Os Robôs da Alvorada

Os Robôs da Alvorada Isaac Asimov




Resenhas - Os Robôs do Amanhecer


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Ari 17/07/2020

O fardo da exploração da Galáxia.
Apesar de ser a continuação de "O Sol desvelado", 34 anos passaram-se entre os livros. Diante disso, as conexões sobre os assuntos abordados nas obras anteriores e livros correlacionados, nesse meio tempo, formam um escopo surpreendente. Ter lido sobre a robô psicologia (tarefa de Susan Calvin), e o título "As visões de Robô" fizeram todo sentido para uma maior compreensão desta obra.

Após dois anos na Terra, Baley é convocado a investigar a morte cerebral de Jander, o segundo robô humaniforme da saga, além de R.Daneel, criado por Dr. Fastolfe. A saga ganha um grande clímax, pois, além de sua postura profissional a ser zelada, Baley carrega o peso de resguardar a Terra diante de sua decadência e estagnação.

O volume é irrigado com grandes doses de questões comportamentais e filosóficas. A relação entre Baley e Gladia se intensifica e torna o livro mais voltado à condição humana. Não que seja maçante (longe disso). O dilema não se fixa somente nesse crivo, vai além, é abordado diante galáxias, compreendendo os siderais e as suas ligações com os robôs. Estas ligações são apresentadas ante o egocentrismo humano, o individualismo e a incapacidade de unir conceitos morais para uma solução conjunta.

Perante a estagnação humana frente a novos mundos a serem descobertos e povoados, estabelece-se um paradigma entre a solução do "roboticídio" e o impasse sideral. Em um atrito ferrenho entre os globalistas e os individualistas, quem irá chefiar a colonização da galáxia?

Esse é livro é um Sci-fi/romance policial como somente Azimov soube escrever.
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Raabe 07/09/2020

Outro livro que te deixa triste por estar chegando ao fim, sempre fica aquela sensação de quero muito mais.
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MarceloBighetti 19/08/2010

Mais uma releitura após quase duas décadas. Neste livro Asimov torna o detetive Elijah Baley um pouco mais humano, mostrando um lado não explorado nos livros anteriores. Além de explorar o lado masculino deste herói, vemos através da personagem Gladia os resultados negativos de uma sociedade individualista sobre um ser humano. Claramente é discutido a polêmica sobre os preconceitos raciais, e muitas vezes os que se consideram discriminados são os que no íntimo germinam um peconceito ainda maior. Além da individualidade de um terráqueo e de uma espacial, ambos rejeitados pelas sociedades modernas, o universo das massas galáticas é ampliado grandemente nesta novela. Os primeiros indícios dos alicerces da série Fundação são pincelados levemente.

Além de explorar o íntimo do ser humano, a relação homem/máquina é mostrada explicitamente nos fazendo refletir sobre nossa própria época de desenvolvimento e todas as facilidades tecnológicas que temos. Um excelente convite à ponderação concernente a humanidade que cada um temos e que muitas vezes se esconde nas cortinas da nova era.
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Lane @juntodoslivros 21/04/2016

O Futuro é da Humanindade
Meu querido Elijah Baley volta com mais uma de suas investigações e essa é ainda mais importante do que as anteriores.

Depois de dois anos da sua missão em Solaria, Elijah está bastante disposto a se libertar da vida dentro da Cidade. Ele sabe que vai chegar um dia em que as Cidades não vão poder mais suprir as necessidades das pessoas. E ir para a Área Externa da Cidade é um ótimo modo de treinar sua resistência ao ficar em espaço aberto.

Depois de voltar de Solaria como aconteceu no livro anterior, Elijah decide que deve ir a Aurora, um dos Mundos Exteriores. Aurora foi o primeiro Mundo Exterior a ser colonizado, é o mais forte e o maior entre todos. Ele quer pedir ajuda aos auroreanos para poder encontrar um modo dos terráqueos colonizarem um outro planeta, mas seus pedidos são sempre negados. Mal sabe que está mais perto do que imagina de voltar ao espaço. Ele só não esperava que as circunstâncias de sua ida fossem tão distintas de sua intenção inicial.

Elijah é convocado para ir a Aurora para desvendar um roboticídio, assassinato de um robô como ele gosta de denominar. O robô em questão era humaniforme, assim como o nosso conhecido R. Daneel Olivaw com a aparência de um humano e um cérebro positrônico mais desenvolvido que qualquer robô comum. Esse poderia ser um caso simples, mas o roboticídio envolve muito mais que desabilitar um robô. Envolve a reputação do auroreano Dr. Han Fastolfe, ele aparece em As Cavernas de Aço (link da resenha) e é citado em O Sol Desvelado (link da resenha) e seus estudos sobre os robôs humaniformes.

