A Megera Domada

A Megera Domada William Shakespeare




Resenhas - A Megera Domada


98 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7


Coruja 20/04/2011

De todas as peças do bardo, sempre torci o nariz para A Megera Domada - a idéia dessa peça ia de encontro às minhas mais profundas sensibilidades femininas (e feministas). Mas o Dé está desde o ano passado insistindo em ler e comentar esse livro, de forma que acabei dando o braço a torcer. Fui procurar o livro na estante...

...e descobri que só tinha adaptações do tipo paradidático. Pior que isso: quando catei o original na livraria e folheei as primeiras páginas, cheguei à mui chocante conclusão de que JAMAIS TINHA LIDO O BENDITO!

“Pronto. Desonra. Desonra para a tua família inteira. Toma nota: desonra para você, desonra para tua vaca....”

Hã... o que Mulan tem a ver com o assunto mesmo? Ah, sim. Bem, é uma grande vergonha para mim admitir que não tinha lido A Megera Domada e ainda assim o tinha riscado da minha lista de “peças de Shakespeare para ler antes de morrer” (outro dos meus projetos de vida). Assim, só me restava reparar meu erro: li a peça e foi logo em inglês, para poder me penitenciar (experimenta ler Shakespeare em inglês para entender do que estou falando...)

Ok, então... eu continuo não gostando do Petrucchio. Não gosto da forma mercenária com que ele escolhe sua noiva e não gosto do tratamento que ele dá a Catarina. Mas ao menos posso hoje entender bem mais a Cata e o verdadeiro sentido da peça.

Então... Batista, um rico senhor de Pádua, tem duas filhas: Bianca, a caçula, é linda, meiga, doce e obediente... o exato oposto da irmã, Catarina, cujo epíteto carinhoso de megera resume tudo o que se há para dizer sobre a jovem.

Bianca é sempre seguida por um cortejo de pretendentes. O problema é que seu pai só permite que a caçula se case quando a mais velha estiver encaminhada – e nenhum homem em sã consciência, a despeito da beleza ou do dote da moça, está interessado em Catarina.

Até que chega a cidade Petrucchio, ele mesmo nem de longe um primor de gentileza. Petrucchio é amigo de Hortêncio, um dos pretendentes de Bianca. Tendo seu pai morrido recentemente, recebeu sua devida herança e está agora atrás de uma esposa – uma, de preferência, que venha com os cofres cheios.

Ao saber do dote de Catarina, ele decide que ela dará para o gasto e se põe a provocá-la terrivelmente, contrariando tudo o que ela diz. Aparentemente, Catarina cai de amores pelo neanderthal logo de cara, porque a despeito de toda a sua fúria, ela nada diz contra o casamento e o único momento em que se desespera com toda a situação é justamente quando o noivo se atrasa para a cerimônia.

Há o enredo secundário da confusão causada por Lucêncio, outro nobre jovem (só tem nobres nessa história...) que se disfarçou de pobre professor para aproximar-se de Bianca – mas ele não guarda tanto interesse quanto o primeiro. Na verdade, A Megera Domada são várias histórias dentro de uma história: a megera é uma peça encenada no meio de uma brincadeira que um lorde que acaba de voltar da caça prega num bêbado que encontra na estalagem.

Aliás, é uma pena que não tenhamos o deslinde da peça pregada em Sly; eu bem gostaria de ver o que ele faria quando acordasse novamente pobre.

O caso é... Petrucchio e Catarina se casam e ele continua com sua tortura – não a deixa comer ou dormir, a pretexto do amor que sente por ela: a comida está queimada, os travesseiros, muito duros e para sua querida Cata, apenas o melhor é permitido.

Afinal, se tudo o que faz, faz sob o argumento de amá-la, não há como contradizer isso.

E é então que Catarina concorda com ele. Se Petrucchio quiser que o sol do meio dia seja lua, lua ele será. Ao concordar com o marido, ela assume o controle, invertendo o jogo e colocando a estratégia de Petrucchio contra ele mesmo: se ela concorda, ele nada pode negar a ela.

E eis a essência da lição de Catarina, a megera: aconselhando as mulheres a fingir obedecer, ela as ensina como comandar.

Conclusão da história: continuo não sendo uma grande fã dessa específica peça – embora seja da opinião de que é uma das que melhor se presta a adaptações, até porque não me lembro de uma adaptação dessa história de que não tenha gostado – mas posso entendê-la melhor agora e falar com conhecimento de causa sobre o assunto.

