A Estrada da Noite

A Estrada da Noite Joe Hill




Resenhas - A Estrada da Noite


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Zahyra Mattar 04/11/2017

Nada é exatamente o que parece
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia ele confirma que quem é filho de Stephen King já nasce um mestre do suspense e do terror!!!

Com um linguajar bem apropriado para o gênero do livro e também para a ambientação proposta pelo novato, a obra apresenta o excêntrico Judas Coyne, uma lendo do rock que coleciona objetos macabros, como um livro de receitas para canibais e uma fita snuff.

A coleção cresce depois que seu assistente compra um fantasma de verdade em um leilão na internet. Uma caixa em formato de coração é entregue em alguns dias. Dentro, o paletó supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono.

A caixa fica esquecida no armário, até que é encontrada por sua namorada gótica, Geórgia. Aos poucos, Jude começa a ser assombrado por um velho e seu pingente que parece uma navalha.

Aos poucos ele descobre que o morto é ninguém menos do que Craddock McDermott, o padrasto de Flórida, uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. E ele tem uma missão: vingar-se.

Com cenas bem preparadas – e algumas páginas um pouco cansativas para serem viradas, em função da quantidade grande adjetivos desnecessários -, Jude, Geórgia e seus cachorros, Bon e Angus, caem na estrada para sobreviver e também desvendar o verdadeiro mistério em torno do suicídio de Flórida.
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Dhiego 03/11/2017

A Estrada da Noite: os mortos não descansam
Já fazia um bom tempo que eu não arriscava uma releitura, em parte pela falta de tempo e outra pela fila de livros ainda não lidos parados na estante ? acredito que a maioria dos leitores passa por isso, não? Então, por que eu viria a escolher justamente A Estrada da Noite, de Joe Hill? A chave para essa resposta se encontra, em maior culpa, na figura de outro livro do mesmo autor: Mestre das Chamas. O resultado da leitura deste livro foi uma necessidade urgente em conhecer mais obras de Hill, e, não há maneira melhor para isso do que ler o título que consagrou o autor como um dos mais influentes em terror e horror ainda em atividade.

A primeira vez que eu li A Estrada da Noite foi durante a minha época de ensino médio, há mais ou menos sete anos. Apesar de não lembrar muito da história, guardei o sentimento comigo de que eu havia de fato curtido o livro. Hoje, após concluir a releitura, já com as boas lembranças de Mestre das Chamas, posso corrigir esse vestígio, esse sentimento inerte, pois A Estrada da Noite é muito mais do que um romance premiado ? Locus Award e Bram Stoker Award como melhor romance de estreia. É, literalmente, fantástico.

?A morte anda numa caixa amaldiçoada por aí. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo recebe a sua?.

Nesse romance de estreia de Joe Hill, Judas ?Jude? Coyne é um homem de meia idade, um roqueiro já fora de atividade, cuja banda foi morrendo aos poucos ? no sentido real da palavra. No entanto, Jude ainda é uma estrela do rock, e, como todo grande astro, ele também possui certos gostos peculiares, tais como colecionar objetos macabros, que vão desde um livro de receitas canibais até um laço usado num enforcamento.

Jude sempre viveu rodeado de belas mulheres; a maioria suas fãs. Atravessando a casa dos cinquenta anos, Coyne mantém uma relação relativamente firme com Marybeth, ou simplesmente Geórgia. A jovem namorada gótica já não estranha mais as excentricidades do roqueiro, que conta com a ajuda de Danny Wooten, seu assistente particular para organizar a vida do astro.

É quando Danny encontra um anúncio inusitado que a trama de A Estrada da Noite tem início. Conhecedor dos gostos especiais de Jude para o sobrenatural, o assistente mostra um estranho leilão online em que o vendedor anuncia um paletó de um morto, peça esta singular pelo motivo especial de estar assombrada pelo espírito do antigo proprietário. Pela bagatela de mil dólares Jude seria capaz de adquirir o objeto tenebroso. Refém de uma curiosidade insaciável, o roqueiro cinquentão não pensa duas vezes e compra o paletó tenebroso.

