O Retrato

O Retrato Nikolai Gógol




Resenhas - O Retrato


25 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Edu 30/12/2020

Bom
Bem imersivo à sociedade e ao contexto das cidades da época. Os acontecimentos ao redor da vida do pintor e as reflexões do caminho que ele traça são muito interessantes.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Marcele 05/11/2020

O retrato
Conta a história de uma obra de arte que causa certas inquietações em quem a observa e pior em que a obtém! Gostei muito.
comentários(0)comente



Pedro 03/10/2020

Fantasia x Realidade
O conto se inicia de uma forma tranquila, onde as sucessões dos acontecimentos fazem rolar uma bola de neve que culmina em um desfecho que me surpreendeu.
O protagonista ao se deparar com uma nova classe social de onde não fazia parte, logo se rende aos prazeres do luxo, tornando-se alguém que jamais imaginou ser.
O mistério por trás do retrato e a explicação da influência da obra no desenrolar do conto foi uma combinação certeira ao retratar o cotidiano com toques de fantasia, de forma a misturar o real com o irreal.
A escrita habilidosa de Gogol molda no leitor um pensamento em relação ao conto, para no fim explicar todo o segredo por trás da história.
Leitura rápida e envolvente.
comentários(0)comente



Luana 03/10/2020

Algumas partes foram meio desnecessárias, em minha opinião, mas bem interessante, na mesma vibe do Poe.
comentários(0)comente



Julio.Argibay 28/07/2020

?Ele vê, ele vê com olhos humanos!?
O jovem pintor Tchartkov está passeando no Mercado Chtchukin, quando entra numa loja para procurar por alguma obra interessante, encontra um quadro que o impressiona, pois os olhos da figura pintada eram muito diabólicos. Ele pechincha e leva o quadro para casa (eita, isso vai dá ruim). Sua residência/ateliê é um lugar humilde, cheio de poeira, com móveis velhos e gastos. Depois dessa aquisição e também do arrependimento de ter comprado, o pintor passa a ter pesadelos com a pintura, diga-se de passagem, bem reais. Nesse ínterim, o locatário, Ivan Ivanovitch, aparece para cobrar o aluguel do apartamento, mas o jovem não tem dinheiro algum para pagar a seu senhorio. Só que acontece algo interessante... como que por encanto, de uma saliência do quadro, caem uma boa quantia de moedas de ouro. Esse dinheiro dá pra pagar o aluguel e muito mais. A partir desse momento, o jovem muda de ideia e de convicções já estabelecidas por ele e começa a trabalhar pintando retratos da moda, o anverso do que ele acreditava antes, resumindo ele se torna um retratista comercial, sem maiores preocupações com a arte (artista nutela). Ele se prestava a esse papel de tal forma, que que cada vez mais ele ganhava dinheiro e ficava famoso. Essa atitude perdurou, até que uma certa feita Tchartkov foi convidado a analisar uma obra que o deixou fora de si, pois a pintura era incrivelmente bela, sofisticada e elaborada com muita técnica. Ele ficou com raiva e morto de inveja. Tentou a todo custo elaborar um trabalho de igual impacto, mas não foi capaz. Qual foi a solução encontrada pelo artista? (A pior possível, isso eu vos garanto). A partir desse momento, as atitudes do artista levaram-no a sua decadência, a perda da saúde e de seu juízo. Na segunda parte do conto vamos conhecer um pouco o personagem retratado na obra... o rosto citado é de um antigo agiota, um sujeito enorme, com olhos endiabrados, a pele morena e vestido com roupas asiáticas. Ele não possuía família, sua mulher caiu fora. Em um certo momento, ele decide procurar um pintor na cidade com o objetivo que ele o retratasse. O artista tentou executar seu trabalho, mas a tarefa ia além das forças dele, os olhos do agiota o deixava exausto, física e mentalmente. Mesmo assim, o quadro foi entregue, inacabado, é verdade. Pouco tempo depois, o agiota faleceu, mas seus olhos endiabrados ficaram para a posteridade causando o infortúnio de seus posteriores proprietários. É como se as qualidades imorais do agiota fossem repassadas pelo quadro a seus donos. O pintor depois de alguns infortúnios foi para um monastério e se recuperou, mas parte da família, não teve a mesma sorte. Seu filho foi visitá-lo e depois esse mesmo jovem encontra a obra num leilão, mas ao contar essa estória para clientes do leilão presentes próximo a ele, acontece algo surpreendente. Mas uma coisa é certa a pintura segue causando seus estragos: provocando a inveja, o ódio, a cobiça, a crueldade de humilhar e oprimir a seu próximo, destruindo as pessoas e as relações que elas construíram ao longo do tempo.
comentários(0)comente



Monique @librioteca 16/06/2020

Em O retrato, Gogol é um artista que consegue pintar com as palavras...
Meu primeiro contato com Gogol foi com o conto 'O capote', que me surpreendeu e entrou para os meus favoritos. Agora, em 'O retrato', Gogol me fascina mais uma vez.

