A Estrada da Noite

A Estrada da Noite Joe Hill




Resenhas - A Estrada da Noite


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Dri F. 13/05/2018

Esse livro foi algo que saiu muito da minha zona de conforto de leituras.
Eu nunca havia lido um livro desse tipo, terror. Mas me surpreendi positivamente! •

A história não é leve. Judas Coyne é uma lenda do rock pesado, que coleciona objetos, se podemos dizer assim, exóticos: um laço usado em um enforcamento, um livro de receitas de canibais... e por aí vai.

Mas a história começa a ficar bem sinistra quando ele compra um paletó de um fantasma. Só que quando esse paletó lhe é entregue em uma caixa em formato de ❤️, ele percebe que o que tem ali é bem mais que um objeto macabro.

Esse espírito não entrou na vida de Jude por acaso e agora ele tem que lutar para se manter vivo.

Embora em alguns momentos da um friozinho na barriga, a história não me causou calafrios hehe mas foi muuuito envolvente, que me prendeu bastante.
Instagram: @viajecomlivros
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Walter 27/04/2018

Judas Coyne, é um rock star muito famoso que coleciona objetos, mas não qualquer objeto, ele coleciona objetos macabros como um laço que foi utilizado em enforcamento na Inglaterra décadas atrás, como uma fita de vídeo com a gravação de um assassinato e entre outras coisas estranhas.
Então certo dia, seu assistente recebe um e-mail com um anuncio de venda de um paletó, no anuncio dizia que o paletó era acompanhado por um fantasma e ao ouvir isso Judas faz a compra na hora e dias depois chega um caixa em formato de coração em sua porta com sua encomenda. Porem esse paletó não será somente mais um item em sua coleção ele vai transformar a vida do cantor em um inferno pois de fato o paletó é amaldiçoado com o fantasma que ao decorrer da história Judas vai descobrir que ele tem vínculos com ele bem mais próximo do que ele imagina. Quando não há mais escapatórias Judas pega seu carro, sua namorada e seu cachorro e foge através da estrada da noite para na tentativa de se livrar do fantasma.
A estrada da noite foi escrito por Joe Hill, que certamente tem um dom familiar para escrever histórias de terror, ele nada mais é que o filho de Stephen King, um dos maiores escritores de horror na atualidade. O livro tem uma leitura bem fluida e penetrante, é aquele tipo de leitura que você prende a respiração em situações que o personagem entra em risco, e fica lendo e lendo querendo virar a página para ver o que acontece na sequência da história e terminar o quanto antes.
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Dani 31/03/2018

Estrada da Noite, Joe Hill
Apesar de ser muito fã do gênero, quase não leio livros de terror. Comecei este com altas expectativas, pois o enredo sempre me instigou, apesar de haver muitos comentários negativos.
Estrada da Noite tem como protagonista principal Judas Coyne, um homem de cinquenta anos, uma lenda do Rock, e com um passado cheio de marcas.
Jude atualmente se encontra em sua luxuosa mansão com sua jovem namorada, escrevendo músicas que ele não irá compartilhar com ninguém, e alimentando um hobby curioso: ele adora colecionar coisas sinistras, como vídeos de pessoas morrendo, livros de ocultismo e objetos assustadores.
É este hobby que o leva ao maior de seus perigos. Em um dia ele recebe um email sobre a venda de um terno. Segundo o site, não é um terno comum; ele pertenceu ao pai do vendedor e ainda abriga o fantasma.
Jude, cético, decide comprar o terno por $1.000 e, quando o terno finalmente chega, o homem percebe que não se trata de um objeto comum de sua coleção. Ele não só sente a presença do fantasma em sua casa, como também o vê.
Ele descobre que se trata de Craddock McDermott, padrasto hipnotista de uma fã que cometeu suicídio. Aparentemente, ele culpa Jude por sua morte e busca vingança.
A mansão não é mais segura, Craddock está determinado a destruir tudo que Jude possui - sua namorada, sua sanidade - então ele foge sem rumo com a jovem, para encontrar pistas sobre o que o fantasma pode querer e como se livrar dele.
Logo no começo, me vi envolvida nesta estória. Há muito mistério e suspense, sobre quem enviou o fantasma para Jude e porquê Craddock quer vingança. Aos poucos, a trama vai se mostrando mais intrigante do que parece, quando o personagem precisa desenterrar o passado sobre a tal "fã".
A narrativa é em terceira pessoa e flui bem, mas o autor tomou cuidado em, estrategicamente, diminuir o ritmo durante as cenas de tensão, para aumentar o suspense.
Além do terror, há muito enfoque na construção dos personagens. É mostrado porquê Jude se encontra naquela condição, tão recluso, como foi sua infância, com um pai violento e uma mãe indiferente, e sua relação com a fã que se suicidou. O autor também brinca bastante com o psicológico dos personagens.
A namorada de Jude, Georgia, tem um papel muito importante nesta obscura estória, e Joe Hill criou bem uma relação entre eles. Não algo romântico ou doce, mas mais como precisar proteger a pessoa que você gosta.
O final do livro veio com um final totalmente chocante, e eu fiquei triste por um detalhezinho, mas não senti que ficou faltando esclarecer nada. As cenas finais foram muito tensas, de tirar o fôlego.