?O morto ganha do vivo. Venha se sentar atrás do volante de seu próximo carro e dê uma girada na estrada de noite. Vamos juntos. Vamos cantar juntos. Você jamais vai querer que a viagem acabe. Ela não vai acabar?.



Joe Hill constrói personagens singulares, dotados de um realismo psicológico complexo e verossímil, ainda que inseridos em um contexto sobrenatural, carregado de suspense e terror. Judas Coyne é um exemplo perfeito disso: durante a leitura, o autor leva o leitor por uma viagem no passado e no presente da personagem, onde presenciamos a criação por um pai violento e uma mãe inexpressiva, em um lar carente de amor e compaixão; uma juventude em que Coyne descartava as mulheres que usava e uma realidade em que a antipatia batia ponto diariamente. O desenvolvimento de Jude e a sua transformação frente às adversidades durante o avanço da trama demonstra a habilidade do autor em guiar uma história uniforme.

O espírito do paletó é figura que compartilha o protagonismo da obra. Trata-se de Craddock McDermott, padrasto de uma antiga fã de Judas Coyne e sua banda, mas que, eventualmente, cometeu suicídio. Craddock não é apenas um espírito vingativo, é também dotado de uma habilidade especial cultivada quando ainda era vivo, durante sua longa vida. E é aqui, justamente neste ponto, que Hill faz o inesperado e atribui originalidade e maestria em seu primeiro romance!

Apesar de não ser um livro nem muito longo e nem muito curto, Joe Hill é capaz de produzir uma obra com profundidade, com densidade de personagens e de ambientação, sem perder o ritmo ou a fluidez de sua escrita e de sua trama. Já nos primeiros capítulos o gancho para o enredo é apresentado e não há tempo para respirar e analisar o texto.

O cenário muda constantemente, imbuindo diversidade e agilidade à narrativa. Jude em pouco tempo se vê na estrada, junto à Geórgia, numa corrida alucinada para se manterem vivos. Os mortos estão sempre sedentos e reclamam o que eles desejam.

Em A Estrada da Noite, o autor debate temas pesados e complicados, em um retrato de nossa realidade como sociedade moderna. Abusos, suicídio, assassinato e violência familiar são alguns exemplos. Hill representa esses casos de maneira que há significado real para a sua presença na obra. Nada é simplesmente jogado ao acaso. Cada peça possui a sua função no quebra-cabeça e são esses detalhes que conferem a dose de terror para o livro, pois não há nada mais assustador do que a percepção da própria realidade.

?Os fantasmas sempre nos alcançam, é impossível trancá-los do lado de fora. Eles simplesmente atravessam a porta, mesmo que esteja fechada?.



A releitura me proporcionou não apenas recordar ganchos da história esquecidos, perdidos pelo tempo, mas também assimilar trechos e fatos que antes haviam passado despercebidos. O lance de ter lido recentemente Mestre das Chamas desencadeou um sentimento maior de empatia pela obra de Joe Hill, bem como a certeza de que A Estrada da Noite é um romance de estreia acima de qualquer expectativa.

Mais cedo ou mais tarde os mortos nos alcançam. Mais cedo ou mais tarde todos nós percorreremos a mesma estrada. O morto ganha do vivo. A viagem é longa e, para alguns, nunca termina. Quer uma carona?
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Arca Literária 02/11/2017

resenha disponivel no link a partir do dia 08/11

http://www.arcaliteraria.com.br/a-estrada-da-noite-joehill/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/a-estrada-da-noite-joehill/
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Desireé 22/07/2017

Macabro e maduro, como um bom suspense deve ser. (@UpLiterário)
Livros de terror e suspense não devem ser feitos apenas de sustos. Daqueles momentos de aflição surpresa, em que a história dá um guinada violenta e o assassino pula para fora das páginas, enquanto a música-tema do filme “Pânico” assombra sua mente.

