Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno Gil Vicente




Resenhas - Auto da Barca do Inferno


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Literatura 05/01/2012

Bem-vindos ao submundo...
Clássicos são imortais, isso é um fato...
O Auto da barca do inferno é um destes exemplos. Gil Vicente escreveu esta obra fantástica em 1517 e até hoje ela brilha diante dos nossos olhos, por ser um tema atual e extremamente cheio de verdades.

Você ainda não conhece nada dele? Tem medo de que seja chato demais?
Engana-se...

Concordo que o texto não é para muitos, mas se você se dispuser a se adentrar este universo, vai ter uma grata surpresa.

Nesta sua obra famosa, vemos um desfile de figuras diversas adentrando o mundo sombrio da pós-morte, onde em um cais perdido no limbo eles têm de escolher entre dois barcos para terminar sua jornada – o do Paraíso e o do Inferno, guiado pelo satírico Mefistófeles. Ele rouba a cena, julgando cada um com o seu sarcasmo e ironia afinados.

Leia mais no Literatura de Cabeça
http://www.literaturadecabeca.com.br/2011/08/bem-vindos-ao-submundo.html
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Thiago Rapsys 14/11/2011

Auto da Barca do Inferno
O "Auto da Barca do Inferno" é um poema satírico medieval, onde o autor (Gil Vicente) faz uma crítica geral.

Há um rio para onde todos vão depois da morte. No rio há duas barcas: uma que leva para o paraíso e a outra que leva para o inferno. Cada barca há um "comandante": na barca que vai para o inferno há o Diabo e o seu servo; na barca que vai para o paraíso há o Anjo.

O primeiro a chegar é o Fidalgo. Para quem não sabe, "Fidalgo" (filho-de-algo) designava a camada social que tinha o estatuto de nobre hereditária, juntamente com os titulares e até os Senhores de terras. Ele se dirige para a barca do inferno onde é persuadido à entrar. O diabo insiste, e ele vai para a outra barca.

Chegando na outra barca é o Fidalgo que insiste em entrar nela. Porém, o Anjo, irritado, bloqueia a sua passagem, dizendo que ele não fez coisas muito boas quando em vida. Desconformado, Fidalgo volta à barca do Inferno e entra.

Logo após o Fidalgo, entra o Onzeneiro, que passa pela barca do Inferno. Para quem não sabe, "onzeneiro" é sinônimo de "mercenário". O Diabo tenta contornar a situação, tentando não revelar ao onzeneiro que ele irá ao seu destino, o inferno. Mas falha e acaba revelando. Onzeneiro então dirige-se a barca do paraíso.

Chegando a outra barca, mas o Anjo também bloqueia a sua passagem, argumentando sua falta de generosidade quando em vida. O onzeneiro insiste, mas mesmo assim, o Anjo - sempre irritado - manda ele ir para a outra barca. O onzeneiro desiste e entre na outra barca.

Chega Joane, o Parvo (doente metal;louco), e conversa com o Diabo. Diabo tenta convencer Joane, e, mesmo sendo "louco", resiste e não entra na barca. Então ele se dirige à barca do Anjo.

Chegando a barca do Anjo, ele começa a conversa, pede para entrar na barca, e o Anjo deixa, argumentando que, embora o que falasse era desagradável, seu coração era puro.

Até aqui, apenas Joane entrou na barca que leva ao paraíso. O onzeneiro e o fidalgo foram bloqueados e dirigiram-se à barca infernal.

Vem o Sapateiro. Aqui o autor deixa bem claro que ele ainda está ligado ao material, à vida, pois ele, mesmo depois de morto, aparece com seus moldes e sapatos. Como todos, ele se dirige à barca do Inferno. O diabo não desiste, tenta persuadir o Sapateiro, mas como todas as primeiras vezes, ele é ignorado. Sapateiro então resiste e vai ao barco celestial.

Chegando lá, o Anjo - ainda arisco - "joga na cara" que ele não foi um bom homem, cobrando preços altíssimos para pessoas sem condições de pagar. Além de vender produtos de péssima qualidade com o preço de um de alta. Então, desconformado, o Sapateiro entra no barco infernal.

