Torto arado

Torto arado Itamar Vieira Junior




Resenhas - Torto arado


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Rodrigues 19/04/2021

Essencial!
Esse livro é um reflexo do povo carente do nosso Brasil. Um livro tão profundo e significativo. Esse livro nos permite conhecer um lado do nosso país que infelizmente ainda existe.
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Luciano Caldas 19/04/2021

Lírico, Realista e Mágico
Torto Arado deixará lembranças de uma das leituras mais significativas e realistas que já experimentei. Antes de tudo é preciso dizer o quão magistral é a habilidade de escrita que Itamar Vieira possui. Uma narrativa tão épica, lírica e realista só encontrei em Graciliano Ramos. Vamos lá, o livro é um assombro. Um acontecimento na vida de duas irmãs mudam suas vidas para sempre, ou talvez recolocam tudo no seu devido lugar. É interessante frisar que os personagens de Torto Arado é composto em sua maioria por mulheres. Cada qual com suas lutas e sonhos vão trazendo enredo para essa obra magistral. Torto Arado não deixa de ser um romance, mas não um romance qualquer, meio que sem propósito. O livro conta a história de um assentamento, de homens e mulheres que lutam por suas terras, um Brasil dolorosamente encalhado no próprio passado escravagista. A história descrita vai retratando o vai e vem da vida, crianças que nascem, mulheres que se casam, homens que deixam a fazenda em busca de oportunidades na cidade. Cada história tem sua valia, seu aprendizado. Impossível encerrar a leitura sem ao menos aprender e levar para a vida os valores mais profundos que nortearan a vida de Bibiana e Belonisia. Tudo o que eu disser daqui pra frente não conseguirá descrever profundamente o que Torto Arado, essa grande obra prima da literatura representa. Só me resta agradecer ao grande Itamar por este presente. ?Sobre a terra há de viver sempre o mais forte.?
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Anne 19/04/2021

Torto Arado
É tanta coisa a se dizer sobre esse livro que eu não consigo organizar meus pensamentos e escrever algo coerente.
A história primeiramente focada na tragédia que muda pra sempre a vida das irmãs bibiana e belonisia, se desenvolve em uma história com várias camadas sobre o sofrimento dos moradores da fazenda Água Negra, no sertão baiano. Trabalhadores que sofrem com as constantes secas e inundações e principalmente com a exploração de seu trabalho. Um povo que demora a se reconhecer como quilombola e entender o que eles representam.
A presença dos encantados e o sincretismo religioso que embala toda a narrativa também é algo que sem dúvidas enriquece a história e tem peso fundamental para o desenrolar dos acontecimentos. Depois de ler eu entendo por que dizem que o livro já nasceu clássico! leitura enriquecedora e de grande importância para todos os brasileiros.
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Andrea Fernanda 19/04/2021

livro muito bom, que nos mostra a historia pela otica de duas irmas e consegue englobar 3 geracoes e nos mostrar a vida dura, sofrida e encantada desses personagens que nos fazem refletir e entender como foi apos a escravidao.
De uma sensibilidade enorme e muito bem escrito
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robert.messias 19/04/2021

Um dos Brasis sendo representado de forma explêndida.
É incrível o jogo de palavras usado pelo Itamar Viera Júnior, tão poético como um raio no meio de um céu azul límpido. Tão cruel como uma chuva inesperada em um dia ensolarada. Assim, foi difícil conceber que este é o primeiro romance do autor, visto que apresenta camadas que no entanto atribuímos a autores que se encontram em sua fase madura de escrita.

A união, a força feminina, as referências geográficas e religiosas utilizadas foram tão bem pontuadas que, eu como geógrafo e futuro professor da área, fiquei imaginando ao longo de minha leitura diversas passagens que irei utilizar com meus alunos para exemplifica de maneira didática as desigualdades que ocorrem no campo brasileiro.