Não, terror mesmo deve ser aquele em que trata sobre o Mal, com m maiúsculo. Sobre a maldade em sua forma mais pura: sem ressentimentos, sem explicações pormenorizadas, apenas a descrição do Mal como uma forma natural de agir, inerente ao vilão, que nada pode fazer para lutar contra isso.

E em A Estrada da Noite, Joe Hill nos mostra o Mal em uma de suas melhores formas.
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“A morte anda numa caixa amaldiçoada por aí. Mais ou mais tarde, todo mundo recebe a sua.”
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Judas Coyne é um lenda do rock pesado, cuja carreira foi construída sobre os pilares das superstições e do obscuro. Passados os anos de extrema fama (e sexo, drogas e rock n’roll), o cantor vive uma leve e tranquila semi-aposentadoria dos palcos. Mas tudo isso é posto de lado quando Judy decide comprar um fantasma. (Claro. Por que não? 🤔) Mal sabia ele que tipo de assombração viria buscá-lo à noite.
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Joe Hill não possui a mesma intensidade psicológica típica dos livros de Stephen King (seu pai, nosso mestre), mas perde por pouco. Sua escrita é mais ritmada e irônica e com grandes momentos de carisma e vários outros de suspense. Dá medo ler, sim. Se você for peso leve em terror, assim como eu, não leia de noite. Leia em doses homeopáticas, não deixe a história entranhar em suas veias, porque se ela o fizer, o Velho virá visitá-lo em seus sonhos.
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Primeira leitura de Hill e que, certamente, não será a última! Recomendo!

site: www.instagram.com/upliterario
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Fany.Nowak 21/07/2017

Meio parado... Mas até que é bom.
A Estrada da Noite conta a estória de um rockeiro cinquentão que coleciona objetos macabros. Ele compra um paletó que supostamente carrega o fantasma de seu antigo dono. Só que esse fantasma começa a perseguir ele e sua namorada. Então os dois, junto com seus cachorros, passam a fugir dele.
O enredo do livro é ótimo, mas a leitura não flui bem. Por várias vezes eu quase desisti. Que bom que consegui terminar. Sem dúvidas não é um dos melhores livros do gênero terror nem suspense, mas vale a pena pelo enredo. O livro é "meio parado", ás vezes chega a ser intediante, mas, no geral, até que é bom...
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Milas Caldas 17/06/2017

Antes de começar a falar da história em si, eu devo salientar que o Joe Hill conseguiu me ganhar com essa obra. Uma escrita fantástica, que prende o leitor de tal forma que você não consegue e nem quer parar de ler até chegar ao final do livro. Você sente medo nas horas certas, torce muito e se emociona. Mas, minha maior surpresa foi que, ao pesquisar sobre o autor descobri que ele é filho de ninguém menos que o grande Stephen King, nosso rei do terror! Então já dá para sacar que o talento é de família!

Nesse livro somos apresentados a Judas Coyne, um grande rockstar que está na casa dos cinquenta anos, mas ainda é cobiçado por muitas mulheres. O assédio é tanto que ele apelida as garotas com quem se envolve chamando-as pelo nome do estado de onde elas vieram. A garota da vez é a Geórgia, e nossa, Judas acha que ela reclama demais! Ele estava aproveitando sua fazenda quando seu assistente, o Danny o chama para mostrar uma propaganda diferente: uma mulher estava vendendo um paletó assombrado pelo fantasma do padrasto dela. Sem pensar, Judas o compra. Vale ressaltar que, o roqueiro possui uma coleção de objetos macabros, sendo boa parte deles presentes de seus fãs.

Ele não lembrava da compra até receber uma caixa negra em formato de coração que continha o tal paleto. Sem se importar muito, Judas o larga de mão, até que coisas estranhas começam a acontecer. Um velho estava parado no corredor, os olhos eram todos preenchidos com rabiscos negros, e ele observava Jude como quem queria fazer mal. E ele quer muito fazer! Assustado, ele tenta entrar em contado com a mulher que vendeu o paleto e descobre para sua surpresa que não era um fantasma aleatório, aquele ali é o fantasma de Craddock McDermott, padrasto de uma ex namorada de Jude que acabou cometendo suicídio depois que o cantor a deixou. Desesperado para se livrar da assombração, Jude pega Georgia e os cachorros, entra em seu carro e parte em busca de uma solução, e de respostas. O que realmente estava acontecendo, o que realmente houve com Flórida.

