se deus me chamar não vou

se deus me chamar não vou Mariana Salomão Carrara




Resenhas - Se deus me chamar não vou


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Giovana | @estivelendo 23/05/2020

tudo bem estar em banho-maria.
Para começar a falar desse livro, vou jogar aqui várias palavras que definem com precisão o que essa história representa, depois eu tento explicar melhor: afago. sensível. humano. arrebatador. alma. solidão. afeto. amor.

Eu poderia, na verdade, escrever muitas outras palavras. Essa leitura me pegou completamente de surpresa, eu não fazia ideia do que se tratava o livro antes de começar a ler. E foi, tipo, tão bom que meu coração tá até agora quentinho e querendo mais, mesmo que o final tenha sido perfeito.

Um livro leve que traz temas importantes e profundos. Bullying e as consequências, amor e suas facetas, solidão, pré-adolescência e, de novo, amor.

Ainda falta um tempo, mas esse seria um livro que eu daria de presente para a minha sobrinha quando ela fizesse onze anos. É lindo e valioso e eu gostaria de ter lido quando tinha essa idade.
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Gyovanna 27/09/2020

Banho-Maria de uma vida inteira.
Tenho a impressão que, ao crescer, uma parte dos adultos esquece os dilemas que rondavam sua breve existência enquanto criança.

Esse livro serve para justamente relembrarmos isso. Relembrarmos ou aprendermos que a vida não é uma competição de problemas e que cada período tem suas preocupações. Ou que elas jamais se findam com o passar do tempo.

Ao olhos de Maria Carmem, de 11 anos, através de uma escrita sensível, ingênua e repleta de conexões com o banal, a gente se identifica, sofre e compreende a angústia, os temores e sensações que cada um possivelmente enfrentou, enfrenta ou enfrentará durante a vida.

Por muitas vezes o sentimento de solidão retratado pela Maria é tão grande que chega a ser insuportavelmente inacreditável que uma criança conviva com tantos pensamentos melancólicos.

Apesar de curto, o livro possui alguns gatilhos emocionais relacionados a bullying, relação familiar, pressão estética, gordofobia, negligência, homofobia e morte na terceira idade. E quem tem embasamento psicanalista poderá perceber alguns trechos que certamente servirão para análise teórica.
Aryana Torquato 27/09/2020minha estante
Eu amei esse livro!


Aryana Torquato 27/09/2020minha estante
Bela resenha ??


Gyovanna 27/09/2020minha estante
Obrigada! É uma leitura bastante intensa




Juca 26/04/2020

Lindo
"ninguém passa pra conferir se o vento não me levou porque sou inteira sólida. Acho que vem daí a palavra solidão, pessoas tão sólidas que ninguém vem checar se estão ruindo."

Narrativa encantadora. Maria Carmem nos faz relembrar o passado que toda pessoa já vivenciou.
Pan 29/04/2020minha estante
Título curioso


Juca 29/04/2020minha estante
Recomendo!




Peleteiro 13/02/2020

Singelo e encantador
Talvez a melhor leitura que fiz no ano, ao menos até o momento, e uma das melhoras obras contemporâneas da literatura brasileira dentre as que tive contato. A narrativa encanta desde as primeiras páginas, em que uma garota de 11 anos conta sobre a sua vida, na primeira pessoa, com uma envolvente sensibilidade, ao mesmo tempo original e comum a muitos. Traz discussões sociais importantes de forma sarcástica e até educativa, e consagra Mariana Carrara como uma grande escritora!
Debora 30/03/2020minha estante
Estou no início, mas já adorando a narradora. Você leu O peso do pássaro morto, da Aline Bei? Foi por ela que tive acesso a este livro. Recomendo também.


Peleteiro 15/04/2020minha estante
Li sim, Debora! Adorei! Acompanhava Aline antes de lançar o livro, já curtia, e ainda assim me surpreendi! A Editora Nós vem fazendo ótimas publicações!




Mariana Dal Chico 21/09/2020

4.5 estrelas

“Se Deus me chamar não vou” de Mariana Salomão Carrara foi publicado pela @editoranizb e foi uma das leituras do @leiamulheresjundiai

Na época do lançamento desse livro ele estava frequentemente presente na minha timeline repleto de elogios de pessoas com quem me identifico literariamente e logo entrou para minha lista de desejados, comprei na Festa do livro da USP ano passado e estava esperando uma oportunidade para ler junto com o clube de leitura.