Ou, pelo menos, posso dizer que realmente já li o livro...

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
Isabella 06/05/2011minha estante
Adorei. Uma resenha de uma peça de Shakespeare com uma citação de Mulan, bem original. (:


Camila 18/08/2012minha estante
Esta é a peça do autor que eu menos gostei, e olhe que eu já li várias, embora não tenha lido todas. Acho exageradamente machista e acho que o autor já fez trabalhos muito mais sutis e filosóficos, mesmo quando explorando o tema da situação da mulher de sua época diate do marido. Concordo quando você fala que Catarina não diz uma palavra contra o casamento e isto diz um bocado de coisa, mas de qualquer maneira é um texto que fala de humilhação, orgulho, humildade e inteligência. Afinal, em quantas situações da vida já não tivemos de utilizar o ditado "se não pode vencê-lo, junte-se a ele"?


Aline 26/10/2013minha estante
Amei, muito mais do que O sonho de uma noite de verão. As vezes acho que deveria ter começado a ler Shakespeare por ela.


Sarah Alcântara 07/02/2016minha estante
Olha, tinha muito a vontade ler, pois inspirou uma das minhas novelas favoritas "O Cravo e a Rosa", cacei esse livro e achei, comprei. Mas desisti de ler, quando vi que no final Catarina se submete, eu como feminista odiei! Nem quis ler o livro. Mas vendo por esse seu ponto de vista que Catarina ironizou, quem sabe eu não tente ler ele.




spoiler visualizar
Carol 15/04/2013minha estante
Pensei o mesmo! Até que enfim, uma resenha me satisfez!


Sarah Alcântara 07/02/2016minha estante
Olha, tinha muito a vontade ler, pois inspirou uma das minhas novelas favoritas "O Cravo e a Rosa", cacei esse livro e achei, comprei. Mas desisti de ler, quando vi que no final Catarina se submete, eu como feminista odiei! Nem quis ler o livro. Mas vendo por esse seu ponto de vista que Catarina ironizou, quem sabe eu não tente ler ele.




Joice (Jojo) 24/10/2010

Queria ler "A megera domada" porque, reza a lenda, essa peça de Shakespeare serviu de base para um dos filmes que mais gosto: "10 coisas que eu odeio em você". Durante a leitura, realmente é possível identificar semelhanças entre um e outro - nomes de personagens e cenas, por exemplo - mas não gostei da história original.

Com todo o respeito à capacidade literária de Shakespeare, não sou partidária da forma que Petrúquio utilizou para dobrar a "megera" Catarina e, muito menos, do discurso que ela faz ao final da peça (talvez mais adequado à época do escritor).

Penso que vale a pena conhecer as obras de Shakespeare. E agradeço que seu trabalho tenha servido para a criação de outras obras bem mais agradáveis ao meu gosto.
comentários(0)comente



naniedias 21/09/2013

A Megera Domada, de William Shakespeare
Nova Fronteira - 120 páginas
Uma comédia divertida, embora extremamente machista (ou não...)!


Título: A Megera Domada
Título Original: The Taming of the Shrew
Autor: William Shakespeare
Tradutora: Barbara Heliodora
Editora: Nova Fronteira
ISBN: 978-85-209-2898-1
Ano da Edição: 2012
Ano Original de Lançamento: 1593
Comprar Online:
Inglês: Amazon / Book Depository
Português: Amazon / Cultura / Saraiva / Submarino


Uma mulher destemida, independente e até mesmo um pouco brava. Com seu temperamento explosivo e confiante, acaba espantando todos os possíveis futuros consortes. Ao contrário dela, porém, sua irmã é um anjo e tem muitos pretendentes interessados nela.
Mas o pai das duas resolveu que a mais nova só poderá se casar depois que a mais velha encontrar um marido.

Já ouviu essa história antes, certo?!
Pois claro que sim!
Essa é a premissa de "A Megera Domada", clássico de William Shakespeare, poeta e dramaturgo da Inglaterra Elisabetana. Talvez você ainda não tenha lido o original escrito pelo Bardo (e está perdendo, garanto!), mas certamente já se deparou com ao menos uma das milhares de adaptações já feitas dessa obra.