Estou estupefato com esse livro. Me sinto realizado pelo acesso a obra. Estou triste pela realidade retratada e apagada do noticiário da maioria dos brasileiro, mas feliz por uma pessoa conseguir demonstrar de forma didática que tal como o vento precisamos se movimentar para possuirmos vida.
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Frederico.Zanitti 18/04/2021

Comovente
O livro conta a história das irmãs Bibiana e Belonísia que sofrem com a escravidão contemporânea, preconceitos, privações e se ainda não bastasse todo esse quadro adverso, ambas são acometidas por um acidente quando crianças, quando elas acham um misterioso punhal na mala de sua avó e se machucam gravemente, principalmente Belonísia que tem sua língua decepada. A partir daí a história de luta pela sobrevivência aflora mostrando a exploração de sua família e do povo da região, os conflitos, interesses e todas as adversidades que eles são obrigado a enfrentar. Trabalhar na roça é tudo que os mais antigos do povoado sabiam fazer e a história mostra todo o tipo de atrocidades a que não submetidos. Levam uma vida sofrida perdendo entes queridos e sendo obrigados a viverem em condições de pobreza. Uma triste realidade em várias regiões em pleno século 21.
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Bárbara 18/04/2021

Torto arado
Que leitura incrível, extremamente necessária, mas com a sutileza e como a vida infelizmente é. Recomendo demais.
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Marcele 18/04/2021

Brasilidades
Bom vamos começar! Prêmio Leya, prêmio Jabuti, prêmio Oceanos e com certeza merecidos! Que livro!!! Ouso dizer lindo, não que a estória seja linda porque ela é sofrida, doída, forte, verdadeira, rica, pobre e tudo aquilo que o ser humano na sua essência e sem as interferências do consumo pode produzir.
O livro conta a estória de um povo quilombola no sertão baiano. As protagonistas são Belonísia e Bibiana, irmãs criadas por uma família da terra em que o pai é o curandeiro da região, Zé chapéu grande, e que na infância por curiosidade de criança uma delas sofre uma mutilação que as unem com um vínculo muito maior do que o ventre materno. Moram em Água Negra onde vivem do que plantam e plantam para ali viverem em suas casas de barro, sujeitas às variações climáticas.
As crenças do Jarê trazem alegria e fé para esse povo que vive do mínimo.
Mas termino dizendo ?QUE LIVRO LINDOOO? a escrita nos carrega para dentro das personagens, nos faz sentir o que elas sentem, nos faz querer ter a força que elas têm e principalmente entender muitas coisas da nossa história enquanto País de variados povos.
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Isa 18/04/2021

"Quando deram a liberdade aos negros, nosso abandono continuou. O povo vagou de terra em terra pedindo abrigo, passando fome, se sujeitando a trabalhar por nada. Se sujeitando a trabalhar por morada. A mesma escravidão de antes fantasiada de liberdade. Mas que liberdade? Não podíamos construir casa de alvenaria, não podíamos botar a roça que queríamos. Levavam o que podiam do nosso trabalho. Trabalhávamos de domingo a domingo sem receber um centavo. O tempo que sobrava era para cuidar de nossas roças, porque senão não comíamos. Era homem na roça do senhor e mulher e filhos na roça de casa, nos quintais, para não morrerem de fome. Os homens foram se esgotando, morrendo de exaustão, cheios de problemas de saúde quando ficaram velhos."


No fim das contas, o fim da escravidão foi só mais uma mentira. Mais um mito desse país, mais uma data no calendário, que na vida real não se fez concreta.
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Renato 18/04/2021