site: https://cookiescreamandmint.blogspot.com.br/2018/04/estrada-da-noite-joe-hill.html
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Arca Literária 27/03/2018

disponivel no site, a partir do dia 01/04/2018
http://www.arcaliteraria.com.br/a-estrada-da-noite-joe-hill/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/a-estrada-da-noite-joe-hill/
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Blog MDL 04/02/2018

Nobres bacharéis, esse é o tipo de livro que deveria vir com uma playlist para acompanhar. Afinal, nada mais adequado para acompanhar um astro do rock do que música alta, carros antigos, drogas psicoativas, mulheres góticas e fantasmas vingativos.

Estou falando de Judas Coyne, um astro do rock aficionado em colecionar o mais diversos objetos macabros, como: um crânio de um camponês do século XVI, uma laço utilizado em um enforcamento na Inglaterra na virada do século, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás e uma fita snuff. Até que seu assistente encontra em um leilão virtual um terno acusado de ser assombrado por um fantasma, não satisfeito com sua coleção particular, Jude arremata e adquire a vestimenta.

O rockstar te leva em uma viagem que envolve esoterismo, espíritos malignos e tabuleiros ouijas com rumo a estrada da noite e atrás de pôr fim a esse inferno na terra que virou sua vida.

Porém o que deveria ser apenas mais um item da coleção torna-se um risco para Jude e para todos que convivem com o astro do rock. Afinal, o fantasma de Craddock começa a distorcer a vida do músico, rompendo a linha tênue entre o que é realidade e o que é ilusão.

Não espere grandes mistérios, não haverá. Toda a história se passa como se fosse um grande trailer de filme, sem muitas nuances, segredos ou variações.

Não sei se fragmentei demais a leitura deste livro, mas tive a sensação dele não ter nada de assustador, talvez de algumas páginas sejam derramadas algumas doses de brutalidade, violência e até suicídio, ainda assim nada próximo do que eu esperava em relação ao terror.

A trama é bem leve e trata bem das relações de Judas com suas ex namoradas e consigo mesmo, dando uma visão intimista do seu passado e deixando a corrida fantasmagórica meio como segundo plano apenas de ponto de partida da jornada.

O livro te põe a visão de Judas sobre o mundo que o cerca com um sentimento de remorso e um cheiro de uísque. Tudo é meio violento e triste ao mesmo tempo, seja em seu relacionamento com suas amantes ou com seu passado de dias breves e noites intermináveis. Onde passa um sentimento de estar sempre enxergando os eventos através de óculos escuros, apagando o brilho de todos os momentos felizes que já vivera.

A presença do Velho Caddrock é o combustível de sua jornada. É através dela que todos os acontecimentos são desenrolados, inibindo qualquer autonomia de Judas Coyne e de sua namorada. É uma leitura simples e de ritmo moderado. Uma ótima companhia para um final de semana de inverno.

site: http://www.mundodoslivros.com/2017/04/resenha-estrada-da-noite-por-joe-hill.html
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Nasa 27/01/2018

Você compraria um objeto amaldiçoado ou assombrado? Eu não. Mas Judas Coyne não, ele coleciona coisas assim. Ele comprou um paletó amaldiçoado. E tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.

O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.

Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror”.