Entra o Padre, cantando, com a sua esposa. Neste momento Gil Vicente critica a Igreja pela sua falta de "palavra", pois mesmo os padres não podendo se casar e prometendo celibato, eles tinha até filhos! O Diabo tenta persuadir o Padre e sua esposa, ou ficante, ou namorada, para entrar no barco. O padre acaba aceitando e entrou, junto com sua ficante/namorada/esposa no barco infernal.

Assim que o Frade entra no baro infernal, vem a Brízida Vaz, a Alcoviteira (cafetina). Como sempre, o Diabo persuade a Brízida para entrar no barco, mas não aceita e caminha até a outra barca.

Toda orgulhosa, Brízida Vaz tenta entrar na barca celestial, mas não bloqueada pelo Anjo. Desta vez Brízida V. tenta persuadir o Anjo, dizendo que cuidaste muito bem de suas "meninas" e que merecia o céu por causa disso. O Anjo recusa. De cabeça baixa, Brízida entra na barca infernal.

Por fim chegaram três cavaleiros, cada qual com uma Cruz de Cristo pela qual morreram. Eles iam passar direto pela barca infernal, mas o Diabo chamou as suas atenções. Eles não são iludidos pelo Diabo, que o deixa muito bravo e indignado. Eles usam a palavra de Deus e o nome de Cristo para amedrontar o Diabo. O Anjo se interfere na conversa, chamando os três cavaleiros para a sua barca.

Assim termina a história. Apenas quatro pessoas entraram ao céu. Todos os personagens estão presentando uma sociedade inteira.

Acessem: www.ecolivros.com.br
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Beatriz Gosmin 14/09/2011

Resenha por Beatriz Gosmin - www.livroseatitudes.blogspot.com
Esta obra de Gil Vicente é a primeira da trilogia do auto das barcas, que inclui o Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória.
A obra nada mais é que uma crítica impiedosa à sociedade da época (XVI-Lisboa), escrita na forma típica do humanismo, pois contém rimas, metáforas e ironias. A linguagem também é um tanto difícil, levando-se em conta o ano em que a obra foi escrita. Mas, pode-se encontrar um vocabulário no rodapé das páginas com as palavras mais ‘estranhas’ e seu significado, facilitando a compreensão da história.

Falemos agora sobre a obra:

No livro mostra que após a morte as pessoas encontram duas barcas: uma dirigida pelo Diabo e outra por um Anjo. Ambos podem julgar e acusar as almas, mas somente o anjo pode absolvê-las. Logo vai chegando os outros personagens (os mortos) cada um em sua vez. Primeiramente vem o fidalgo, que é condenado à barca infernal por ter levado uma vida cheia de pecado e luxúria. Logo após vem o Onzeiro, depois o parvo, o frade, Brísida Vaz, um Judeu, o corregedor, o enforcado e os quatro cavaleiros.
Eles passam pela barca do Diabo primeiro (acredito que ela esteja na frente da outra) e vão logo sendo convidados a subir à bordo. Mas, quando perguntam onde é o destino da barca, assustam-se ao saber que ela vai para o inferno, e, a maioria fica indignado por ter sido convidado a entrar. Mas, à medida que o Demônio mostra-lhes seus erros (de forma muito sarcástica), eles recorrem à outra barca com pedidos para que os levem. O anjo, porém, renega quase todos por serem pecadores e, portanto, desmerecedores do paraíso.


Reparem nas rimas que se encontram nas falas de um dos personagens:

Olá, ó demo barqueiro!
Sabeis vós no que me fundo
Quero lá tornar ao mundo
E trarei o meu dinheiro
Aqueloutro marinheiro
Porque me vê vir sem nada
Dá-me tanta borregada
Como arrais lá do barreiro


Achei incrível como o autor conseguiu manter o sentido mesmo enchendo o livro de rimas, e isso com certeza foi um ponto muito interessante da obra.

Uma parte que eu ri bastante, foi com as falas do Parvo! Tadinho, ele era o mais humilde e o mais engraçado, vejam:

Diabo De que morreste?
Parvo De quê?
Samicas¹ de caganeira.
Diabo De que?
Parvo De caga-merdeira,
má rabugem que te dê!


¹ talvez, por ventura.

Os outros personagens também eram bem legais, cada um com suas próprias características e cada um com seu devido feito e papel no desenvolver da história. E como vocês devem ter notado, a maioria dos personagens não possui um nome: são chamados pelo trabalho que exercem, o que ajuda a compreender a crítica do autor.

