As Três Partes de Grace

As Três Partes de Grace Robin Benway




Resenhas - As três partes de Grace


200 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Patricia Lima 04/03/2020

As Três Partes de Grace
O livro é lindo, é sensível, é fofo. E eu amo leituras assim, leituras que te deixam com o coração quentinho.

É muito interessante você acompanhar o crescimento da Grace depois do que ela passou, ela não é mais a mesma.

Então ela fica meio perdida sobre como vai ser a vida dela agora, e seus irmãos acabam sendo o suporte que ela estava precisando pra se encontrar.

A Maya também se sente meio perdida no meio de uma família que ama muito ela, e reencontrar os irmãos também acaba sendo uma ajuda pra que ela perceba o quanto ela é amada.

Mas as partes que mais mexeram comigo foram as que envolvia o Joaquim, ele foi um personagem que me emocionou muito.

Porque ele nunca encontrou o amor de uma família e teve uns problemas no passado que faz com que ele seja uma pessoa com medo de deixarem os outros entrarem na sua vida. Ele acaba tendo medo de ser feliz.

A vida que ele teve fez com que ele não acreditasse que um dia ele teria seu lugar. E isso me tocou muito, eu compreendi e senti por esse personagem durante toda a leitura.

E encontrar suas irmãs e descobrir um pouco sobre suas origens era o que ele precisava, então eu gostei muito desse personagem.

Gostei muito dos três e acompanhar a história desses irmãos foi algo inexplicável.
Andréa 05/03/2020minha estante
??




Juliette 04/06/2020

Tocante, leve e sensível!
Mais um lvro que foi muito além do que eu imaginava.

Conhecemos primeiro a Grace, uma adolescente de dezesseis anos que foi adotada por pais amorosos quando ainda era uma bebê, e isso nunca foi questionado por ela até o momento em que se vê grávida e decide entregar a filha para a adoção. Por essa ser uma decisão difícil de se tomar, ela tenta da melhor maneira possível escolher uma família que seja boa para a sua filha. Vivenciando essa situação, ela começa a pensar sobre a mãe biológica, achando que ao encontrá-la possa ajudá-la a entender sobre a dor e o vazio que sente após entregar a filha para outra família criar. Em meio à investigação do paradeiro da sua mãe biológica ela descobre que tem mais dois irmãos: Maya e Joaquim.

"Pesseguinha era perfeita. Grace não. E Pesseguinha merecia a perfeição."

A Maya é a mais nova dos três irmãos e foi adotada por uma família bem abastada, que logo após a sua adoção o casal engravida de sua irmã Lauren. É durante a leitura que vamos perceber que sua família não é tão perfeita quanto parece.

"Queria pertencer a eles, queria que eles pertencessem a ela do jeito que ninguém mais no mundo poderia."

O Joaquim é o irmão mais velho e teve a vida mais sofrida, ficando muito tempo no sistema de adoção. Ele não foi adotado e viveu a sua vida morando com famílias acolhedoras e em lares temporários, que tinham sido bons e ruins. Em um desses lares ele passou por uma situação traumatizante, e aos poucos vamos descobrindo o que aconteceu que deixou ele marcado e ferido por dentro a ponto de achar que não deve ser adotado pelo casal que o acolheu, além de carregar a desilusão de que nunca vai ser adotado e o medo de fazer sofrer quem se aproxima dele.

"Eu era tanta coisa ao mesmo tempo, mas nunca era o suficiente. Acho que as pessoas tinham medo de mim."

Durante a leitua vemos os irmãos construir um laço familiar e de pertencimento, descobrindo as suas raízes e a história do seu passado, aprendendo a aceitar as diferenças ao mesmo tempo que apoiam um ao outro.

"Nós três estamos juntos nisso, não importa o que aconteça."

Apesar da Grace levar o título do livro e viver o drama de entregar a filha para outro casal criar, e ainda tem a Maya, que mesmo tendo uma personalidade mais divertida e irônica, tirando sarro das situações e de si mesma e mostrar a sua fragilidade em alguns momentos, eu acho que o drama da história fica por conta do Joaquim. Adorei os três irmãos, mas o Joaquim, - um menino doce totalmente quebrado -, tem uma fragilidade que dá vontade de pegar no colo e nunca mais largar. A história dele é bem mais pesada, e por isso toca mais no emocional. Na verdade, eu queria colocar os três num potinho e proteger do mundo.