Sabe aquela novela que a Globo não cansa de repetir?! Que já passou umas três mil vezes no Vale a Pena Ver de Novo? Tenho que dizer que eu assistiria se desse, porque ela é muito divertida...
Estou falando de O Cravo e a Rosa.
Claro que você já ouviu falar dessa história de Catarina e Petruchio, certo? Pois a trama principal dessa novela foi baseada no clássico do qual estou falando! E o nome dos protagonistas não foi escolhido à toa!

A trama original escrita no final do século XVI é protagonizada por Katherina E Petrucchio. Não pense, porém, que por já ter visto alguma adaptação conhece de cor a história. Garanto que Shakespeare tem surpresas para você! E algumas muito boas.
Eu nunca tinha lido o livro e me diverti bastante, inclusive com algumas gargalhadas, com o dramalhão dessa peça. Não é uma história séria ou com um forte ensinamento moral, é simplesmente uma comédia para fazer rir.

Entretanto, ao mesmo tempo que eu gosto da história eu desgosto. E vou explicar o porquê.
Primeiro a parte boa! É uma delícia ver uma protagonista tão forte, tão decidida, tão dona de sua vontade. Quase meio século depois, ainda é raro encontrar heroínas que não sejam frágeis, submissas e precisem de um verdadeiro herói... quão triste é isso?! Eu acho desesperador.

Ao mesmo tempo, porém, vem a parte triste. O livro foi escrito há quase quinhentos anos atrás... se o machismo ainda impera nos dias de hoje, nem preciso dizer o quão mais forte era há tantos séculos, certo?
A querida Kate (que, diga-se de passagem, não curte esse apelido), apesar de protagonista, poucas falas tem durante a peça. Além disso, acho que você já imagina qual seja o final do livro, certo? Não vou contar (apesar de pensar que tudo mundo já conhece! Hey, clássico do século XVI! Você pode até não ter lido, mas desconhecer completamente é meio difícil, né?!), mas é quase óbvio. A última fala de Katherina me fez odiar Shakespeare um bocado.
Ok, eu quase compreendo que só por ter imaginado uma personagem como Kate ele já fez algo grande... mas mesmo assim eu desejaria um final diferente.

Não sou a única a ficar dividida ao dizer se esta é uma peça misógina ou se no fundo está realmente querendo troçar com o ridículo que é a atitude machista ao finalizar a peça com aquele final.
Realmente é algo que dá horas de discussões acaloradas e te faz amar e odiar Shakespeare no processo...
Vamos discutir?! Quem quiser, no Facebook, no Twitter ou aqui mesmo pelo Disqus será um prazer falar sobre esse ponto da obra!

A edição da Nova Fronteira, que faz parte da coleção Saraiva de Bolso, não vale a pena!
A tradução não é péssima, mas também não é muito boa e a edição do livro está simplesmente horrível. Além de ser um livro de bolso, cuja qualidade já é inferior para oferecer um preço mais acessível ao consumidor (e nem acho que o preço está tão bom assim para uma edição que é tão fraca), a revisão e a diagramação também deixam muito a desejar.
Leia A Megera Domada, mas escolha outra edição!

A Megera Domada é um livro especialmente gostoso de ler, principalmente pela sua parte humorística que é bem bacana! Leia, se divirta e tire suas próprias conclusões sobre a misoginia (ou não!) do clássico.


PS: Está curioso sobre outras adaptações desse livro?! Basta dar uma rápida pesquisada na internet para encontrar várias histórias que se inspiraram em A Megera Domada, entre elas o lançamento da brasileira Marina Carvalho lançado pela editora Novo Conceito, Ela é uma Fera.

A minha adaptação favorita desse clássico é 10 Coisas que eu Odeio em Você, um filme americano de 1999 protagonizado por Julia Stiles e Heath Ledger. Se você ainda não viu essa versão cinematográfica do clássico shakespeariano, está perdendo não apenas uma história super divertida, mas também a melhor versão de Can't Take My Eyes Off You, interpretada pelo galã australiano que protagoniza o filme. Vale a pena assistir.