Inacabado
Às vezes ser uma voz discordante pode soar antipático ou antagônico, mas o debate é que faz o crescimento e vale o risco. O livro traz mais méritos que defeitos e é bastante louvável por trazer à luz os quilombolas e a opressão a que são submetidos, na voz de quem conhece o assunto e tem equilíbrio de opinião. O tema é bonito e louvável, especialmente porque Itamar mostra conhecer bem a realidade dos quilombolas, em profundidade. Mas do ponto de vista literário, do mérito ficcional, ?Torto arado ? tem dois relevantes limites. Em primeiro lugar, não é um livro de realismo mágico e tem uma quebra de desenvolvimento do enredo bastante expressiva. O principal conflito do livro, o acidente com a faca, cria uma expectativa que não é desenvolvida em momento algum do livro. O leitor espera que aconteça alguma coisa mágica ou diferente no relacionamento entre a menina muda e sua irmã, mas este conflito magicamente desaparece do enredo, o que frustra o leitor. Todorov explica em seu livro ?as estruturas narrativas?: ?Se não há desenlace, não temos a sensação de uma trama. Para construir uma trama, é preciso que o final apresente os mesmos termos do começo, se bem que numa relação modificada. ? Em segundo lugar, o autor opta por uma linguagem acadêmica e rebuscada, que pode não ser percebida, ou até lida com naturalidade por leitores com formação acadêmica superior, onde esta linguagem é particular e corrente. Uma narração em primeira pessoa, feita por uma menina quilombola, deveria ser minimamente verosímil. Separei dois trechos que passam a impressão de que o texto mais se aproxima de uma ficcionalização de tese acadêmica, linguagem que é incompatível com a fala de crianças quilombolas: ?Como se entre nós não houvesse se imposto um interdito pelo ciúme que senti de Belonísia?. ?Percebi que havia algo vigoroso e decisivo nas suas enunciações sobre o trabalho, sobre a relação de servidão em que nos encontrávamos?. Enfim, o livro é feito de ideias muito boas, uma realidade rica que merecia ser lapidada com carinho e de uma forma cuidadosa.
Marlo R. R. López 19/04/2021minha estante
Pontos interessantes. Mas o incidente com a faca não é o principal conflito da trama, é até difícil imaginar que seja. Ele é a circunstância que torna possível que as duas personagens principais se desenvolvam, cada uma à sua maneira, e reajam de formas distintas diante dos conflitos que vão se sucedendo no decorrer do romance. O incidente com a faca não necessita de desenlace porque ele não pode ser tomado na sua literalidade; é, acima de tudo, uma metáfora, e sua potência reside na imagem que a metáfora produz - uma negra quilombola que tem a língua arrancada pela adaga de um branco, ainda que o branco em questão não participe dessa ação (uma informação revelada apenas no final, a propósito, o que configuraria uma espécie de desenlace). Quanto à linguagem de viés acadêmico utilizada, isso também não me escapou, mas consegui abstrair.




Laura 18/04/2021

Realmente um clássico
Ouvi muito que este livro nasceu clássico e agora que eu o li consigo entender o porquê.
O livro nos apresenta uma realidade brasileira muitas vezes esquecida em que pessoas vivem em situação de trabalho escravo contemporâneo. Também somos apresentados ao Jare, uma prática religiosa presente na região da chapada Diamantina.
A história te prende desde o início com um evento marcante que ocorre na vida das irmãs Bibiana e Belonísia e que te faz querer saber o desenrolar da vida destas irmãs.
Recomendo fortemente a leitura.
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Clara 18/04/2021

esse livro é um acontecimento!
A leitura é super fluida e tranquila, e o enredo é bem impactante em vários momentos. Livro de literatura nacional obrigatório para os leitores. Favoritado!
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Josiele.Baron 18/04/2021

Um final inesperado!
A história das irmãs Bibiana e Belonísia é belíssima por si só. O laço que as une e, principalmente, a descrição de suas vivências, exploração e luta na fazenda Águas Negra já é o suficiente para capturar o leitor desde a primeira página. O toque de maestria fica por conta do terceiro narrador, o mais original e inesperado, e que sela a narrativa de modo brilhante!
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Fernanda 18/04/2021

O jarê sendo visto
É interessante a narrativa ser polifônica, dando a possibilidade de outros focos narrativos. Quem melhor para narrar a própria história do que o "eu"? Até mesmo um narrador que existe em outro plano, não no terreno, tem voz. E faz sentido, já que as acompanha.
"Torto arado" deixa na gente uma passagem detalhada do sertão baiano, das religiosidades do povo de Água Negra, esmiuçando a complexidade da relação entre irmãs, a princípio harmoniosa, para depois transformar-se em uma troca tensionada. Definitivamente inaudível, mas há algo maior do que o som da voz nessa comunicação, que perpassa entendimento lógico. A familiaridade sempre se mostra maior no caso de Bibiana e Belonísia.
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Bebel 18/04/2021

Um retrato do Brasil
Torto arado foi uma escolha do acaso, mas que se tornou um favorito. Leitura indispensável para conhecer o Brasil e suas múltiplas afetações. Potencial enorme para se tornar um clássico. Despertador de uma consciência que constrói nossa identidade como nação e povo.
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