Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno Gil Vicente




Resenhas - Auto da Barca do Inferno


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Glaucia Lisboa 14/05/2015

No limite entre a verdade e a mentira.
Ótimo livro para ensinar Humanismo, além de trabalhar o Teatro Vicentino.
Nathi 15/05/2015minha estante
Gil Vicente é espetacular!


Glaucia Lisboa 21/05/2015minha estante
Verdade!




Tiago 18/04/2014

Auto da barca do inferno - Gil Vicente

Auto da barca do inferno é um livro escrito para teatro por Gil Vicente, tendo sido encenado em 1517.
A história nós mostra alguns personagens, representando erros da sociedade. Quando os personagens morrem, vão parar em um rio,ficando entre duas barcas, a barca do inferno, do diabo e um companheiro, e a barca da salvação, comandado por um anjo.
Os personagens iniciam um diálogo muito complicado com diabo, que tenta os convence-los de entrar em sua barca. Os personagens tentam entrar na barca da salvação, mais logo são impedidos pelo anjo, que mostra para eles os motivos por quais eles não podem entrar, relembrando seus pecados e erros enquanto estavam vivos.
Alguns personagens vão para a barca do inferno, e apenas quatro cavalheiros conseguem entrar na barca da salvação, pois morreram por Jesus Cristo.

O livro e muito difícil de ler,com palavras muito complicadas, tornando difícil a compreensão.
sabris 02/05/2014minha estante
Na verdade o Parvo e TRÊS cavalheiros entram na barca da salvação.. e realmente, meio difícil de compreender, mas pelo menos o meu tinha tradução e dava pra entender pelo enredo da história.




Naty 24/10/2016

Um livro satírico, um panorama de época, um retrato de uma sociedade que se repete até hoje.
A história contada nesse livro era um ato, ou seja, uma peça de teatro voltada, nesse caso, à religiosidade da época retratando-a de maneira irônica e inteligente.
Gil Vicente remonta a cena de uma espécie de porto em que existem duas barcas, uma para o céu e a outra para o inferno. As pessoas que ali chegam são escolhidas para uma barca ou para outra e é aí que a coisa fica interessante.
O primeiro a chegar foi um fidalgo que acreditara em suas posses e seu poder e acaba indo para a barca infernal. Interessante é que os personagens que vão para o inferno estão sempre com objetos mundanos aos quais estes se apegavam; o fidaldo, por exemplo, veio com uma cadeira representativa de poder e tirania, características essas que fizeram o anjo nega-lo na barca para o paraíso.
O segundo a chegar é o agiota e esse foi um dos que eu mais gostei; ele acredita tanto, mas tanto no seu dinheiro que acha que o anjo não o recebeu em sua barca porque achou que este fosse um miserável qualquer quando, na verdade, o anjo apresenta como explicação o fato de que o peso de seu bolso é muito grande, ou seja, seu apego ao dinheiro encerrava ele no mundanismo. é muito interessante como essa obra, que data do século XVI, consegue ser tão atual; ainda hoje existem pessoas assim.
Depois vem um homem tolo que morreu de caganeira (?????), sim caganeira (acho que naquela época morrer de diarréia era algo mais comum) e ele é aceito na barca divinal. é um pouco chocante para o leitor pensar que grandes homens aqui acabam indo para o inferno e pessoas tão simples recebem o bem maior é aí que Gil Vicente quer chegar. Ele se utiliza desse texto para ensinar e mostrar à sociedade que se inseria que de nada vale o status quo, o que se precisa, na verdade, é de um coração puro.
O quarto é um sapateiro que frequentava a igreja, mas, quando saia, roubava os pobres, ou seja, um homem desonesto. é claro que ele não entra na barca do inferno e, dessa parte, posso inferir que o autor não traz um maniqueismo social tão disseminado em muitas obras em que o pobre é bom e o rico é mal. Esse sapateiro é a proa disso, ele não é lá tão rico, mas, mesmo assim, faz o que é errado perante os olhos de Deus e, consequentemente, vai para o inferno.
O quinto é um frade que crê em sua posição para alcançar local no céu, mas esquece de perceber que desrespeitou os seus votos ao se envolver sexualmente com mulheres e, ao ser indagado sobre isso, ele comente apenas que todos fazem e, por isso, é normal. Nesse quesito, Gil Vicente me lembra muito Gregório de Matos que criticou muito no Brasil a sociedade católica e seus malfeitos encobertos.
O sexto é uma mulher prostituta que também prostituia outras garotas, mas, mesmo assim, acha que pela mazelas que sofreu, ou seja, por pena ela deveria ser levada para o céu. Isso não acontece e ela, por todo o mal que fez, é condenada ao inferno.
O sétimo é um judeu acompanhado de um bode (essa foi uma das partes mais difíceis de entender assim como a do tolo). Ninguém quer receber o judeu, nem a barca do céu nem a do inferno o que demonstra a marca da cultura antissemita que permeava a sociedade da época. Ele acaba indo na barca do inferno.
O oitavo e o nono são o corregedor e o procurador que acham que por sua posição social e sua funcionalidade jurídica deveriam ir para o céu, mas eles manipulavam a justiça em benefício próprio e isso lhes foi creditado como pecado e estes não subiram aos céus.
O décimo foi um enforcado que acha que esse ato o traria salvação quando, na verdade, o levou ao cainho da perdição, pois ele vai para a barca do inferno. é aí que eu paro e medito sobre um fato muito abordado em noticiários e que eu também vi na HQ Persépolis; se matar para obter salvação futura nos lembra alguma coisa? Talvez o Estado Islãmico ou todas essas instituições que apregoam o desrespeito à vida? Sim. Mais uma vez esse livro vai além de sua época e nos mostra que muitos problemas não vem de hoje; eles são fruto de uma sociedade maracada desde os primórdios.
O décimo primeiro, segundo e terceiro são três cavaleiros que lutaram nas cruzadas; estes nem querem saber de conversar com o diabo. Eles são bem recebidos na barca divinal e, enfim o livro acaba. Essa parte remete ao cenário em que Gil Vicente vivia; as cruzadas eram, naquela época, uma luta tida como santa e, assim como se retrata na obra, quem lutava por ela estaria destinado aos céus.
Essa foi uma síntese do enredo. Esse livro é bem curtinho e engraçado de ler mesmo que a maioria das palavras sejam truncadas e de difícil compreensão. Acabei gostando bastante. Acho que a obra cumpriu com seu papel e conseguiu passar para o leitor um cenário de como o mundo era e, para nossa surpresa, continua sendo até hoje. Será que parmênides estava certo? Que houveram mudanças isso sei, mas, que o cerne é basicamente o mesmo, essa obra prova veementemente e eu a aplaudo, pois foi mais interessante do que eu achava que seria.
Ana Claudia Terence 31/07/2018minha estante
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Talita 21/02/2010

