Alfa e Ômega

Alfa e Ômega Patricia Briggs




Resenhas - Alfa e Ômega


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Ana Karolina | Garota dos Livros 12/11/2017

Uma ótima surpresa
Li o conto em duas horas. E depois me joguei a devorar o primeiro livro.

Eu amei esse conto. Por conta de uma ressaca literária, causada por um livro bem abaixo das minhas expectativas, estava sendo difícil me envolver com qualquer tipo de história, coisa que não aconteceu com essa, já que nas primeiras linhas já fui sugada para o mundo de Anna Latham e fiquei instigada e curiosa para saber mais sobre sua vida e a situação pela qual estava passando.

Devo dizer a vocês, que essa não é uma história fácil. Anna, já passou por muitos abusos na alcateia dela, tanto emocionalmente como fisicamente e sexualmente. Algo que me trouxe lágrimas aos olhos e um enjoou no estômago. Mas mesmo depois de tudo o que passou, Anna é uma personagem muito forte, afinal continuou não baixando sua cabeça para as coisas que achava erradas e continuou tentando viver da melhor maneira possível mesmo nas condições em que estava.

Mas o que achei verdadeiramente incrível, um pouco intrigante e muito clichê foi a conexão instantânea em que ela teve com Charles, o lobisomem alfa mandado pelo Marrok, o alfa do país, para investigar a situação causada pelo alfa da alcateia de Anna.

Charles Cornick é um Dimitri Belikov ( da série Vampire Academy ) só que indígena, mais durão e muito selvagem. Ele é definitivamente muito dominante, gostoso e misterioso. Mas o jeito como ele é todo derretido pela Anna, tentando deixá-la o mais confortável possível com as situações e fazendo de tudo para protegê-la, é realmente muito bonitinho.

O que eu achei bem curioso durante toda a leitura foram as palavras usadas, digamos o vocabulário licantrope. Já que era narrada em terceira pessoa, mas com dois pontos de vista ( Anna e Charles ), o jeito como eles se referiam aos acontecimentos e a outros personagens, achei algo bem característico e interessante de se explorar em um livro. Me senti quase como se estivesse conhecendo uma nova cultura, totalmente estranha e ao mesmo tempo introduzida ao cenário.

Amei o conto e adorei ter conhecido esse mundo criado pela Patricia, mas tenho duas ressalvas que meu lado feminista não podia deixar de comentar, e que me incomodaram durante a leitura, mas que procurei relevar pelo gênero e tema tratados pelo livro, que foram o jeito possessivo e territorial que Charles tratou Anna, como se ela ja fosse dela, e eu entendo que isso tenha a ver com a maneira lobisomem de levar as situações, mas não deixou de me incomodar um pouco. Outra foi a personalidade da Anna, ainda não consegui me apaixonar perdidamente pela mocinha, coisa que espero que aconteça com o decorrer da história. Fiquei dividida pela ideia de pensar nela como uma mulher forte e ao mesmo tempo fraca, e em grande parte da história o sentimento que me dominou por ela foi a compaixão por todos os abusos que ela passou. Espero encontrar nela ao longo dos próximos livros uma personagem bad-ass. Mas tirando isso, fui sugada pela mitologia licantrope dos livros de Patricia Briggs e quero continuar me aventurando pelas histórias que esses personagens tão incríveis tem para me contar.
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