A história é repleta de reviravoltas, e em determinado momento você começa a ver que nem tudo é como parece ser. O livro não é grande, e a leitura é bastante fluida, então é também uma dica para aqueles que querem dar uma adiantada nas leituras. Eu só sei dizer que é um dos meus livros favoritos do gênero e com total certeza eu indico. Hill possui um grande potencial, e esse livro de estréia mostrou que ele veio para ocupar lugar de destaque na literatura de terror e suspense.

site: http://minhacontracapa.com.br/2016/09/resenha-a-estrada-da-noite-de-joe-hill/
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Rodrigo.Vieira 25/05/2017

A ESTRADA DA NOITE
Achei uma surpresa, e achei que o filho está até superando o pai, em termos de narrativa.
Escolhi este livro aleatoriamente, e nem sabia que o autor era filho do Stephen King.
Já li muitos do Stephen King, e gosto muito, inclusive. Achei que o Joe Hill tem uma narrativa envolvente desde o início, e um ritmo maravilhoso. Não há buracos no desenrolar da história. As personagens tem carisma enorme.
Uma história destas de fantasma poderia facilmente cair na mesmice, mas não foi o que aconteceu.
Recomendo muito a leitura.
Quem gosta de Stephen King vai adorar ainda mais o filho.
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Deborah 03/04/2017

A Estrada da noite conta a história do cinquentão excêntrico , Judas Coyne, vocalista de uma banda de rock pesado. Jude gosta de coisas dark, e coleciona objetos góticos e diferentes. A última aquisição foi o paletó de um morto que vinha com o fantasma.

O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.

E a história é basicamente essa... o fantasma aparecendo sinistramente para Jude, falando que vai matá-lo,levá-lo para passear na estrada na noite e cheios de ameaças e Jude tentando entender e sobreviver, junto com seus cachorros e namorada.

O começo do livro é meio lento e até chato, porém quando o fantasma aparece, a história mantém um ritmo melhor, mas que dura até um pouco mais da metade e inicia-se numa constante oscilação. A historia é bem contada e tenta ser rica em detalhes entretanto o autor torna isso confuso. Todavia é um bom suspense.
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Edna 19/03/2017

Eletrizante
A estrada da Noite de Joe Hill, que herdou do pai Stephen King, esse hábito de escrever thrillers, suspense e terror e abordar o sobrenatural com um mix de real, que o leitor em diversas vezes tem que se policiar para não enveredar tão real nos parece.
A história conta a história dum astro de rock que após perder seus dois componentes da banda em condições assustadoras, da uma tempo em sua bela casa afastada da cidade, onde vive com garotas góticas e coleciona objetos macabros.
Seu assistente descobre na Internet um paletó de um fantasma à venda que Jude se interessa e junto com ele se inicia uma trama, um pesadelo Onde o fantasma é o padrasto de uma das garotas com quem Jude havia se envolvido e mantido um relacionamento. Mas ele vai descobrir que essa última aquisição vai colocar toda a sua casa em terror absoluto, onde qualquer pessoa que tenta ajuda-lo o coloca em perigo absoluto.
A reflexão que fiz é que a mente humana é capaz de criar, a arquitetar, a viver planos reais e sobrenaturais se adentrar profundamente neste campo muito perigoso.
#citação: Mais cedo ou mais tarde os mortos nos alcançam.
Keith 03/06/2017minha estante
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Ana Ferreira Lima Author 10/03/2017

Um encontro com o terror e com a morte
Vamos a mais um bate papo iremos falar um pouco sobre o livro A estrada da noite e confesso foi uma leitura incrível, quando passei na livraria em busca de um livro diferente este livro despontou logo de cara por ser uma tipo de leitura que ainda não tinha tido oportunidade de ler, com uma dose de terror na medida certa, carregado de suspense.
Judas Coyne é um cinquentão e uma lenda do rock pesado, que já colecionou muitos objetos macabros quando seu assistente Dani informa sobre um leilão de um fantasma na internet ele não pensa duas vezes em compra-lo.