Para mim a genialidade da escrita do autor não está nos diálogos filosóficos, mas na descrição e caracterização psicológica que ele faz dos seus personagens. É no fundo das paixões e dos impulsos da moral humana que ele desenvolve suas histórias, e nas atitudes dos seus personagens que ele satiriza a sociedade e faz a ponte entre o imaginado e o real. É incrível!! Vale à pena ler esse conto curtinho e genial!!!
comentários(0)comente



Carolina 03/06/2020

Simplesmente incrível, depois de ter lido Diário de um louco do mesmo autor, sinto que acertei em cheio nessa leitura.
comentários(0)comente



Mara Vanessa Torres 26/04/2020

O Retrato de Gogol

Nicolai Vassilievitch Gogol, aclamado escritor russo nascido na Ucrânia, publicou aos vinte e seis anos uma coletânea de contos e ensaios intitulada Arabescos (1835), volume em que figura o conto O Retrato. A narrativa do conto traz o ciclo de pesadelo-sonho-pesadelo vivido pelo jovem pintor Tchartkov, culminando com a vigorosa queda que o leva à loucura.

Artista iniciante, Tchartkov se vê assolado por inúmeras dívidas e pelo desejo incontrolável que opõe ego e talento, ambição e desprendimento, dinheiro e paciência. Ao passar por uma galeria, ele acaba adquirindo um quadro escondido nos fundos da loja por achar a pintura dotada de extrema vivacidade. Investindo seus últimos trocados nessa compra, Tchartkov se vê sem dinheiro e começa a ser perseguido pelo proprietário do apartamento em que mora.

Às voltas com a ameaça iminente de despejo, o jovem pintor tranca-se dentro de seu ateliê e começa a perceber que os olhos pintados do retrato se moviam. Tal fato o atormenta e retira o sono, a ponto de provocar temores febris. Nessas idas e vindas de delírios reais, Tchartkov imagina ter em mãos uma grande quantidade de ducados. Após uma noite de sono convulsiva, o pintor é surpreendido pelo proprietário do apartamento e por um comissário de quarteirão, responsável pelo cumprimento da ordem de pagamento ou despejo. Nesse momento, o jovem nota com espanto que os ducados encontrados em suas alucinações realmente existem e, a partir desse momento, toda a sua vida muda, operando uma completa subversão de valores. “Tudo aquilo que ele havia contemplado até então com olhos de inveja, tudo aquilo que havia admirado de longe, com água na boca, estava agora a seu alcance”.

Tchartkov passa a substituir o talento que vinha aprimorando por passeios, festas e toda sorte de esbanjamentos. Começa a produzir retratos em série e abandonar a produção consciente, a reflexão e a dedicação à arte. Os anos transcorreram sem qualquer mudança evolutiva no comportamento do ex-artista, até que um dia, ao ser solicitado a dar seu parecer em relação ao trabalho de um novo pintor, Tchartkov afunda em seu abismo particular. Uma verdadeira obra de arte, feita com dedicação, perseverança, sacrifício, abdicação e talento desponta nas galerias russas, para o espanto geral e declínio completo de Tchartkov. Vencido e consumido pela inveja, o protagonista de Gogol se entrega à loucura regada por estados de alucinação e deterioração física, levando-o à morte.

Por uma coincidência ou pilhéria do destino, Nicolai Gogol morreu como Tchartkov, seu personagem fictício: mergulhado em profundos arrependimentos e diagnosticado pelos médicos como insano. Como revela Vladimir Nabokov em seu livro Nicolai Gógol: uma biografia:

“O par de médicos diabolicamente enérgicos que insistiam em tratar Gógol como se ele fosse um simples lunático, para o espanto de seus colegas mais inteligentes mas menos dinâmicos, tencionavam derrotar a insanidade do paciente antes de tentar recuperar qualquer sinal de saúde física que ele ainda tivesse”.