Com o Joe Hill é comecei direitinho. A leitura me prendeu do começo ao fim, eu não sabia que ele era filho, apenas achei o livro muito interessante, pelo fato do personagem principal ter obsessão por objetos macabros. Eu tenho pela morte e seus diversos estilos. Não coleciono nada, mas leio tudo que posso sobre como a vida termina. As causas, os modos, como tudo se decompõem.
Bem, mas vamos a Estrada, Jude, ou Judas Coyne, o nome diz tudo ne? Ou quase tudo. Ele leva uma vida cômoda e meio que tediosa. Ele achou o que procurava, ao comprar o fantasma do padrasto de alguém. Quando o paletó é entregue em sua casa, da para sentir algo palpável no ar. Isso se deve ao estilo de Joe, esse cara sabe fazer acontecer.
A presença do fantasma é real, e até onde sei sobre fantasmas, quando você convida um deles, ou o compra, ele e seu. Ou melhor, azar é seu.
A vida de Judas fica de pernas para o ar. O fantasminha não tem nada de “Gasparzinho”. Chama-se Craddock McDermott, mas o que tem ele no jogo do bicho? Ele é o padrasto uma das muitas fãs que Jude usou e deixou pela estrada de sua vida. O fantasma aparece sempre com uma lâmina nas mãos e pronto a cumprir sua vingança.
A casa não é mais segura, e o roqueiro e sua namorada gótica pegam a estrada, mas Craddock não é do tipo que fica assombrando casas vazias e segue seu alvo impiedosamente. Jude vai ter de enfrentar seu passado, olhar seus medos bem de perto e descobrir o que o transformou no homem que é hoje. Vivos e mortos são expostos em uma autopsia legitima e crua.
A dose de suspense e terror é na medida certa. E vai fazer você se assusta e gritar se alguém chega de surpresa sem você ver.
Joe Hill virou um dos meus favoritos, e quando fechei o livro, percebi que filho de peixe, peixinho é. Mas alto lá, Joe é bem mais prático que seu pai e consegue ser mais direto também. Ele tem seu estilo e não copia o do seu pai em nenhum momento.
Virei fã e já estou com o próximo na fila de leitura e resenha. Minha nota? Cinco beijos mordidos!
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Thibas 21/01/2018

Crítica - Prosa Literária
A ideia e a sinopse são chamativas, e provocam curiosidade. Mesmo assim, a infeliz verdade é que durante a leitura, o interesse pelo livro vai sendo perdido. O enredo é bem inconsistente, e possui muitos altos e baixos. Existem capítulos extremamente excitantes, que prendem a atenção e nos fazem ansiar por mais. Porém, existem outros, muito entediantes, pouco interessantes e algumas vezes confusas.
(...)
Ele tinha uma grande ideia em mente, planejou reviravoltas interessantes e personagens marcantes, mas tudo foi se perdendo aos poucos da narrativa, que pode se tornar cansativa para alguns leitores mais ávidos.
(...)

Confira a crítica completa no blog.

site: prosaliteraria.wordpress.com/2018/01/21/critica-a-estrada-da-noite-2/
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Delenzi 30/12/2017

Não me empolgou muito
Mesmo sendo o filho de Stephen King, não consegui ler o livro. O enredo até que é interessante, mas por mais que eu tente ler nos próximos capítulos, não conseguir. Os personagens não me prenderam com atenção. Uma pena!
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Blog Nana Banana (Morgana) 06/12/2017

A estrada da noite
O livro conta a história de Judas Coyne, ou Jude, que é fascinado por coisas bizarras e que sejam relacionadas aos mortos.
Certo dia, ele fica tentado a comprar um paleto de um morto, no qual, o anuncio afirmar, mandar o fantasma junto.
Jude, costuma se relacionar por pouco tempo com as mulheres, e as chama sempre pelo local em que ela morava e não pelo nome.
No momento dessa aquisição, ele está Marybeth, mas ele a chama por Geórgia.
Quando finalmente o paleto chega em sua residencia e vem realmente com um fantasma, que vai pertubar muito a vida do rockeiro.
Jude descobre que se trata do padrasto de Flórida, cuja nome mesmo era Anna May McDermott.

site: http://www.blognanabanana.com/indicacao-de-livro-a-estrada-da-noite/
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Eder Ribeiro 27/11/2017

O livro até que me empolgou no início, mas infelizmente fui perdendo o interesse no decorrer da leitura. Muito inverossímil, sem um porquê do que estava acontecendo na trama. Para completar, um final sem pé nem cabeça.
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Zahyra Mattar 04/11/2017

Nada é exatamente o que parece
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia ele confirma que quem é filho de Stephen King já nasce um mestre do suspense e do terror!!!