Na cidade de Eos, a maior cidade de Aurora, Elijah se vê envolvido em uma trama para desacreditar a reputação de um aureano que lhe ajudou no passado. A investigação no início parecia não ter solução já que a única pessoa no planeta que poderia ter os meios, as chances e os motivos de desabilitar o robô seria o próprio criador desse, o Dr. Han Fastolfe, que afirma ser inocente. Ele próprio conseguiu uma autorização especial em Aurora para levar Elijah ao planeta a fim de ajudá-lo a provar sua inocência. Além desses fatos, a Terra também acaba envolvida e Elijah deve resolver esse caso, caso contrário às chances de um dia os terráqueos poderem colonizar outros planetas será extinta.

Terceiro livro da Série dos Robôs, Os Robôs da Alvorada é um livro bem denso. Muitas informações são apresentadas e trabalhadas. O livro é bem grosso, então tenha em mente quando você vier fazer a leitura ela irá demorar um pouco para ser concluída. Apesar de Asimov não dar ponto sem nó, tudo que vem a ser apresentado tem um ponto para se interligar com outro e assim formar toda a sua descoberta do caso, a história poderia ter sido mais curta.

Adorei o fato desse livro se conectar com o conto Mentiroso!, que está no livro Eu, Robô. No livro sabemos que Susan Calvin é uma das pioneiras na criação dos robôs. O conto nos mostra um robô com o dom de ler mentes e contada como uma lenda sobre as histórias de robôs em Os Robôs da Alvorada. Também temos o conto O Homem Bicentenário presente nesse terceiro livro. A conexão entre os contos que não fazem parte da mesma série e participam, de um mesmo universo é bem bacana.

Depois de finalizar a leitura, só posso dizer que estou bastante impressionada com um elemento que Asimov colocou no livro. Fico me perguntando se algo assim aparecerá no próximo e último da Série dos Robôs ou em outros livros do mesmo universo do autor. Não posso deixar de me sentir ainda mais ansiosa pela leitura de outros livros do dele. :D


site: http://www.lostgirlygirl.com/2016/04/resenha-853-os-robos-da-alvorada-isaac.html
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Mitopacheco 20/02/2018

Uma ficção científica indescritível
Pretendo escrever algo curto, acabei de ler o livro e não quero que uma possível visão crítica surja (não acho que existam condições pra existência de alguma) e manche a notável impressão que ele deixou em mim, as tantas sensações e sentimentos que ele me fez ter, tudo que mais desejo é que os detalhes dessa obra fiquem guardados em minha memória pra sempre, sinto-me órfão ao acabar a trilogia dos robôs, mas recomendo à todos os curiosos leitores, e especialmente aos fãs de ficção científica, um dos melhores, se não o melhor, que já li.
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Grazi 05/01/2017

''(…) Mas talvez chegue o dia em que alguém elabore as Leias da Humânica e então possa prever os traços gerais do futuro; e possa saber o que poderia estar reservado para a humanidade, em vez de apenas adivinhar, como estou fazendo; e saber como agir para melhorar as coisas, ao invés de fazer especulações. Às vezes, sonho em fundar uma ciência matemática, que imagino como ”psico-história”, mas sei que não vou conseguir e temo que ninguém conseguirá.''


Em termos gerais, Os Robôs da Alvorada resgata personagens e situações parecidas dos outros dois livros da série, mas em abordagem completamente diferente. Asimov sabe bem como utilizar de todas as formas possíveis o mesmo personagem e ainda fazê-lo interessante. Temos aqui mais um livro com tom introdutório à minha amada série da Fundação e, por isso, se tornou mais um dos meus favoritos.

Eu tô com medo das minhas resenhas sobre livros do Asimov acabarem ficando repetitivas, porque a opinião é sempre a mesma. A qualidade não muda: é muita ciência, bem utilizada e bem explicada. Muita ficção bem fundamentada. Narrativa complexa, intrincada, mas fácil e gostosa de ler. Ao mesmo tempo que você fica perdido sem saber o que está rolando, você entende que está tudo conectado e vai pegando as migalhas deixadas no enredo que acabam se juntando e dando nos finais maravilhosos dignos de Asimov. Por mais que esteja acostumada às suas tramas e já consiga sentir o tom do enredo, eu nunca adivinho onde este homem vai chegar. A experiência de uma ”leitura Asimov” é sempre surpreendente.

Aqui, o autor revisita cenários de outros livros, principalmente de Eu, robô, jogada muito boa e que torna as leituras mais empolgantes. É sempre bom conseguir conectar uma história a outra. É mencionado também o conto d’O Homem Bicentenário, algo que eu não esperava. O mais legal é que eles nunca são citados levianamente. Se outro livro da cronologia do Asimov apareceu em um mais avançado no futuro, preste atenção, ele vai fazer mudar tudo na trama.

