Livro do Desassossego

Livro do Desassossego Fernando Pessoa




Resenhas - Livro do Desassossego


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Alex Lira 01/04/2021

Muito confuso
Atribuído ao heterônimo (ou, segundo alguns, semi-heterônimo) Bernardo Soares, o LIVRO DO DESASSOSSEGO é descrito como uma ?autobiografia sem fatos?, na qual o autor desfia, em fragmentos desordenados, reflexões as mais variadas sobre a sua própria vida, a vida dos outros homens, Deus, o mundo, a arte, o amor?
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A partir do escritório onde trabalha como ajudante de guarda-livros, na Rua dos Douradores, em Lisboa, Bernardo Soares cria, em seu livro, um microcosmo - um mundo completo, permeado de melancolia.
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Consagrado como uma das maiores obras-primas de nossa literatura, com inúmeros trechos que se tornaram clássicos da língua, o LIVRO DO DESASSOSSEGO não é um livro acabado - visto que nunca foi preparado para publicação, o LIVRO é um quase que um amontoado de fragmentos. Longe de ser um problema, porém, o leitor pode encarar isso como um elemento que confere à obra um toque especial e que o convide ainda mais a se debruçar sobre o abismo que Fernando Pessoa/Bernardo Soares abre diante de seus olhos.
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Marcio Claver 29/03/2021

Livro do Desassossego
O Livro do Desassossego é considerada uma das mais belas obras do poeta português Fernando Pessoa, nela aparece o heterônimo de Bernardo Soares, um ajudante de guarda-livros que vive em Lisboa.
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isadorasx 27/03/2021

O livro não poderia ter um nome melhor; desassossego foi exatamente o que eu senti me forçando a ler 368 páginas do Bernardo Soares, semi-heterônimo de Fernando Pessoa, escrevendo sem parar em seu diário sobre como a vida é inferior aos sonhos e um tédio infinito e uma angústia eterna. Não tem mais o que falar, a leitura é somente isso. Possui fragmentos lindos, extremamente tocantes, porém depois de determinado momento parece que você está simplesmente lendo as mesmas coisas repetidas vezes, apenas escritas com outras palavras.
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Sa 27/03/2021

Esse livro foi um mergulho dentro de mim mesma. Sinto que não sou a mesma pessoa que começou a leitura desse livro no começo do ano. Foi uma imersão dentro do que sou, e muitas vezes lendo fiquei com a sensação de não saber nem quem eu sou. O Livro do Desassossego me lembrou bastante Eclesiastes, livro escrito por Salomão. Ambos tem uma pegada existencialista que eu aprecio demais. Com certeza um livro para ser relido várias, várias e várias nessa vida, tenho a nítida sensação que a cada leitura essas mesmas palavras se renovam em algo diferente.
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Braga 15/03/2021

Fragmentado
É notório que fosse construído de maneira cuidadosa, arquitetada e constante, está coletânea seria uma inestimável dádiva a nós.
Sim, seria, talvez não seja.

O livro trás a tona um grande emaranhado de fragmentos incongruente empilhados de maneira tosca, infeliz amadora. Talvez seja uma obra boa para oscilar entre um exemplar conciso e este, pois dado o momento em que dedicamos integralmente ao Desassossego, torna-se tarefa árdua a finalização. (Mesmo compreendendo a intenção de que o intento deste conglomerado fosse nos trazer desconforto)

Porém tratam-se de fragmentos de suma importância e atributo que não haveria como dispor de uma nota menor que 4*. Há muitas conjunções onde o livro trás muitas reflexões boas, assim como há momentos em que se arrasta demais.
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Saulo 13/03/2021

Coerência...
"O mal todo do romantismo é a confusão entre o que nos é preciso e o que desejamos. Todos nós precisamos de coisas indispensáveis à vida, à sua conservação e ao seu continuamento; todos nós desejamos uma vida mais perfeita, uma felicidade completa, a realidade dos nossos sonhos... É humano querer o que nos é preciso, e é humano desejar o que não nos é preciso, mas é para nós desejável. O que é doença, é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se se sofresse por não ter pão.
O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter."
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Luana 06/03/2021

Pensando
Engraçado como esses pensamento do Pessoa, mesmo que por heterônimo faz tocar na alma como coisas que vc já tenha pensando antes, mas sem ter escrito nada
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Brito 01/03/2021

