A Garota das Laranjas

A Garota das Laranjas Jostein Gaarder




Resenhas - A Garota das Laranjas


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Fran Kotipelto 27/11/2010

"há muito estou fora do tempo."

"O que você escolheria, Georg, se um poder superior lhe desse a possibilidade de escolher? A gente pode imaginar, quem sabe, uma fada cósmica nesta grande e enigmática aventura. Você teria optado por uma vida nesta Terra, breve ou longa, dentro de cem mil ou cem milhões de anos?". [...] "Ou teria se recusado a participar deste jogo por não poder aceitar as regras?".

Passamos grande parte de nossas vidas preocupados com colégio,faculdade,trabalho,relacionamentos,pensamos no futuro,no passado,e no presente,sentimos medo de uma gama de variáveis,e por fim nos encontramos com a senhora das cores,a "Morte",tão intimamente ligada ao ser humano,tão bem apresentada em "A Menina Que Roubava Livros",e como muitos preferem filosofar,"a única certeza que temos".

Em "A Garota das Laranjas",Gaarder não trata a morte de forma triste e melancólica,fazendo assim com que possamos entender que quando pensamos em quem já se foi, é como se essas pessoas pudessem viver eternamente dentro de nós mesmos, fazendo com que passemos a dar mais valor a vida, buscando um objetivo para nossas ações, para que "possamos ser lembrados e assim vivermos para sempre",segundo as palavras não só de Gaarder,mas de outro escritor magnífico,Carlos Ruiz Zafón.

Suscitando pensamentos incomuns e enfatizando a importância de desbravar o mundo sempre em busca de algo,seja conhecimento,diversão,vida ou amor,Jostein Gaarder demonstra mais uma vez sua grande habilidade de tornar assuntos complexos tão acessíveis ao leitor,nos fazendo enxergar tudo ao nosso redor de uma maneira mais poética e realista,paradoxo? talvez,mas essa é uma questão que cada um tem de solucionar por si só!
nerdiculo 27/11/2010minha estante
Sua chata, me deixou curioso. Agora quero ler. :(


Paula Romano 27/11/2010minha estante
Ótima resenha! Fiquei com muita vontade de ler!
Eu sempre acho que as coisas são faceis de se fazer, quem complica são as pessoas. Realmente acho que vou gostar muito desse livro! Obrigado por indicar!
Beijinhos!

Paula


anna furtado. 27/11/2010minha estante
Nossa, ficou muito bom! Quero ler *-*


Larissa 27/11/2010minha estante
Adorei a resenha, você soube captar a minha atenção!
Estou bem curiosa.
;*
Que esté seja a primeira de muitas!
Boa leitura!


Jow 30/12/2010minha estante
Nada mais a fazer, apenas aplaudir de pé!
Resenha magnífica. Ainda mais quando consegue comprimir os pensamentos de dois gênios: Zafón e Zuzak.
Parabens.


Luh Costa 31/01/2011minha estante
Aplausos!


Shuichi 06/02/2011minha estante
Menina você consegui me deixar curioso em???vou ter q adicionar na minha estante esse livro
^^


Fernandinha 02/05/2013minha estante
Wow ' Que ótima resenha ! É exatamente o que o livro passa. Gostei muito e nos faz refletir bastante! :)




Andreia Santana 02/07/2011

Carta de amor em forma de romance
A Garota das Laranjas é uma belíssima carta de amor contada em forma de romance. Uma declaração de afeto incondicional de um pai morto para seu filho adolescente, de um homem para uma mulher e de um ser humano em seus últimos dias para a vida. O livrinho de Jostein Gaarder (autor de O mundo de Sofia) o que tem de pequeno (136 páginas apenas) tem de impactante. A singeleza da história, sua ternura e doçura comovem. E apesar do tom melancólico, considero-o muito otimista.

Jostein Gaarder está menos didático nessa obra, mas a pegada filosófica de seus livros se mantém, só que aqui é bem mais humanista e instintiva do que pragmática. Seu estilo de escrita é em tom confessional, de conversa, e as cartas sempre surgem como metáfora e como elo entre as personagens. Alberto, o filósofo de O Mundo de Sofia se comunica com sua pupila por cartas.

O fato do autor sempre contar suas histórias sob o ponto de vista de crianças ou adolescentes só reforça a teoria de que para ele, com o passar dos anos, na medida em que envelhecemos, perdemos a capacidade de nos encantar com o mundo. Uma vez perdido esse encanto, esvai-se também nossa capacidade de admiração e questionamento.