Logo na primeira página, o leitor se depara com a seguinte observação de Maria Carmem de 11 anos “Será que o vaga-lume pisca de dor? Se eu pudesse brilhar de dor eu seria um escândalo.” E esse é o tom que permeia toda a leitura.

O tema central é a solidão que machuca e existe, ainda que não seja completamente compreendida pela pré adolescente que está passando por um período grandes mudanças em sua vida.

Além da descoberta do próprio corpo, a dinâmica familiar está mudando com uma velocidade um tanto assustadora e a negligência dos seus pais — que sempre só tiveram olhos um para o outro — aumenta na mesma medida em que a sensação de que Leo parece ser o único a se preocupar com o bem-estar de Maria Carmem.

“Família é um vaso que quebra até por excesso de flores” (p.87)

É triste perceber que Maria Carmem tem medo de não ser tão amada quanto sua mãe, de não ser tão bonita, de seu corpo gordo não ser tão atraente e que o título do livro vem de mais uma tentativa de evitar a solidão, até na morte.

Leitura mais que recomendada, que me fez deixar a autora na lista de nomes para ficar de olho nas próximas publicações.

site: https://www.instagram.com/p/CFahzuUjEwZ/
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Alina.Oliveira 04/11/2020

Se Deus me chamar não vou.
Que livro delicioso de ler!!! Em muito momentos fiquei com tanta dó da Maria Carmen que tinha vontade de abraça-la e dizer que tudo ia ficar bem.... escrita tocante e me fez lembrar muito nos meus 10-12 anos quando as mesmas questões estavam se passando comigo. Aquele limbo em que não somos mais crianças a mas também não somo adultos e tudo fica uma confusão! Incrível.
vega 04/11/2020minha estante
Quero muito ler, mas não consegui encontrar em lugar nenhum online. :(


Alina.Oliveira 04/11/2020minha estante
Eu peguei o ebook pelo Unlimited da Amazon




Slam 30/07/2020

Leia!!
A premissa do livro é bem simples. Carmem, uma menina do 6º ano, tem o sonho de se tornar escritora. Passa então a registrar um ano de sua vida, que segundo ela é também um ano da vida de seus pais, já que aos 11  ?as coisas costumam ser todas deles?. 


Me chamou muita atenção no livro que, mesmo sendo o relato de um ano na vida da narradora, parece que o tempo não é algo de grande importância na narrativa. Pois a autora nos apresenta, na realidade, um lugar que pode ser tão poético quanto cruel e Carmem sente-se presa a esse lugar, um destino imutável, a solidão. 


Através dos olhos infantis, mas nada romantizados de Marina, Mariana Salomão aborda temas como a solidão, bullying no espaço escolar, descoberta do corpo - especialmente o feminino - (próprio e do outro), e faz tudo isso com uma franqueza que só seria possível a uma criança. E é curioso, pois ao mesmo tempo que nos colocamos no lugar da personagem, percebemos com os olhos de adultos o quanto as percepções que Marina tem de si mesma, são movidas por questões machistas e gordofóbicos. 


Outro ponto interessante sobre a narrativa é a metalinguagem, sim. O livro é o desenrolar de um livro escrito pela própria narradora, livro que inclusive é encontrado pelos pais (personagens do romance) em certa altura da história.
jade martins 30/07/2020minha estante
amo esse livro!! e amei a resenha




