se deus me chamar não vou

se deus me chamar não vou Mariana Salomão Carrara




Resenhas - Se deus me chamar não vou


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Pam 24/11/2020

Se deus me chamar também não vou.
Adoro livros narrados por criança em 1? pessoa. Esse não foi diferente. Muito gostoso de ler.

Obs.: Maria Carmem, foi um prazer te conhecer. Também não gosto de menstruação e cocô, e acho que sua ideia de pular do prédio com um guarda-chuvas não daria certo. Ah, lembre-se que todos estamos em banho-maria.
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Bheatriz.Lessa 23/11/2020

Surpreendeu
Uma leitura bem leve que tratou de pontos muito sério da infância. A infância da Carmem em nada se parece com a minha, mas me fez refletir sobre como crianças enfrentam essa fase ela vida. Cada uma da sua forma conforme o mundo ao seu redor. Pude ver pais amorosos, que tentavam ser presentes e falhavam, uma relação roamantica inesperada, mas que achei que casou perfeitamente com o livro.
Situações e reações inesperadas tanto dos pais quanto da Carmem, o que me fez pensar que certos problemas simplesmente acontecem e faz parte da vida. Ta tudo bem estar em banho-maria.
O tipo de final desse livro normalmente me desagrada, mas achei que nesse combinou super bem.
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Vanessa 23/11/2020

Se Deus me chamar não vou foi uma leitura que me fez refletir bastante sobre as crenças infantis, principalmente as minhas e de como elas, junto com o contexto que a gente vive, influenciam na forma como a gente lida com as situações que vamos vivenciando a medida que crescemos. A leitura é rápida e em alguns momentos eu me questionava "com base em quê ela tem esse pensamento?", esquecendo que quando somos crianças nós criamos teorias às vezes muito sem sentido (na perspectiva adulta) para as coisas. Me identifiquei com a Maria por ter sido uma criança fora do padrão no período da escola, que apesar de ter tido amigos, também me sentia diferente e deslocada em certos momentos.
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 20/11/2020

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
Tudo começa quando Maria Carmem, uma garota de 11 anos, precisa escrever uma redação para um super-herói na escola. Ela queria escrever para o Super-Homem, mas o sorteio da professora acaba determinando que ela escreva para o Homem Aranha. E Maria Carmem faz um trabalho excelente, tanto que a professora lhe diz que ela pode ser escritora quando crescer, mas que precisa praticar, e a garota começa a escrever um livro sobre sua vida.

Acho que foi no Instagram que vi uma resenha de "Se deus me chamar não vou", e o título chamou minha atenção o suficiente para que eu pegasse o e-book no Kindle Unlimited. Ao ler as primeiras páginas, pensei que seria a leitura ideal para me distrair nesse momento difícil que enfrentamos por causa da pandemia, pois os comentários de Maria Carmem são divertidíssimos. A garota acredita que "tudo na vida é produzido pela prefeitura", uma espécie de lugar mágico que pode resolver todos os problemas. Maria Carmem é criativa e tenta ajudar os pais a melhorar a "loja de velhos" da família, uma loja que vende produtos para facilitar a vida de idosos ou doentes. Maria Carmem também é curiosa e cheia de dúvidas sobre o mundo adulto.

Mas, com o passar das páginas, vemos um outro lado de Maria Carmem, além dos comentários bem humorados e criativos. Todos dizem que ela "tem muito tamanho", por ser gorda e mais alta que as demais crianças da sua idade, sua aparência se torna um problema. Maria Carmem não tem amigos na escola e acaba sendo vítima de bullying. Seu relacionamento familiar também tem seus percalços. Tudo isso torna ainda mais difícil ter 11 anos, essa idade entre a infância e a adolescência, abrindo caminho para a tristeza e o sentimento de não ser amada nem valorizada.

A Maria Carmem me lembrou um pouco o Charlie de "As vantagens de ser invisível", meu livro favorito, mas a Maria Clara infelizmente não encontrou amigos como a Sam e o Patrick, que lhe mostrassem como a vida pode ser boa quando se tem companhia, além do fato de a Maria Carmem não conseguir passar tão despercebida quanto o Charlie, por causa da aparência dela.

"Se deus me chamar não vou" é um livro divertido e triste ao mesmo tempo, que nos faz rir e, no parágrafo seguinte, querer chorar pela solidão e o sofrimento da personagem. A autora conseguiu encontrar o tom certo para escrever como uma menina de onze anos, com a ingenuidade de uma criança, mas também com a dor que só quem tem pensamentos suicidas pode entender.