Confesso que minhas expectativas para com o livro eram extremamente baixas, visto a decepção que tive com "A Farsa de Inês Pereira".

Comecei a ler por ser uma obra catalogada pela Fuvest e me surpreendi:
A história possui uma mistura de críticas sociais e doses de humor capazes de prender qualquer um.

No mais, o que fez com que eu compreendesse melhor a obra foi a versão adaptada por Douglas Tufano, a qual aconselho todos que não gostaram do livro (ou até mesmo que gostaram) a lerem também.
Gi 01/03/2016minha estante
Talita, qual o nome da obra adaptada do Douglas Tufano?




Italo 07/04/2010

Sem palavras para tal livro.
Gostei muito,tanto que ontem eu fui assistir a mesma peça !
Já no teatro eles modernizaram a peça para os tempos atuais,para nao ficar a mesma mesmice.
Muito legal,Recomendo!
Andresa 22/07/2010minha estante
Eu fiz uma peça de teatro na etec ano passado sobre o Auto da barca do inferno. É realmente uma historia interessante!




Roberta 25/03/2011

Português arcaico misturado com latin, de caráter catequisador, escrito a serviço do rei inserido no contexto de transição do feudalismo para o capitalismo. Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.
Jaque 08/05/2013minha estante
Não concordo com a critica mas tive que dar um "gostei" só pelo uso dos analogismos em "Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.".




Mari 02/02/2011

Li pois foi mencionado pela minha profª de Literatura do 2º ano do colegial. Boas metáforas, mas a versão que li ainda tinha a linguagem antiga então a leitura foi penosa, já que tive que consultar as notas de rodapé o tempo todo.
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André 31/01/2018

3º Livro, 1º Ano do Ensino Médio
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LooMay 09/01/2009

o porquê de ler esse livro.
As obras de Gil Vicente são as primeiras obras dramáticas da língua portuguesa. Além de da importância histórica para a nossa língua, seus textos são muito fiéis à realidadfe social da época. Gil Vicente criticou ferozmente em suas obras a hipocrisia da sociedade além de falar verdades muito inconvenientes sobre o clero católico, os senhores feudais e várias outras instituições da época.

Como ele pôde fazer isso ? Como um joalheiro qualquer pôde falar mal de pessoas tão poderosas e não ser punido severamente? Como suas obras sobreviveram às garras da Inquisição ( a de Portugal foi a segunda maior , perdendo apenas para a Espanha; milhares foram queimados em ambas)? Simples! Ele era "o queridinho" da rainha-mãe; seu pai, também joalheiro, fez as Jóias da Coroa. Ele cresceu na corte e tinha amigos poderosos.Além de ter escrito " O Auto do Vaqueiro", uma outra peça onde ele comparou o nascimento do filho do rei com a vinda de Jesus. Com certeza, a Rainha-mãe disse a seu filho "Ninguém põe a mão em Gil Vicente!"
Seus textos são muito confiáveis.

