Cora Coralina

Cora Coralina Cora Carolina




Resenhas - Cora Coralina


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isa.dantas 17/09/2017

É a simplicidade que faz de Cora Coralina uma escritora genial!
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Carol 26/08/2016

Fascinante
Cora Coralina apresenta uma leitura fascinante no mundo das poesias. É possível percorrer sua história, sua infância, seus pensamentos e até mesmo sua alma. Realmente foi uma mulher a frente de seu tempo, a quem muito admiro e trago comigo seus diversos ensinamentos. Sou goiana e para mim é um orgulho ter uma poetisa tão importante como Cora aqui em Goiás. Esse livro está entre aqueles que sempre vou ler, reler e indicar aos bons amigos e leitores.
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Renata CCS 24/06/2014

Doceira, contista e poeta.

"Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia (...)"

Pelo trecho desta carta dirigida a Cora Coralina em 1983, por Carlos Drummond de Andrade, após ler a obra “Vintém de Cobre”, nota-se que o poeta encantou-se com o seu trabalho e, ao ter a carta divulgada, Cora desperta o interesse do público leitor e fica conhecida em todo o Brasil.

Cora Coralina (pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas) era uma mulher simples, doceira de profissão e alheia a modismos literários. Produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Modesta, ela se achava mais doceira do que escritora. Cora escrevia com simplicidade e seu senso poético já se percebe na escolha do pseudônimo. Passei algumas horas em companhia de suas palavras e posso afirmar que esta senhora escrevia sem rodeios, sem meias-palavras, com sabedoria e sensibilidade. Além de escrever sobre sua cidade natal, versou sobre a essência da alma feminina, falou sobre a família, relacionamentos, filhos, sonhos, mágoas e amor.

Devo confessar que apenas conhecia um pouco da obra de Cora Coralina antes desta leitura. Não posso dizer que me apaixonei por sua escrita, mas Cora me lembrou, em vários momentos, que a vida exige intensidade e de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Uma mulher de alma doce, como os doces que fazia.


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Catharina 27/06/2014minha estante
Sou uma leitora ávida de poesia, e adoro Cora Coralina. Embora você nao tenha se encantado com seus poemas como eu, gostei muito do seu comentário: "(...) Cora me lembrou, em vários momentos, que a vida exige intensidade e de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito."
Uma doce sensibilidade!




Catharina 24/01/2014

"Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras. Palavras são como folhas de plátano soltas ao vento... em direção aos novos horizontes. Deixá-las voando irreverentes, sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem, sempre a favor do vento. Assim é o ato da escrita, deixar fluir palavras que, voando devagar, ao caírem, adubarão terras distantes."
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Lucas 19/10/2013

Cora Coralina
Cora Coralina relata através de seus poemas em principal, sua infância e crônicas de sua vida, além das lições que a vida a ensinou.
Nessa coleção de Darcy França Denófrio, o livro é dividido em sete partes. Sendo cada uma, reunião dos poemas centrados naquele específico assunto. As partes são: NOS REINOS DE GOIÁS, CANTO DE ANINHA, CRIANÇA NO MEU TEMPO, PARAÍSO PERDIDO, ENTRE PEDRAS E FLORES, CANTO SOLIDÁRIO e CELEBRAÇÕES.
O livro ainda possui alguns extras como: Sua biografia, comentário de Darcy França a seu respeito e sua bibliografia divida em gêneros.

Recomendo expressamente qualquer obra dela! Boa leitura!

site: http://conhecimentocompactado.blogspot.com.br/2013/07/cora-coralina.html
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Larissa Duarte 01/03/2013

Versos, doces e uma flor chamada Cora Coralina (literalmente!)
Publicado originalmente em Elas Sabem Tudo de Livros (www.elasabemtudo.com)


Ela publicou seu primeiro livro aos 75 anos. Foi a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, além de receber o título de Doutora Honoris Causa da UFG, embora tenha cursado apenas a terceira série do primário. Passou a maior parte da vida trabalhando como doceira (inclusive, afirmando se considerar mais doceira do que poetisa), aprendeu a datilografar aos 70 anos, porém não participou da Semana de Arte Moderna – foi proibida pelo marido. Cora Coralina (que já emprestou seu nome à uma flor, a Hemerocallis Cora Coralina) é hoje conhecida como "Cora dos Goiases", por ter se tornado um verdadeiro símbolo do estado de Goiás, onde nasceu. Cora é, na verdade, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretas, uma das primeiras mulheres a publicar poesia em Goiás, e uma das grandes poetisas brasileiras.
Agora que sabemos quem foi Cora Coralina...

Bem, agora podemos falar sobre este livro que, por ter sido distribuído pela Secretaria da Educação, está pulando por aí: trata-se de uma seleção feita por Darcy França Denófrio ("poetisa, ensaísta e crítica literária, mestre em Teoria da Literatura e professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás"), onde estão reunidos os principais poemas de Cora. Eles foram divididos em sete seções, de acordo com critérios temáticos e estéticos – e acompanhados por um prefácio muito, muito interessante.
Este prefácio de Darcy Denófrio é, na verdade, uma aula de literatura... Ele analisa a obra de Cora Coralina, fazendo muitas referências à sua infância e juventude, à sua formação, ao contexto literário da época, ao ambiente em que ela foi educada – e mostra, inclusive, o quanto foi bom para sua obra a ausência de uma "educação formal", o que a obrigou a ser autodidata e "a formar um pensamento livre, verdadeiramente independente", nas palavras de Darcy. Este prefácio, também, nos prepara para os poemas que virão – alguns descritos como "um belo exemplo de sucesso estético".
O livro termina com uma biografia ("De Aninha a Cora Coralina") com extensas informações sobre sua vida, inclusive sobre os diversos prêmios que recebeu, e menciona o fato de que ela quis, ainda em vida, ver sua pedra tumular pronta, com seus próprios versos. "Antes que alguém escreva bobagens no meu túmulo, deixo o que quero para marcar minha passagem por essa vida".
Sobre esta escritora tantas vezes desconhecida para nós (eu mesma apenas tinha ouvido falar nela, sem nunca conhecer seus poemas) a única recomendação a ser feita é a aquela que aparece em uma estampa de camiseta criada por estudantes, que substituía o logotipo e o slogan "Beba Coca-Cola", por uma espécie de trocadilho:
"Leia Cora Coralina"!
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