Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno Gil Vicente




Resenhas - Auto da Barca do Inferno


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Carol- Books and Tea 12/10/2012

Decisão
Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente - 96 páginas

Auto da Barca do Inferno, é uma das obras mais importantes de Gil Vicente, sendo a primeira de uma trilogia, Auto Das Barcas, foi também adaptada já algumas vezes para teatro.

O livro narra a vida de vários personagens,e ocorre na margem de um rio, na hora após seu julgamento, por onde serão levados pela Barca da Glória, ao Céu, ou A barca da Perdição, ao Inferno, as pessoas que assim foram julgadas.
Durante toda obra, desfila inúmeras classes e tipos sociais, de corregedores á sacerdotes, onde são julgados da mesma forma, todos pelas fraquezas da carne humana.
Gil Vicente, era um escritor que mesmo com peças com fundo religioso, não almejava difundir a religião muito menos converter ninguém, seu objetivo era demonstrar como o ser humano, independente de sua classe, cor, raça,sexo ou religião é egoísta, falso , mentiroso e pecador que pendia diante da fraqueza humana, da carne e da ambição.

Em o Auto Da Barca do Inferno, Gil nos mostra que, não importa nossa classe social nem alguma diferença física, e sim nossos atos e o quão pura está nossa alma.
Boa Leitura ;)
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Ana 27/11/2010

Mandarei a linguagem à barca do Inferno; enquanto isso, o enredo terá lugar garantido ao lado do Anjo.

Apesar da dificuldade que encontrei para lê-lo, não me arrependo. Desmistifica muitas tradições que nos são impostas enquanto vivemos, mostra que a veemência de muitos pode não ter uso quando chega a hora do 'veredicto' (apesar da minha descrença quanto a essa hora).

É um livrinho curto, merece umas folheadas.
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Rafa.! 14/01/2009

Um otimo livro, muito leve e cheio de ironias. Apesar da lingua rustica do seculo 14 e 15 Portugal, algumas edicoes sao cheias de notas, o que ajuda muito para entender o livro, que acabam deixando a leitura bem mais facil. É incrivel como a quase 500 anos atras Gil Vicente consegue mostrar a ganancia e podres do ser humana, presentes ainda hoje, realmente um otimo livro.
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Roberta 25/03/2011

Português arcaico misturado com latin, de caráter catequisador, escrito a serviço do rei inserido no contexto de transição do feudalismo para o capitalismo. Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.
Jaque 08/05/2013minha estante
Não concordo com a critica mas tive que dar um "gostei" só pelo uso dos analogismos em "Esse livro é um inferno que garante ao leitor vaga no céu só pela paciência de tê-lo lido.".




Talita 21/02/2010

Confesso que minhas expectativas para com o livro eram extremamente baixas, visto a decepção que tive com "A Farsa de Inês Pereira".

Comecei a ler por ser uma obra catalogada pela Fuvest e me surpreendi:
A história possui uma mistura de críticas sociais e doses de humor capazes de prender qualquer um.

No mais, o que fez com que eu compreendesse melhor a obra foi a versão adaptada por Douglas Tufano, a qual aconselho todos que não gostaram do livro (ou até mesmo que gostaram) a lerem também.
Gi 01/03/2016minha estante
Talita, qual o nome da obra adaptada do Douglas Tufano?




Hi 03/02/2010

Comédia
Esse aqui perdi as contas de quantas vezes li já. Esse é o melhor hehe é bem parecido com o filme brasileiro "o auto da compadecida". O que mais deixa engraçada a peça é as merdas que o diabo fala, suas ironias sao foda. O joane, o bobo inocente, que acabou indo para o céu, fez coisas em vida que nao passaram de puras aventuras sem malicia, diferente de todos os outros personagens que eram ambiciosos, invejosos, egocentricos, etc. A pior personagem pra mim é a Brisida, a guardia da virgindade de moças arranjadas para padres. Nossa, fiquei ate meio puta com essa ai, porque parei pra pensar e cheguei a conclusao como a religião, pelo menos no cristianismo nao passou de uma hipocrisia manipuladora. E outra coisa tambem é o fato de o judeu e seu bode irem no cais do barco. Ele não pode entrar nem no barco do diabo,imagine o que o Anjo nao faria. Os judeus poderiam ter todos os defeitos, principalmente quanto a religião,porem que porra de religião nao tem, ate hoje em dia? Olha aquela vaca da universal o que fez. É por isso que sou simplesmente cetica à religião. Chegando a conclusao, é um livro bem engraçado e muito interessante, que retrata a época do auge do cristianismo.
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Jú Bragança 30/08/2010