A autora soube desenvolver muito bem a temática da adoção, ela também colocou três pontos de vista, sendo possível saber como cada protagonista sentia e lidava com cada situação. Ela trouxe temas como as relações familiares, as diferentes formas de amar, o pré-julgamento, a sexualidade, o racismo e o bullying, que despertam reflexões importantes. Foi muito bonita a forma como a autora construiu essa história: amarradinha, fluida e gostosinha de ler. O final do livro é lindo com cenas emocionantes de cada um dos irmãos.

Para quem gosta de um livro de drama com história familiar eu super recomendo. Se tornou um dos meus favoritos!

"É exatamente isso que uma família é, Joaquim - gritou Maya. - Isso significa que não importa para onde você vá nem a distância, você ainda é parte de mim e de Grace e nós ainda somos parte de você também. "

^^
comentários(0)comente



Nayara - @nay.e.os.livros 29/09/2020

As Três Partes de Grace
?E foi assim que eu me senti com Grace e Maya. Como se eu estivesse caindo, mas, então, eu não estava mais. Elas estavam lá".

Em as três partes de Grace, vamos conhecer inicialmente a história de Grace, uma adolescente que era querida na escola, e que tinha um namorado que aparentemente toda adolescente queria ter.

Mas, tudo muda quando Grace descobre que está grávida, a partir daí ela perde o namorado (que por sinal já foi tarde) e acaba perdendo também os amigos, já que a partir do momento que todo mundo descobre que ela está grávida, os amigos se afastam dela e ela começa a sofrer um bullying terrível e sem sentido da parte dos colegas da escola.

Grace tem o bebê e decide juntamente com os pais, que vai entregar o bebê pra adoção, então quando ela da a luz, entrega sua bebezinha para um casal que ela já havia escolhido. Mas, Grace sofre muito com isso.

A partir daí, Grace que sempre soube que era adotada, resolve que quer ir atrás da mãe biológica, e quando ela comenta isso com os pais eles contam que ela tem um irmão e uma irmã que também foram entregues para a adoção e ela nunca soube da existência deles, e ambos moram não muito longe da casa dela.

É aí que primeiramente ela conhece Maya a irmã um ano mais nova que ela. Maya ao contrário de Grace não cresceu como filha única, após ser adotada seus pais acabaram descobrindo uma gravidez e em pouco tempo ela ganhou uma irmã. Apesar de Maya amar a família e ser tratada como igual, ela no fundo se sentia um pouco diferente naquela família em que todos eram ruivos, e ao conhecer Grace e ver como elas eram parecidas as duas ficaram felizes por ter alguém que compartilha o mesmo sangue e traços físicos.

Grace e Maya decidem juntas ir atrás de Joaquim o outro irmão perdido. Joaquim é o mais velho, sendo apenas um ano mais velho que Grace, ele também tem semelhanças físicas muito parecidas com as meninas e os três ficam muito surpresos e emocionados ao se encontrarem.

Mas, ao contrário das meninas Joaquim não teve uma vida fácil, nem cresceu cercado de amor por uma família. Joaquin está prestes a completar 18 anos, e passou a vida pulando de casa em casa, até que há uns dois anos ele parou na casa de Linda e Mark e sente que finalmente tem um lar de verdade, mas mesmo ele os amando e Linda e Mark querendo o adotar, Joaquim fica com muito receio devido a tantos traumas que passou.

Os três irmãos constroem uma relação muito linda, os três viveram vidas diferentes, tem problemas diferentes, mas juntos eles se sentem mais forte pra encarrar tudo.

Uma história sobre família, amor e perdão.
comentários(0)comente



Juliana Esgalha @juesgalha 12/04/2020

Grace, Maya e Joaquin
Eu gostei desse livro. Não amei do tipo – “minha nossa esse livro desgraçou meu coração”, mas é uma história muito bonita. O tema central é a adoção. Três irmãos que se encontram depois de 15 anos: Grace, Maya e Joaquin. Cada qual em uma família diferente. Três vidas do mesmo sangue, mas que se conhecem muitos anos depois, completos desconhecidos, com vidas completamente diferentes e todos com seus problemas e demônios internos para lidar.