Certamente não esquecerei tão cedo a garota tão especial que encontrei nesse livro, nem o Leo com seus questionários (vocês vão conhecê-lo se lerem a história). "Se deus me chamar não vou" é meu primeiro livro favorito do ano, terei que devolver o e-book mas quero comprá-lo ou comprar o livro físico, para poder reler e grifar as muitas citações de que gostei.

Com apenas 114 páginas, pode ser uma leitura rápida, mas muito marcante. Fica a minha recomendação de leitura, mas preparem-se, pois a história pode tocá-los muito.

Passe no blog para ler alguns trechos do livro.

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com/2020/05/resenha-livro-se-deus-me-chamar-nao-vou.html
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Rogerio 19/11/2020

Se Deus me chamar não vou
Achei o livro simples e bonito, mas esperava bem mais. Não conseguiu me tocar da forma que tocou outras pessoas. No fim, foi uma leitura rápida e válida.
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Mi 18/11/2020

É uma história contada com leveza a partir da visão de uma criança (que por sinal é muito esperta) sobre assuntos tão atuais e profundos. Cada detalhe, cada pensamento, a maneira como Maria Carmem vai relatando sua vida é incrivelmente profunda.
É isso, amei.
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Duda 18/11/2020

?.. Será que um vagalume pisca de dor? Se eu pudesse brilhar de dor eu seria uma escândalo ?

Maria Carmem é um pedaço de mim quando eu tinha 11 anos, melancólica e pensativa demais. No final, somos todos apenas uma caixinha que guarda tantas coisas para si próprio que não sabemos como isso acabará de certa forma.
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Lanna 15/11/2020

Leitura rápida e marcante
Que livro tocante! Maria Carmem com apenas 11 anos já tendo que lidar com a dor do preconceito e da solidão. Tive vontade de guardá-la num potinho e proteger, também me identifiquei muito com ela em certos aspectos.

É incrível como os adultos esquecem que crianças tem sentimentos e não sabem como lidar, às vezes a gente tá tão imerso no próprio mundo e na própria felicidade - como os pais da Maria Carmem - que nem percebemos que tem alguém ali precisando de ajuda.

Ótimo livro!
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Ba 12/11/2020

No fim das contas estamos todos no banho-maria
Li inteiro querendo abraçar a Maria Carmem e conversar com ela sobre tudo que ela sentiu durante o ano.
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Erika.Almeida 12/11/2020

"Se Deus me chamar, nao vou" é um livro de delicadeza. Maria Carmem, aos 11 anos, contas as venturas da pré-adolescência, tempo em banho-maria. Um olhar - ingênuo e sagaz, doce e áspero - sobre a solidão e as diferentes cores das relações amorosas.
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SanderleyAlves 10/11/2020

Completamente humano
Uma história narrada por uma criança que sofre na pela a dor da indiferença e preconceito. "Se deus me chamar não vou" é a simplicidade e complexidade da vida pela ótica da inocência. É a conclusão de que "todos estamos em um banho-maria", cozinhando... Aprendendo!
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clara 10/11/2020

Incrível
Esse livro foi uma surpresa tão boa. Uma das minhas melhores leituras desse ano. Traz reflexões incríveis de uma forma leve, traz tiradas incríveis da personagem principal.
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Fadinha 10/11/2020

Se deus me chamar não vou
Esse livro é narrado por uma criança de 11 anos, Maria Carmem. Uma garota solitária que narra os acontecimentos de sua vida com pitadas de delicadeza e tristeza, e até mesmo, um tom de humor. O humor de uma criança que ainda está em "banho maria".
Carmem nos mostra o quanto adultos podem ser complicados e a visão de uma criança para com eles.
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pierrealmeidaba 09/11/2020

Razoável. Pelo menos para mim, a autora forçou um pouco na escrita, na tentativa de me fazer sentir próximo do universo infantil. Ocorre que em razão disso, a narrativa acabou caindo em uma zona de clichês, fugindo um pouco da naturalidade que esperava. Por outro lado, a personagem Maria Carmem é bastante espirituosa e questionadora (o ponto positivo do livro), isso me fez levar a leitura adiante e achar a obra muito "fofa", porém, irregular.
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Marininha 08/11/2020

Conversei com Deus e fiz uma arranjado
"Eu completava 11 anos esquecida bem no meio de janeiro – o que quer dizer que talvez eu faça doze anos enquanto escrevo esse livro –, ajudando minha mãe na loja de velhos. Gosto de chamar de Loja de Velhos porque parece que vendemos velhos. Com o tempo, comecei a acreditar que isso é verdade, porque os velhinhos precisam de uma porção de coisas que já fazem parte do nosso corpo, e parece que, peça por peça, estamos vendendo velhinhos inteiros."

