Os Robôs da Alvorada

Os Robôs da Alvorada Isaac Asimov




Resenhas - Os Robôs do Amanhecer


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Fabio Shiva 30/08/2010

Palmas para o bom doutor, que ele merece!
Isaac Asimov é o Rei da ficção científica! Tanto quanto Agatha Christie é a Dama dos romances policiais. O Rei e a Dama se equivalem ao transformar a leitura de um livro em um jogo delicioso, tão inteligente e instigante quanto uma boa partida de xadrez!

Li pela segunda vez esse clássico supremo da FC (“The Robots of Dawn” no original). Por onde começar a elogiá-lo?

Decidido a provar que era possível escrever uma “ficção científica de mistério”, ou seja, uma mistura entre os gêneros da FC e do romance policial, Asimov escreveu “As Cavernas de Aço”. Para mostrar que o sucesso que o livro alcançou não foi por acaso, ele escreveu uma sequência, “O Sol Nu”, ainda melhor. E trinta anos mais tarde, finalmente, o encerramento da trilogia (sempre rola uma trilogia em FC, faz parte do status de “clássico”): “Os Robôs do Amanhecer”. Chave de ouro!

As três aventuras são estreladas pelo detetive terrestre Elijah Bailey e seu parceiro espacial, o robô Daneel Olivaw. A primeira história acontece na Terra, onde há um excesso de seres humanos e poucos robôs. A segunda história ocorre em Solaria, onde há pouquíssimos seres humanos e muitos robôs. E o encerramento se dá em Aurora, onde há um suposto equilíbrio entre o número de robôs e de seres humanos.

É isso o que justifica o inusitado crime que move a trama: um roboticídio! Como é possível um robô ser assassinado, se a rigor ele nunca esteve vivo?

E é assim que o bom doutor vai contando sua excelente história de detetive ambientada em um cenário espacial, com algumas ideias muito interessantes como pano de fundo:

“(...) há leis que governam o comportamento humano, assim como as Três Leis da Robótica governam o comportamento robótico; e a partir dessas leis talvez se possa lidar com o futuro, de certa forma – algum dia. As leis humanas são bem mais complicadas que as leis da robótica e eu não faço ideia de como elas podem ser organizadas. Elas podem ser de natureza estatística, de tal forma que só sejam adequadamente expressadas em imensas populações. Elas podem ser fracamente ligadas, de tal forma que não façam sentido a não ser que essas imensas populações desconheçam a operação das leis.”
Lendo esse livro, eu fiquei pensando no robô feito homem, ou seja, na questão da inteligência artificial. E também pensei no homem feito robô, no quanto há de programado e previsível em nosso comportamento.

Quero registrar também que com esse livro Asimov fechou um tremendo arco de histórias escritas ao longo de décadas. Suas duas sagas principais, a dos robôs e a da Fundação, são ligadas por essa incrível história, cujo final é deveras surpreendente! A história policial não fica em segundo plano.

Cara, como é bom ser fã de Asimov!

(03.04.10)
Julio.Cesar 31/01/2016minha estante
Resenha tão boa quanto a obra, e realmente, quando li a série Fundação até Fundação e a Terra, fiquei espantado, porém com muitas dúvidas, e depois de ler a série dos Robôs tudo se esclareceu.

(Cara, como é bom ser fã de Asimov!)²




João Victor 12/01/2021

Entrou pros favoritos da vida!
Terminar essa "trilogia" foi, sem sombra de dúvidas, uma experiência que vai me marcar pro resto da vida. Acompanhar todo o crescimento e evolução de Elijah Biley em relação a suas opiniões e seus relacionamentos, principalmente com Daneel, é algo muuuuuito bom de acompanhar. O jeito que Asimov mostra como o ambiente possui uma influência enorme sobre o indivíduo, desde hábitos simples aos mais complexos, foi o que mais me surpreendeu em toda a história e está muito presente nesse livro tbm. Me emocionei bastante com o "final" e espero muito que a Aleph publique Robôs e o Império logo.
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Beto | @beto_anderson 01/04/2021

Bom, mas...
Até agora foi o que eu menos gostei da série. Achei que algumas cenas se estenderam além do necessários, com descrições, falas e pensamentos que em nada contribuíram para a história. Isso me desanimava na leitura por algumas vezes. A relação dos Elijah e do Daneel teve menos enfoque desta vez. O solução do problema foi interessante e não me passou pela cabeça.

site: https://www.instagram.com/beto_anderson/
Paulo Carvalho 06/04/2021minha estante
Eu adorei esse livro, mas acho que, como você, senti falta de mais interações entre Baley e Daneel - que foi o que me agradou muito nos dois anteriores.


Beto | @beto_anderson 06/04/2021minha estante
Espero que isso seja mais presente no quarto livro.




Wagner 02/02/2021

Por Josafá
Desnecessariamente longo e por vezes repetitivo, Parceiro Elijah volta a campo dessa vez colocando o futuro da Terra em jogo

Assim como o antecessor, temos uma mescla muito boa de ficção científica e suspense policial, com uma linha investigativa muito bem delineada. O problema era o que não dizia respeito a isso (exceto dos traumas do protagonista), estendendo explicações já dadas e devaneios sem necessidade.

Uma revelação final muito impactante, mas tive certos poréns com ela.
Mas não esperava.

