Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno Gil Vicente




Resenhas - Auto da Barca do Inferno


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Isa 24/07/2017

Auto da barca do inferno
O "Auto da barca do inferno", quando li pela primeira vez, achei muito chato, com uma leitura complicada (já que está no antigo português) e de difícil compreensão. Porém, após várias releituras, consegui compreender o ponto principal e a gostar mais do livro, até esqueci que a leitura era complicada, pois você entra na dinâmica do livro e do que Gil Vicente queria retratar.
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Duda 27/06/2017

Parvos somos
Foi minha primeira leitura obrigatória e foi muito bom. Achei interessante, principalmente, o fato de abordar a crença do Inferno e do Paraíso, e para onde você vai após a morte, para onde você "merece" ir. A leitura é curta e simples, apesar de ter uma crítica enorme por entre as linhas.
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Gaby 12/05/2017

Recomendo :)
Apesar de ser um pouco difícil ler ele, eu amei, apesar de ser bem velho têm coisas no livro que podemos relacionar com atualmente. Achava que iria achar ele bem chatinho, mas quando comecei gostei muito.
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Cynara 16/01/2017

Criticas ainda atuais
Apesar de ter tido um pouco de dificuldade com a língua, a forma como são criticadas situações comuns da época e algumas até dos dias atuais, é bastante interessante.
Talvez se tivesse lido este livro na escola não seria tão bom como ele foi, muito pela pressão que teria.
Acho que a parte mais interessante foi a do procurador e do corregedor, mostrando as atividades corruptivas que muitos da área fazem, além da proteção com pessoas mais simples. Li rápido porque além de curto é um livro muito prazeroso
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Sara Muniz 03/01/2017

Resenha - Auto da Barca do Inferno
Auto da Barca do Inferno foi uma peça escrita em 1517, durante a transição entre a Idade Média e o Renascimento. É uma das maiores obras do teatro vicentino (teatro de Gil Vicente) e como de costume, faz uma crítica para corrigir os costumes da época.

Quando alguém morre, dois barcos estão esperando para levar as pessoas que vierem. Um leva para o inferno e outro leva para o céu. O diabo e o anjo são responsáveis por recepcionar quem vem aos seus barcos, portanto, durante o decorrer da peça, Gil Vicente manda muitos personagens que morreram.

O primeiro deles é um nobre fidalgo, que acha que pode ir para o céu justamente porque é rico. O segundo é um Onzeneiro (empresta dinheiro com juros elevados) e ele acha que pode ir para o céu por ter ajudado tantas pessoas emprestando dinheiro à elas, esquecendo-se dos juros altos que cobrava e que deixavam seus clientes em situação ainda pior. O terceiro é o Parvo, ele se chama Joane e acha que vai para o inferno, até descobrir o que estava acontecendo e que ele estava falando com o Diabo, após xingá-lo de inúmeras maneiras (para mim é a melhor cena), ele vai até o barco do anjo, já que ele é um ser puro e nunca houve malícia em nada do que ele fez.

Eis aqui uma amostra dos xingamentos que ele faz ao diabo: (clique no link para ver o post inteiro com as imagens).

O quarto personagem é o Sapateiro, acha que por ter se confessado para o padre antes de morrer o garantiria um lugar no céu, mas ele sempre enganou e explorou o povo enquanto viveu. O quinto personagem é um Frade, ele vem com sua amante e é contente, principalmente por achar que pode ir para o céu por ter servido à igreja, mas ele era um padre corrompido que tinha uma amante. A sexta personagem é a Brísida Vaz, uma cafetina que chega lá com um colar com seiscentos himens postiços, ela achava que poderia ir para o céu por ter "salvado a vida daquelas meninas", mas na verdade ela às explorava e não enganava somente elas, mas também seus clientes, mentindo que elas eram virgens. O sétimo personagem é o Judeu, que chega lá com o seu bode e implora para o diabo lhe dar um lugar em seu barco. O oitavo e nono são o Corregedor e o Procurador que aparecem no mesmo momento e, ambos acham que podem ir para o céu porque trabalhavam com a lei, esquecendo de seus momentos de imoralidade ao fazer justiça. O décimo personagem é o Enforcado, que acha que pode ir para o céu por ter pagado seus pecados na hora em que foi condenado à forca. E por fim, temos os Cavaleiros Cruzados, que lutaram nas cruzadas e morreram lutando por Jesus Cristo. Esse passam direto pela barca do inferno e vão direto para a barca do céu.

Todos os personagens trazem consigo algum objeto ou alguma outra coisa que simbolize a sua vida na terra ou a sua classe social.