Durante toda a narrativa de O Retrato, o conflito experimentado pela personagem demonstra de que forma o tema da loucura é representado na obra, concedendo-lhe o lugar da exclusão, da punição, da marginalidade. Tais elementos fortalecem a ideia dos limites instituídos pela cultura ocidental, em que a exclusão e a proibição fazem parte de uma estrutura fundamental, como lembra Roberto Machado na obra “Foucault, a filosofia e a literatura”. Ao destacar a queda do homem pela loucura, Nicolai Gogol, cristão ortodoxo, associa o destino da personagem pecadora de O Retrato ao despenhadeiro da insanidade. Assim como a personagem Dorian Gray, criada pelo escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde, o protagonista de Gogol deixa-se consumir pela febril mistura de ego, idolatria e ambição, cujo único lugar reservado a tais “impulsos diabólicos” seria a perda total do precioso bem da sanidade, das decisões voluntárias e da vontade própria ou, para usar uma expressão inspirada na obra História da Loucura, do filósofo e estudioso francês Michel Foucault, condenando-o a um “espaço de murmúrios”.

site: https://biblioo.cartacapital.com.br/o-retrato-de-gogol/
Praticando Biblioterapia 26/04/2020minha estante
Que top


Mitch | Não sou crítico literário 26/04/2020minha estante
Gogol é maravilhoso. O Capote também é muito bom.




Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018

O Retrato é uma novela assombrosa escrita no Século XIX por Gógol, este que seria, posteriormente, inspiração para os grandes escritores russos como Dostoievski e Tolstoi.

A narrativa gira em torno de um retrato misterioso, intrigante e de olhos tão penetrantes que parecem vivos. Há uma atmosfera nebulosa que envolve a mítica figura ali pintada, que faz com que aqueles que tenham contato com o quadro maldito sejam também amaldiçoados, despertando seu lado mais perverso e mesquinho.

Gógol constrói com maestria o enredo e os personagens, fazendo com que o leitor mergulhe nessas páginas e seja tomado de espanto com as suas descrições. A cada cena um arrepio nos percorre a espinha e sentimos ímpetos de olhar para o lado sentindo que olhos perversos nos observam.

Mas, muito mais que esse horror, a história, através da experiência do pintor protagonista, nos faz refletir sobre o nosso modo de ver e de sentir a vida. O pintor aqui inicialmente achava que a arte deveria estar em primeiro lugar. Mas sucumbiu ante à corrupção do quadro demoníaco. Isso nos faz refletir também sobre as nossas prioridades. Trabalhar para nos sentirmos realizados ou para ganhar dinheiro? A fama e o luxo são finalidades dos nossos esforços? O que realmente nos move? A satisfação do conhecimento ou o conforto que o dinheiro pode nos oferecer?

O retrato é assombroso porque ele faz com que sejamos picados pelo "piolho da intriga", como dizia uma professora que tive há um tempo. Afinal, qual será a nossa verdadeira face?
Flávia 24/07/2018minha estante
acho que oscar wilde tb bebeu dessa fonte...


Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018minha estante
Com certeza, viu?!


Thiago 24/07/2018minha estante
O Wilde também se inspirou no "retrato ovalado" ou "retrato oval" do Poe.


Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018minha estante
Esse é outro que também quero ler.


Flávia 24/07/2018minha estante
uia! vou xeretar. de poe a única coisa que morri de amores é o poema (ou conto poético, não sei) o corvo. acho insuperável. mas curiei msm assim.


Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018minha estante
Amo a escrita dele. Medo clássico! Haha.. Esse conto parece ser bem interessante, Flavia.


Flávia 24/07/2018minha estante
eu li um livro de contos e cada um era uma noite insone. zulivre de seu gato preto! o único de que não tenho medo, acho até que inspira mais melancolia que qlq outra coisa, é o corvo. que qse recito junto tanto que reli.


Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018minha estante
O gato preto é perfeito! Amo demais esse conto.


Flávia 24/07/2018minha estante
já vi que cê gosta é de um mal feito kkkkk
eu to lendo o cemitério aos pouquinhos, qse nada, de dia e no trabalho, bem rodeada de gente


Aline Teodosio @leituras.da.aline 24/07/2018minha estante
Kkkkkkkkkk só leio livros de terror a noite, no escuro e com trilha sonora de suspense, porque sou dessas. Kkkk


Flávia 24/07/2018minha estante
O.O
kkkkkkk


Thiago 25/07/2018minha estante
Flávia, lê os contos policiais dele, são muito bons!




leila.goncalves 18/07/2018

Por Uns Míseros Trocados
Nikolai Gogol (1809-1852) foi o mais proeminente escritor russo da primeira metade do século XIX, país que adotou ainda jovem, pois sua origem era ucraniana. Introdutor do realismo e precursor do surrealismo, sua influência é inegável sobre uma geração de escritores que o sucedeu e entre eles estão Tolstói, Dostoiévski e Tchekov.

"O Retrato" é uma boa amostra de sua habilidade como contista. Trata-se da história de um quadro diabólico que tem o poder de despertar a perversidade em toda pessoa que entrar em contacto com ele. Dividido em duas partes, na primeira, pode-se acompanhar as desventuras de um pobre pintor, Tchartkov, após adquiri-lo por uns míseros trocados; já na segunda, é revelada a origem da pintura e o desfecho surpreende.