Que estranho! Todas as nossas lendas antigas se passam na Terra e, no entanto, elas não são conhecidas na Terra.

Os Robôs da Alvorada nos apresenta o mundo de Aurora, o mais poderoso dos Mundos Siderais. Baley, mais uma vez, é chamado pelo doutor Fastolfe para ajudar a investigar um crime. Só que dessa vez, é um crime estranho: um roboticídio. Jander, um robô humaniforme da classe do Daneel Olivaw, sofreu uma paralisia mental e parou de funcionar. A reputação do doutor Fastolfe é ameaçada por isto, pois está sendo acusado de cometer este ato em prol de forçar a sua visão das coisas: a de que a Terra deve ser responsável por colonizar o restante da Galáxia e não os Mundos Siderais. Os outros cientistas auroreanos são contra esta visão e primam por uma Galáxia explorada e colonizada por robôs humaniformes. Logo, Baley torna-se responsável não só por descobrir o verdadeiro culpado pelo assassinato de Jander, mas também de definir o futuro da Galáxia.

Temos o retorno de alguns personagens queridos aqui e aparecimento de outros que sabemos que terão um grande papel na trama de Os Robôs e o Império. Descobri aqui também a origem de uma das grandes surpresas de Fundação e a Terra. As discussões que se fazem aqui são as mesmas dos livros anteriores e os sentimentos também. A estranheza pelos costumes não só dos Terráqueos futurísticos, mas também dos auroreanos é bem forte. Asimov explora bem a possibilidade que tem de discutir a diferença entre culturas e o choque que elas causam, trazendo assim conflitos desnecessários.

Enfim, tive mais uma leitura incrível e indispensável não só para os amantes de Asimov e da ficção científica, mas também para vários estudantes universitários. Falando sério. Essa série dá muita discussão para inúmeras matérias de psicologia, história e sociologia. Eu adoraria que um professor meu utilizasse livros assim em aula😛

site: https://cantaremverso.com/2016/02/24/resenha-os-robos-da-alvorada-isaac-asimov/
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Felipe Santana 15/02/2015

Simplesmente um dos melhores livros da série sobre robôs!
Francisco Abel 16/02/2015minha estante
Achei a coletênea do Asimov em ePub, mas vou esperar a Aleph lançar, na época demorou quase 30 anos pra ele lançar esta continuação, por que não esperar um pouco.


Felipe Santana 18/02/2015minha estante
hehehe. verdade... eu to louco pra ler o próximo, mas vou esperar eles lançarem também!


Katia Albus 15/04/2015minha estante
Sorte que eu li no formato ebook... Me mataria se pagasse um preço absurdo por este livro.


luizcjs 13/01/2016minha estante
pelos a capa salva kkk




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Wilson 05/02/2020

Ótimo
Mais uma peça importante para entender o universo criado por Asimov!
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Jane 19/12/2020

Terminei este livro já tem um tempinho, mas não poderia deixar de comentar sobre ele sendo que falei dos outros, principalmente porque esse me proporcionou uma experiência e tanto.

A trama segue a mesma linha do volume anterior: um crime impossível ocorre em um outro planeta e somente o detetive terráqueo Elijah Baley poderia resolver tal situação. Desta vez quem pede ajuda é o Han Fastolfe, um dos responsáveis pelo projeto dos robôs humaniformes que conhecemos em As Cavernas de Aço, e que também é considerado o mais genial entre os roboticistas. Mas ao aceitar este pedido ele deverá agir em Aurora, vulgo o mais poderoso planeta dos siderais, não só para solucionar o caso, como também garantir que os interesses da Terra sejam mantidos.

Apesar de ter mais de 500 páginas, a leitura é muito envolvente e é difícil deixá-la depois que você embarca de cabeça no ritmo da história. Tem seus pontos baixos, como todo o melodrama do Elijah Baley sobre os privativos de Aurora e suas comparações intermináveis quanto aos banheiros dos Planetas Exteriores com a Terra (tenho a teoria de que o Asimov quis encher linguiça usando o mesmo alívio cômico). Mas se você conseguir passar por essa pequena obsessão do protagonista, poderá apreciar uma história de assassinato, que aliás eu acredito que seja o primeiro “roboticídio” investigado na ficção científica, e que tem uma verdade capaz de definir o próprio futuro dos terráqueos.