Com um linguajar bem apropriado para o gênero do livro e também para a ambientação proposta pelo novato, a obra apresenta o excêntrico Judas Coyne, uma lendo do rock que coleciona objetos macabros, como um livro de receitas para canibais e uma fita snuff.

A coleção cresce depois que seu assistente compra um fantasma de verdade em um leilão na internet. Uma caixa em formato de coração é entregue em alguns dias. Dentro, o paletó supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono.

A caixa fica esquecida no armário, até que é encontrada por sua namorada gótica, Geórgia. Aos poucos, Jude começa a ser assombrado por um velho e seu pingente que parece uma navalha.

Aos poucos ele descobre que o morto é ninguém menos do que Craddock McDermott, o padrasto de Flórida, uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. E ele tem uma missão: vingar-se.

Com cenas bem preparadas – e algumas páginas um pouco cansativas para serem viradas, em função da quantidade grande adjetivos desnecessários -, Jude, Geórgia e seus cachorros, Bon e Angus, caem na estrada para sobreviver e também desvendar o verdadeiro mistério em torno do suicídio de Flórida.
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Dhiego Morais | @odhiegomorais 03/11/2017

A Estrada da Noite: os mortos não descansam
Já fazia um bom tempo que eu não arriscava uma releitura, em parte pela falta de tempo e outra pela fila de livros ainda não lidos parados na estante ? acredito que a maioria dos leitores passa por isso, não? Então, por que eu viria a escolher justamente A Estrada da Noite, de Joe Hill? A chave para essa resposta se encontra, em maior culpa, na figura de outro livro do mesmo autor: Mestre das Chamas. O resultado da leitura deste livro foi uma necessidade urgente em conhecer mais obras de Hill, e, não há maneira melhor para isso do que ler o título que consagrou o autor como um dos mais influentes em terror e horror ainda em atividade.

A primeira vez que eu li A Estrada da Noite foi durante a minha época de ensino médio, há mais ou menos sete anos. Apesar de não lembrar muito da história, guardei o sentimento comigo de que eu havia de fato curtido o livro. Hoje, após concluir a releitura, já com as boas lembranças de Mestre das Chamas, posso corrigir esse vestígio, esse sentimento inerte, pois A Estrada da Noite é muito mais do que um romance premiado ? Locus Award e Bram Stoker Award como melhor romance de estreia. É, literalmente, fantástico.

?A morte anda numa caixa amaldiçoada por aí. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo recebe a sua?.

Nesse romance de estreia de Joe Hill, Judas ?Jude? Coyne é um homem de meia idade, um roqueiro já fora de atividade, cuja banda foi morrendo aos poucos ? no sentido real da palavra. No entanto, Jude ainda é uma estrela do rock, e, como todo grande astro, ele também possui certos gostos peculiares, tais como colecionar objetos macabros, que vão desde um livro de receitas canibais até um laço usado num enforcamento.

Jude sempre viveu rodeado de belas mulheres; a maioria suas fãs. Atravessando a casa dos cinquenta anos, Coyne mantém uma relação relativamente firme com Marybeth, ou simplesmente Geórgia. A jovem namorada gótica já não estranha mais as excentricidades do roqueiro, que conta com a ajuda de Danny Wooten, seu assistente particular para organizar a vida do astro.

É quando Danny encontra um anúncio inusitado que a trama de A Estrada da Noite tem início. Conhecedor dos gostos especiais de Jude para o sobrenatural, o assistente mostra um estranho leilão online em que o vendedor anuncia um paletó de um morto, peça esta singular pelo motivo especial de estar assombrada pelo espírito do antigo proprietário. Pela bagatela de mil dólares Jude seria capaz de adquirir o objeto tenebroso. Refém de uma curiosidade insaciável, o roqueiro cinquentão não pensa duas vezes e compra o paletó tenebroso.

