demais da vida na Terra para permitir que a guerra há muito tempo planejada entre o Céu e o Inferno aconteça. No entanto, o Armagedom já foi comprometido quando uma freira satanista desorientada entrega o bebê Anticristo para o casal errado. O garotinho cresce e, com 11 anos, Adam é completamente humano e normal.
Aziraphale e Crowley se juntam em uma jornada para encontrar o Anticristo e assim, evitar o fim do mundo. Em meio à uma série cômica de acontecimentos, o anjo e o demônio irão encontrar pelo caminho uma jovem ocultista, caçadores de bruxas e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
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💬Toda vez que eu vejo o nome de Neil Gaiman na capa de um livro já sei que lerei algo absurdamente surreal. Sempre me pergunto de onde ele tira tanta imaginação. Agora sobre Pratchett, não posso opinar porque nunca li nada do autor. Só sei que a versão do Apocalipse desses dois autores ficou completamente maluca. E não, isso não é bem uma crítica.
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Gaiman e Pratchett exploram a Criação, o Bem e o Mal, o Livre-Arbítrio, Religiões Organizadas, a Poluição e o Apocalipse nessa história. Assuntos bem densos, certo? Mas tudo é habilmente disfarçado em meio à uma loucura com anjos, demônios, um Anticristo ambientalista, bruxas e caçadores de bruxas, motoqueiros, etc. Os autores nos apresentam personagens cada vez mais malucos. Não posso me esquecer das piadas, trocadilhos e referências que são presença constante na narrativa. "Good Omens" é uma leitura insana, porém divertida, que não promete um enredo complexo e cheio de reflexão, mas sim algo para ler, soltar a imaginação e dar boas risadas.

A pergunta que fica é: Será que um anjo e um demônio foram capazes de impedir o Apocalipse ?
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O livro foi adaptado em uma série homônima pela Amazon Prime e estou doida para conferir.
E você, já leu ou assistiu à série? Me conte o que achou!

site: www.instagram.com/estantecoloridadaisis
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Loulou Almeida 13/07/2019

Amei mais que vinho!
Divertido e ácido! Como me diverti lendo esse livro. Realmente o Armagedon nunca foi tão hilário.
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Léo 06/07/2019

Apocalipse cômico
Como seria o fim do mundo sob a ótica de uma comédia? Quais dúvidas pairam sobre o destino da humanidade, do universo, de você?
Gaiman e Pratchett conseguem te fazer sorrir, rir e pensar. Questionar e questionar.
Excelente livro.
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Helder 02/07/2019