E é para evitar que o filho se torne mais um na multidão, que um pai com uma doença terminal decide deixar-lhe uma longa carta, contando-lhe de uma grande paixão vivida na juventude e mostrando de que forma o amor o salvou de uma existência medíocre.

O jovem, que começa a viver as emoções do primeiro amor, absorve essas lições de um pai já perdido no tempo e no espaço e amadurece no decorrer da história. Enfrentar os próprios medos, persistir nos desejos que valem a pena ser perseguidos, encarar o desafio diário de estar vivo com leveza e uma certa gratidão, estas são algumas das belas lições passadas ao protagonista e, por tabela, aos leitores.

Diante de tanta riqueza de ideias e sentimentos, descobrir quem é a misteriosa garota das laranjas do título é o de menos. O que vale mesmo nessa viagem curta, porém intensa (como a própria vida) é a profundidade das reflexões que o autor propõe a partir de uma simples história de amor com ingredientes de um conto de fadas.

Se for reparar bem, na vida real aqui fora das páginas dos livros, também há centenas de pequenas histórias que parecem saídas do mundo dos sonhos. O que Jostein Gaarder propõe é atenção para não deixá-las escapar!
Fefa 08/05/2012minha estante
Gostei muito da percepção que você teve do livro e em geral das histórias do Gaarder. A Garota das Laranjas será minha próxima leitura! =]


Mandoka 04/02/2013minha estante
Descrição maravilhosa do livro!! Eu também mergulhei com ele em suas reflexões.


newton 15/05/2014minha estante
Jostein Gaarder é um autor que me impressionou desde o primeiro livro lido. Aprecio demais sua temática. Este livro em especial ainda não li, mas, depois de sua resenha, vou me apressar.




Fefa 24/05/2012

"O tempo, Georg. O que é o tempo?"
"Não me venha dizer que a natureza não é um milagre. Não diga que o mundo não é um conto de fadas. Quem não percebeu isso talvez só chegue a compreendê-lo quando a história já estiver chegando ao fim."

Costumamos percorrer trilhas e trilhas de vida, terras e mais terras de mundo e em algumas ocasiões nem temos a certeza de estarmos caminhando com nossos pés ou estarmos nos deixando conduzir. A convicção que devemos assumir é a de que cada escolha nos leva a algum lugar. Nossa oportunidade no mundo é única porque ele está em constante transformação e nós também mudamos junto, portanto, já não somos os mesmos nos segundos seguintes. É mais ou menos como um jogo, ou você segue as regras ou paga as conseqüências.

Soa clichê e talvez transborde do contexto dizer que “só conseguimos dar valor a algo quando perdemos”, nesse caso, vou moldar a frase para que se ajuste melhor à situação: “só conseguimos enxergar o mundo quando estamos prestes a perdê-lo”. E pensando bem, talvez isso não se resuma a um mau hábito de nascença, talvez a questão seja mais simples – na maior parte do tempo, não estamos preparados para compreender certas verdades. Por isso, é ele mesmo, o tempo, quem se encarrega de nos expandir a perspectiva na hora certa.

Temos uma infinidade de acontecimentos se anunciando a cada minuto, bilhões de eventos acontecendo simultaneamente e ainda somos capazes de só chegar um passo além de nós mesmos. Não somos meros números aleatórios. Pessoas são também pedaços de memórias perdidos no tempo de sua existência e começo a suspeitar que a história de cada um tenha início muito antes do nascimento, pois tudo no universo está conectado de uma forma ou de outra, nós entendendo ou não.

Se o processo de criação do mundo se estendeu em bilhões de anos, talvez ainda nem tenha se consumado. Se nos dispusermos a pensar sob esse ângulo, podemos concluir que somos apenas uma centelha do universo e nossa passagem aqui na terra é mesmo um breve momento, como aludiu Jan Olav. Então, o que você está fazendo com o seu tempo? O que está deixando passar?

"... as coisas que [Jan Olav] escreveu não valem só para ele. Valem para todos os seres humanos em todo o mundo, para os que estiveram aqui antes de nós, para os que agora vivem e para todos os que virão depois."
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Nessa Gagliardi 23/06/2010

Mais um livro do Gaarder que é uma gracinha e esse se lê em uma tacada só já que é bem fininho.
É um livro adulto-infantil. Engraçado isso, né? Ele pode ser lido tanto pelo menino de 8 anos, quanto pelo de 'rapaz' 80, e tenho certeza que ambos acabarão o livro com aquele risinho renovador estampado no rosto.