Fã de carteirinha
Adooorooo Gil Vicente
Sou muiro fã desse livro
mas não foi essa edição ,a minha é mais antiga
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leandro_sa 20/04/2011

Incrível como, apesar da dificuldade de leitura devido ao português do livro ser arcaico, as personagens do Auto são extremamente atuais. As contradições sociais contidas na obra de Gil Vicente são bem próximas às encontradas na contemporaneidade.

Outro ponto que merece destaque é o forte humor com que o dramaturgo conduz a história. A crítica social sutil é uma das marcas mais fortes da leitura.
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Felipe 13/12/2009

Avaliação de Auto da Barca do Inferno
Escrito por Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno é um livro teatral, cuja história principal é mostrar o destino dos personagens quanto ao Inferno ou o Paraíso.
São duas Barcas. A Barca da Glória, comandada pelo Anjo; e a Barca do Inferno, comandada pelo Diabo.
Não tenho muito o que dizer desse livro, tudo que posso dizer é que eu levei bom proveito dele. Ele é repleto de palavras que eu nem sonhava existir, expressões difíceis mesmo, principalmente para alguém da minha idade entender com facilidade, mas foi boa a leitura para mim, pois na versão do livro que lí, tinha todo o vocabulário nas últimas páginas para consultar. Então eu lia, e ia consultando, então entendí boa parte, claro que nem tudo. Mas percebí também um certo humor, principalmente no Diabo. Certos personagens tiverem diálogos interessantes.
Eu fiquei curioso para ler esse livro depois que alguns amigos disseram ser bom, mas principalmente depois de assistir ao primeiro episódeo da série Tudo Que é Sólido Pode Derreter (recomendo), que tem esse livro como base do primeiro episódeo.
Finalizo dizendo que, antes de ler o livro, imaginava que o mesmo fosse muito melhor do que eu imaginava, o que não o foi. Mas talvez eu não tenha achado toda essa maravilha por não ter entendido certas partes! Enfim, do que eu entendí, e dos diálogos, eu achei muito bom, é uma leitura muito divertida! Recomendo à todos!
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Elyana 23/03/2010

Perdi a conta de quantas vezes li
Confesso que só o leria por causa da FUVEST.
Mas, foi um livro que me surpreendeu, e que me agradou de tal forma que eu o li duas vezes no mesmo dia.
As sátiras de Gil Vicente foram muito bem elaboradas neste livro – que continua sendo atual.
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Paula Brasil 14/01/2009

Desses livros que agte tem que ler na escola pras provas de literatra....esse foi O MELHOR.
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Beatriz Gosmin 14/09/2011

Resenha por Beatriz Gosmin - www.livroseatitudes.blogspot.com
Esta obra de Gil Vicente é a primeira da trilogia do auto das barcas, que inclui o Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória.
A obra nada mais é que uma crítica impiedosa à sociedade da época (XVI-Lisboa), escrita na forma típica do humanismo, pois contém rimas, metáforas e ironias. A linguagem também é um tanto difícil, levando-se em conta o ano em que a obra foi escrita. Mas, pode-se encontrar um vocabulário no rodapé das páginas com as palavras mais ‘estranhas’ e seu significado, facilitando a compreensão da história.

Falemos agora sobre a obra:

No livro mostra que após a morte as pessoas encontram duas barcas: uma dirigida pelo Diabo e outra por um Anjo. Ambos podem julgar e acusar as almas, mas somente o anjo pode absolvê-las. Logo vai chegando os outros personagens (os mortos) cada um em sua vez. Primeiramente vem o fidalgo, que é condenado à barca infernal por ter levado uma vida cheia de pecado e luxúria. Logo após vem o Onzeiro, depois o parvo, o frade, Brísida Vaz, um Judeu, o corregedor, o enforcado e os quatro cavaleiros.
Eles passam pela barca do Diabo primeiro (acredito que ela esteja na frente da outra) e vão logo sendo convidados a subir à bordo. Mas, quando perguntam onde é o destino da barca, assustam-se ao saber que ela vai para o inferno, e, a maioria fica indignado por ter sido convidado a entrar. Mas, à medida que o Demônio mostra-lhes seus erros (de forma muito sarcástica), eles recorrem à outra barca com pedidos para que os levem. O anjo, porém, renega quase todos por serem pecadores e, portanto, desmerecedores do paraíso.