Eu avaliei esse livro como excelente porque por meio desses personagens, Gil Vicente critica cada parte de uma sociedade cheia de imoralismos. Não é só porque você é rico, ou padre, ou morreu por seus pecados que você é digno de viver no paraíso pelo resto da eternidade. Na hora do "julgamento" todos os seus pecados e erros serão levados à tona e você terá de pagar por todos eles, essa é a lição que o autor tenta passar. Além disso, várias partes dessa pequena peça são muito engraçadas, justamente porque ele seguia a ideia de que rindo corrigem-se os costumes (ridendo castigati moris). Quando fiz a primeira leitura, muitas informações me escaparam, mas ao fazer a releitura, tudo ficou mais claro e nem mesmo a linguagem arcaica daquela época atrapalhou a leitura. A versão em pdf dessa página tem 38 páginas e você consegue ler em menos de 1 hora, com certeza! Vale muito a pena, recomendo fortemente!


site: http://interesses-sutis.blogspot.com.br/2016/12/resenha-auto-da-barca-do-inferno.html
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Rafael 30/12/2016

Palmas!!!!
Um dos maiores representantes do trovadorismo, Gil Vicente, nos traz essas cantigas de Maldizer, usando sua obra para satirizar o sistema de sua época, os políticos, os Juízes, os Bispos, é cômico e atual!
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Devinho 25/12/2016

Bom livro
Bem, como um grande dramaturgo português, Gil Vicente foi um grande autor, é gosto de suas obras, talvez o auto da barca do inferno seja o melhor desta edição, a forma como ele vai tratar o bem e o mau é sempre muito interessante; porém em Farsa de Inês Pereira por mais que no final você perceba um certo ensinamento, não vejo uma historia tão interessante quanto a primeira, muito rápida e onde não me envolvi com os personagens!! a edição não e das melhores, mas deu pra arriscar!! de resto um bom livro!!!
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Naty 24/10/2016

Um livro satírico, um panorama de época, um retrato de uma sociedade que se repete até hoje.
A história contada nesse livro era um ato, ou seja, uma peça de teatro voltada, nesse caso, à religiosidade da época retratando-a de maneira irônica e inteligente.
Gil Vicente remonta a cena de uma espécie de porto em que existem duas barcas, uma para o céu e a outra para o inferno. As pessoas que ali chegam são escolhidas para uma barca ou para outra e é aí que a coisa fica interessante.
O primeiro a chegar foi um fidalgo que acreditara em suas posses e seu poder e acaba indo para a barca infernal. Interessante é que os personagens que vão para o inferno estão sempre com objetos mundanos aos quais estes se apegavam; o fidaldo, por exemplo, veio com uma cadeira representativa de poder e tirania, características essas que fizeram o anjo nega-lo na barca para o paraíso.
O segundo a chegar é o agiota e esse foi um dos que eu mais gostei; ele acredita tanto, mas tanto no seu dinheiro que acha que o anjo não o recebeu em sua barca porque achou que este fosse um miserável qualquer quando, na verdade, o anjo apresenta como explicação o fato de que o peso de seu bolso é muito grande, ou seja, seu apego ao dinheiro encerrava ele no mundanismo. é muito interessante como essa obra, que data do século XVI, consegue ser tão atual; ainda hoje existem pessoas assim.
Depois vem um homem tolo que morreu de caganeira (?????), sim caganeira (acho que naquela época morrer de diarréia era algo mais comum) e ele é aceito na barca divinal. é um pouco chocante para o leitor pensar que grandes homens aqui acabam indo para o inferno e pessoas tão simples recebem o bem maior é aí que Gil Vicente quer chegar. Ele se utiliza desse texto para ensinar e mostrar à sociedade que se inseria que de nada vale o status quo, o que se precisa, na verdade, é de um coração puro.
O quarto é um sapateiro que frequentava a igreja, mas, quando saia, roubava os pobres, ou seja, um homem desonesto. é claro que ele não entra na barca do inferno e, dessa parte, posso inferir que o autor não traz um maniqueismo social tão disseminado em muitas obras em que o pobre é bom e o rico é mal. Esse sapateiro é a proa disso, ele não é lá tão rico, mas, mesmo assim, faz o que é errado perante os olhos de Deus e, consequentemente, vai para o inferno.
O quinto é um frade que crê em sua posição para alcançar local no céu, mas esquece de perceber que desrespeitou os seus votos ao se envolver sexualmente com mulheres e, ao ser indagado sobre isso, ele comente apenas que todos fazem e, por isso, é normal. Nesse quesito, Gil Vicente me lembra muito Gregório de Matos que criticou muito no Brasil a sociedade católica e seus malfeitos encobertos.
O sexto é uma mulher prostituta que também prostituia outras garotas, mas, mesmo assim, acha que pela mazelas que sofreu, ou seja, por pena ela deveria ser levada para o céu. Isso não acontece e ela, por todo o mal que fez, é condenada ao inferno.
O sétimo é um judeu acompanhado de um bode (essa foi uma das partes mais difíceis de entender assim como a do tolo). Ninguém quer receber o judeu, nem a barca do céu nem a do inferno o que demonstra a marca da cultura antissemita que permeava a sociedade da época. Ele acaba indo na barca do inferno.
O oitavo e o nono são o corregedor e o procurador que acham que por sua posição social e sua funcionalidade jurídica deveriam ir para o céu, mas eles manipulavam a justiça em benefício próprio e isso lhes foi creditado como pecado e estes não subiram aos céus.
O décimo foi um enforcado que acha que esse ato o traria salvação quando, na verdade, o levou ao cainho da perdição, pois ele vai para a barca do inferno. é aí que eu paro e medito sobre um fato muito abordado em noticiários e que eu também vi na HQ Persépolis; se matar para obter salvação futura nos lembra alguma coisa? Talvez o Estado Islãmico ou todas essas instituições que apregoam o desrespeito à vida? Sim. Mais uma vez esse livro vai além de sua época e nos mostra que muitos problemas não vem de hoje; eles são fruto de uma sociedade maracada desde os primórdios.
O décimo primeiro, segundo e terceiro são três cavaleiros que lutaram nas cruzadas; estes nem querem saber de conversar com o diabo. Eles são bem recebidos na barca divinal e, enfim o livro acaba. Essa parte remete ao cenário em que Gil Vicente vivia; as cruzadas eram, naquela época, uma luta tida como santa e, assim como se retrata na obra, quem lutava por ela estaria destinado aos céus.
Essa foi uma síntese do enredo. Esse livro é bem curtinho e engraçado de ler mesmo que a maioria das palavras sejam truncadas e de difícil compreensão. Acabei gostando bastante. Acho que a obra cumpriu com seu papel e conseguiu passar para o leitor um cenário de como o mundo era e, para nossa surpresa, continua sendo até hoje. Será que parmênides estava certo? Que houveram mudanças isso sei, mas, que o cerne é basicamente o mesmo, essa obra prova veementemente e eu a aplaudo, pois foi mais interessante do que eu achava que seria.
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Silvia.Leticia 19/10/2016