"Acho que meus pais começaram esse ano muito frustrados, minha mãe me explicou que é culpa dos Planos. Disse que os Planos são uns moços muito bonitos que ficam caminhando em volta da cabeça dos jovens e vão sumindo bem devagar, ninguém percebe, e a pessoa acorda um dia que nem minha mãe com muita saudade deles, mas não tem mais nada, os Planos todos desapareceram e ninguém sabe dizer exatamente quando."

"Percebi que já sei encerrar os capítulos. Eles encerram sozinhos, eles acham a hora deles. Desse jeito, são os capítulos que estão controlando as minhas coisinhas diárias, tipo xixi, banho, comida. Só não controlam a escola, isso só quando eu for escritora e o livro for mais importante que a escola."

"Na escola meus colegas não precisam de muita coisa, eles correm bastante. As meninas são quase todas pequenas e delicadas. Algumas têm namorados na sala de aula, e ficam dando as mãos. Às vezes acho que dão as mãos só para mostrar aos outros, e quando apenas eu estou olhando chego a me sentir importante. Estão dando as mãos para me impressionar. E impressiona, porque isso é o tipo de coisa que nunca vai acontecer comigo. Existem as pessoas com quem essas coisas acontecem, e aquelas que não nasceram pra isso, nasceram para ser escritoras ou vendedoras de velhos ou as duas coisas."

"Poderia escrever que meus pais estavam ali tomando café da manhã juntos, porque era domingo, mas é o meu livro e enquanto eu não for escritora sou obrigada a dar minha própria versão das coisas. Meu pai estava ali, como sempre amando minha mãe daquele jeito como nenhum homem jamais me amará em toda a minha vida, e eu apareci, feito um bloco de solidão, que é a minha consistência."

"O Carlos não gosta de futebol, anda devagar pelo corredor, fala comigo, não fica brincando de dar soco nos outros, e toma banho antes da escola, porque o cabelo está sempre molhado. Ele era definitivamente o melhor menino que existiu."

"Quando um comércio está quase falindo qualquer cliente que entra é muito importante. Meio igual a quando alguém fala comigo na escola, a conversa fica repetindo dias na minha cabeça, cada gesto que eu não devia ter feito, um monte de palavra ruim que eu escolho. Ficamos dizendo o tempo todo palavras que não são as melhores, as melhores vêm só depois. Por isso que vai ser legal quando eu for escritora, dá tempo de selecionar as palavras."

"O dia tem um milhão de horas, mesmo lendo e escrevendo livro. Acho que o tempo só passa se você tem alguém respondendo ao que você diz, daí talvez divida o tempo por dois, ou por três, depende de quantas pessoas estão na conversa."

"Do que você mais gosta ? De quando um doce está pra vencer lá em casa e minha mãe manda comer tudo logo. Do que você tem medo? De a loja fechar e a gente ter de vender as coisas dos velhinhos no farol pra continuar pagando a escola, e daí eu vou mostrar uma bota ortopédica e tem um colega da sala dentro do carro. Não tinha mais espaço pra escrever e eu coloquei um asterisco e continuei no fim da folha: e de ficar velha logo e ainda ser sozinha e não ter ninguém pra comprar uma cadeira de rodas pra mim."

"O que é muito triste no mundo? Respondi mulheres. Depois outro dia ele veio me perguntar por que eu respondi assim, e eu não disse nada. Acho as mulheres muito tristes, algumas usam véu, outras têm muitos filhos que puxam o peito, outras ficam na calçada trabalhando pros homens, outras levam muito soco."

"Outra pergunta do questionário do Leo pedia pra contar uma nova descoberta. Respondi que é possível que um lápis pareça estar novo, mas todo quebrado por dentro. Que é possível que um lápis não funcione. Que ele nunca escreva nada, só porque algum idiota ficou batendo insistentemente um lápis no outro."

"Também fiquei querendo que livros fossem igual sanfona. Que tudo que eu escrevesse ficasse sanfonando na calçada pras pessoas ouvirem, em vez de lerem, já que ninguém sai lendo muito por aí. Daí as páginas abriam e fechavam no meu braço e as palavras iam saindo e se eu escrevesse muito muito muito bem igual o Leonardo toca, as pessoas acabariam dançando."