E essa nova união é o que vai fazer cada um se reencontrar com sua própria vida e entender muitas questões internas que cada um tem dentro de si. Eu gostei muito desse tema adoção, a autora abordou um monte de questões que acredito envolver principalmente o exercício do auto conhecimento e, sobretudo o da auto aceitação, mas eu senti que poderia ser um pouquinho, só um pouquinho mesmo, mais aprofundado porque dava pra fazer isso, achei que algumas partes da história se resolveram rápido demais, ao passo que outras, poderiam ter sido melhor exploradas. Mesmo assim é um livro de leitura fluída e rápida.

site: https://shejulis.com/livro-as-tres-partes-de-grace/
comentários(0)comente



Nati Amend @livrosdanati 01/03/2020

NÃO ME CATIVOU COMO EU GOSTARIA
Comecei este livro com boas expectativas, devido a tantos comentários positivos sobre a história e por ser de um gênero que não costumo ler. Logo no início, já senti meu coração apertar com a história de Grace que, ao descobrir uma gestação não planejada, decide colocar seu futuro bebê para adoção. Uma situação bastante delicada. Imagine então sendo a própria Grace também uma filha adotiva...

Acho que foi aí que a narrativa começou a me incomodar. Eu entendo as dificuldades de ser uma mãe solteira, ainda mais tão jovem quanto a Grace, mas não consigo aceitar que uma pessoa que sentiu na própria pele a dor de não saber quem são seus pais, optar pelo mesmo destino para o seu filho. É revoltante. Pior é que, a partir desta decisão, a protagonista ainda resolve que é hora de conhecer sobre o seu passado e procurar sua mãe para entender o motivo dela ter sido abandonada para adoção. Dói não saber, não é Grace?!

Deixando o meu julgamento de lado, confesso que não foi só a narrativa da protagonista que me incomodou. Não consegui me conectar com ela e, tão pouco, com sua irmã Maya. As duas personagens foram adotadas por famílias diferentes, mas seus dramas me pareceram um tanto quanto forçados, pois vivem com bastante conforto, tiveram acesso ao estudo e têm em um lar que lhes provém amor - mesmo que de vez em quando seja um pouco conturbado (mas e qual não é?).

Para mim, o que salvou a leitura foi a história de Joaquin - também irmão das personagens. A vida toda Joaquin passou por dificuldades para encontrar um lar adotivo, sofrendo preconceito, abusos, problemas psicológicos e mudando de família em família. Diferentemente da narrativa das outras protagonistas, a história dele me soou muito mais verdadeira, repleta de sentimentos, dores e emoções.

Resumindo, é uma leitura que emociona em alguns pontos, outros nem tanto, mas que guarda uma história linda de um personagem que merecia um livro para si só.

site: https://www.instagram.com/p/B833XsYh5x8/
comentários(0)comente



cris.leal.12 02/05/2020

"O filho biológico você ama porque é seu. O filho adotivo é seu porque você ama." 
O pensamento acima é de Luiz Schettini Filho e ilustra bem a história dos irmãos Grace, Maya e Joaquim, que foram entregues à adoção pela mãe quando bebês. Adotados por diferentes pais, eles só vieram a se conhecer na adolescência.

Juntos, os irmãos resolvem procurar a mãe biológica. Eles precisam desvendar o passado, conhecer suas raízes, e entender por que foram abandonados. Acreditam que só assim poderão organizar suas vidas e se ajustarem dentro delas.

Os medos, angústias e incertezas dos filhos adotivos, foram muito bem abordados no livro. Terminei a leitura super emocionada. Recomendo.
comentários(0)comente



Chaiane.Souza 28/09/2020

Coração quentinho
Tramas familiares sempre me chamam a atenção, então estou de olho nesse livro desde o seu lançamento.

Aqui temos três irmãos, cada um adotado por uma família diferente, que depois de anos se encontram e descobrem o verdadeiro significado da palavra família.

Grace é uma garota de 16 anos que acabou de ter uma filha e a deu para adoção. Grace foi adotada por uma família doce e que a ama muito, mas essa situação a faz pensar em sua mãe biológica, quais as motivações dela para ter deixado Grace? No meio de sua busca, ela encontra seus outros irmãos.

Maya, a caçula entre os três, tem 15 anos e foi adotada por um casal que logo depois de sua adoção, tiveram uma filha biológica. Os três são ruivos e só Maya é morena, o que a deixa meio deslocada. Seus pais brigam com frequência e sua mãe está tendo alguns problemas com a bebida.

Joaquim é o mais velho, com 17 anos ele nunca foi adotado de fato, apenas ficava indo de um lar temporário para outro, e como estava ficando mais velho, ninguém o queria. Mas agora, faz dois anos que está com um casal gentl que parecem estar disposto a fazê-lo parte da família, mas joaquim é muito inseguro e sente que não merece esse amor.

