Guia Para Assassinos Sobre Amor e Traição

Guia Para Assassinos Sobre Amor e Traição Virginia Boecker




Resenhas - Guia Para Assassinos Sobre Amor e Traição


4 encontrados | exibindo 1 a 4


cezarrebelo 10/11/2019

Romance de época queer <3
Guia Para Assassinos Sobre Amor e Traição é um romance de época com personagens reais que reimagina um ataque à Rainha Elizabeth I a partir do espetáculo Noite de Reis, dirigido por William Shakespeare. Numa Inglaterra protestante onde a prática do catolicismo era proibida e punida com a morte, somos apresentados a Toby Ellis e Katherine Arundell/Kit Alban.

Esse é um romance de época que tinha tudo pra ser típico, mas consegue ir muito mais além quando insere todo um enredo queer em que Toby é bissexual (na verdade acredito que seja pan, pois gosta de Katherine/Kit independente do gênero dela) e Katherine precisa virar Kit pra vingar a morte de seu pai, mas ela se identifica tanto com ser menino que pode ser considerada não-binário. Vamos viajar através do romance de "menino" com "menina-vestida-de-menino-que-na-peça-se-veste-de-menina-de-novo-pra-interpretar-uma-menina-vestida-de-menino-mas-que-na-verdade-é-menina" (ufa!). Entendeu a complexidade, Damares?

Em tempos de ataque aos direitos LGBTQIA+, a leitura desse livro é essencial e aborda questões de gênero de maneira leve e descontraída. A escrita é fluida e dá vontade de devorar o livro. O único ponto negativo pra mim seria o final, que foi meio final de novela da Globo, mas ainda é um ótimo livro.
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Quequel 25/10/2019

Comecei a leitura sem saber de muita coisa, mas pela capa e titulo achei que fosse uma historia de intrigas, mentiras etc, e é.. mas vai além, o livro aborda questões religiosas o tempo todo e recheia a narrativa sobre a escrita, o ato de escrever. me surpreendi!
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Krous 10/10/2019

Isso não é um livro, é um hino!
À medida que me aproximava das últimas páginas do livro, a letra de "The scientist" do Coldplay me vinha à mente porque eu "queria retornar ao começo" da história de novo, mas sem lembrar do desenrolar para assim poder saborear a trama, os personagens, os diálogos, os desdobramentos todos de novo.

Há muito tempo que não escolhia uma leitura que me fizesse lamentar não ter Alzheimer ou algum tipo de perda de memória. Se tivesse, poderia escolhê-lo novamente pra ler sem lembrar de nada. E quando terminasse, o escolheria outra vez e ficaria esse ciclo infinito. Não iria reclamar.

Mas o Alzheimer é uma triste doença e ter memória fraca não é nada legal na prática.

Eu me apaixonei por tudo deste livro e como sempre acontece, nem sei escrever uma resenha decente expondo por que ele é tão fantástico e todos devem dar uma chance.

Talvez porque temos dois protagonistas excelentes, fortes e apaixonantes.

Toby ou Katherine? Pra mim tanto faz. Eu lia o capítulo de um tão fascinada pela narração quanto lia o de outro. Sempre sedenta pelas novas informações sobre o plot central, os sentimentos ou passado que cada um revelava aos poucos.

Talvez pelos personagens secundários fortes e essenciais para a trama tanto quanto Toby e Katherine? William Shakespeare tornou-se um personagem aqui. E outras figuras reais também com direito diálogos inspirados e forte personalidade.

Ou eu recomendo pelo romance. Ele não é modo algum o fio central do livro e nunca chega a ser, amém, mas é bem conduzido, extremamente apaixonante. Além de ser entre dois personagens com muita puta química. Eu suspirava nas partes mais românticas tanto quanto no resto dos capítulos quando tanto Toby quanto Katherine estavam envolvidos nas artimanhas pessoais.

É importante lembrar que Toby e Katherine eram muito bons no jogo em que estavam e no disfarce, mas não infalíveis. Isso serviu para dar naturalidade às pistas que eles não percebiam sobre a verdadeira identidade do outro. Já vi em uma pá de livros e filmes personagens superfodas se tornarem uns burros à medida que a história avançava para caber na trama as revelações ou morte de um personagem menor ou a grande cena do herói salvando todo mundo. Então fiquei aliviada e contente de Virginia Boecker não ter usado subterfúgio manjado.

Ou eu recomendo por causa do texto. Envolvente, soberbo, uma qualidade indiscutível. Meu Deus, Virgina Boecker! Se eu pudesse eu te aplaudia de pé e te dava um beijo.

Este livro aqueceu meu coração, fez meus dias mais bonitos e estou até hoje melancólica que toda essa obra maravilhosa acabou.
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