Nota: 8

Leia mais resenhas no blog Nanie's World
comentários(0)comente



Jennifer 27/08/2011

De megera a 'nada'....
A Megera Domada de William Shakespeare é um livro interessante, e até divertido.
Fala sobre uma megera chamada Catarina, que vai ser domada por Petrúquio, eu achei que ela ficou 'uma mulherzinha que faz tudo pelo marido',praticamente um 'nada' que não manda em si mesmo, não gostei disso, até porque uma megera como catarina não se deixa domar assim tão fácil!
O romance de Bianca é muito rápido, mas também muito divertido.
A parte que eu mais gostei foi quando Petrúquio e Catarina se encontram pela primeira vez, a primeira briga!
A parte dos professores também é bem divertida,porem é um pouco confusa.
também gostei da ultimo dialogo entre Hortênsio e Lucêncio:
"Hortêncio: Petrúquio domou a megera!
Lucêncio: O mais incrível é que tenha sido domado!"
Bem eu achei o livro muito legal, não é o meu preferido do William, que é um grande autor e retratou bem a 'guerra dos sexos'.
Eu recomendo pra aquelas pessoas que gostam de ler livros divertidos sobre a eterna briga entre o homem e a mulher.




p.s. a adaptação do Walcyr Carrasco é muito boa, e fácil de entender.
Sarah Alcântara 07/02/2016minha estante
A adaptação é top! Amei a novela!




Alberto 11/09/2012

Farsas dentro de farsas
O que mais me impressionou nessa peça é a repetição de um padrão: um espectador assiste à representação de alguém que é espectador de outra representação. Farsas dentro de farsas.
Começamos nós, leitores/espectadores, assistindo aos atores que fingem ser Sly e a Hospedeira. Logo, assistimos a Sly assistindo à farsa representada pelo Lorde e seus criados. Daí a pouco veremos todos esses se reunirem para assistir a outra representação, onde atores fazem o papel dos pretendentes, e esses pretendentes por sua vez representam o papel de professores perante os outros personagens. Um ator finge ser o Professor, que finge ser Vincêncio. Outro ator que finge ser o criado, que por sua vez finge ser o amo.
Por fim a farsa mais interessante e também a mais sutil, talvez seja a das desposadas. Catarina solteira fingia ser megera, ou depois das núpcias é que se finge de domada? E Bianca fingia doçura até de casar, e depois mostrou seu real caráter, ou sua rebeldia no final é que é fingida?
Há uma rede de farsas cruzadas, empilhadas, sobrepostas. Pelo pouco que li/vi de Shakespeare, esse parece ser um tema recorrente dele. Em Hamlet temos o protagonista que, perante a Corte, representa o papel de louco. E Hamlet, para testar o tio, faz montar uma peça dentro da peça. Em “Muito barulho por nada” vemos, em várias passagens, grupos de personagens que fingem identidades, ou situações, para enganar outros personagens. O conflito romântico principal, aliás, deriva para esse tema.
No fim, nas três obras, o fingimento é um caminho para a verdade: para a descoberta de um crime, no caso de Hamlet, e também no de Hero e Cláudio; para o triunfo do amor verdadeiro, no caso de Lucêncio e Bianca.
Voltando à “Megera”, também encanta o humor sarcástico, a maneira como o autor constrói imagens verbais simples e únicas, como a descrição que Sly faz da própria pobreza: “não tenho mais roupas do que corpo, mais meias do que pernas nem mais sapatos do que pés”. Ou a descrição de um quadro que retrata a sedução de uma donzela, e foi “pintado com a mesma paixão que o fato foi feito”. As tiradas de Petrúquio e Catarina são as mais ferinas: “meu pai é morto mas seu dinheiro é vivo”; “escravo falso, que pensa alimentar-me só com os nomes das comidas”.
Por fim, o convite de Sly à sua (falsa) esposa resume uma espécie de sabedoria jocosa e displicente que preside as confusões de Petrúquio e companhia: “senta aqui a meu lado e deixa o mundo girar: jamais seremos tão jovens”.
comentários(0)comente



Paula 16/03/2012

Novos tempos
Sim, sim, é uma comédia. E assim espero!
Porque é claro que ninguém merece uma pessoa grosseira e mal-humorada... muito melhor é quando um amor é capaz de transformar, de jogar para o alto toda a rudez e despertar um todo de harmonia. Mas Will, o que você fez com a Catarina??? De megera e dona de suas convicções foi transformada em nada! Em uma 'mulhezinha' submissa! Logo a Catarina, que tinha potencial talvez para uma Joana D'Arc... Mas essa história é outra, e os tempos agora também são outros...