Os irmãos são bem diferentes entre si, cada um tem seus segredos, seus defeitos e é muito bacana como mesmo assim, eles ficam um lado do outro e tentam se ajudar. Achei os personagens bem construídos e minha preferida foi a Grace.

Temos aqui um pouco de representatividade, o que achei legal também a autora inserir na trama. Minha única ressalva é que parecia ter alguns furos na história, em certo momento uma personagem estava em um lugar e de repente já estava em outro, e eu ficava confusa. Não sei se foi algum problema de tradução ou é a escrita da autora mesmo.

Para quem ama um drama famíliar emocionante, com personagens bem construídos e com um final que deixa com o coração quentinho, esse livro é para você!
comentários(0)comente



Keite 28/10/2020

Sensacional.
Me emocionei bastante, sofri muito com Grace, com Maya e Joaquim. Achei muito importante o tema do livro, por ser um tema até pouco escrito desse jeito. Mostrando oque se passa com eles, os medos, anseios, rancores, as dúvidas.
comentários(0)comente



Neusa 15/05/2020

Muito bom.
A história de três adolescentes tentando encontrar seu lugar no mundo.
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 11/09/2019

Resenha: As três partes de Grace
As três partes de Grace é o premiado romance da autora Robin Benway e chega ao Brasil pela editora Galera Record - que cedeu esta prova antecipada através da caixinha VIB. Uma história sensível que fala sobre família em suas mais diversas formas que tem tudo para fazer você chorar por horas a fio.

Na trama, acompanhamos Grace, Maya e Joaquin; eles são irmãos, só não sabem disso ainda. Enquanto suas histórias paralelas se desenrolam com seus respectivos problemas - Grace acabou de ter uma filha e vai dá-la para adoção, Maya está vendo seus pais desmoronarem em brigas e uma possível separação se aproxima e Joaquin definitivamente não sabe como lidar com a ideia da família temporária estar querendo adotá-lo - eles acabam se encontrando e se descobrindo.

E aí as dúvidas sobre o passado, sobre sua mãe biológica e o motivo de tê-los abandonado, começam a rondar Grace, enquanto Maya e Joaquin parecem determinados a esquecer o passado e as dores contidas nele. Entre os dramas individuais e conjuntos, o livro se desenvolve com uma sensibilidade e uma delicadeza de arrancar lágrimas quando você menos espera.

"Quanto mais velha ela ficava, mais humanos seus pais pareciam, e isso era uma das coisas mais apavorantes do mundo."

Eu não conhecia a obra, mas foi só começar a ler para me ver arrebatada e ligada a esses três personagens e suas histórias tão carregadas em emoção e dor. As três partes de Grace é o tipo de história que vai mexer com você de todas as maneiras possíveis; vai te fazer chorar, rir, sentir raiva, ficar frustrada, desesperada, ansiosa. É um livro carregado em todos os tipos de sentimentos e por isso foi tão maravilhoso de acompanhar.

A autora soube trabalhar com precisão cada um dos delicados traços de personalidade dos seus três protagonistas. Conforme os irmãos ganhavam vida, também ganhavam mais medos e fragilidades e hesitações, mais sonhos e sorrisos e alegrias. Grace, Maya e Joaquin são três nomes para guardar no meu coração.

Grace é a primeira que conhecemos. Ela está no auge da sua adolescência e foi confrontada com uma gravidez indesejada; depois de muito conversar, decidiu colocar sua filha para adoção - e o livro inicia com esse momento de separação tão visceral e desesperador. Se por um lado Grace quer a liberdade e a juventude de volta, por outro dar a filha para um casal de estranhos - ainda que maravilhosos - pode se tornar um fardo que ela não sabe como carregar.

Eu gostei muito da sensibilidade da autora nas questões de maternidade jovem, de como ela tratou os medos e tristezas da Grace de maneira tão tocante, falando abertamente sobre como ela estava apavorada, como tinha perdido uma parte sua que nunca retornaria, mas também de como precisava passar por esse momento de dor para poder se construir - os embates com a família sobre quem ela era e quem se tornou, com aqueles que consideravam seus amigos, mas a abandonaram num momento de dificuldade, e até mesmo a aproximação com um novo amigo inesperado que se mudou para sua escola. Tudo isso tem seu tempo e seu devido desenvolvimento.