-"Vou vender o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."

E nossa aventura começa quando o suposto fantasma chega a mansão de Jude, e você pode se perguntar como? Um livros de muitas curiosidades e uma aventura realmente inquietante sobre o mundo espiritual onde nada é o que parece ser, caímos na estrada com Jude, Marybeth sua namorada gótica e o fantasma na sua cola.

"-Vamos dar uma volta, Jude, dizia o fantasma. Vamos dar uma volta na estrada da noite."

Cenas de um terror impressionante, muito bem arquitetadas, o autor se torna um mestre na arte.
A medida que vamos avançando na leitura vamos também tendo encontros com o mundo dos mortos por assim dizer, levando você a virar página por página em busca do final da história.
Cenas de um terror impressionante, muito bem arquitetadas, o autor se torna um mestre na arte.
A medida que vamos avançando na leitura vamos também tendo encontros com o mundo dos mortos por assim dizer, levando você a virar página por página em busca do final da história.

- Olhe para você. O homem durão. O grande astro do rock. Está com medo de mim, está com medo do meu pai, está com medo de você mesmo. Bom. Devia estar. Você vai morrer. Por sua própria mão. Posso ver as marcas da morte nos seus olhos. Virou os olhos para Marybeth. - As marcas também estão sobre você, querida! Seu namorado vai mata-la, você sabe. Gostaria de estar lá para ver isso acontecer. Gostaria de ver como ele vai fazer. Espero que ele a corte, espero corte seu rostinho de rameira... (Jessica Prince).

Quem poderá vencer: o homem morto com espírito cheio de vingança e ódio ou Jude cujos erros depois de anos serão cobrados? Um verdadeiro suspense te aguarda, não vou contar mais nada sobre o livro que graça teria?
Vamos dar uma volta na Estrada da Noite?


site: www.excentricoday.com.br
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Yvens - @sagaliteraria 23/02/2017

[RESENHA #23] A ESTRADA DA NOITE - JOE HILL
Resenha: Joe Hill nos traz a história de um inveterado astro do rock e cinquentão Judas Coyne (Jude), este fez muito sucesso no mundo do rock, suas músicas ainda são tocadas nas rádios, todavia está afastado dos palcos por diversos motivos. Logo no início tomamos conhecimento da sua coleção de artefatos sombrios, exóticos.

"Sua mente saltava de uma coisa ruim para outra: Anna nua, de olhos fundos e flutuando morta numa água de banho vermelha, Jessica Price ao telefone (você vai morrer e vai sentir a mão gelada dele na sua boca), o velho sentado no corredor com o paletó preto estilo Johnny Cash, erguendo devagar a cabeça e fitando Jude quando ele passava." p. 34/35.

Um dia o assistente de Jude, descobre em um leilão na internet uma mulher vendendo o paletó de seu padrasto, que teoricamente é assombrado, Jude se interessa e compra a peça de roupa. Em poucos dias ele recebe em sua casa uma caixa negra em formato de coração, nesta estava o paletó do morto. Neste momento Jude não sabia que estava comprando uma passagem direta para a Estrada da Noite, os primeiros problemas aparecem quando o paletó é retirado da caixa. Geórgia, sua namorada gótica, pálida e de língua afiada acaba espetando o seu polegar em um suposto alfinete, o que acarreta um processo infeccioso de forma instantânea.

A Estrada da Noite narra diversos eventos alucinantes e que nos deixa ávidos, ansiosos por mais detalhes, fazendo viagens ao passado de Jude, quando ele ainda era o jovem sulista Justin Cowzynski, vítima dos acessos de cólera de seu pai e também nos revelando mais sobre Craddock McDermott, o homem morto, trazendo os detalhes que culminaram nas mais variadas tragédias.