Reparem nas rimas que se encontram nas falas de um dos personagens:

Olá, ó demo barqueiro!
Sabeis vós no que me fundo
Quero lá tornar ao mundo
E trarei o meu dinheiro
Aqueloutro marinheiro
Porque me vê vir sem nada
Dá-me tanta borregada
Como arrais lá do barreiro


Achei incrível como o autor conseguiu manter o sentido mesmo enchendo o livro de rimas, e isso com certeza foi um ponto muito interessante da obra.

Uma parte que eu ri bastante, foi com as falas do Parvo! Tadinho, ele era o mais humilde e o mais engraçado, vejam:

Diabo De que morreste?
Parvo De quê?
Samicas¹ de caganeira.
Diabo De que?
Parvo De caga-merdeira,
má rabugem que te dê!


¹ talvez, por ventura.

Os outros personagens também eram bem legais, cada um com suas próprias características e cada um com seu devido feito e papel no desenvolver da história. E como vocês devem ter notado, a maioria dos personagens não possui um nome: são chamados pelo trabalho que exercem, o que ajuda a compreender a crítica do autor.

O livro também é bem pequeno, mesmo apresentando 71 páginas, pois, no começo há uma parte sobre o autor e a obra e no final mais alguma explicações sobre o livro, sobrando assim pouquíssimas páginas para a história em si. E como ele é escrito em forma de poema (estrofes e versos), a leitura é muito rápida.

No todo, o livro é bom, mas não é do tipo que te faz querer ler mais e mais, principalmente se você for um viciado em literatura estrangeira e livros de ficção (eu!), mas creio que isso possa ser mudado com a inserção de novos tipos de livros, reformando assim, nossos hábitos de leitura. Portanto:

Vamos ler mais literatura gente!
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Vitor 20/01/2016

Julgamento final
Lembram do julgamento final em "O Auto da Compadecida"? Parece um pouco com a dramaturgia de Gil Vicente. Aqui, o Diabo e o Anjo julgam quem vai pro inferno ou pro paraíso: o Fidalgo, o Agiota, o Padre, o Juiz, a Alcoviteira, o Judeu etc. O texto é acompanhado de notas que ajudam muito a compreensão. Fuja se não curte ler teatro.
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Jaine 19/06/2014

Auto da barca do inferno de Gil Vicente é um teatro. A história começa quando o fidalgo chega a barca do diabo que tem como destino final o inferno só que ele acha que esse não e o destino dele e pergunta se tem outra ai o diabo responde que sim, no caso a outra barca é do anjo que tem como destino final o céu. Depois do fidalgo ainda vieram o onzeneiro, o parvo, o sapateiro, o frade, a Brízida, o judeu, o corregedor, o procurador, o enforcado e por último os quatro cavaleiros todos eles tinham acabado de morrer e a primeira barca a ser avistada era sempre a do diabo, logo após verem quem era iam em direção a barca do anjo, porém na barca do anjo só ficaram o parvo e três cavalheiros pois só eles atendiam aos requisitos para embarcarem junto ao anjo rumo a salvação. Esse livro nos mostra que o que somos aqui na terra de nada importa depois de estarmos mortos, e o que valera mesmo é o que fizemos sejam elas ações boas ou más. Nos leva a refletir do tamanho da importância que damos ao dinheiro e nos esquecemos de jesus, é tanto que entre quatorze apenas quatro pessoas se salvaram, pois somente essas viveram e morreram por jesus.
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Dia a Dia de Um Livro 14/09/2016

Saudade define
Li esse livro na escola com uma professora maravilhosa. A melhor professora de literatura da vida. Lembro que toda a sala simplesmente amou o livro e ela nos levou ao teatro para vermos a peça e amamos mais ainda.
A história se passa bem rápida por ser basicamente composta por diálogos, e sátiras sociais que sim, cabem até aos dias atuais! Auto da Barca do Inferno é de fato um dos meus favoritos!
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