De Grace também parte a iniciativa de procurar pela mãe biológica dos três, justamente porque ela viveu na pele o que é ser jovem e escolher dar uma vida melhor para uma criança que chegou em um momento indesejado - ela tem essa esperança de que a mãe biológica possa ter feito isso por eles também, mas só conversando com ela para descobrir. Só encontrando a mulher, descobrindo quem ela era, para entender.

"Maya nunca tinha percebido quanto poder havia no ato de amar alguém."

Maya, por sua vez, é o ponto de vista mais difícil por carregar mais revolta e fúria do que os outros dois. Aos olhos dos outros, ela tem essa vida perfeita em uma casa gigantesca com uma família cheia da grana - mas em seu coração guarda mágoas pelas diferenças físicas com os pais e a irmãzinha que nasceu pouco depois da sua adoção, pelas discussões que os pais vêm tendo e se tornaram cada vez mais definitivas, pela ideia de que, se eles se separarem, ela pode se tornar aquele elo que não vai a lugar nenhum, afinal, ela é a adotada. Na cabeça de Maya, existe essa linha separando-a da irmã por causa do DNA, e é o que se desenvolve na sua revolta emocional.

Diferente de Grace, que vive esse momento de luto pelo que poderia ter e de recomeço, Maya está experimentando as muitas fases da ira - e do arrependimento logo depois dela. Muito contida, ela é do tipo que esconde a dor com piadas e bom humor, e isso acaba por afastá-la de quem se importa também; o tempo de entender isso e de melhorar é o que constrói seu crescimento na trama, principalmente depois de se aproximar de Grace e de Joaquin - duas partes dela que importam tanto, que viveram separadas por tanto tempo e de repente se tornaram essenciais.

E Joaquin, por fim, foi o que mais me fez chorar. Diferente das irmãs, ele nunca foi adotado, passando por dezenas de lares temporários - alguns marcantes positivamente, muitos negativamente, outros tão rápidos que se tornaram borrões - até chegar em Mark e Linda, que, estranhamente, parecem querer adotá-lo cada vez mais.

"[...] e ele achou que agora conseguisse compreender o que as pessoas queiram dizer quando afirmavam que encontramos nosso lar em pessoas, não em lugares."

Essa ideia de ser considerado parte de uma família, de ser amado e querido, de pertencer a algumas pessoas emocionalmente, a mente de Joaquin não consegue conceber isso. Tantos traumas e abandonos e uma situação terrível que viveu quando era criança deixaram marcas difíceis de apagar, quanto mais de superar. As dores e medos de Joaquin são mais densas e tenebrosas que das irmãs, e por isso mais complicadas de resolver.

Eu perdi a conta de quantas vezes chorei em suas cenas solitárias, nas que dividia com as meninas ou mesmo com Linda e Mark. Joaquin era um elo perdido desesperado por encontrar seu lugar, mas sem coragem para fazer isso; a questão da cor de pele e da sua herança latina também fazem muito pelo enredo do personagem, contribuindo para discussões sociais interessantes e igualmente revoltantes.

A autora constrói esses três embates solitários ao mesmo tempo em que une os irmãos. De estranhos com o mesmo DNA para amigos e companheiros, a confiança e união é gradativa e torna a narrativa rica em esperança, te faz ansiar pelo momento em que as coisas finalmente vão se acertar para aqueles três, quando finalmente vão se sentar para serem simplesmente felizes.

Além disso, toda a questão sobre adoção, lar, pertencimento, amizade e amor - de todos os tipos - permeia a trama principal. A autora dá espaço para falar sobre xenofobia, dá espaço para um relacionamento lésbico lindo que em momento algum é atrapalhado por um incidente homofóbico (só duas garotas se amando e discutindo como um bom clichê) e dá voz a três protagonistas jovens enfrentarem seus medos de cabeça erguida.

Mesmo para uma prova antecipada, As três partes de Grace tem uma tradução e revisão muito boas - eu não gostei taaaaanto da adaptação do título por dar esse foco para a Grace, já que "Far from tree", o original, tem todo um contexto mais geral, mas entendo a escolha de adaptar assim. E a capa ficou uma gracinha!

"- É exatamente isso que uma família é, Joaquin. Não importa para onde você vá nem a distância, você ainda é parte de mim e de Grace e nós ainda somos partes de você também."