?O morto ganha do vivo. Venha se sentar atrás do volante de seu próximo carro e dê uma girada na estrada de noite. Vamos juntos. Vamos cantar juntos. Você jamais vai querer que a viagem acabe. Ela não vai acabar?.



Joe Hill constrói personagens singulares, dotados de um realismo psicológico complexo e verossímil, ainda que inseridos em um contexto sobrenatural, carregado de suspense e terror. Judas Coyne é um exemplo perfeito disso: durante a leitura, o autor leva o leitor por uma viagem no passado e no presente da personagem, onde presenciamos a criação por um pai violento e uma mãe inexpressiva, em um lar carente de amor e compaixão; uma juventude em que Coyne descartava as mulheres que usava e uma realidade em que a antipatia batia ponto diariamente. O desenvolvimento de Jude e a sua transformação frente às adversidades durante o avanço da trama demonstra a habilidade do autor em guiar uma história uniforme.

O espírito do paletó é figura que compartilha o protagonismo da obra. Trata-se de Craddock McDermott, padrasto de uma antiga fã de Judas Coyne e sua banda, mas que, eventualmente, cometeu suicídio. Craddock não é apenas um espírito vingativo, é também dotado de uma habilidade especial cultivada quando ainda era vivo, durante sua longa vida. E é aqui, justamente neste ponto, que Hill faz o inesperado e atribui originalidade e maestria em seu primeiro romance!

Apesar de não ser um livro nem muito longo e nem muito curto, Joe Hill é capaz de produzir uma obra com profundidade, com densidade de personagens e de ambientação, sem perder o ritmo ou a fluidez de sua escrita e de sua trama. Já nos primeiros capítulos o gancho para o enredo é apresentado e não há tempo para respirar e analisar o texto.

O cenário muda constantemente, imbuindo diversidade e agilidade à narrativa. Jude em pouco tempo se vê na estrada, junto à Geórgia, numa corrida alucinada para se manterem vivos. Os mortos estão sempre sedentos e reclamam o que eles desejam.

Em A Estrada da Noite, o autor debate temas pesados e complicados, em um retrato de nossa realidade como sociedade moderna. Abusos, suicídio, assassinato e violência familiar são alguns exemplos. Hill representa esses casos de maneira que há significado real para a sua presença na obra. Nada é simplesmente jogado ao acaso. Cada peça possui a sua função no quebra-cabeça e são esses detalhes que conferem a dose de terror para o livro, pois não há nada mais assustador do que a percepção da própria realidade.

?Os fantasmas sempre nos alcançam, é impossível trancá-los do lado de fora. Eles simplesmente atravessam a porta, mesmo que esteja fechada?.



A releitura me proporcionou não apenas recordar ganchos da história esquecidos, perdidos pelo tempo, mas também assimilar trechos e fatos que antes haviam passado despercebidos. O lance de ter lido recentemente Mestre das Chamas desencadeou um sentimento maior de empatia pela obra de Joe Hill, bem como a certeza de que A Estrada da Noite é um romance de estreia acima de qualquer expectativa.

Mais cedo ou mais tarde os mortos nos alcançam. Mais cedo ou mais tarde todos nós percorreremos a mesma estrada. O morto ganha do vivo. A viagem é longa e, para alguns, nunca termina. Quer uma carona?
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Desireé (@UpLiterario) 22/07/2017

Macabro e maduro, como um bom suspense deve ser. (@UpLiterário)
Livros de terror e suspense não devem ser feitos apenas de sustos. Daqueles momentos de aflição surpresa, em que a história dá um guinada violenta e o assassino pula para fora das páginas, enquanto a música-tema do filme “Pânico” assombra sua mente.

Não, terror mesmo deve ser aquele em que trata sobre o Mal, com m maiúsculo. Sobre a maldade em sua forma mais pura: sem ressentimentos, sem explicações pormenorizadas, apenas a descrição do Mal como uma forma natural de agir, inerente ao vilão, que nada pode fazer para lutar contra isso.