O livro também é bem pequeno, mesmo apresentando 71 páginas, pois, no começo há uma parte sobre o autor e a obra e no final mais alguma explicações sobre o livro, sobrando assim pouquíssimas páginas para a história em si. E como ele é escrito em forma de poema (estrofes e versos), a leitura é muito rápida.

No todo, o livro é bom, mas não é do tipo que te faz querer ler mais e mais, principalmente se você for um viciado em literatura estrangeira e livros de ficção (eu!), mas creio que isso possa ser mudado com a inserção de novos tipos de livros, reformando assim, nossos hábitos de leitura. Portanto:

Vamos ler mais literatura gente!
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Rebecca 14/08/2011

Pegue sua máquina do tempo e mãos a obra!
O Auto da barca do inferno faz parte da trilogia do auto das barcas, que inclui o auto da barca do purgatório e da glória. Escrita por Gil Vicente e assistida por reis e nobres do século XVI, o auto da barca é uma expressão do humanismo, possui versos redondilhos, rimas, metáforas e cantigas. Possui uma linguagem rústica, típica de sua época – o que compromete um pouco a nossa fluidez de leitura – mas no final do livro há algumas notas que ajudam a esclarecer os trechos mais complicados.
Os personagens são tipo sociais – nobreza, clero e povo. Crítico mordaz, não se curvou à sua época, bombardeou, neste auto, praticamente todos os setores dessa sociedade. Criticou a hipocrisia do clero, desbancou a tirania da nobreza e condenou a corrupção dos burocratas. Sobreviveu e não foi excomungado graças ao mecenato, sendo protegido e incentivado pelas cortes de dois reis de Portugal.
“À barca, à barca, olá,/Que temos gentil maré!”. O auto da moralidade, como o chamava, tem como cenário fixo duas embarcações – batéis – em um porto imaginário para onde vão as almas no instante da morte. Cada barca possui um comandante – a do paraíso um anjo, a do inferno, um diabo. A ação da peça desenvolve-se a partir da chegada dos personagens, que desfilam pelo porto tentando encontrar a passagem para a vida eterna. São julgados pelo que fizeram em vida. O diabo e o anjo acusam, mas só o anjo absolve. Sendo em seguida encaminhado para uma das barcas.
Os tipos sociais, na peça, são representrados pelo fidalgo, um onzeneiro ambicioso – agiota - , o parvo Joane – camponês néscio - ,o sapateiro ladrão, o frade namorador, a alcoviteira Brísida Vaz, o judeu rejeitado, o corregedor Guloso, o procurador corrupto, o enforcado testa de ferro e os quatro cavaleiros de Cristo, cada qual com seu pecado. A peça se apoia no simbolismo baseado no ideal cristão que divide o mundo entre bem X mal, Céu X inferno. O Anjo e o Diabo são símbolos dessa ideologia cristã e personificam a idéia do bem e do mal.
Quem for ler esse livro precisa se transportar para o sec XVI e se imaginar em uma sociedade na qual as pessoas eram obrigadas a usar antolhos e calar-se diante de injustiças. Só posso concluir que essa é uma das melhores obras que li – tudo bem que não foram muitas – pelo conteúdo crítico e satírico. Acredito que Gil é um escritor muito além de seu tempo. Essa é uma leitura que vale muito a pena. Quem gostou deveria ler “Auto da barca do motor fora da borda” de Luís deSttau Monteiro que aprofunda ainda mais a obra de Gil.
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Thiago 06/08/2011

Valores atemporais com um tom de bom humor
Apesar da escrita complicada, graças ao português utilizado na época do autor, o livro confronta certos valores morais que estão presente até hoje no senso comum.

De modo bem humorado, Gil Vicente expõe personagens típicos da sociedade da época - e, em grande parte, na atual também - a um julgamento moral, no momento em que os divide entre aqueles que irão para a barca do Inferno e os que irão para a da Glória.