Ninguém segura este inefável Armagedom
Sejam bem vindos ao Samba do Anjo Doido ou Ninguém Segura este Armagedom.
É incrível a criatividade encontrada neste livro. Simplesmente inefável!
Azyraphale é um anjo. Crowley é um demônio, mas tudo isso são convenções. Na verdade, desde que tiveram uns problemas onde certa mulher comeu uma maçã em um certo paraíso, ambos se tornaram muito amigos.
E nestes milhões de anos a vida tem sido muito legal com esta dupla imortal.
O anjo gera uma boa ação ali, o demônio cria um problema acolá, e assim o universo vai se mantendo balanceado e ambos vão curtindo suas vidas terrenas e seus hobbies: O anjo é dono de um sebo e coleciona livros. O demônio usa óculos escuros ouvindo Queen no toca fitas de seu Bentley preto.
E tudo ia bem nesta balança, até que Crowley recebe uma missão: Realizar uma troca de bebes para que uma família passe a criar o Anticristo, que dali a 11 anos será responsável pelo Apocalipse.
Como todo bom profissional, Crowley também tem uma equipe, e ele terceiriza seu serviço, contando com as freiras satanistas da Ordem Faladeira de Santa Beryl, porém a Irmã Maria Loquaz, satanista devota desde que nasceu, confunde-se durante a “atividade” e envia o pequeno anticristo para a família errada no interior da Inglaterra.
Durante os próximos 11 anos, forças do Bem e do Mal ficam cercando a criança que acham ser o Anticristo para garantir que as previsões aconteçam, cada um reforçando as características do garoto para seu lado.
Mas é somente no dia do 11º aniversario do garoto que tanto Azyraphale quando Crowley percebem que o Cão do Inferno não escolheu o menino conforme as profecias, portanto entendem que algo está muito errado. Aquele anticristo está muito bonzinho! Ali não existem genes do mau!
Mas de acordo com o livro As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, a Bruxa, o mundo que eles tanto prezam vai acabar no fim de semana.
Começa, então, uma corrida para descobrir onde está o Anticristo e em paralelo parar com o Apocalipse, já que tanto para anjos quanto para demônios, o melhor lugar para se viver ainda é a Terra.
E ai Neil Gaiman e Terry Pratchett vão trazendo milhares de personagens cada vez mais malucos, como o jovem Adam, o anticristo ecológico e seus amigos, a Bruxa Anathema, e seus caçadores de Bruxa, uma velha cartomante picareta e principalmente os Cavaleiros do Apocalipse e seus amigos motoqueiros com nomes do mal.
É o samba do anjo doido!
Nada ali faz muito sentido. Talvez nem haja direito uma estória. O importante para os autores é não perder a piada, e haja piadas.
E não tem como a gente não se divertir com tantas citações e maluquices.
Azyraphale e Crowley se complementam, e é muito interessante vê-los como humanos cheios de falhas, e muitas vezes tendo seus papeis de Bom e Mau sendo confundidos.
E temos ainda o Anticristo que cuida de seu mascote e se preocupa com ecologia.
Este foi meu quarto livro de Neil Gaiman e finalmente acho que aqui ele se encontrou, mas tenho a impressão que as passagens mais insanas devem ter vindo de Terry Pratchett, um autor que até agora era desconhecido para mim, mas cuja situação já preciso mudar, pois seu senso de humor é a minha cara.
Saudades de TV Pirata, Apertem os Cintos , Monthy Python e todo este besteirol inglês e extremamente inteligentes.
Belas Maldições é um livro insanamente divertido, onde a imaginação corre solta e só pede que o leitor desencane e participe. A leitura no inicio é um pouco intrincada e a péssima diagramação da antiga versão digital dificultava um pouco mais, mas assim que você percebe que o intuito ali é se divertir, a leitura toma um ritmo insano, onde o céu (ou o inferno) é o limite para estes dois autores.
Infelizmente, no final, a dupla perdeu um pouco do gás que parecia interminável e o desfecho do livro acabou sendo um pouco mais simples e morno do que eu imaginava, mas mesmo assim ainda mantém todo o cinismo da narrativa.
E ainda tem o domingo!

"Dizem que o Diabo tem as melhores músicas. Isso é em grande parte verdade. Mas o Céu tem os melhores coreógrafos"
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Carol Santos 27/06/2019

Resenha | Good Omens: Belas Maldições
Good Omens, que recebeu subtítulo de Belas Maldições, é um prato cheio de surpresas para os fãs de fantasia. Meu segundo contato com a escrita do Neil Gaiman e primeiro com Terry Pratchett, saio feliz por ter conhecido algo tão único.

Aziraphale é um anjo. Crowley é um demônio. Uma dupla distinta que terá como tarefa evitar o Armagedom — mais conhecido como o fim dos seres humanos. Planejado tanto pelo Céu quanto pelo Inferno, eles entram em missão própria para impedir que o Anticristo realize o que está traçado desde seu nascimento — Anticristo seria a pessoa responsável por fazer acontecer o Armagedom. O que eles não esperavam é que essa jornada fosse desviar do planejado desde o início, afetando todo o andamento posterior. E para impedir que o fim dos seres humanos se concretize, eles traçarão estratégias com ajuda de algumas pessoas importantes que encontrarão pelo caminho. Só existe dois possíveis finais: o fim da humanidade ou não.