Ayla Cedraz 08/09/2020

À criança que talvez tenhamos sido
Há coisas que pensamos e não podem ser ditas. Ou parecem não poder, porque ferem uma espécie de código que vamos aprendendo ao crescer; um código que garante que as coisas não ditas, só pensadas, não existam realmente. Parece absurdo, mas isso funciona tão bem que realmente acreditamos nessa inexistência.
Até que um dia lemos algo como "se deus me chamar não vou" e uma espécie de alarme soa na nossa cabeça, porque é como se uma voz escandalizada gritasse que é impossível que aquelas coisas estejam ali escritas se na verdade não existem, ou não deviam. Tudo piora quando a voz que escreve se apresenta como uma menina de onze anos, o que (embora haja quem não concorde) significa uma criança. O pior é que a gente logo se acostuma a esse tom-escandaloso-impossível-paratodososefeitosinexistente dessa menina, e é por ele que descobrimos que não podemos parar de ler - o que, suspeito, seja indício de que acreditamos que ali existe uma verdade muito inegável e muito secreta, quase proibida.
Eu sei que muito desse estado escandalizado vem da forma ridícula onde fazemos crescer as crianças, e de onde elas acabam vazando por todos os cantos... a infância pode não ser tão bonita assim como gostamos de acreditar. Na verdade, ser criança pode parecer como um grande grilhão no tornozelo, limitando o caminho, embora os pensamentos e as emoções continuem absolutamente sem limites e sem a menor intenção de esperar. E quem pode dizer que não pode ser o que claramente já é?
Nad' Openthebook 08/09/2020minha estante
Gostei da sua resenha, vou incluir esse livro nos meus desejados! Me instigou a lê-lo ??


lipsdorhys 08/09/2020minha estante
AMIGA, ESTOU HORRORIZADA no melhor sentido de todos! Sua resenha está simplesmente maravilhosa e cativante, eu nunca tinha ouvido falar desse livro mas, U-A-U, agora estou muito curiosa


Ayla Cedraz 08/09/2020minha estante
Que bom! Leiam, sim! kakakaka


Paul 10/09/2020minha estante
Me surpreende uma preciosidade dessas, foi a impressão que me passou quando falou do livro, que é nacional, esteja "escondida". Já está na minha lista e lerei em condições favoráveis, acho que você sabe os porquês hahaha


Ayla Cedraz 10/09/2020minha estante
kakakakaka


Ayla Cedraz 10/09/2020minha estante
kakakakaka :)


Ayla Cedraz 10/09/2020minha estante
kakaka :~)


Queila - Meu vício literário 15/09/2020minha estante
Ayla, não conhecia o livro, mas depois dessa resenha maravilhosa, fiquei curiosa, vou ter que ler. ?????


Ayla Cedraz 15/09/2020minha estante
que bom, queila! acho que a minha intenção era essa kakakaka




tuxenb 28/08/2020

Está tudo bem estar em banho-maria
"O conhecimento talvez não seja a melhor coisa do mundo, já não sei se quero tanto assim. Lembrei que quando eu aprendi a ler entrei em desespero, porque descobri que não era mais possível olhar as palavras sem ler. Tentei muitas vezes, queria de volta os desenhos-letras jogados pelas ruas. Letreiros e placas e avisos, foi uma lição sem volta. Tudo o que as palavras dissessem me tornei obrigada a ouvir. Fico pensando quantas coisas não vou
poder nunca mais deixar de saber."

Esse livro é de uma sensibilidade imensa. Mexeu comigo em tantos níveis que nem sei escrever uma resenha a altura dele.

Leiam. Leiam. Leiam.

PS: O livro praticamente inteiro ficou "rabiscado" no Kindle!
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Gaby 04/02/2020

“Como eu não quero ficar sozinha morta, quando deus me chamar vou correr e fugir até meu nome ecoar por todas as nuvens e só vou morrer quando todos estiverem ouvindo MARIA CARMEM numa voz bem forte dentro do ouvido.”


“Se deus me chamar não vou”. Que título forte, curioso. E foi por conta desse título misterioso que primeiro senti vontade de ler esse livro; depois essa vontade foi reforçada pela resenha que a @analubussular gravou.


Aqui conhecemos a Maria Carmem, uma criança de 11 anos, grande para sua idade e muito atormentada na escola por essa característica sua. Quando sua professora de redação pede para que escreva uma carta para um super herói, ela escreve sobre sua vida, sua rotina em casa e suas aflições. A carta chama a atenção da professora, que elogia sua escrita e a incentiva a escrever mais. E é isso que Maria Carmem faz, ela escreve um livro sobre o ano dela, tentando mostrar que crianças podem sim ser mais solitárias que adultos.

E que livro! A M. Carmem é uma criança muito inteligente, que percebe as coisas ao seu redor de uma forma bem peculiar e está sempre questionando tudo. Ela ama escrever, ama imaginar histórias, mas não tem amigos para compartilhar seus pensamentos. Em casa, não recebe muita atenção dos pais, que herdaram uma loja de artigos para idosos e estão passando por uma crise financeira. M. Carmem resolve ajudar, e seu gesto acaba por trazer para sua vida um plot twist inesperado; e ela vai compartilhando cada detalhe e pensamentos mais íntimos com o leitor.