Com muitas analogias e metáforas, essa alegoria tem seus momentos de difícil compreensão - não apenas pela escrita arcaica - mas proporciona bons momentos de risada e reflexão.
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Michel Marx 21/07/2011

No mínimo intrigante.
Esse sim fez a diferença em seu tempo.
A ambientação da história passa-se por volta de 1500, 1600, dura realidade essa em que havia uma ''ditadura católica''(como é dito por muitos estudiosos), e lá Gil Vicente faz uma reflexão profunda da realidade e dos conceitos ''duvidáveis'' do que era o bem e o mal.
Simplesmente inesperado.
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Apóllimes 04/07/2011

Resenha d'o Auto da Barca do Inferno
Esta obra vicentina de caráter popular para o século XVI e um tanto complexa, samicas, para leitores da atual época. Publicada em 1517 para agradar a nobreza portuguesa, é uma alegoria do juízo final que marca o chamado teatro vicentino. A alegoria é marcada pelos opostos. Há duas embarcações: o batel dos danados, por assim dizer, onde Satã e seu companheiro que estão eufóricos para a chegada das almas, em oposição está o taciturno Angelical que simboliza uma figura extremamente diferenciada ao Diabo. Acontece o desenvolvimento a partir da entrada e saída dos personagens, sem mudanças no cenário, o que não torna bastante óbvio a provável mudança de cena. Vicente conhece os fundamentos da dramaturgia grega? É impressionante o desenvolvimento cultural de suas obras apesar de sua proveniência popular. Quanto mistério há.
Então, voltando ao desenvolvimento da peça. Os personagens são tipos sociais. Simbolizam suas ações e costumes durante a vida que servirá de fundamento ao julgamento.
O Fidalgo que simboliza a arrogância de sua classe, o Onzeneiro que simboliza a ganância e ambição, o Joane Xingador que glorifica sua humildade indolente, o Sapateiro Ladrão hipócrita que age com má fé, o Frade que traz consigo um falso moralismo religioso, a feiticeira Brísida é condenada por sua prostituição e maus hábitos, já a passagem do judeu é um tanto difícil de entender-se — talvez retrate o preconceito e perseguição da época —, o Corregedor que não sabe falar latim fluentemente demonstra a inconsistência dos eruditos de sua época e dos homens da lei, a condenação do Procurador deve-se a corrupção, que é posto novamente em cena com o Enforcado Testa-de-ferro, já os Quatro Cavaleiros simbolizam a glorificação do cristianismo.
Escrito em português arcaico com trechos em latim popular, esta obra de Gil Vicente reflete o Humanismo transitório próprio da sociedade portuguesa. Numa época de confrontos conceituais, novas ideias, reencontro com a arte clássica, novas terras, invenções e descobertas, o homem do século XVI ainda encontra-se no feudal.
É nesta atmosfera da “relação” feudal e nobre, burguesia e nobreza, ciência e religião que o Humanismo Farsista, crítico e satírico de uma beleza popular de alta relevância de Gil Vicente situa-se: um grande dramaturgo português.

Ridendo Castigat Mores!

Novas expressões e palavras adicionadas ao meu vocabulário

Muitieramá: diz-se a alguém quando vai em mui má hora; em má hora.
Hu-u: manifestação de euforia.
Asinha: depressamente.
Sus: diz-se para transmitir coragem.
Cousa: coisa.
Estoutra, essoutro: esta outra, esse outro (e afins).
Gericocim: asno
Sandeu: indivíduo que faz ou diz tolices e ingenuidade, parvo.
Dix: Diz-se quando se está pasmo.
Cal’-te: cala-te
Samica: talvez, porventura, quiçá, acaso.
Zambuco: pequenos navios
Não cures de mais...: basta (de)... [?]
Bom, convém parar por aqui. São muitas expressões e palavras.

P.S.: Algum erro de digitação. Desculpem-me. Pois, não fiz revisão do texto.
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Fabi 31/05/2011

Atual realidade que ainda nos cercam.
Nesse livro mostra determinados tipos de pessoas o que vão receber ao morrer pelos seus comportamentos: céu ou inferno, muitas vezes achamos que estamos indo pelo caminho correto e nem percebemos ou percebemos o que está de errado em nossas atitudes. Achei lindo a história na verdade é constituída pelo ar teatral o que na verdade constrata a atual realidade.
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leandro_sa 20/04/2011

Incrível como, apesar da dificuldade de leitura devido ao português do livro ser arcaico, as personagens do Auto são extremamente atuais. As contradições sociais contidas na obra de Gil Vicente são bem próximas às encontradas na contemporaneidade.