Isso, é claro, depois de 2 litros de lágrimas.
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SARITA 14/12/2010

Um livro lindo que veio em boa hora para mim. Acredito que cada livro tem seu momento certo para ser lido, esse era o livro certo na hora certa.

Como todos do Jostein Gaarder, há muito de filosofia e, consequentemente, questionamentos diante da vida. A história é abordada de forma genial e simples. É classificado como "infanto-juvenil", mas não acho que as crianças enxergariam as entrelinhas.

Georg perdera o pai com pouco mais de 4 anos de idade e ele deixara uma carta para que ele lesse na adolescência e, assim, é contada a história da Garota das Laranjas.

Há recortes lindos, pensamentos fantásticos e eu quis copiar todo livro para guardar tanta inspiração. Recomendadíssimo para refletir.
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L Soares 09/07/2014

O que dizer deste livro. Deveria pensar nisso antes de escrever a resenha e não durante, eu sei. Li em um momento meio conturbado e ainda não sei se ele é tão bom ou se foi só uma impressão. Sei que tenho muitos trechos copiados dele que achei excelentes quando li. Em resumo. É uma história de amor contada para uma criança pelo seu pai falecido em uma carta deixada para ser entregue quando fosse mais velho. Gostei da escrita. A história principalmente até a principal revelação, quem é a garota das laranjas, é intrigante e divertida. Só não indicaria como um livro divertido porque as considerações finais e os questionamentos são sérios, e tiram parte da leveza do livro. Mas a história de amor contada pelo pai é muito bonita. Mas o livro parece ter mais a dizer do que só mais uma história de amor. É também sobre arrependimento e o tempo e sobre superar a tragédia, porque a vida segue. Ela precisa seguir.


Luisa 06/02/2009

Com 15 anos, Georg descobre que seu pai (falecido há mais de dez anos) escreveu uma carta para ele antes de morrer. Na carta, o pai conta a história da Garota das Laranjas e essa história é muito fofa. Em algumas partes, tem uns detalhes a là Amelie. O livro é como se fosse a carta que o pai de Georg escreveu alternada com comentários do próprio Georg. Não consigo escrever muito desse livro sem acabar falando da minha vida pessoal, então é melhor parar por aqui! Só digo mais: é um dos meus livros preferidos, sim!
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Gabi Oliveira 15/11/2009minha estante
É um dos meus preferidos também! Descobri por acaso na internet, baixei e li no computador mesmo. Valeu a pena! :)




Wander Blaesing 21/06/2014

Sinceramente, o livro mais belo que já li. Instigante, profundo e simples ao mesmo tempo.

Um livro escrito, não para crianças,mas para a criança que ainda vive em cada adulto, ou para o adulto que uma criança ainda será.

A Garota das Laranjas é apaixonante pelo simples fato de ser mais real do que muitas vezes a nossa vida o é. Esta leitura te tragará para a vida dos personagens, porém, sem deixar de conversar com o leitor, que se torna o terceiro escritor de um livro composto a quatro mãos e dois olhos.

A Garota das Laranjas sorrirá convidativamente em suas primeiras páginas a um leitor, que de forma alguma será o mesmo ao fechar, com um suspiro, um nó na garganta, e deveras, uma lágrima na face, a última fase desta obra sem igual.
Wander Blaesing 24/06/2014minha estante
O dia do curinga meu filho de 9 anos está lendo. Fiquei realmente encantado com a passagem relacionada ao tempo na aareia da praia. Fala muito sobre a minha própria forma de perceber o mundo, ao mesmo tempo científica e espiritual. O trecho que menciono agora acerca do dia do curinga é uma verdadeira ode à beleza da ciência.





ancamo 23/09/2011

Mais um livro de Jostein Gaarder. E mais uma preciosidade. Singelo e tocante conta a história de um garoto que recebe uma carta de seu pai morto a mais de dez anos. Como parece ser de prache (só li O Mundo de Sofia) o autor usa duas narrativas paralelas para sua trama. A vida atual e as lembranças que o garoto tem do pai e a carta propriamente dita. Num clima de contos de fadas o pai narra como conheceu a garota das laranjas. De como a procurou e especulou sobre o que ela fazia com um pacote de laranjas. Nada mais simples. Nada mais emocionante. E quando descobrimos sua identidade, parece que o mundo um novo mundo se abre Não sei me expressei bem pois é difícil descrever essa cena. Só sei que estava chorando de emoção com sua simplicidade depois de tantas páginas em busca dela. E de como pequenas histórias de vida podem se transformas em aventuras tão cheias de magia. Se o livro tem um ponto fraco é o seu final, um tanto morno, mas que não tira o brilho da narrativa bem conduzida de Gaarder.
Pri 24/09/2011minha estante
Chorei muuuitooo, se eu ler de novo com toda certeza choro de novo auhauhahuahuauhauh sou uma choronaaaa sem salvação xD