Vale a pena ler.

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Wesley 01/10/2012

Uma das primeiras peças teatrais que fiz na escola era sobre esse livro, na época entendi pouco, hoje pouco mais. É um bom livro levando em consideração o contexto histórico e a sua época.
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Jú Bragança 30/08/2010

Fã de carteirinha
Adooorooo Gil Vicente
Sou muiro fã desse livro
mas não foi essa edição ,a minha é mais antiga
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Carol- Books and Tea 12/10/2012

Decisão
Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente - 96 páginas

Auto da Barca do Inferno, é uma das obras mais importantes de Gil Vicente, sendo a primeira de uma trilogia, Auto Das Barcas, foi também adaptada já algumas vezes para teatro.

O livro narra a vida de vários personagens,e ocorre na margem de um rio, na hora após seu julgamento, por onde serão levados pela Barca da Glória, ao Céu, ou A barca da Perdição, ao Inferno, as pessoas que assim foram julgadas.
Durante toda obra, desfila inúmeras classes e tipos sociais, de corregedores á sacerdotes, onde são julgados da mesma forma, todos pelas fraquezas da carne humana.
Gil Vicente, era um escritor que mesmo com peças com fundo religioso, não almejava difundir a religião muito menos converter ninguém, seu objetivo era demonstrar como o ser humano, independente de sua classe, cor, raça,sexo ou religião é egoísta, falso , mentiroso e pecador que pendia diante da fraqueza humana, da carne e da ambição.

Em o Auto Da Barca do Inferno, Gil nos mostra que, não importa nossa classe social nem alguma diferença física, e sim nossos atos e o quão pura está nossa alma.
Boa Leitura ;)
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lga261 23/05/2010

Uma grande sátira social
Demora um pouco até você se acostumar com esse português antigo, parece que o livro está escrito em outra língua. Porém, após cada personagem ter seu destino selado, Gil Vicente prova seu talento e você compreende porque o personagem foi condenado, as lições de moral e as críticas ao comportamento da sociedade.
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Rodolfo Schreiner 11/03/2013

Renascimento e modernidade
Tém muitas idéias interessantes que podem ser tiradas da leitura destes contos de Gil Vicente. Mas primeiro deve-se observar que ele é um autor do início do século XVI. Os contos deste livro foram escritos em torno de 1520. Nesta época o pensamento europeu estava indo em direção a formas mais modernas e liberais, se distanciando das formas do pensamento cristão medieval, mas também sem renunciar a religião cristã. É aí onde se vê Gil Vicente, no texto Farsa de Inês Pereira por exemplo, fazer a Inês escolher um marido pessoa mais simples não discreto como diz o texto. Mas esse foi seu segundo casamento e o que deu certo. O anterior não deu certo porque era um cara muito conservador e que nem deixava ela sair de casa. Ele era um cavaleiro que foi morto por um mouro numa batalha. Ou seja, o que fica fácil de interpretar é que a cultura medieval não servia mais e deveria ser substituída por algo mais moderno como os ideais do Renascimento do século XV.

No texto Auto da Alma também percebe-se esta troca de valores porque pode-se entender que uma pessoa deve ser reconhecida por suas virtudes, e não pelo seu nascimento. Nobre é alguém de virtude interior, e não exterior. Na idade média a importância das pessoas vinham de seu nascimento e quem não tivesse nascido na nobreza nunca se tornaria nobre. É algo de nascimento e não de conquista. Mas o autor expressa a opinião de que o valor das pessoas deve ser visto em seu bom caráter, contrariando a ideologia medieval.
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Hi 03/02/2010

Comédia
Esse aqui perdi as contas de quantas vezes li já. Esse é o melhor hehe é bem parecido com o filme brasileiro "o auto da compadecida". O que mais deixa engraçada a peça é as merdas que o diabo fala, suas ironias sao foda. O joane, o bobo inocente, que acabou indo para o céu, fez coisas em vida que nao passaram de puras aventuras sem malicia, diferente de todos os outros personagens que eram ambiciosos, invejosos, egocentricos, etc. A pior personagem pra mim é a Brisida, a guardia da virgindade de moças arranjadas para padres. Nossa, fiquei ate meio puta com essa ai, porque parei pra pensar e cheguei a conclusao como a religião, pelo menos no cristianismo nao passou de uma hipocrisia manipuladora. E outra coisa tambem é o fato de o judeu e seu bode irem no cais do barco. Ele não pode entrar nem no barco do diabo,imagine o que o Anjo nao faria. Os judeus poderiam ter todos os defeitos, principalmente quanto a religião,porem que porra de religião nao tem, ate hoje em dia? Olha aquela vaca da universal o que fez. É por isso que sou simplesmente cetica à religião. Chegando a conclusao, é um livro bem engraçado e muito interessante, que retrata a época do auge do cristianismo.
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