... Catarina para a viúva que não quer obedecer o novo marido:
"-Tem vergonha!Desfaz essa expressão ameaçadora e não lança olhares desdenhosos para ferir teu senhor, teu rei, teu soberano. Isso corrói tua beleza, como a geada queima o verde prado. (...) O marido é teu senhor, tua vida, teu protetor, teu chefe e soberano. É quem cuida de ti, e, para manter-te, submete seu corpo a trabalho penoso seja em terra ou no mar. Sofrendo a tempestade à noite, de dia o frio, enquanto dormes do teu leito morno, salva e segura, segura e salva.E não exige de ti outro atributo senão amor, beleza, sicera obediência. Pagamento reduzido demais para tão grande esforço. O mesmo dever que prende o servo ao soberano prende, ao marido, a mulher. E quando ela é teimosa, impertinente, azeda, desabrida, não obedecendo às suas ordens justas, que é então rebelde, infame, uma traidora que não merece as graças de seu amo e amante? Tenho vergonha de ver mulheres tão ingênuas que pensam em fazer guerra quando deviam ajoelhar e pedir paz. Ou procurando poder, supremacia e força, quando deviam amar, servir, obedecer. (...)Vamos, vamos, vermes teimosos e impotentes. Também já tive um gênio tão difícil, um coração pior. (...) Vejo agora, porém que nossas lanças são de palha. Nossa força é fraqueza, nossa fraqueza, sem remédio. E quanto mais queremos ser, menos nós somos. Assim compreendido o inútil desse orgulho, devemos colocar as mãos, humildemente, sob os pés do senhor. Para esse dever, quando meu esposo quiser, a minha mão está pronta.

Ah Will, uma parte realmente cômica.
comentários(0)comente



Bruna 15/04/2011

Algumas obras de Shakespeare sempre me despertaram interesse. Entre elas, está A Megera Domada.

Não sei porque demorei tanto tempo para lê-la, uma vez que é uma história bastante curta, mas, quando o fiz, não era nada do que eu esperava.

Achei a história insossa, e algumas partes, enfadonhas. Ademais, detestei a transformação de Catarina - ela conseguiu ficar mais tonta que a irmã! Todavia, dou 2 estrelas ao livro por sua objetividade e pelas partes divertidas, como os diálogos entre Catarina e Petrúquio.

Mas ainda não desisti de Shakespeare.
comentários(0)comente



Jonara 23/04/2010

Muito divertido! A megera Catarina é realmente uma chata, que precisa arranjar um marido e acaba encontrando alguém ainda mais grosso que ela... A confusão para domá-la é realmente cômica! A cena do casamento é muito divertida, e o comentário da sua irmã Bianca sobre o casamento é o melhor do livro - "Como ela própria é louca, casou-se loucamente."
Acho que é bem tipico das comédias de Shakespeare este recurso dos personagens trocarem de personalidade, fazer uma confusão com os nomes, enganar aqui e ali, e no final, tudo ficar bem. Foi assim em Muito Barulho por Nada, Sonho de uma Noite de Verão, e o mesmo acontece neste livro. Homem com roupa de mulher, pobre em pele de rico, e por ai vai...
Shakespeare é genio! Vale a pena ler!
Marta 15/08/2010minha estante
Também penso assim, em várias obras de Shakespeare que li as pessoas ou os fatos nunca são o que parecem. Para mim o que retrata melhor este trocadilho é a Comédia dos erros, não se se você leu.




spoiler visualizar
comentários(0)comente



cristianepf 19/04/2009

O livro todo é ótimo, mas o final parece que é uma pegadinha com o leitor. Mais alguém, além de mim, tem a impressão que a cena final da Catarina sendo toda devota ao Petrúquio era na verdade algum tipo de combinação entre os dois e que, na verdade a Catarina continua eterternamente mandando na casa?
Sarah Alcântara 07/02/2016minha estante
Assim espero que seja, sou super feminista e admiro a personagem. Não faz sentido no final ela se submeter ao marido.




Sthefan_Bruno 02/02/2019

Machismo
Por ser um clássico do teatro, a Megera domada possibilita várias leituras e interpretações. A interpretação que faço vai além do tom engraçado e absurdo da comédia. A leitura que faço é: Petruquio é o dono de Catarina, i.e., ela é uma coisa/objeto sem vida que é dominada por um sujeito através da técnica do "falconismo". Petruquio impõe ao seu objeto uma racionalidade instrumental/fria que torna aquilo que é vivo em morto. A energia de Catarina é modificada em passividade e resignação do patriarcado.

É isso aí... obrigado.