“Será que o vaga-lume pisca de dor? Se eu pudesse brilhar de dor eu seria um escândalo.”


Que bagunça é a cabeça de uma criança! E como eu me identifiquei com a Maria Carmem... Vi nessa menina a Gaby de 11 anos sem amigos, atormentada pelos colegas e apaixonada por escrever, angustiada, preocupada com tudo, querendo ser outra pessoa, ter outra vida. Acho que por isso o livro me tocou tão profundamente. Ele me fez ir de encontro com uma fase que eu tento não pensar muito.


É um livro extremamente comovente, lindo mesmo. Chorei, sorri, gargalhei. Foi uma experiência fantástica que me marcou, e por isso guardarei esse título no coração. Leiam!

site: https://www.instagram.com/p/B7rm7hFj9en/
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Ari Phanie 29/09/2020

"É possível que um lápis pareça estar novo, mas todo quebrado por dentro."
Alguns spoilers logo ali, meu anjo...




Eu sempre menciono o quanto eu AMO histórias em que os protagonistas são crianças, ou pré-adolescentes. Quando são narradas por crianças, então, amo ainda mais. Acho que para escrever personagens infantis, os autores precisam ter uma sensibilidade maior, fazer um retorno a época base de suas vidas; precisam entrar em contato com o eu-infante, e normalmente daí saem histórias muito mais emotivas, delicadas e tocantes. Com "Se Deus me Chamar Não Vou" não é diferente.

A protagonista e narradora dessa história é uma menininha de 11 anos muito inteligente e perceptiva, e com uma imaginação peculiar. No começo, Maria Carmem parece uma criança como qualquer outra, que cria umas problematizações e tem convicções singulares e engraçadíssimas, mas logo fica claro que a menina está passando por um sofrimento constante, primeiro por ser uma criança solitária. Maria não tem amigos e mesmo no seio familiar, se sente sozinha. E para além disso, sofre bullying na escola. Por mais engraçadas que algumas passagens possam ser, o que a Carrara mostra é um retrato fiel de ansiedade e depressão infantil. Através dos olhos de Maria nós vemos seu mundo que é cheio de medos, vergonhas, preocupações e desejos, alguns demais para quem só tem 11 anos. E algumas coisas são interessantes de serem analisadas; como os problemas de autoimagem da menina que parecem ter surgido de uma simples expressão da sua mãe: "ela (Maria) só tem tamanho", usada para indicar que a filha não era tão velha como parecia. Mas que para a garota era indicativo de algo ruim, a fazendo desejar ser pequena e discreta. É interessante como a autora trouxe à superfície o quão impactante podem ser as palavras e expressões que os adultos usam em conversas com crianças que eles acham que são banais e claras, mas que no imaginário infantil podem ter repercussões traumáticas. Os adultos normalmente agem como se não precisassem explicar as coisas para as crianças porque elas não entenderiam ou seria muita informação, mas assim como na vida real e nesse livro, é absolutamente nítido que as crianças conseguem entender muitas coisas, e são capazes de encarar melhor uma verdade do que uma omissão ou uma mentira. A exemplo disso, é a questão do relacionamento dos pais de Maria com uma terceira pessoa. Eles pouco informam ou explicam à filha o que está acontecendo, e as mudanças são tão rápidas que levam Maria a situações traumáticas. E eles só tomam conhecimento da gravidade das angústias da menina por mera obra do destino. No entanto, esse é outro retrato muito fiel que a Carrara faz. Os pais tendem a subestimar as crianças e no final, conhecem pouco de seus próprios filhos.

Em suma, através da mente de uma criança e utilizando uma forma narrativa interessante e singular, a autora propõe que ser criança não é um mar de rosas. Como em qualquer fase de adaptação e conhecimento, pode gerar muita ansiedade, e os monstros, ao invés, de estarem sob as camas ou dentro dos armários, na verdade, estão na problemática realidade da vida. Esse livro é um delicioso, divertido e triste espelho do que você pode encontrar no mundo de uma criança. Em alguns momentos, ele pode até mesmo o fazer relembrar a que você já foi um dia. Foi uma baita experiência!
Craotchky 29/09/2020minha estante
Dei o like, mas não li por conta dos spoilers, hahaahahaah


Ari Phanie 29/09/2020minha estante
Não lê mesmo kkk. Ler o livro, acho q tu pode gostar. ?