"A vovó foi ficando meio bebê, mas um bebê pesado e enrugado, e difícil de lavar, e às vezes ela ria demais, à toa, e depois berrava, sem motivo também, um bebê gigante, e eu fazia carinho no cabelo dela, mas quase já não tinha cabelo. Antes de ficar doente, ela era muito sozinha, daí algumas tardes minha mãe me enviava pra fazer companhia pra ela, mas na verdade eu fazia solidão. As duas ali no sofá, quase no escuro, competindo qual solidão conseguia alcançar o teto. Eu acho mesmo que as crianças podem ser mais sozinhas que as velhas."

"A morte é uma coisa que avisa, que arma um escândalo na rua, no bar, que apita no hospital, que telefona na casa de todos os parentes, e eles saem correndo como se agora adiantasse, a morte pra mim era assim. Mas daí, esse ano eu descobri que a morte pode ser silenciosa, muito mesmo. E tóxica. É possível morrer velho e quieto dentro da própria casa deitado na cama sem tempo de gritar, e dessa morte não sai um aviso, um apito imediato."

"Família é um vaso muito rígido, se você dobrar ou esticar demais ou enfiar muita coisa dentro, tudo quebra em um milhão de cacos. Família é um vaso que quebra até por excesso de flores."

"Falou que os sonhos eram iguais aos meus, que neles ela nunca era cega, via tudo normalmente como quarenta anos atrás, nem usava a bengala. Então talvez tenha uma parte da gente que não se acostume, essa parte forte e funda que vem quando a gente dorme. E essa parte é que deve ser perigosa, eu imagino, é essa parte da gente que faz querer experimentar o guarda-chuva pela janela até lá embaixo, sem saber se ele vai descer flutuando devagar ou se vai terminar tudo de uma vez, muito rápido, muito forte. Essa parte que não se acostuma."

"Algumas músicas também me dão medo de morrer, e eu preciso mudar depressa. É que acho difícil que alguém morra enquanto toca uma música muito ruim, ou engraçada, porque daí a pessoa estaria ali de repente morta e a música continuaria, com uma letra sacana ou um ritmo de dança louca, e isso não é coisa que aconteça. Mas uma música assim mais solene, muito bonita, isso não pode, isso combina demais com a morte e não se pode fornecer um cenário assim tão ideal pra ela."

"Ela falou que passaria a ser muitíssimo discreta, mas eu disse que não gosto de discreto. Eu gosto de vaga-lume, discrição a gente tem quando está fazendo alguma coisa errada.
– Não, Carmem, às vezes a gente é discreto porque os outros são errados."

"Tinha uma pomba tentando voar com uma sacola plástica presa na asa. Um moço tentou tirar, mas ela se debatia e ele não queria encostar nela, ninguém quer encostar numa pomba, ninguém nem liga se atropelar uma pomba, mas aquela estava sofrendo tanto que fazia a gente sofrer, e eu comecei a sentir a minha vontade de que ela morresse, por conta daquilo de que quando existe muito sofrimento eu prefiro que morra logo, quando não sou eu."

"Qual é a pior coisa de ficar adulto? Era uma pergunta do último questionário dele que eu nem tinha entregado. A pior coisa é ter de fazer coisas pelos outros e não por você mesmo, eu tinha respondido, por exemplo, quando meus pais fazem macarrão com molho branco só porque é o único que eu gosto, mas eles não, eles gostam muito mais de molho de tomate."

"Tudo o que as palavras dissessem me tornei obrigada a ouvir."

"Se você fosse uma casa, como você seria. Perguntava o questionário do Leo. Pequena. Bem pequena, com portas cor-de-rosa. Eu seria de madeira, uma madeira bem leve, e todo o mundo passaria perto e diria Nossa que casinha mais frágil. De vez em quando, passariam perto de mim pra ter certeza de que eu ainda estava ali, que o vento não tinha me derrubado, de tão pequena e frágil e cor-de-rosa. Eu teria um jardim e um balanço, e as outras casas muito grandes e brutas me invejariam. E quando tivesse uma festa de aniversário em mim, as crianças todas segurariam balões de gás pelas janelas, e eu ficaria toda colorida, e se tivesse crianças demais, com dois balões cada uma, bem devagarzinho, eu sairia voando. Eu de verdade e minha casa de verdade não somos nada assim, meu apartamento tem a parede muito grossa, e úmida, eu sou imensa e forte, ninguém vem ver como eu estou."

"Acho que vem daí a palavra solidão, pessoas tão sólidas que ninguém vem checar se estão ruindo."
Bit 09/11/2020minha estante
Escrevesse o livro todo foi? Kkkkj




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