Livro do desassossego - A vida é um olhar atento a si
É um livro em que o autor fez de si matéria de estudo em tudo menos no que tivesse a ver consigo. Trata-se de ceifar na vegetação do ser e colher só o que é de todos com a aparente facilidade com que a lâmina afiada ceifa no campo.
E é extraordinário porque é arte a deter-se no mais difícil, porque mais movediço, que somos nós, mas é isso que Fernando Pessoa faz, atira a cana de pesca ao concreto movediço do seu ser até atingir, abstraindo, um pensamento de emoções passível de ser partilhado, pelo menos intelectualmente, por todos, e sentido por aqueles capazes de sentir por dentro das suas emoções o pensamento dos outros.
Este livro é, na maior parte do tempo, arte a fazer-se, explicação da arte que se fez outras vezes, paisagem externa que se materializa para melhor se fazer arte, ou que apenas finge o autor ser externa para se materializar ele, de outras vezes. Tudo contextualiza, e a todo o contexto se faz pertencer para arrancar dessa vulgaridade de ser e de viver a metafísica que há na vida e nos homens; do pouco faz a madeira que a todos serve de trave mestra.
Está sempre presente o olhar daquele que fez de toda a vida um olhar atento a si e que agora, na folha de papel, deixa-o à solta.
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Bia 25/02/2021

Impactante, pensei que seria fácil de ler por ser composto de fragmentos de textos e na verdade foi ao contrário, demorei horrores pra terminar pq cada frase me fazia parar e refletir. Leitura essencial.
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Go vegan 20/02/2021

Obra inacabavel
A impressão que se dá é que essa obra é um caos interno vivido pelo Pessoa. Não há meio, fim, tampouco começo
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Laura 20/01/2021

Reflexão e devaneios
O livro postumo de Fernando Pessoa narra a história de um morador de Lisboa e seu dia a dia. Com inúmeras reflexões em diversos trechos extremamente fragmentados, o autor mergulha na psiquê de seu personagem, expondo devaneios e epifanias que ocorrem no seu dia.
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Eduardo 04/01/2021

Vai mexer com os teus sentimentos, mas requer paciência
Pesado! Não só no número de páginas (mais de quinhentas), mas nas "confissões, sonhadas, da inutilidade de sonhar". A narrativa é diferente de tudo que eu já tinha lido. O livro é escrito pelo empregado do comércio, Bernardo Soares, semi-heterônimo de Fernando Pessoa, que, segundo o próprio Pessoa, em muitos aspectos se parece com Álvaro de Campos.

Esse é um livro para realmente causar desassossego. O desassossego das palavras, que me fez buscar o significado de dezenas delas, em seus devidos contextos, já que foi escrito em um intervalo de 20 anos, perpassando diversas transformações políticas e literárias em Portugal. O desassossego das opiniões sociais, muitas das quais discordei e me indignei em relação ao individualismo, à prepotência e à arrogância de Soares; outras que me fizeram repensar as minhas próprias opiniões e atitudes, e ainda, uma imensa maioria de reflexões necessárias sobre a vida e a morte.

É um livro que mexe com todo tipo de sentimento. Leva ao choro, ao riso, ao cansaço, à indignação, à concordância, à discordância, à empatia, à consternação... Esse vai ficar aqui, ao lado, na minha mesa, para que seja aberto ao acaso, frequentemente, permitindo que eu retome o maior desassossego que ele me causou: a sensação de que eu estava diante do narrador e que ele conversava comigo, olho no olho, dando a real do que ele pensa do mundo em que ele viveu - um mundo assustadoramente parecido com o nosso, tanto o interior quanto o exterior. Se vale mais uma dica: leiam!
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Vivi 13/12/2020

Perfeito
Fernando Pessoa traz luz as nossas vidas com esse livro, livro que muitas vezes me deixou sem ar, com verdades singelas e necessárias para nós, para mim, foi uma leitura extensa e demorada, precisava de tempo para absorver todo esse conteúdo incrível, leiam esse livro o quanto antes, mas com sede dele pois o mesmo irá te saciar!
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Roberto 12/12/2020

Filosoficamente poético
Uma obra a ser -- deliciosamente -- "ruminada". Aforística, filosófica e poética. Uma pancada nos sentidos e sentimentos pretéritos, presentes e os ainda por vir; uma leitura incômoda, daquelas que nos espelham a alma e que jogam luz nos cantos mais escondidos do nosso ser, lugares dentro de nós que, por vezes, fingimos que nem existem; mas que alguns aforismas da obra trazem à tona de forma irremediável, brutal.

Lembrei muito do Estilo de Clarice, Herman Hesse, Virginia Woolf ou até mesmo de Albert Camus. Sofri, gostosamente, com uma leitura lenta, "matutada", anotada -- à caneta -- e gravada na alma. Esse semi-heterônimo de Fernando Pessoa é quase um biógrafo do Autor; mas diz muito mais do humano em geral, esgarça as sensações e sentidos comum a todos aqueles que vivem, que sentem. O livro bota as nossas "tripas" sentimentais pra fora.
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Thaís 09/12/2020

Que obra
"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma."

Belos fragmentos, um livro pra vida.
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