Craotchky 30/09/2020minha estante
: )


Thaís Damasceno 30/09/2020minha estante
A literatura brasileira contemporânea está de parabéns.
Que bom que gostou dessa leitura, Ari


Ari Phanie 01/10/2020minha estante
Verdade, amiga. Mais uma vez, valeu pela indicação. ??




@jaliagoraesuavez 30/07/2020

Uma brisa....
Comecei a ler esse livro com as expectativas lá no alto, pois só ouvia elogios maravilhosos sobre ele. E não me decepcionei!
A história é sobre a Carmem, uma menina de 11 anos, solitária, gordinha, que sofre bullying na escola, sonha em ser escritora e trabalha na “loja de velhos” da sua família.
A escrita é muito simples pois é a própria Carmem que nos conta a sua história. Então, temos aqui a linguagem de uma criança.
É doce e triste ao mesmo tempo, pois a Carmem é “toda quebrada por dentro”, apresenta alguns sinais de depressão e traz uma narrativa bem cruel da vida.
Nesse livro ela conta 1 ano de sua vida, quando faz 11 anos, e da vida dos seus pais. E, por esse olhar infantil, temas como solidão, primeiro amor, descoberta do corpo e bullying nos são apresentados.
A leitura é super rápida (acabei em 2 horas), você fica aflita e sente as dores da Carmem, sua solidão e toda a crueldade do mundo através de uma escrita muito sensível e real.
Com certeza será um livro que eu quero que a minha sobrinha leia quando chegar nessa idade. Uma leitura que vou levar para a vida!
Não deixe de ler e conhecer essa história, ele está disponível no Kindle Unlimited.


site: @jaliagoraesuavez no Instagram
Malu.Furtado 30/07/2020minha estante
adorei?


@jaliagoraesuavez 30/07/2020minha estante
Leia que vc vai amar!




Kira 23/10/2020

No fim das contas estamos todos no banho-maria
"Será que o vaga-lume pisca de dor? Se eu pudesse brilhar de dor eu seria um escândalo"

Que livro maravilhoso, tão singelo e doce, mas ao mesmo tempo tão forte, tão carregado de coisas pesadas e que termina de uma forma tão amorzinho.
Fiquei querendo tanto mais de Maria Carmem, de sua família, vislumbrei até uma série.
Contudo às vezes se aumentar piora, então foi lindo do jeito que tudo terminou e basta.
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Rique 06/07/2020

Se Deus Me Chamar Não Vou
Eu vi este livro pela primeira vez na página do Skoob de outra pessoa, mas não sabia nada a respeito da autora nem sobre o tema do livro. O título foi o que mais me chamou a atenção, li a sinopse e acreditei se tratar de algo semelhante a um diário, o que realmente é, mas ficcional.

Durante o livro, a jovem protagonista chamada Maria Carmem, que almeja ser escritora, é ensinada que seus livros podem se misturar com alguns fatos. Me pergunto o quanto da vida de Mariana Salomão Carrara está impresso nessas páginas.

O livro aborda temas como a exclusão, o bullying, o preconceito, os pais, a morte e deus com um tipo de diversão melancólica. Confesso que ao começar a ler, não consegui deixar de virar páginas; é uma escrita leve e envolvente.

Também fiquei muito surpreso pelas dificuldades que Maria Carmem enfrentou em casa e na escola, realmente são situações pouco esperadas e raramente comentadas.
Terminei o livro sem ter muito o que dizer.
marilia 06/07/2020minha estante
O título é ótimo kkkkk


Rique 06/07/2020minha estante
Realmente kkk




Lavinia Teodoro 28/08/2020

Leve e do cotidiano
Carmem é uma menininha em banho Maria que vai nos contar a história de um ano da SUA vida.
Ela diz que cada ano é único para cada pessoa, e que este é o dela. Seus 11 anos.

" Esta é a história deste ano, deste meu ano, não do ano de todo o mundo, porque cada um está tendo um ano todo seu e eu só posso contar a história do ano que é meu. A não ser quando eu for escritora, aí sim vou poder contar a história do ano dos outros."