Sthefan.
Rafa 14/02/2019minha estante
Concordo, pensei as mesmas coisas. Mas eu gostei do livro em si, por aspectos gerais...apesar do machismo na história, pensando no contexto/tempo em que foi escrito e considerando o sarcasmo da obra que deixa em aberto o posicionamento do autor.




Katherine 19/08/2014

Adorável Catarina

"Não me pergunteis jamais qual a roupa desejo vestir,pois não tenho mais gibões do que costas,mais meias do que pernas,mais sapatos do que pés."
-Pg 36

Sinopse:Batista é um homem rico que tem duas filhas. A mais velha, Catarina, é brava e briguenta, sempre espantando seus pretendentes. A mais nova, Bianca, é doce e gentil, atraindo para si muitos homens que desejam sua mão. Porém, para o azar de todos, o pai decide que Bianca só poderá se casar após Catarina ser desposada,costume da época. E todos perguntam: o que fazer para arrumar um marido para a diaba? Eis que chega à cidade Petrúchio, um homem rude e bem doido que aceita se casar com Catarina somente por seu dote. Louco de um modo bem peculiar, ele fará a megera passar por poucas e boas a fim de domá-la e no fim realmente consegue.

Então,esse é apenas o segundo livro de Shakespeare que leio,o outro foi Hamlet (caí de amores),o título A megera domada me interessou pela estória que conheci através da novela O cravo e a Rosa,que assisti na infância.
Há pouco o que se dizer sobre esse livro,bom,obviamente ele é cômico e sem papas na língua,nunca esperava ler três palavrões em uma mesma página de um livro de Shakespeare.Além disso a estória é bem amarrada.

Porém vi alguns pontos negativos,talvez meu jeito não se de bem com livros cômicos,mas o principal é a maneira como é abordada o jeito de ser de Catarina,no final do livro houve um discurso decepcionante de deixar as feministas ou até eu que não sou feminista,revoltadíssima.
Mas,bom,é Shakespeare então deixando de lado certas questões morais esse e todos os seus livros são incrivelmente excelentes.
Sarah Alcântara 07/02/2016minha estante
Bem, quando vi o final, nem quis mais ler, pois sou feminista, porém, muitos citaram que poderia ser ironia de Catarina esse final, aí faz mais sentido, e faz eu querer ler o livro agora, haha.




Mari 15/04/2012

A Megera Domada - W. Shakespeare
Meu interesse por Shakespeare é mínimo. Não gosto de ler peças e apesar de toda a balbúrdia ao redor dele, colocando o cara em um altar, a única obra dele que me interessa é Hamlet. Li A Megera Domada porque o filme "10 things i hate about you" é um dos meus preferidos. Chegando ao final da leitura, eu não consegui decidir se eu gostei ou não do livro. Acho que deixo minha opinião dividida entre duas partes da história, uma delas é amada e a outra odiada.

O dividor de águas foi o casamento de Catarina e Petrúquio. Na primeira parte, temos uma personagem que não abaixa a cabeça, que manda em si mesma e rebate as opiniões dos outros com as suas próprias opiniões fortes e decididas. Isso é notável porque uma mulher nessa época devia ser como o modelo de perfeição Bianca, irmã de Catarina. O mais notável é que Catarina é encarada como a Megera, a mulher indomável, apenas porque tem opinião.

E então, temos a segunda parte. Numa guerra de egos, Petrúquio sai vencedor e Catarina discorre sobre a obediência da mulher e a inferioridade dela. Simplesmente, eu não consegui engolir o desenrolar da trama.
comentários(0)comente



Andre 15/09/2009

A primeira comédia dele que leio
Do mestre Shakespeare, só li tragédias, até ler esse livro. Pensei que deveria dar um tempo nas tragédias e ver como ele escreve em forma de comédia. E digo que não me arrependi. Também, eu sabia que não iria me arrepender.

As suas comédias possuem um humor totalmente solto, leve, sem ser forçado. A história flui e você nem repara. Eu a li em dois dias, mas se tivesse tempo, poderia ter acabado em um dia mesmo.

É hilária a maneira como Petrúquio consegue "domar" Catarina. Hilária também é a "troca de elogios" entre os dois no promeiro encontro. O final do livro também é ótimo. Só não sei se as mulheres concordarão muito...
Aline 11/10/2013minha estante
Amei esta obra do inicio ao fim, quer dizer... o sermão de Catarina no fim foi meio brochante, mas tudo bem.




98 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7