Outro ponto que merece destaque é o forte humor com que o dramaturgo conduz a história. A crítica social sutil é uma das marcas mais fortes da leitura.
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bels 11/04/2011

Auto da Barca do Inferno - G. Vicente.
O Auto da Barca do Inferno retrata o juízo final. O lugar por onde se passa a história é um leito onde se encontram dois barcos, um que vai para o inferno e outro que irá para o paraíso. Os mortos começam a chegar.
O primeiro é Fidalgo, ele carrega dois pecados a tirania e a luxúria, bem explicitas no livro. Mesmo assim, insiste que irá entrar na barca do Paraíso, porém é recusado pelo Anjo. O segundo personagem é um agiota. Este é condenado por ter outros pecados: a ganância e avareza. Acredita que irá para a barca do céu, mas como Fidalgo, também é recusado pelo Anjo. O próximo é um Parvo, que significa tolo, ingênuo. O Diabo tenta convence-lo de entrar na barca, mas quando descobre que o destino é o inferno ele vai conversar com o Anjo, que o permite entrar por sua humildade. Após o Parvo, chega o sapateiro com todas suas ferramentas de trabalho. Seu pecado foi mentir, enganar as pessoas na terra, e ele tenta fazer o mesmo com o Diabo e falha. Tenta convencer o Anjo, mas este o condena por ter roubado o povo. Em seguida, chega o frade com sua amante. Este se julga merecedor do céu, pois é um representante religioso e acha que encontrará o perdão, mas o Anjo o encrimina por falso moralismo religioso. Brísida Vaz, uma alcoviteira é condenada ao inferno por prostituir meninas e por feitiçaria.
O caso do Judeu é bem intrigante. O Diabo não queria aceitá-lo em sua barca porque ele carregava consigo um bode e ao tentar falar com o Anjo ele era impedido por não aceitar os cristianismo. Por fim o Diabo aceita levá-lo com seu bode rebocados junto á barca. Depois do pobre Judeu, chegam o corregedor e o procurador, que representam o poder judiciário. O Diabo se identifica com ele. O Anjo não permite a entrada deles por corromperem a justiça, usá-la apenas para o benefício próprio.
No final dos jugamentos chega o Enforcado. Ele acreditava que iria para o céu e que como o Frade, teria seus pecados perdoados, porém é mandado para a barca do inferno por corrupção. E por último chegam os quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo, e o Anjo os aceita em sua barca.


Resenha feita por mim mesma. Coloquei-a em meu trabalho escolar, rs. Aproveitem! (:
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Roberta 25/03/2011

Português arcaico misturado com latin, de caráter catequisador, escrito a serviço do rei inserido no contexto de transição do feudalismo para o capitalismo. Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.
Jaque 08/05/2013minha estante
Não concordo com a critica mas tive que dar um "gostei" só pelo uso dos analogismos em "Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.".




Amandinha 24/03/2011

Leitura rápida e enriquecedora.
Por estarmos estudando literatura do período medieval, meu prof nos "pediu" para lê-lo. Eu adorei a oportunidade, porque pude acurar meu conhecimento a respeito do tema. Não me arrependi, uma vez que a peça é bastante criativa e cômica, uma grande crítica às várias classes sociais, levando em consideração o contexto histórico em que a obra está inserida(Plena ascenção econômica de Portugal). Não vejo a linguagem como um empecilho, ao contrário enriqueçe a obra e faz com que o leitor pense que está vivendo naquele período, além do mais é ótimo ler a peça em voz alta e sentir o ritmo!
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' zoio 02/03/2011

Leitura bem rápida, mas EXTREMAMENTE complicada.
Esse livro é muito difícil de entender, pelo amor!

Mas fora isso... história bem poética e cativante(:
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Mari 02/02/2011

Li pois foi mencionado pela minha profª de Literatura do 2º ano do colegial. Boas metáforas, mas a versão que li ainda tinha a linguagem antiga então a leitura foi penosa, já que tive que consultar as notas de rodapé o tempo todo.
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Cíntia Eufrásio 30/01/2011

muuito chato, só li mesmo porque tinha que fazer um trabalho!
a linguagem muito ruim...
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