Nunca imaginei que gargalharia tanto em uma obra como essa. Um desenvolvimento que nitidamente foi feito para entendermos partes dele, é uma história que mesmo podendo classificá-la como confusa, encanta. Ainda que exista um contexto central que será evoluído ao longo das páginas, temos muitas informações aleatórias. Aleatórias no sentido de que poucas se interligam nesse enredo principal — com muitas referências geeks e ironias que podem gerar certas reflexões — e outras que claramente trazem elementos que não acrescentam tanto para o cerne, mas nos faz rir nas conversas. Infelizmente não consegui captar as justificativas da inserção deste tipo de coisa, contudo tiro meu chapéu para a ideia genial e que se entrelaçou a proposta.

Gosto bastante do cenário explorado ter um limiar com a religião, porque diferentemente de diversas outras leituras que acabam nos doutrinando sobre o assunto, o enfoque foi nos fazer pensar sobre — principalmente no final. As tiradas sarcásticas em determinadas passagens mostram o esforço dos autores em nos acordar sobre em que pés anda a sociedade como um todo, e reforça o fato de que pensemos nas atitudes que como seres racionais, estamos tomando.

"Pode ser que ajude na compreensão das questões humanas ter uma noção clara de que a maioria dos grandes triunfos e tragédias da história é provocada não por pessoas sendo fundamentalmente boas ou más, mas por pessoas sendo fundamentalmente pessoas." pág. 34

Dentre os personagens principais — teremos a formação de um grupo grandioso com relevância — os destaques ficam para Araziphale e Crowley. Uma dupla dinâmica que de lados "opostos" tem perspectivas comuns e coerentes. As melhores cenas com certeza foram onde eles participavam. Os diálogos divertidos, outros determinantes para as cenas importantes me fizeram ler mais rapidamente. Além deles, aparecerão como protagonistas o próprio Anticristo e seus amigos, uma jovem ocultista, dois caçadores de bruxas e uma idosa que aparentemente é cartomante. Uma equipe bem distinta né!? Prepare-se pois os autores conseguem uni-los perfeitamente.

Outro ponto que posso elogiar enormemente é a escrita. Foi difícil me lembrar que a história foi junção de dois autores porque tudo é muito coeso. Nenhuma vez senti mudanças abruptas de escrita, porém como conheço mais o estilo do Neil Gaiman, senti em específicas partes a sua maior presença. Me surpreendeu!

Falando em ser surpreendida, se preparem para um final que dificilmente foge do comum, contudo tem suas reviravoltas ao longo. Os autores foram felizes nas escolhas finais, e o modo como o elaboraram foi satisfatório. Obviamente encontraremos assuntos aleatórios, momentos a ser pensar, outros para rir e a tão aguardada resposta do fim da humanidade ou não.

De uma forma geral, Good Omens: Belas Maldições agradará os fãs do gênero, no qual também me encaixo. Uma leitura agradável e gostosa de se realizar! Saiu uma adaptação do livro para série na Amazon Prime Video, em que achei fiel ao que se encontra no exemplar, e consegui sentir toda a essência lida. Super indico realizar as duas formas de entretenimento.

"Crowley sempre soube que estaria presente quando o mundo acabasse porque era imortal e não teria alternativa. Mas esperava que ainda fosse demorar muito. Porque ele até que gostava das pessoas. Isso era um grande defeito num demônio." pág. 40

Na parte física, a edição é a imagem da série, e gostei — geralmente prefiro as capas originais, ainda assim a melhor escolha aqui foi essa. A diagramação é a padrão da editora, sendo espaçada e confortável de ler, e existe peculiaridades interessantes: é dividida por dias até a data do fim do mundo, sábado; não temos capítulos, então podemos falar que é um texto totalmente corrido; e por último, a narrativa é em terceira pessoa por diversos pontos de vistas. Entre de cabeça na leitura!