"Que porra você está fazendo com você mesmo, garoto?, o fantasma de Craddock perguntou, mas Jude não estava mais ouvindo. Não podia prestar atenção por causa da sensação em sua mão, a sensação de ter sido profundamento cortado, quase até o osso."

Opinião: A Estrada da Noite é uma obra de suspense e terror, todavia não é assustador, todavia é um livro surpreendente, possui personagens com complexas histórias de vida. É um livro bem escrito e a leitura flui. Além disso a capa é bem bonita, o livro possui uma diagramação boa e não consegui encontrar erros ortográficos. Recomendo a obra de Joe Hill, filho de Stephen King. Gostaram? Deixem suas opiniões, até a próxima!

site: http://www.sagaliteraria.com.br/2016/03/resenha-estrada-da-noite.html
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Lígia Colares 30/01/2017

Resenha de A estrada da noite
Judas Coyne é um roqueiro que fez muito sucesso, já teve seus dias de fama, até hoje suas músicas são tocadas na rádio, mas depois de uma certa idade e depois de alguns parceiros de banda morrerem, ele se afastou da vida de shows.

Ele possui uma mania estranha de colecionar objetos ‘exóticos’, como a corda que foi utilizada para enforcar um assassino, ou mesmo livros de ocultismo que fãs deram de presente, e até uma fita com conteúdo bizarro, e por isso não se conteve quando seu assistente Danny lhe conta sobre um paletó mal assombrado sendo leiloado.

O paletó chega em uma caixa muito bem fechada, e logo após sua chegada, acontecimentos estranhos começam a acontecer. A temperatura da casa fica cada vez menor, barulhos estranhos no meio da noite, e quando menos se espera, um senhor com cabelo escovinha é visto pela casa, e sua aparência definitivamente não é amistosa! Sim, é um livro de fantasma, e um daqueles à moda antiga!

Eu sempre gostei da capa do livro, e do nome, mas nunca tinha parado para pensar muito nele, até ver uma dessas lindas promoções do Submarino! Comprei por 10 reais, e tenho que dizer que foram muito bem gastos! O personagem principal, de início, não conquista totalmente a simpatia do leitor. É visível que ele possui segredos, talvez alguns problemas do passado a resolver, e sua relação com seu pai é completamente fria e distante sem nenhuma explicação inicial, causando certo repúdio…

Além disso, ele possui essa coleção bizarra, antipatiza com seu assistente por ele ser ‘muito simpático’, e é muito grosso com a garota com quem ele mora atualmente, a quem ele chama de Geórgia, o estado em que ela nasceu, assim como chamava todas as outras mulheres com quem dormiu, apenas pelo estado que nasceram – vai dizer, muito irritante! A melhor relação que ele tem é com seus dois cachorros.

Joe Hill faz o leitor conhecer os personagens aos poucos… Primeiro você é apresentado aos personagens crus, e no decorrer da história os personagens vão se abrindo, e o leitor vai conhecendo a história de cada um… Como se, no decorrer a leitura, você ficasse amigo deles! Muito interessante a abordagem!

E a história é muito bem contada! Ela tem uma sequência rápida de acontecimentos, fazendo com que não caia no tédio de um fantasma assombrando uma casa… E sempre há o acréscimo de um fator completamente imprevisível! Então quando você acha que já entendeu a história, tudo vira de ponta cabeça, e nada é o que parecia!

Eu gostei do livro, li muito rapidamente, e estou pensando seriamente em comprar outros do escritor! A história é muito bem contada, jamais cai no clichê, e possui momentos eletrizantes! Eu indico! =D
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Jesse 22/01/2017

Chato
Livro chato e insuportável. Nada de diferente que já não tenhamos visto. A leitura parecia de um filme B dos piores da safra.
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Luana.Gaino 07/01/2017

Aprendeu com o pai Stephen king
Quem gosta de livros de terror, certamente vai gostar deste thriller do filho do mestre Stephen King. Foi surpreendente!
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