Capitães da Areia

Capitães da Areia Jorge Amado




Resenhas - Capitães da Areia


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giovanaxtr 09/04/2021

"Quando outras crianças só se preocupavam com brincar, estudar livros para aprender a ler, eles se viam envolvidos em acontecimentos que só os homens sabiam resolver. Sempre tinham sido como homens, na sua vida de miséria e de aventura, nunca tinham sido perfeitamente crianças. Porque o que faz a criança é o ambiente de casa, pai, mãe, nenhuma responsabilidade. Nunca eles tiveram pai e mãe na vida da rua. E tiveram sempre que cuidar de si mesmos, foram sempre os responsáveis por si. Tinham sido sempre iguais a homens."
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sarinha 09/04/2021

meu livro preferido.
no livro, Jorge Amado, por meio de sua narração consegue nos fazer entrar dentro dessa história de miséria e falta de sorte. É a melhor crítica social que já vi.

ficha técnica:
escrito em 1937 pelo nordestino Jorge Amado.

retrata a vida de um grupo de garotos que foram abandonados e vivem em um trapiche na Bahia. Roubavam, se prostituiam, tudo para sobreviver.
Saiam nos jornais, eram odiados e julgados.
seus únicos amigos eram a si mesmo, um padre, uma mulher da religião, e o dono do bar.
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Vinnyspereira 07/04/2021

Dor, sofrimento e por fim esperança...
O título desta resenha descreve como se opera a narrativa de Jorge Amado nesta obra, o livro todo passa com um clima pesado de dor e sofrimento, pois o plot é que os Capitães da Areia nada mais são que crianças abandonadas, que buscam se virarem para sobreviver para ter o que vestir e comer. Para tanto precisam furtar, aplicar golpes e outros crimes, sempre fugindo de orfanatos e reformatórios que são descritos no livro como que assemelhados a cadeias para os menores, onde lhe são aplicados castigos físicos severos, diante de uma rígida ordem de trabalho e educação, fato este exposto nas primeiras páginas da história.
Mas também há alegria na vida deles, por mais sofrida que fosse, e tais descrições de felicidade ao se ter contato se embarca na mente destas crianças, fato a se ressaltar é a forma como tudo é descrito por Jorge Amado, tudo bem claro e sem floreios e, também, de maneira simples, pois as crianças humildes nunca tiveram contato com escola e educação, o único que foge a regra é o Professor que sempre tem um livro como companheiro, o intelectual do grupo, o que encanta os demais contando as histórias dos livros e, também, apresenta as notícias a todos quando lê os jornais.
Quanto aos personagens temos muitos como principais e estes tem espaço de amadurecimento e desenvolvimento, Pedro Bala, Volta Seca, Professor, Gato, João Grande, Pirulito, Don'Aninha, Padre José Pedro, todos tem seu espaço, nas aventuras dos Capitães, contudo, é na segunda parte da obra que o coração pulsante da história e para mim a personagem mais interessante e importante aparece que é Dora uma personagem ímpar com luz, encanto e Vivacidade chega como uma gatinha assustada e se torna uma leoa, sua jornada impacta diretamente a vida de todos os demais, muda destinos, apressa mudanças, transforma mentes, sua história como a de todos é de dor, sofrimento e termina em esperança de que tudo possa vir a melhorar.
Outra presença imponente é a de Lampião na história como padrinho de Volta Seca, e este último é dono da história mais amendrotadora que seu capítulo de despedida mostra-se pesado e cruel e sua descrição impactante.
Impacto, também existe em diversos pontos da história, muitas coisas impactam a descrição dos reformatórios, da cafua, das crianças amadurecidas, da relação entre Gato e Dalva ela muito mais velha que ele, sem falar na finalização da história de Dora, escritos de forma crua, compactua com toda a dor e sofrimento da obra, nada é por acaso e tudo se bem interpretado tem um porque estar ali e, também, o próprio texto explica e repete tal explicação meio que para massificar na mente do leitor, o motivo das coisas se apresentarem de tal maneira, fatos que assustam mas que não estão ali apenas para causar assombro.
E por fim, o final das história dos personagens nota-se que a todos há esperança não de acabar toda dor e sofrimento, mas que tudo possa melhorar e de algum modo a vida melhora para todos.
Importante se ressaltar que esta obra em 1937, nos anos de exceção, do Regime Militar, foi alvo da ação da Censura e vários exemplares foram incinerados, como alguns sabem o autor era simpatizante do Comunismo, e em suas obras há um pouco destes ideais, em capitães há menções disto e a história de um personagem em especial está ligada a tais ideais, sendo isto o fundamento para tal ação, porém, isto em nada interfere na qualidade da obra, Capitães não é Subterrâneos da Liberdade que é uma narrativa em forma de Thriller de ação noa anos ditatoriais, em que Jorge Amado narra sob o ponto de vista comunista, nesta obra tal fato apenas aparece nos capítulos derradeiros da história, fazendo da parte da narrativa não sendo a visão total da obra.
Conclui-se, então, que Capitães da Areia é uma obra dura, impactante, cruel e, também, sensível e esperançosa que vale a pena a sua leitura, por todos os motivos aqui elencados e por ter uma história ímpar, com personagens sensacionais e uma trama que embora seja de leitura rápida e fácil, sua interpretação e impacto ficam por muito tempo presentes na mente de que leu.
@simeuamolivro - Thiene 09/04/2021minha estante
Nossaaa Vinny! Já vou adicionar na minha lista. Amei a resenha ??????