Satirizando a sociedade
Se não fosse as imensas notas de rodapé, talvez eu tivesse mais dificuldade para compreender os diálogos, visto que o vocabulário é bem complicado.

Outra questão que dificulta a leitura para àqueles que não estou habituados é o fato de ser uma peça dramática, com poucas descrições e pouquíssimas narrações. Como é um texto feito pra ser representado, há basicamente diálogos.

Há algumas personagens que morrem e se deparam com duas barcas, uma que vai para o inferno, liderada pelo Diabo, e outra que vai para o céu, liderada pelo anjo. A grande questão de Gil Vicente é que ele usa personagens tais como um sapateiro que cobrava preços absurdos de seus clientes; um frei que durante toda sua vivência na terra adquiriu vícios mundanos ao invés de viver para a evangelização; uma mulher que era responsável por intermediar relacionamentos pautados na questão sexual em busca de dinheiro de meninas; pessoas que deveriam representar a justiça terrena, como o procurador, para mostrar que em algum momento essas pessoas pagarão por seus pecados.

Todos eles não viveram de maneira justa, pois acabaram aproveitando das pessoas que as cercavam e não foram poupados no juízo final, visto que não há como esconder nada do Diabo.

É uma grande sátira com relação ao comportamento geral da sociedade, vale a pena o esforço.
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Saulo.Morais 15/10/2016

Auto da barca do inferno
A história gira em torno de duas barcas, a barca do Inferno - comandada pelo Diabo - e a barca da Glória - comandada pelo Anjo.
Após morrerem, vários personagens vão chegando e contando seus feitos em vida, eles tentam entrar na barca da Glória, poucos conseguem, o Anjo ou o Diabo explicam no que eles pecaram.
Como exemplos de personagens, temos o agiota, um sapateiro, um frade com uma amante, um judeu, um magistrado, um enforcado e cavaleiros mortos na Cruzada.
Achei a introdução muito boa, conta mais detalhes sobre Gil Vicente e a história do livro. Outro ponto positivo vai para as notas no rodapé que explicam várias palavras e dão maiores detalhes ao final da história de cada personagem.
O que é ruim é o fato da história ser escrita em português de Portugal, o que às vezes atrapalha, pois podemos deixar de entender o contexto de algum diálogo.
Recomendo o livro por ser uma leitura curta e divertida.
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Aline 28/09/2016

Barca do Inferno, Leitura do Diabo
Uma leitura difícil. Com muitas palavras do português de Portugal, o texto é escrito em forma de teatro. A leitura tem que ser muitas vezes interrompida para se conseguir entender as palavras. História claramente recomendada a amantes de Gil Vicente e literatura eclética.
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Keilizie 14/09/2016

Saudade define
Li esse livro na escola com uma professora maravilhosa. A melhor professora de literatura da vida. Lembro que toda a sala simplesmente amou o livro e ela nos levou ao teatro para vermos a peça e amamos mais ainda.
A história se passa bem rápida por ser basicamente composta por diálogos, e sátiras sociais que sim, cabem até aos dias atuais! Auto da Barca do Inferno é de fato um dos meus favoritos!
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Leandro 20/04/2016

Difícil de ler
Muitas palavras complicadas
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Naju 09/04/2016

Auto da barca do Inferno
Vocabulário complicado e história desinteressante, pelo menos pra mim. Só li pq a escola exigiu. Quanto mais eu lia, mais parecia que faltava para acabar. Apesar de todos os aspectos negativos a meu ver, gostei da mensagem que o livro passa. 1 estrela.
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