Afetos ferozes

Afetos ferozes Vivian Gornick




Resenhas - Afetos ferozes


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Erika.Almeida 18/10/2020

Afetos ferozes traz no título a força da ambivalência que perpassa a relação entre uma mãe judia e sua filha. "Duas mulheres com inibições tremendamente semelhantes, unidas pelo fato de terem vivido quase a vida inteira cada uma na órbita da outra."
Não lia nada tão cortante, forte e brutal desde 'Uma, Duas' de Eliane Brum.
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Carolina.gxa 29/09/2020

Sensível e brutal
'Afetos Ferozes' causa um misto de sentimentos e comove desde a primeira página. A relação mãe e filha é retratada de forma tão honesta e brutal que chega a emocionar, de maneira que consegui me identificar e sentir carinho por Vivian e sua mãe. A ignorância da mãe Mesmo tendo sido escrito há mais de três décadas, a escrita de Gornick permanece absurdamente atual.
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Raquel.Rangel 13/09/2020

Um dos melhores do ano para mim!
A história dela, mulheres contam as suas histórias, os homens sei lá, eles nem tem importância pelas andanças e histórias da Vivian Gornick.
Tanto se repete, repete e repete, de vida em vida, na própria vida, da mãe e da filha, de mãe para filha.
Eu aqui pelas ruas que jamais andei, de ouvidos atentos para essa dupla. Ser duplo, ter duplo, estar duplo, que lugar é esse que para se estar vivo é preciso estar.
Acompanhar essas duas, mãe e filha, filha e mãe, por entre os afetos, as memórias, as histórias.
Uma relação ruidosa, curiosa, cheia de possíveis semelhanças para todas as filhas.
Honesto e potente. Um dos melhores livros que li até aqui.
Pensei, no andar como forma de elaborar, algo assim.
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Barbara.Raulino 01/07/2020

Afetos Vorazes
"Afetos ferozes" é o livro de memórias de Vivian Gornik e tem como fio condutor sua relação com a mãe. Mas ele é mais do que isso. É também sobre a relação entre mulheres e sobre o que se pode fazer para além daquilo que nos atravessa enquanto filhas. É sobre as violências tanto exercidas quanto sofridas por mulheres - no público e no privado. É uma escrita bastante corajosa e honesta sobre as relações e suas complexidades.

A história é contada durante as caminhadas que mãe e filhas fazem juntas pela cidade de Nova York, onde moram, durante três anos. Quando começa, a narradora tem 45 anos, e sua mãe, 77. Quando termina, ela tem 48, e sua mãe, 80. Nesses passeios elas conversam, se provocam, brigam e lembram histórias do passado. A trama vai e vem entre as caminhadas e as lembranças da vida da autora, desde a infância em um prédio de imigrantes no Bronx até chegar ao ponto onde começa o livro. Achei muito bonito elas irem repassando a relação durante as caminhadas como uma analogia pra dar conta dessa caminhada exaustiva que pode ser se separar do outro.

Sabemos que tornar-se mulher é uma construção que se sustenta a partir da relação que temos com as nossas mães e que vai se amparando na relação com outras mulheres e se construindo também nas demais relações. Nas memórias de Vivian fica evidente a tensão que se impõe entre aquilo que ela evita repetir e aquilo que ela não consegue escapar e que respinga como um “afeto feroz” em direção à mãe e vice-versa.

É difícil não se identificar em alguma medida através dessas memórias e pra mim, foi quase como se essa leitura pudesse ajudar a preencher certas lacunas da minha história a partir de outra história que não a minha – sendo esse um dos efeitos que um bom encontro literário pode proporcionar.
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Kevin Kretzu 18/03/2020

O afeto é paradoxo da memória
Um livro para mergulhar nas contradições humanas do afeto. A memória é o personagem principal da narrativa. Se Elis Regina estivesse viva, com certeza Afetos Ferozes estaria na sua estante.
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Nathalie.Murcia 03/11/2019

Um livro que explora muito bem as relações humanas
Afetos Ferozes é um livro sobre as relações humanas e seus paradoxos cortantes. Relações entre vizinhos, entre homens e mulheres e, sobretudo, entre a protagonista narradora e sua mãe, residentes do Bronx. Mulheres muito diferentes e ao mesmo tempo parecidas. Escrito em forma de memórias, explora questões feministas, tais como o papel da mulher na sociedade, no casamento, a visão romantizada do amor, tão criticada pela nossa personagem niilista, que sempre se mostrou desconectada dos padrões sociais vigentes.

O que mais gostei no livro é que as três personagens principais (mãe, filha e a vizinha Nettie), são mulheres bem humanas, repletas de defeitos, erros, relacionamentos tóxicos e decepções acumuladas ao longo da vida, que é cíclica.

Apreciei muito a leitura. Para quem gosta de livros que refletem o cotidiano, sem grandes reviravoltas e eufemismos, mas que evoquem muitos insights, esta é uma excelente pedida!

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