Aos leitores de Fundação, muito provavelmente ficarão felizes com as ligações entre os dois livros, mesmo que sejam espaçados por um longo período de tempo.
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Vinicius Nathan 20/09/2020

É um pouco triste saber que esse livro encerra as histórias de Elijah Baley e seu amigo R. Daneel Olivaw, ficando com aquele sentimento de saudade, mas também sem deixar pontas soltas. Como sempre a narrativa do livro agrada, com um bom mistério que a princípio é realmente impossível de ser resolvido.
Anselmo_ 20/09/2020minha estante
Tem mais um, meu amigo. Aleph já tem ele praticamente feito, só faltam tratar de alguns pormenores (se não me engano é sobre direitos).
Leia A Fundação quando puder...




Laísa 18/01/2021

O livro tem um começo difícil e personagens que chegam a te tirar do sério de tão irritantes, mas no fundo até mesmo a prepotência dos personagens é algo muito bem pensado por Asimov. É mais uma vez um livro com muitas camadas, assim como os anteriores da série, porém o autor eleva a complexidade do crime e dos problemas políticos a um nível absurdo, sendo recheado de momentos em que quando você acha que entendeu algo, o autor faz uma volta e te mostra que na verdade não entendeu nada hahah. Enfim, não chega a ser meu favorito da série robôs mas ainda sim é um dos melhores livros que já li.
PS.: o final pelo amor de deus por mais que eu esperasse um envolvimento daquela personagem JAMAIS passou algo como aquilo pela minha cabeça, o Bom Doutor realmente era um escritor impecável.
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Christofaro 26/10/2020

A Aventura Final de Elijah Baley
O último volume da trilogia é bem mais longo que os anteriores. Por ser o caso mais complexo do detetive e seu amigo Daneel Olivaw, ás vezes, a história parece se desenvolver de forma um pouco lenta, o que é compensado por um (duplo) final eletrizante.
O grande mérito do livro é o desenvolvimento profundo dos personagens, o que não ficara tão evidente nos volumes anteriores. A luta de Baley para superar os medos primordias dos terráqueos, tão presentes no planeta sideral de Aurora, a busca de Gladia, e a relação entre humanos e robôs são os pontos altos da narrativa.
Um desfecho maduro e politizado para uma sequência de romances policiais, que torna a trilogia um grande entretenimento para qualquer amante de ficção científica.
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Henrique.Alves 20/09/2020

Isaac Asimov
Não precisa falar muito, esse nome já diz a qualidade da obra, uma mistura de ficção futurista , suspense policial de alta qualidade e filosofia. O livro é fantástico em todos os sentidos, principalmente a relação que faz com outras obras como eu robô e Fundação. É perfeito em todos os sentidos
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Fêe 22/01/2021

Mais uma vez acompanhamos Elijah Baley e Daneel Olivaw em uma investigação, desta vez no planeta Aurora. Este terceiro livro tem um ótimo ritmo de leitura e, assim como os anteriores, a história nos prende e nos faz querer terminar logo para chegar ao fim do mistério. O final é surpreendente, e vai muito além do que eu imaginava. É brilhante como Asimov entrelaça a série dos robôs com Fundação. Que livro bom! Já se tornou um dos meus favoritos.
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Nícolas 24/05/2020

E nasce a psico-historia
No último livro da trilogia robôs, Asimov segue seu projeto de construir todo um universo unificando os acontecimentos da série Fundação com a série robôs. Construção essa que já havia sido iniciada no "Limites da Fundação".

Recomendo que os livros de ambas as séries sejam lindos na mesma ordem que foram escritos para proporcionar toda a experiência que o autor quis criar.

Neste livro vemos o início do que um dia será a psico-historia de Hari Seldon além de uma trama de investigação envolvente num novo planeta, Aurora, que é diferente tanto da Terra quanto de Solaria em seus costumes.

Asimov, como sempre, usa seu livro para fazer várias críticas ao estilo de vida humano.

Para quem é fã de Asimov não tem erro. Mais uma obra prima do escritor!
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Um ~ Leitor 04/04/2020

Um grande mestre!
Esse foi o meu primeiro contato com as histórias do mestre Asimov. Extraordinário, pura e simplesmente, ele tem uma visão incrível da ficção, mesmo vivendo no século 20, eu fiquei de "queixo caído" diante de tanta maravilhosa! A história do nosso investigador e como vai resolvendo o caso me supreende, eu não esperava pelo final e fui mais do que surpreendida! Recomendo do começo ao fim!
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Carlos.Augusto 23/06/2020

Saudades!
Sabe quando você lê uma série de livros e, no final, você sente saudades dos personagens? Pois é, essa trilogia fez isso comigo!

Eu já conhecia o universo de Asimov, mas saber sobre personagens tão humanos, tão simples, frágeis, e com boas doses de mistério e investigação, acabam fazendo você querer mais livros, querendo saber o que acontece com os personagens depois de tudo o que passaram.

Não deixem de ler essa série, vocês vão gostar muito de cada personagem e de sua evolução com o passar do tempo, além é claro de ter um certo plot Twist no final que é incrível!

Procurem e leiam esta excelente obra!
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Kléver 22/05/2020

A alvorada de Asimov
Posso garantir que esse livro é o melhor (até o momento) da séries Robôs.

As complicações são tamanhas e a probabilidade de sucesso é mínima.

Conhecemos o mais antigo planeta sideral, Aurora.

Mais uma vez, o que mais chama a atenção são as diferenças que acercam o convívio social e, por incrível que pareça, a naturalização do sexo como um evento social.

A história começa a se desenhar e já podemos imaginar o futuro da humanidade (pelo menos os que escolherem partir das suas cavernas de aço) no espaço sideral.
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