E em A Estrada da Noite, Joe Hill nos mostra o Mal em uma de suas melhores formas.
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“A morte anda numa caixa amaldiçoada por aí. Mais ou mais tarde, todo mundo recebe a sua.”
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Judas Coyne é um lenda do rock pesado, cuja carreira foi construída sobre os pilares das superstições e do obscuro. Passados os anos de extrema fama (e sexo, drogas e rock n’roll), o cantor vive uma leve e tranquila semi-aposentadoria dos palcos. Mas tudo isso é posto de lado quando Judy decide comprar um fantasma. (Claro. Por que não? 🤔) Mal sabia ele que tipo de assombração viria buscá-lo à noite.
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Joe Hill não possui a mesma intensidade psicológica típica dos livros de Stephen King (seu pai, nosso mestre), mas perde por pouco. Sua escrita é mais ritmada e irônica e com grandes momentos de carisma e vários outros de suspense. Dá medo ler, sim. Se você for peso leve em terror, assim como eu, não leia de noite. Leia em doses homeopáticas, não deixe a história entranhar em suas veias, porque se ela o fizer, o Velho virá visitá-lo em seus sonhos.
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Primeira leitura de Hill e que, certamente, não será a última! Recomendo!

site: www.instagram.com/upliterario
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Fany.Nowak 21/07/2017

Meio parado... Mas até que é bom.
A Estrada da Noite conta a estória de um rockeiro cinquentão que coleciona objetos macabros. Ele compra um paletó que supostamente carrega o fantasma de seu antigo dono. Só que esse fantasma começa a perseguir ele e sua namorada. Então os dois, junto com seus cachorros, passam a fugir dele.
O enredo do livro é ótimo, mas a leitura não flui bem. Por várias vezes eu quase desisti. Que bom que consegui terminar. Sem dúvidas não é um dos melhores livros do gênero terror nem suspense, mas vale a pena pelo enredo. O livro é "meio parado", ás vezes chega a ser intediante, mas, no geral, até que é bom...
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Milas Caldas 17/06/2017

Antes de começar a falar da história em si, eu devo salientar que o Joe Hill conseguiu me ganhar com essa obra. Uma escrita fantástica, que prende o leitor de tal forma que você não consegue e nem quer parar de ler até chegar ao final do livro. Você sente medo nas horas certas, torce muito e se emociona. Mas, minha maior surpresa foi que, ao pesquisar sobre o autor descobri que ele é filho de ninguém menos que o grande Stephen King, nosso rei do terror! Então já dá para sacar que o talento é de família!

Nesse livro somos apresentados a Judas Coyne, um grande rockstar que está na casa dos cinquenta anos, mas ainda é cobiçado por muitas mulheres. O assédio é tanto que ele apelida as garotas com quem se envolve chamando-as pelo nome do estado de onde elas vieram. A garota da vez é a Geórgia, e nossa, Judas acha que ela reclama demais! Ele estava aproveitando sua fazenda quando seu assistente, o Danny o chama para mostrar uma propaganda diferente: uma mulher estava vendendo um paletó assombrado pelo fantasma do padrasto dela. Sem pensar, Judas o compra. Vale ressaltar que, o roqueiro possui uma coleção de objetos macabros, sendo boa parte deles presentes de seus fãs.

Ele não lembrava da compra até receber uma caixa negra em formato de coração que continha o tal paleto. Sem se importar muito, Judas o larga de mão, até que coisas estranhas começam a acontecer. Um velho estava parado no corredor, os olhos eram todos preenchidos com rabiscos negros, e ele observava Jude como quem queria fazer mal. E ele quer muito fazer! Assustado, ele tenta entrar em contado com a mulher que vendeu o paleto e descobre para sua surpresa que não era um fantasma aleatório, aquele ali é o fantasma de Craddock McDermott, padrasto de uma ex namorada de Jude que acabou cometendo suicídio depois que o cantor a deixou. Desesperado para se livrar da assombração, Jude pega Georgia e os cachorros, entra em seu carro e parte em busca de uma solução, e de respostas. O que realmente estava acontecendo, o que realmente houve com Flórida.

A história é repleta de reviravoltas, e em determinado momento você começa a ver que nem tudo é como parece ser. O livro não é grande, e a leitura é bastante fluida, então é também uma dica para aqueles que querem dar uma adiantada nas leituras. Eu só sei dizer que é um dos meus livros favoritos do gênero e com total certeza eu indico. Hill possui um grande potencial, e esse livro de estréia mostrou que ele veio para ocupar lugar de destaque na literatura de terror e suspense.

site: http://minhacontracapa.com.br/2016/09/resenha-a-estrada-da-noite-de-joe-hill/
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