A resolução do caso é ainda mais interessante e bem mais planejada do que a anterior, o que mostra que Asimov foi evoluindo conforme os anos que se passaram até ele decidir começar esse volume. A forma como ele trabalhou e brincou com as sutilizas das Três Leis da Robótica foi perfeita. Também tem um melhor desenvolvimento tanto do Elijah Baley como do seu relacionamento com o robô Daneel e a volta de uma personagem que eu achava beem chata, mas que aqui até que ficou melhorzinha. Contudo, de longe o personagem que mais me encantou foi o robôzinho não-humaniforme chamado Giskard Reventlov. Estou ansiosa para saber ver mais coisas dele.

E o final é coisa de louco! Conseguiu ser tudo ao mesmo tempo: surpreende, épico e uma homenagem brilhante ao início da saga dos Robôs. Impossível terminar de ler sem ficar com expectativas para o que vem a seguir. Vale a pena demais continuar acompanhando essa trama.

- Obs: o bacana do Asimov é que sempre dá pra ler tudo independente, mas se quiser uma leitura mais completa eu recomendo que leia antes de iniciar esse livro, além dos volumes anteriores, o conto Mirror Image. Recomendo também que leia Eu, Robô e mesmo O Homem Bicentenário pra tornar a experiência mais rica.
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dudu28 10/09/2012

o segundo melhor livro do mestre asimov na minha opiniao, e considero Elijah Baley o melhor personagem ja criado na historia da ficcao cientifica.
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Blog De Bem Com a Leitura 18/10/2019

O detetive Elijah Baley é convocado para conduzir uma investigação em Aurora, um planeta altamente desenvolvido no qual robôs e humanos vivem em perfeita harmonia, em Aurora não há distinção entre eles e é crime qualquer ato que possa destruir ou danificar as máquinas, são tidas como seres vivos. E é justamente nesse planeta que aconteceu um crime sem precedentes, um roboticídio.

Elijah tem certa reputação nos Mundos Exteriores e é chamado para solucionar o caso, Elijah estava mesmo precisando do apoio de Aurora junto aos Siderais para que a Terra pudesse obter autorização para colonizar outros planetas e, assim, enviar naves ao espaço. No entanto, a situação da Terra pode se complicar ainda mais caso o detetive não chegue a um resultado satisfatório em sua investigação.

O dr. Han Fastolfe é um dos maiores roboticistas de todos os mundos e uma importante figura política, no assunto robôs humaniformes ele é referência e o único que possui a chave para criá-los, não tendo dividido o seu conhecimento com os demais cientistas. Fastolfe criou apenas dois robôs humaniformes, Daneel que já um conhecido de longa data do detetive e Jander, o robô que foi assassinado.

A destruição de Jander não foi mero acaso e para quem alguém pudesse conseguir realizar o bloqueio em seu cérebro seria necessário anos de prática e ainda assim não conseguiria chegar ao bloqueio que destruiu Jander, o cérebro de um robô humaniforme é tão complexo quanto o cérebro humano e Fastolfe é a única pessoa que seria capaz de confundi-lo ao ponto de seu cérebro ser danificado e destruído, mas o doutor afirma não ser o responsável pelo roboticídio ao mesmo tempo em que afirma que não há nenhum outro cientista com competência para isso.

Como provar a inocência de Fastolfe se não há ninguém mais com conhecimento suficiente para matar Jander? Elijah precisa investigar qualquer pista, por menor que seja, e descobrir quem está por trás do roboticídio. Tudo o leva a acreditar que a comunidade científica está tentando incriminar Fastolfe por ele não compartilhar seus conhecimentos, no entanto, como os cientistas seriam capazes de causar o dano irreparável em Jander se eles não entendem a complexidade do cérebro de um robô humaniforme? Será que Fastolfe, para não ferir a sua reputação, esconde que há outro cientista que possa superá-lo?

Conforme avança na investigação, Elijah descobre como era o cotidiano de Jander e se surpreende com os fins para os quais ele era usado e com os segredos que cercam os suspeitos pela sua morte. Todos têm algo a esconder e a destruição de Jander poderia trazer benefícios a muita gente. É um caso complicado, mas Elijah precisa solucioná-lo, pelo bem da Terra.

*Resenha completa lá no blog > http://bit.ly/32tN0HV

site: http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com/
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Jose R 23/03/2013

Mais um belo trabalho de Asimov.
Trabalhando com os mistérios de um mundo cheio de robos, cria um crime que faz com o detetive Elija Bailey tenha que ir àquele mundo de pessoas estranhas que detestam a humanidade do planeta Terra e seus costumes.
O leitor é posto em xeque a todo instante, se perguntando se Bailey irá desvendar o caso ou não, fato que só é revelado nas páginas finais. A revelação é tão grande e improvável que é impossível não parabenizar o escritor por mais uma obra prima.
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