Sua ideia central aborda o famoso pacto com o demônio e sob essa perspectiva o autor oferece uma interessante reflexão sobre o papel da arte na vida do artista, isto é, até que ponto ele deve abdicar do talento, colocando de lado seus valores em busca da fama e do dinheiro fácil. Aliás, um dilema que o acompanhou até o fim: poucos dias antes da morte, ele queimou todos seus manuscritos inéditos, inclusive, a segunda parte de sua obra-prima,"Almas Mortas", dominado por essa angústia.

Mediante uma rápida análise, essa história pode soar corriqueira em pleno século XXI, porém, cabe atentar para seu aspecto inovador, quando lançada. Indubitavelmente, ela oferece um rico manancial de ideias que desde então, vem sendo exploradas, passando por Oscar Wilde e "O Retrato de Dorian Gray" até Stephen King e seu conto "O Vírus da Estrada Vai Para o Norte", aliás, outras duas interessantes indicações de leituras.

Com índice ativo e boa tradução de Roberto Gomes, divirta-se por um preço camarada.
comentários(0)comente



Re 13/02/2018

O Retrato
Com uma narrativa intrigante o Retrato de Gogol é divido em duas partes. A primeira nos é apresentado os personagens e suas peripécias e a segunda parte é narrado a história que tem um cunho fantástico.
A narrativa apresenta um quadro com a figura de um falecido ajiota, tal pintura tem algo mistíco nos olhos, pois todos que o fitam acabam subvertendo seus valores.
A novela apresenta conforme mencionado no primeiro paragráfo o duplo do simulacro em forma de retrato (pintura), tal representação traz à consciência caracteristicas ocultas da alma e, com isso, provoca medo e horror no personagem principal da narrativa , o jovem pintor Tchartkov.
A figura diabólica que Gogol representa nesta novela é construída a partir das lendas que o autor conheceu na Ucrânia, lenda da qual será melhor explicada na segunda parte da novela, na qual o homem pintado no retrato nos é apresentado, bem como sua história.
comentários(0)comente



Rafael.Martins 10/02/2018

Ah Gogol! A cada história que leio dele mais me encanto pelo sua escrita.

O Retrato é uma história sublime, cheia de passagens engraçadas, fantásticas e intrigantes como é próprio do estilo do autor.

Ambas as partes da história são intrigantes e compõem o todo. Elas podem ser lidas de maneira independente, mas se lidas em conjunto o panorama fica completo.

Ansioso por mais e mais livros e histórias de Gogol.
comentários(0)comente



Jefferson Vianna 05/12/2017

Uma verdadeira obra prima!
Sabe aquela leitura que te prende do início ao fim e que não te deixa dormir enquanto não finaliza? Foi exatamente isso que aconteceu quando iniciei a leitura de “O Retrato” do escritor Nikolai Gogol! Um livro envolvente, repleto de enigmas e mistérios capazes de prender o leitor. Trata-se de um livro que narra à carreira e a vida de um pintor, que na busca incessante de inspiração para alimentar a sua vaidade, encontra numa loja recém inaugurada um quadro que até então se encontrava desprezado em um canto qualquer, sendo o retrato de uma figura pitoresca e até mesmo demoníaca que o conduzirá a diversas experiências, sejam elas lúcidas ou não. Tendo no bolso apenas o dinheiro suficiente para a aquisição da obra, não pensa duas vezes e leva-o consigo, transformando para sempre de forma positiva e negativa o rumo de sua história como pintor... O desfecho é surpreendente e até mesmo inesperado, digno de um grande escritor! Confesso que me senti observado em alguns momentos, tal o meu envolvimento com a obra e isso me assustou um pouco. Às vezes tenho a impressão de que “O mundo te seduz e eu tenho medo disso” e é exatamente essa a sensação que fica após esta leitura singular! Um verdadeiro clássico da literatura russa!
comentários(0)comente



MF (Blog Terminei de Ler) 15/11/2017

Um bom exemplo da magnífica literatura produzida na Rússia e região
"O retrato" de Nikolai Gogol. Dividido em duas partes, trata-se de um conto que mescla elementos da realidade com uma boa dose de realismo fantástico, ao contar a história de um pintor decadente cuja vida muda completamente ao adquirir uma pintura enigmática. Considero que foi uma boa introdução à obra de Gogol, de quem sempre tive curiosidade de ler.

P.S.: Caso tenha gostado do que escrevi, visite https://mftermineideler.wordpress.com/
comentários(0)comente



25 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2