Acho que agora estou mais preparada para entrar de cabeça em outros exemplares tanto d Neil Gaiman quanto do Terry Pratchett e anseio por fazer isso em breve. Espero que tenham gostado!

site: https://diariasleituras.blogspot.com/2019/06/resenha-good-omens-belas-maldicoes-neil-gaiman-terry-pratchett-bertrand-brasil.html
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Silvana - Blog Prefácio 20/06/2019

O demônio Crowley e o anjo Aziraphale estiveram na mesma missão lá no início da criação, no Jardim do Éden. Como nenhum dos dois conseguiu cumprir sua missão decentemente, Aziraphale até perdeu sua espada flamejante no processo, eles tiveram que permanecer na Terra. E de uma forma meio estranha, já que são inimigos declarados, aquela coisa da guerra entre anjos e demônios, os dois acabaram virando amigos. Milhares de anos depois, eles estão bem satisfeitos com suas vidas. Crowley dirige um Bentley preto 1926 enquanto ouve os maiores sucessos do Queen fazendo uma maldade aqui e outra ali. Já Aziraphale tem um sebo onde faz o que pode para não vender nenhum livro, já que na verdade ele gosta de colecioná-los.

O que eles nem imaginam é que existe um plano arquitetado para acabar com o mundo e dar inicio a guerra entre o Paraíso e o Inferno, e Crowley terá um papel fundamental nesse plano: é ele quem vai dar o pontapé inicial entregando o prometido a seu devido destino. Crowley leva o bebê, o Anticristo, para o hospital onde funciona a Ordem Faladeira de Santa Beryl, um grupo de freiras que são em sua maioria satanistas. O Anticristo deveria ser criado por um diplomata americano, mas a freira responsável pela troca dos bebês, acaba fazendo uma confusão e o pequeno Anticristo acaba indo parar nos braços de um casal desconhecido que vive em uma cidadezinha do interior. Porém tanto Crowley como Aziraphale não estão nada contentes com a aproximação do Apocalipse, até porque não importa quem vai vencer essa guerra, nem o Céu, nem o Inferno são bons lugares para se passar a eternidade.

Então eles fazem um acordo para impedir o fim do mundo. Aziraphale envia sua equipe para a casa do bebê do diplomata e faz o que pode para colocar bondade no coração da criança, sem saber que o bebê foi trocado pela freira. Mas eles começam a estranhar o comportamento do garoto e só quando ele completa onze anos e o Cão do Inferno não vem até ele, que eles percebem que estavam monitorando a criança errada. Agora eles precisam encontrar o Anticristo e a única pista deles é o hospital das freiras. Quase chegando ao local eles atropelam sem querer Anathema Device, a descendente da bruxa Agnes Nutter, que escreveu o único livro com profecias justas e precisas sobre o fim do mundo. E eles nem imaginam que o Anticristo está mais perto do que eles pensam. Seu nome é Adam Young e ele é líder dos Eles.

“Isso era o que alguns humanos achavam difícil de entender. O Inferno não era um grande reservatório de maldade, não mais do que o Céu, na opinião de Crowley, era uma fonte de bondade; eles eram apenas lados no grande xadrez cósmico. Onde se encontrava a coisa em si, a verdadeira graça e a verdadeira treva da maldade, era bem no interior da mente humana.”

Eu já li alguns livros do autor Neil Gaiman que infelizmente não gostei, e quando esse livro chegou aqui e vi que era dele, meio que desanimei e já achei que não ia gostar. Mas então lembrei de uma pesquisa que respondi algum tempo atrás onde assisti o primeiro episódio de uma nova série chamada Good Omens e que gostei bastante, e dai que me toquei que a série era baseada nesse livro que eu tinha em mãos. Então já me animei em ler novamente. E logo em seguida eu vi a Tamires falando sobre um projeto de Leitura Coletiva do livro e resolvi participar. Foi minha primeira experiencia em uma leitura coletiva e achei bacana, mesmo nem metade do povo que se inscreveu tendo lido o livro realmente. A leitura foi dividida em três partes, das quais a primeira eu amei, a segunda achei que perdeu um pouco o ritmo e a terceira gostei bastante.