Para fãs de dramas bons e bem trabalhados e histórias de família que dariam uma série tão carregada quanto This is Us, As três partes de Grace é uma leitura primordial para estar na sua estante. Eu com certeza vou carregar essas três jornadas no meu coração por muito tempo.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/09/resenha-as-tres-partes-de-grace.html
comentários(0)comente



Bia Paini | @resenhavirtual_b.b 04/10/2020

O livro tem personagens desenvolvidos, história emocionante e é comovente ao ponto de vc se ligar com ela.
Recomendo super!!
comentários(0)comente



Micaela | @ninfadomar 21/06/2020

Talvez você chore um pouco (talvez muito)
Me deixem apresentar Grace: jovem, 16 anos, feliz, carismática e apaixonada.
Ah, esqueci de mencionar o grávida e desiludida pelo, até então, pai de sua filha.

Ao se ver grávida em plena adolescência e ter sido largada pelo seu namorado, Grace sabe que o melhor lugar pra sua filha não será com uma jovem de 16 anos desempregada e desestruturada. Após decidir colocar sua filha pra adoção, Grace sente a necessidade de encontrar sua mãe biológica e saber mais sobre os porquês que nunca foram respondidos.

A procura pela mãe biológica leva Grace a descobrir que possui dois irmãos, duas partes de si que carregam suas diferenças, virtudes e cicatrizes.

Amei ler sobre Grace, Maya e Joaquim. Quase chorei em algumas passagens e ri em muitas outras. Esse livro traz uma linda mensagem sobre laços, o significado de família e empatia.

site: https://www.instagram.com/p/B35fkH3h4vx/
comentários(0)comente



dudaatayde 10/09/2020

Minha leitura favorita do ano até agora... em As Três Partes de Grace vamos acompanhar Grace, Joaquin e Maya, irmãos que foram separados durante a adoção, descobrindo e conhecendo mais sobre o seu passado.
Robin escreve cada um com uma personalidade única, por mais que compartilhem traços físicos, nós percebemos que eles foram influenciados pela família em que cresceram. Bom... isso para Grace e Maya, no caso de Joaquin, o irmão mais velho infelizmente nunca chegou a ser adotado, está há dezessete anos, passando de família em família.

Simplesmente incrível a sensibilidade da autora ao escrever sobre temas tão sensíveis como adoção, gravidez na adolescência, inseguranças e traumas... E ao decorrer do livro, nós podemos ver a evolução dos personagens e de seus pensamentos. Juntos, e aos poucos, os três irmãos vão construir uma relação de companheirismo e amor, uma nova família. No meio de tantas perguntas sem respostas, eles embarcam em um caminho em busca de descobertas tanto sobre si mesmos, quanto sobre o passado. Gostaria que mais pessoas conhecessem esse livro!
comentários(0)comente



Mari Castelo Branco 25/08/2020

16º - ficção. O livro é narrado em 3ª pessoa e a cada ?capítulo? o enfoque é sobre algum dos personagens principais. São 3: Grace, Maya e Joaquin. O tempo é o atual e a história se passa nos EUA. A temática principal do livro é a ADOÇÃO e tudo o que esse modo de filiação acarreta.
Os personagens principais vivem com a sombra do passado por terem sido entregues para adoção ou para o sistema de acolhimento familiar. De forma que, o sentimento básico de cada um dos personagens principais é o ?abandono? original dos seus pais biológicos. Em momentos distintos de suas vidas foram incomodados, com mais ou menos intensidade, pelo vazio e pela ausência de referências familiares. Sendo assim, os 3 precisaram encarar, desde cedo, os desafios ?do ser diferente? dentro de uma família ?substituta?.
Confesso que, por causa da temática, achei que amaria a obra. Esperei que fosse mais profunda. Entretanto, não gostei tanto da narrativa, porque muitas vezes senti os diálogos repetidos e ?juvenis? (personagens principais são adolescentes), então isso me cansou um pouco.
Apesar disso, é uma leitura que me trouxe emoções, tanto que eu sonhei com uma das cenas (acho que esperei sonhar 10x mais).
Vale a leitura. Sempre valerá.
comentários(0)comente



gabihott 16/05/2020

Lindo! Perfeito! Maravilhoso!
Eu amei demais esse livro! Muito mesmo!
A história é linda, os personagens são cativantes e a trama é extremamente sensivel e emocionante. Eu chorei muito durante toda a leitura. É incrivel!
Sem duvida ja é um dos meus livros da vida.
comentários(0)comente



200 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |