Capitães da Areia

Capitães da Areia Jorge Amado




Resenhas - Capitães da Areia


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anajuxt 07/03/2021

É um livro tocante, importante. É incrível e triste que mesmo que apesar de ter sido escrito há um tempo, continue sendo atual.
Me causou um misto de emoções, me deixou triste, angustiada, decepcionada, alegre, me fez dar risada... e é assim é a vida.
É um livro profundo. É Jorge Amado.
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Otávio 07/03/2021

Atemporal
Jorge Amado não só nos apresenta um retrato cru e comovente da realidade de crianças abandonadas na Bahia do começo do século XX, como desce a fundo na análise sociológica do problema da violência urbana que até hoje assola a nossa sociedade.

Um livraço! E obrigatório para qualquer um que ama literatura.
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:: Sofia 07/03/2021

Sintomas
Capitães da Areia é um livro de denúncia social acerca da vida de crianças e adolescentes sem-teto na Bahia. Jorge Amado procura neste romance mostrar a outra face da pobreza e da crueldade da sociedade frente meninos abandonados e famintos (se mostrando um livro tão polêmico que foi já censurado). O livro alterna narração e reprodução de folhetins como forma de contrapor a visão da sociedade e o cotidiano dos meninos do trapiche.

Os Capitães é o grupo mais temido de ladrões, arruaceiros e pequenos vigaristas de Salvador. Dentre os capítulos, são relatados vários de seus feitos: fraude de jogos, furto de carteiras, brigas com outros meninos e fugas da polícia. Porém, também é mostrado episódios como o encanto pela chegada de um carrossel na cidade, a amizade entre eles e o encanto pela religião de alguns. A necessidade do amor de mãe e de compaixão adulta que aceite a situação em que vivem.

Jorge Amado escreve para te surpreender. Não é possível defender totalmente a conduta dos meninos do trapiche. Em algumas passagens é contado como enganaram pessoas que foram boas com eles. Em outras, sobre os inúmeros estupros em meninas do morro, que acontecia de serem tão excluídas socialmente como eles. Também é impossível rechaçá-los por completo. Porque, fato é, eles não têm escolha (menos no caso de estupro e como eles tratam com naturalidade isso, dava um ódio... Similarmente um sintoma da falta de poder da mulher da época).

Aprendi muito com o livro. Pois, mesmo sendo publicado em 1937, ele é muito atual. A pobreza e a discriminação de classe e raça estão presentes em todas as cidades brasileiras, em maior ou menor grau. Os Capitães, que na época roubavam para comer ou para satisfazer desejos de inclusão social (como vestir-se bem), hoje poderiam ser analisados como jovens que participam do tráfico de drogas, pelos mesmos motivos. A vontade de ascender é a mesma. A negação das autoridades policiais e políticas em reconhecer que há carência de escolhas é sintoma de pobreza e exclusão social também não mudou.
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Fabiana 06/03/2021

Triste retrato
A história dos meninos-homens órfãos, abandonados, arranjando formas de sobreviver nas ruas é de cortar o coração. Pior é pensar na data que este livro foi escrito e que ainda é tão atual para o povo brasileiro.

Um dos clássicos que mais gostei de ler. Me deixou com vontade de conhecer mais da obra de Jorge Amado.
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Atila.Carlos 06/03/2021

Sensacional!
Não foi a minha primeira leitura de Jorge Amado, já tive contato com esse exímio escrito brasileiro, todavia, esse livro me surpreendeu, e muito! Estava sim esperando uma leitura leve, acessível, mas não esperava que iria me deparar com o passado sendo transportado pro presente.
Essa obra mostra a realidade das criancinhas e adolescentes moradores de rua da Bahia na década de 40 do século passado, ao mesmo tempo que nós indica que pouca coisa ou quase nada mudou hoje, em 2021. São os pobres contra os ricos, os fracos contra os fortes. Forças desproporcionais que se fazem valer na valentia e na luta. Obviamente a fome, a peste, o relento, a desesperança são temperos ordinários nesse romance. Mas em contra partida o amor, compaixão, parceria, companheirismo e as leis morais da rua também acompanham os Capitães da Areia.
Jorge Amado dormiu em trapiches com moradores de rua para escrever essa obra. Só assim para se ter tantos detalhes da vidas desses que não são vistos pela sociedade a não ser pela repressão policial. Os únicos "amigos do mundo" dos Capitães da Areia é o Padre José Pedro e a mãe de santo Don'aninha, que dão alento, carinho e esperança para essas crianças.
Bela obra, felizmente, mas que seu contudo tem se mostrado atemporal, infelizmente!
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Bianca | @leitoresmaniacos_ 06/03/2021

“Por isso na beleza do dia Pirulito mira o céu com os olhos crescidos de medo e pede perdão a Deus tão bom (mas não tão justo também...) pelos seus pecados e dos Capitães da Areia. Mesmo porque eles não tinham culpa. A culpa era da vida...”

O livro conta a história de um grupo de meninos abandonados tanto pela família, quanto pelo Estado, que roubam para sobreviver. São conhecidos como Capitães da Areia, pois moram num trapiche abandonado à beira mar e possuem fama de ladrões nas ruas de Salvador. O livro foi publicado pela primeira vez em 1937, em pleno Estado Novo. Foi censurado e queimado pelo governo por ser considerado de caráter propagandista do credo comunista

Uma citação dita por Jorge Amado representa bem esse livro: “Na vida só vale o amor e a amizade. O resto é tudo pinóia, é tudo presunção, não paga a pena...”.
Aqui, além de denunciar a condição de vida das ruas, o autor cria personagens cujo elo forte de amizade é superior a tudo. Crianças órfãs, sujas, desamparadas, maltratadas, com fome e frio, sem ter nenhuma noção do que é ter carinho, ligadas unicamente pelo descaso do estado perante suas situações e pela noção de família que criaram uns com os outros.

“Que culpa eles têm? Quem cuida deles? Quem os ensina? Quem os ajuda? Que carinho eles têm? Roubam para comer porque todos estes ricos têm para botar fora, não se lembram que existem crianças com fome...”. O autor, por meio da linguagem dos meninos e do cotidiano, faz com que o leitor enxergue a dura realidade que passam pessoas na mesma situação, que nós só temos a tendência de pensar sobre isso apenas quando aparece em noticiários. Nos emocionamos com os momentos de fragilidade de alguns personagens que anseiam ter o mínimo, o básico. Coisas que muitos de nós temos e não fazemos ideia da falta que aquilo faria por considerarmos como “coisas simples”.

Foi meu primeiro contato com a escrita de Jorge Amado e, antes disso, eu só conhecia essa mesma história por causa do filme. Poder ver detalhes no livro que não aparecem na adaptação foi enriquecedor demais! É aquele livro que te gera empatia, com certeza entrou para os meus preferidos!

“A liberdade é como o sol. É o bem maior do mundo”

site: https://www.instagram.com/leitoresmaniacos_/
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Bella 05/03/2021

Que surpresa maravilhosa! Demorei um pouco para lê-lo, mas consegui aproveitar e sentir cada parte dele. É tudo tão real e triste e por vezes angustiante... Realmente, um tesouro da literatura nacional.
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Marcelo 04/03/2021

Um livro de dualidades
Meu primeiro Jorge Amado e acredito que comecei bem, pois o livro me agradou bastante.
A história é narrada de forma bem objetiva, esperava descrições e descrições e acabou que li uma relato bem cru e objetivo (talvez por isso tenha feito a leitura tão rápido)
O que notei foi que vida das crianças que viviam no trapiche e os demais personagens são envoltas de dualidades durante o livro todo. O autor faz com que o ?certo? e o ?errado? sejam muito subjetivos se colocados sob a perspectiva das pessoas que viviam à margem da sociedade no contexto da época. Consegui ver a crítica social na política, na religião e no trato com a criminalidade e ressocialização de menores na época (o que não é tão diferente do que acontece agora, né?). Jovens que abraçavam a liberdade para escapar do sofrimento e arcando com as consequências dessa escolha.
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04/03/2021

O livro é incrível, mas
A minha experiência de leitura com Capitães de Areia foi péssima.
Comecei lendo rápido, mas logo perdi o ritmo e, quando voltei, não foi a mesma coisa. Perdi o sentimento de "uau, que livrão" antes mesmo da página 100.
Quis abandonar pelo menos três vezes. É, foi complicado.

Mas mesmo assim, a história é incrível. A escrita, ainda que um pouco densa, te faz sentir e pensar sobre muita coisa. Conectei muito com alguns personagens - Sem-Pernas me teve chorando pelo menos quatro vezes na história.

Enfim, o livro é uma OBRA, mas que com toda certeza gastei muito tempo olhando e aos poucos perdeu a graça pra mim.
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Chihiro 04/03/2021

Que livro maravilhoso! Capitães de Areia conta a história dos meninos de rua de Salvador no começo do século XX, Jorge Amado conta com carinho, mas também com a crueza do mundo a historia destes meninos. Crianças que a vida não deu oportunidade de serem crianças, mas quando essa oportunidade chega, eles não largam a vida com os amigos, com a liberdade. É muito bonito o livro, pois nos mostra a vida dessas crianças, cada uma com sua história e seu destino, essas crianças pensam antes no bem comunitário do grupo antes de só a si mesmo. Uma história de destruir corações, e com um palavreado mais nortista, que um paulista como eu eu achou meio complicado, mas sempre vale a pesquisa
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NARA DIAS 04/03/2021

Não gostei muito!
Essa edição tem uma capa atraente e por ser um clássico brasileiro fui deixando ele de lado com um certo preconceito de experiências anteriores...
Foi uma leitura arrastada, não gostei da história em nenhum momento.
Apesar disso, dei 3 estrelas, afinal bacana a forma de organização do livro, porém diagramação, acho que por ser de bolso, não agradou também...

Aborda questões sociais sim, mostra uma realidade difícil vivida com certeza por tantas crianças moradoras de rua... Mas, foi difícil manter o ritmo e encerrar essa leitura.

Do meio do livro em diante, até que senti uma certa apreciação pela história, mas no final voltei para os mesmos sentimentos conflituosos de início.

E é isso, agrada alguns, desagrada a outros...

site: https://www.instagram.com/quelivrotalendo/
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aleeateixeira 03/03/2021

Clássico Nacional
Finalmente entendi o porquê esse é um dos maiores clássicos da nossa literatura. Demorou bastante para a leitura fluir, mas quando aconteceu não consegui mais parar. Narra a vida trágica de meninos os quais apenas sobrevivem sem amor e sem carinho, mas que mesmo assim, seguem sempre em frente porque tem uns aos outros. Me emocionei muito com o livro, apesar de que foi escrito em 1937, é extremamente atual. Os Capitães deixaram sua marca na literatura brasileira.

?A liberdade é como o sol. É o bem maior do mundo.? - p. 182
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Hemily 02/03/2021

Um dos meus livros favoritos
Jorge Amado emociona trazendo uma história dura e realista mas cheia de esperanças e sonhos, meninos que moram nas ruas da Bahia vivendo como irmãos e amigos, descobrindo os mistérios da vida e da cidade que tanto amam. Me sensibilizei em incontáveis partes da leitura e presenteei uma pessoa que amei muito com este livro, fica minha recomendação e amor pela obra desse autor tão importante para a literatura brasileira.
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@aquelevinnie 28/02/2021

O que torna um livro um clássico? Eu, verdadeiramente, ainda não sei. Mas o ponto em comum entre os clássicos, os quais tive a oportunidade de ler até agora, são as críticas sutis (ou não tanto) a sociedade, que o leitor reconhece levantando a cabeça e olhando atentamente a sua frente, seja no ano do lançamento da obra ou no dia de amanhã.
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