Vinnyspereira 09/04/2021minha estante
Que bom que gostou espero que possa me contar as suas reações ao ler...


@simeuamolivro - Thiene 11/04/2021minha estante
?????? conto sim




bia 07/04/2021

obra prima
capitães de areia é um livro que te prende, te comove e te faz pensar com um olhar crítico sobre a sociedade brasileira. apesar de ser um livro de 1937, a obra retrata temas ainda presentes dos dias de hoje. vale a pena leitura!
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Pedro.Machado 07/04/2021

Amado
O romance, que retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, utiliza os assaltos e as atitudes violentas de suas vida bestializadas como pano de fundo para contar as aspirações e os pensamentos ingênuos, comuns a qualquer criança. Bonito livro. O final de Pedro Bala faz o livro descambar para o "panfletário', mas não perde-se todo o lirismo até ali construído.
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Edoarda 07/04/2021

É chama revolucionária que você quer???
Esse livro é uma das obras brasileiras que eu mais amo. É muito real, sensível, cirúrgico e permanece atual nos dias de hoje, nos fazendo refletir sobre o Brasil e suas cicatrizes históricas. É uma leitura super comovente e que tem o poder de acender a chaminha da revolução nos nossos coraçõezinhos brasileiros e exaustos. Apenas perfeitoh
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Leonardo 06/04/2021

Obra prima
Conta a história de meninos órfãos, abandonados nas ruas de Salvador que fazem de tudo pra sobreviver até agredir com navalhas e punhais homens e policiais.
Cheio de críticas sociais que são pertinentes até hoje.

Minha primeira leitura de literatura brasileira e gostei muito o livro me prendeu bastante e terminei super rápido.
Recomendo para qualquer pessoa conhecer a história de Pedro Bala e os capitães da areia.
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yasmin.dfs 06/04/2021

Assim como Dora...
?Capitães da Areia? é um livro que acalenta e te acolhe, que mostra a realidade de meninos que não tem a nada, nem ninguém, e se encontram nas ruas, no instinto da sobrevivência. Gato com sua malandragem, Sem-Pernas e sua ignorância, Pedro Bala com seus ideais revolucionários, suas histórias cativam, e sem ao menos perceber, você se encontra torcendo por eles e esperando que esse roubo dê certo, que dessa vez eles escapem e voltem para o trapiche ao fazer festa. No mundo onde crianças abandonadas e excluídas são marginalizadas, mal tratadas e agredidas por não terem tido oportunidades de uma vida digna, estes se criam nas ruas, no meio da malandragem, crescem como adultos sem ao menos alcançar os 15 anos, e veem a esperança nas ruas, no companheirismo, e na busca pela liberdade.
Os capitães da areia são como a presença de Dora, trazem à tona a vivacidade, a beleza da amizade, e por meio de pequenas atitudes e palavras, se tornam como a presença de uma irmã, mãe, amiga, noiva e esposa... Numa eterna luta pela liberdade!
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Aninha 05/04/2021

Capitães da Areia-Resenha
Amei o livro! ?? Achei a leitura muito válida e me fez repensar muito sobre as realidades atuais e minha vida... nota 1000!!
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gigi 04/04/2021

Porque a revolução é uma pátria e uma família.
Sinceramente? Não comecei o livro por livre espontânea vontade, tinha que ler por conta da prova que terei amanhã. Pensei que não fosse gostar, pensei que a escrita fosse ser muito difícil, entre outras coisas. Mas eu realmente me surpreendi, AMEI esse livro.

Dei risada, chorei, meu Deus nas últimas páginas eu chorei bastante viu, surtei. Esse livro é simplesmente perfeito, todos deveriam ler, conhecer a história dos capitães da areia e se aventurar junto deles.
Isa 04/04/2021minha estante
Esse livro é aquela leitura obrigatória das escolas que vc se surpreende! Perfeição




vctormj 03/04/2021

Obra prima brasileira
?Eles furtavam, brigavam nas ruas, xingavam nomes, derrubavam negrinhas no areal, por vezes feriam com navalhas ou punhal homens e polícias. Mas, no entanto, eram bons, uns eram amigos dos outros. Se faziam tudo aquilo é que não tinham casa, nem pai, nem mãe, a vida deles era uma vida sem ter comida certa e dormindo num casarão quase sem teto. Se não fizessem tudo aquilo morreriam de fome, porque eram raras as casas que davam de comer a um, de vestir a outro.?
Reli o livro pela terceira vez e, novamente, me pego numa leitura intensa, com diversos trechos me fazendo cair aos prantos, como também rindo, ficando angustiando e inconformado.. A maestria em sua escrita, tão bela e tão impactante, com textos de fácil entendimento, que fluem tão facilmente.
O romance de Amado expõe com tanta humanidade, não caindo em discursos punitivistas sem lógica, a crueldade, o preconceito, a miséria e o descaso (tanto pela sociedade, quanto pelo Estado) em que vivem as crianças em situação de rua. É uma obra tão rica, real, soma a nossa formação como seres-humanos e cidadãos.
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Sara 03/04/2021

Existe muita empatia!
Jorge Amado conseguiu em 1937 abordar a questão de meninos órfãos e colocados a margem do básico para sobreviver em uma sociedade, de uma forma muito profunda. É impossível não se envolver, não ser tocado. Durante a leitura somos transportados ao trapiche e ficamos próximos dos capitães da areia e a vontade que dá é de abraçá-los.

Muita coisa não mudou, infelizmente.
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