O livro é pelo olhar de uma criança, que está descobrindo as coisas. É meigo e ela fala de muitos temas.


Eu achei o livro muito bom. Ele é curto e não fica se prolongando, é direto. Carmem está aprendendo a viver, apreendendo a escrever. Ela é um amor, me apaixonei por ela. Apesar de ela ser meio dramática e ter uma autoestima muito baixa. As vezes ela é precipitada demais, mas isso não tira do livro a meiguice. É lindo.

A escrita é ótima. Te cativa do início ao fim. A Carmem escreve um livro, mas você se sente como a melhor amiga dela, ouvindo-a falar. É doce!

Vou deixar aqui um trecho do livro, é longo, mas diz muito sobre o livro:

"TRINTA E UM
Agora, desde que deus demonstrou que não existe ou não liga a mínima para a minha insônia, quando não consigo dormir eu brinco de contar histórias dentro da cabeça, são histórias-que-envolvem-. Fico pensando assim bem quietinha na cama que eu vou contar uma história que envolve animaizinhos, e envolve os meus pais, e o Leo, uma história que envolve macarrão, e uma professora, que envolve meninos de pé bem perto de mim, chamando de vagabundinha, daí se a história começa a envolver coisas muito pesadas eu começo de novo, vou contar uma história que envolve animaizinhos, e um cachorro que gosta de deitar de barriga pra cima, envolve uma viagem de carro pra praia, envolve um filme muito engraçado e cinco amigos novos que interfonam no meu prédio e pedem pra eu descer, envolve bolsa de água quente. Uma história que envolve um desastre de avião em que eu sobrevivo saltando de guarda-chuva sobre o mar, envolve entrevistas à imprensa, envolve coragem, uma história que envolve muitos namorados, ou pelo menos um, envolve bolo de chocolate com doce de leite, envolve dez cavalos azuis. Uma história que envolve vizinho morto, envolve interfone tocando na casa do vizinho morto, envolve deus chamando, envolve uma loja de velhos com produtos desatualizados, envolve sanfona, envolve um garoto perfeito chamado Carlos que não gosta de gordinhas, envolve menstruação e cólica, uma história que envolve o funcionamento dos limpadores de para-brisas na chuva, envolve uma senhora comprando uma coluna nova para o marido, material hipoalergênico. Envolve uma rara doença em que quanto mais se come mais se emagrece. Envolve um pudim em banho-maria. Envolve Maria Carmem, envolve Maria Carmem campeã do concurso de dança na televisão. E de canto. Essa é uma história que envolve homens maus, homens no estágio em que ainda não ficaram bons como meu pai e o Leo, envolve meninos, meninos que são homens muito maus, envolve o diretor de uma escola, envolve uma vizinha que não gosta de sexo e uma amiga que tem cólica, envolve dor de barriga, essa é uma história que envolve cocô, muito cocô, uma história que envolve também o desaparecimento das paredes, as residências pairam no ar, uma história que envolve apartamentos flutuantes sem paredes, envolve chuva enquanto as pessoas veem televisão sem paredes, acenam para o vizinho da casa flutuante ao lado. Uma história que envolve vizinhos que depois de uns meses sem parede já não notam as casas ao lado, uma história que envolve casas sem parede que depois de um tempo ficam como se tivessem parede, e ninguém nota que um vizinho está morto, mesmo sem paredes. Uma história que envolve cheiro de morte, e envolve cheiro de pastel fritando, e envolve um livro publicado em todos os países, uma fila gigante para autógrafos, e envolve dois gatos que aprendem a trancar o cachorro no armário pra roubar a comida dele, e envolve o dia de ir todo o mundo pelado no colégio, envolve todos sem coragem de olhar pro colega, e envolve muitos aniversários, e a aquisição de um banheiro próprio, envolve uma loja de jovens em vez de uma loja de velhos, uma loja com música e bebida, envolve as luzes que se mexem dentro do olho quando a gente fecha a pálpebra depois de olhar o lustre, envolve final de novela, e uma criança com as duas mãozinhas no vidro de um aquário gigante tentando entender o polvo. Envolve um polvo lento e rosa. Envolve o barulho do pneu passando devagar na rua molhada de noite. Daí uma hora eu consigo dormir. Dormir envolve muitas coisas."
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