Sem dúvida nenhuma as estrelas dessa história são os anjos Crowley e Aziraphale e a impressão que dá é que a história foi construída depois que os personagens foram criados e que o livro foi criado para contar a história deles. Os dois são maravilhosos juntos e toda vez que aparecem, eles roubam a cena. E os diálogos entre eles são ótimos. Os autores usaram dos personagens para criticar tanto o fim do mundo descrito pelas religiões, como a mania que todos temos de querer justificar o que existe de errado no mundo jogando a culpa nos demônios e no "mal". Aqui temos um anjo que não tem somente bondade dentro de si e um demônio que não é feito somente de maldade. E tudo isso regado a um excelente humor.

Eu li algumas resenhas do livro, que já havia sido publicado por aqui pela mesma editora, só que com outra capa, e algumas falam sobre o livro lembrar muito o estilo de Douglas Adams e seu Guia do Mochileiro das Galáxias, de quem Neil Gaiman já declarou ser fã, e de a história ter referências a isso. Como eu não li nada dele, não sei dizer se isso procede. E falando na capa nova, eu particularmente não gosto de capas de filmes ou série, mas aqui eu amei já que quem está nela são os atores David Tennant e Michael Sheen, que trouxeram brilhantemente a química dos personagens do livro para a série. A série como um todo ficou espetacular e até o diálogos são iguais aos do livro. Por isso recomendo que assim que ler o livro, assistam a série.

A história é hilária do começo ao fim, desde a trapalhada dos dois lá no Éden, a troca dos bebês pelas freiras e os dois se unindo para não deixar o mundo acabar. Outros personagens que gostei bastante foram os Eles, o grupo de amigos do qual o Anticristo faz parte. É bem legal ver a interações entre eles e a amizade que os une. Quem também chama atenção é Anathema e suas tentativas de desvendar as justas e precisas profecias que de precisas não tem nada. E só não dei nota máxima para a história porque achei que os quatro cavalheiros do Apocalipse e os Caçadores de Bruxas foram personagens que deixaram um pouco a desejar e suas participações na história foram as mais mornas. Mas como um todo a história vale muito a pena, por isso indico a todos que querem dar boas risadas e conhecer dois personagens incríveis que com certeza se tornaram meus queridinhos.

site: https://blogprefacio.blogspot.com/2019/06/resenha-good-omens-belas-maldicoes-neil.html
Helder 27/06/2019minha estante
Adorei sua resenha. Resumiu muito bem a doideira desta estória. Há tempos eu não lia um livro tão cínico e engraçado. Ainda não acabei, mas na verdade acho que nem estou querendo que acabe, pra continuar rindo. Os novos cavaleiros do apocalipse acabaram de finalizar sua participação no meio dos peixes gigantes.


Silvana - Blog Prefácio 27/06/2019minha estante
É muito bom mesmo. E quando terminar assista a série que vale muito a pena.




Queria Estar Lendo 14/06/2019

Resenha: Good Omens
Good Omens, ou Belas Maldições, é o trabalho em parceria de Terry Pratchett e Neil Gaiman que ganhou uma adaptação em formato de série pela Amazon este ano. Foi relançado recentemente aqui no Brasil pela editora Betrand - que cedeu este exemplar para resenha. A história acompanha um anjo e um demônio enquanto tentam impedir o apocalipse bíblico; como eles vão fazer isso é que cria toda a graça da coisa.