Pablo 23/05/2011

Esperava mais...
Li o mundo de sofia e me apaixonei pela história e pelo jeito de escrever do Jostein Gaarder...
Mas em A garota das Laranjas eu fiquei na espectativa até o fim e acabei com a impressão de q ele tenta mexer contigo mas naum consegue. Pelo menos não conseguiu comigo.
Rola um suspense em cima de algo q era óbvio desde o começo, na minha opinião.

Enfim... mesmo com tudo isso, ainda é um livro divertido e com algumas mensagens legais.
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Brena 29/09/2012

E então, um dia: " Nós somos felizes."
"Nas últimas semanas, eu me fiz essa pergunta várias vezes. Teria optado pela uma vida na Terra se soubesse que seria arrancado tão subitamente daqui, talvez no momento mais feliz da minha existência? Ou será que teria agradecido e rejeitado de pronto esse jogo absurdo de "dá e toma"? Por que a gente vem uma única vez a este mundo. É entregue a está grande aventura."

Delicadamente sensível, é uma das mais extraordinárias obras do norueguês Jostein Gaarder, narrado pelos personagens Jan Olav e Georg, pai e filho que não tiveram a oportunidade de se conhecerem bem por causa da morte "prematura" de Jan Olav pai de Georg quando ele ainda era uma pequena criança, por uma doença devastadora, porém depois de anos quando Georg é um jovem, encontra-se ao acaso uma longa carta direcionada a ele que seu pai escreveu antes de morrer, e então a garota das laranjas ganha vida aos olhos do filho.
Quem seria essa misteriosa garota que carregava um saco de laranjas?
Uma leitura leve, e agradável, que nos ensina de uma maneira apaixonante que escolhas, momentos, são coisas tão frágeis e únicos, que um milésimo de segundo antes ou depois poderia torna tudo tão diferente, que a vida é extraordinariamente bela, que a incerteza do que vem depois é pior que a certeza da morte.
Gaarder é sem duvida meu escritor favorito, o jeito encantador e leve com que ele escrever é maravilhosamente apaixonante, ele nos faz sentir vivo! É encantador, sendo A Garota das Laranjas meu livro preferido dele, que tem um significado todo essencial para mim, afinal eu já encontrei a minha garota das laranjas.
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Ali 19/01/2010

Simples e lindo.
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Bru 15/07/2009

É muito bom, a primeira vez que o li chorei muito. Mas era mais nova, portanto estou lendo novamente buscando novas interpretações.
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newton 17/05/2014

Como em "O Dia do Coringa", um exercício filosófico
Retrata a ação de um pai que, próximo da morte, lega ao filho, à época com apenas 3-4 anos, uma carta acerca do enigma da garota das laranjas. Fiel ao estilo, o autor nos propõe reflexões filosóficas diversas, especialmente acerca da vida e do nosso papel neste mundo. Consta na carta, também, algumas "lições de maturidade", com pequenas grandes regras da vida, como, por exemplo, o fim do ciclo da adolescência e o início do ciclo da fase adulta quando o "eu" sai de cena, para a entrada do "nós". Após a última página, ficamos impregnados da necessidade de "saber viver" a vida, com foco não apenas no científico, mas, sobretudo, nas "pequenas grandes coisas". A identificação da garota das laranjas é fundamental para que o autor da carta consiga esmiuçar ao filho - e a nós - o que é o amor, e todos os encantos que o rodeiam. Belo livro.
newton 25/06/2014minha estante
Obrigado, Camila. O livro contém uma mensagem profunda, embora em uma impressão precipitada possa parecer "bobinho". Na verdade, não há como considerar desse modo nenhum livro deste autor, ainda que escrito para o público juvenil.




megacombo 19/01/2009

"Aguento esperar até que o meu coração comece a sangrar de aflição."

Só essa frase já vale o livro. Desculpem, sou uma romântica incurável MESMO. rssss
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