Aziraphale e Crowley se conhecem há muito tempo - desde que o mundo foi criado, mais precisamente. Cada um a seu modo, vivendo em meio a humanidade, o anjo e o demônio aprenderam a gostar das peculiaridades da Terra e dos que habitam ela. Quando a chegada do anticristo é anunciada, no entanto, eles decidem que deveriam fazer alguma coisa para tentar evitar o fim dos tempos.

Com os anos se passando, cavaleiros do apocalipse chegando e o anticristo se aproximando da idade onde o armagedom vai cobrir a humanidade, o livro acompanha a dupla e outros personagens em meio às tramoias do destino, de antigas profecias e do inevitável confronto entre céu e inferno.

Good Omens é exatamente o que promete: uma sátira do apocalipse bíblico, usando de humor e de muita genialidade para construir uma trama bastante conhecida, que é o fim do mundo.

Aziraphale e Crowley não poderiam ser mais opostos. Um anjo bondoso e benevolente e um demônio curioso e impaciente. O que deveria ser uma relação de rivalidade acabou se tornando um relacionamento quase conjugal, com um conhecendo tanto sobre o outro quanto se é possível depois de tantos milênios. Foi, sem dúvida, o melhor arco de todo o livro.

As personalidades opostas criaram diálogos interessantes e hilários e situações absurdas que combinavam em muito com a presença dos dois. Vê-los tentando impedir o apocalipse, cada um a sua maneira, dentro das suas posturas, foi bastante divertido - e a narrativa fluiu muito bem no começo exatamente por acompanhar os dois.

"É assim que acontece, você acha que está no topo do mundo, e de repente vêm com o Armagedom pra cima de você."

Mas, conforme conhecemos mais sobre a dupla, também somos apresentados a diversos outros personagens chave para a narrativa. Adam Young, o anticristo, certamente é uma figura interessante; um garoto apaixonado pelo lugar onde vive, pelos amigos e pela ideia de conhecer mais do mundo, tem pouco de "anticristo" nele - o que deixa a leitura mais tensa, porque você não sabe o que esperar do arco desse menino.

"Dizem que o Diabo tem as melhores músicas. De modo geral, isso é verdade. Mas o Céu tem os melhores coreógrafos."

A bruxa Anathema e o jovem caçador de bruxas, Newt, também foram dois queridos; achei que me entendiaria em seus pontos de vista, mas eles eram atrapalhados e ansiosos em contraponto ao suspense de Adam e ao cuidado dos seres sobrenaturais. Os momentos entre os dois davam vida a situações mais destrambelhadas, uma vez que Anathema estava ali tentando entender as dezenas de profecias de suas ancestrais e Newt estava ali... Bem, primeiro para caçá-la, depois tentando impedir o fim do mundo junto com ela.

Good Omens é todo guiado por seus personagens, e o leque de personalidades tornou a narrativa bastante fluida e engraçada. Aziraphale e Crowley foram os protagonistas mais carismáticos e hilários que essa história poderia ter, completos opostos no que concerne a representação do "bem" e do "mal", mas a história deles, unida a de todos os outros nomes desse elenco, fizeram desse livro um favorito.

"Pode ser que ajude na compreensão das grandes questões humanas ter uma noção clara de que a maioria dos grandes triunfos e tragédias da história é provocada não por pessoas sendo fundamentalmente boas ou más, mas por pessoas sendo fundamentalmente pessoas."

A narrativa dos autores, aliás, é um show à parte. O humor satírico é latente e entrega momentos de te deixar gargalhando porque são tão absurdos e sem sentido que fazem todo o sentido dentro do contexto apocalíptico.

A edição está bem simples e bonita e eu não costumo preferir as capas das adaptações, mas ter Michael Sheen e David Tennant à frente do livro com certeza serve pra deixar meu coração fangirl feliz.

No mais, para fãs dos autores ou de profecias apocalípticas contadas por bruxas atrapalhadas e anjos e demônios perdidos em meio aos seus deveres sobrenaturais, Good Omens é uma das melhores leituras que você vai fazer.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/06/resenha-good-omens.html
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