O retorno

O retorno Victoria Hislop




Resenhas - O Retorno


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Cissa 28/06/2010

Intenso e apaixonante
Espanha, ano de 2001. Sonia vai até a cidade de Granada, passar o final de semana em comemoração ao aniversário da amiga. Sonia está num casamento com problemas, está em busca de algo que alegre seus dias. Conhece o café El Barril. Lá encanta-se com a foto de uma jovem dançarina de flamenco. Conhece Miguel, um velho homem, atual proprietário do café, e através desse homem conhece a história dos antigos proprietários do café, os Ramírez.

Miguel começa a contar a história de uma Espanha que nos anos 1936, tem várias cidades invadidas, inclusive Granada, pelas tropas do General Francisco Franco. Auxiliados pelos italianos e pelos alemães, Francisco Franco lidera a invasão das cidades espanholas, para implantar uma ditadura fascista.

Granada, antes somente molhada pelo sangue de touros abatidos na famosas touradas, vê seu chão encharcado agora pelo sangue de irmãos. A família Ramírez, como tantas outras, tenta sobreviver da maneira que for possível. Mercedes a filha mais nova, apaixona-se pela dança flamenca e conhece Javier um "tocador" por quem cai de amores perdidamente. Mas como em tempos de guerra é dificíl manter um amor, Mercedes vai lutar e se empenhar para que possa ficar ao lado de sua paixão, Javier.

É nesse clima de dor, sofrimento e luta pela sobrevivência que a história transcorre. Em muitos momentos sofremos junto com os personagens e nos vemos segurando lágrimas que dançam em nossos olhos e teimam em cair.

Mas, o final é surpreendentemente belo, tocante e reconfortante nos mostrando que a Vida sempre nos presenteia, de algum modo, depois de tanto sofrimento.

Quando acabamos de ler, sentimos que a história criada e pesquisada por Victoria Hislop permanecerá para sempre em nossa lembrança.

É sem dúvida nenhuma um dos mais belos e intensos romances históricos que li neste ano. Ficará para sempre entre os meus preferidos.




Lima Neto 23/08/2010minha estante
estou louco para ler esse livro, mas ainda não tive oportunidade...


Dani... 05/10/2010minha estante
Adorei sua resenha, reflete mto bem oq senti qdo li o livro. Beijos.


San... 10/06/2011minha estante
Lá vai mais um para os meus "desejados"... Você deveria ser proibida de fazer essas suas resenhas... toda vez que passeio por aqui fico "aguada" para acompanhar suas leituras rs rs rs


Ana 17/04/2012minha estante
Eu também gostei muito deste livro. Foi por causa dele que resolvi conhecer a andaluzia e Granada. E não me arrependi. Vc já leu A Mão de Fátima? Se passa em outro momento da história andaluz, da época em que os mouros ainda ocupavam a região.


Cissa 17/04/2012minha estante
Ana, agradeço seu comentário. Meu sonho é conhecer a Espanha, e eu devo ir logo. Li a Mão de Fátima, gostei, mas gostei mais de A Catedral do Mar do mesmo autor. Se você não leu ainda, leia, aposto que irá gostar.




San... 26/07/2012

Os meus avós paternos chegaram da Espanha pouco antes da guerra civil eclodir com toda sua força e devastação. Tenho para mim que deixaram a Espanha fugindo da eminente guerra e do grande arsenal de horrores advindos da luta armada. O livro é encantador e triste, muito triste. Meu coração brasileiro, pacifista e alheio à crueldade da guerra, silenciou pesaroso face a tanta perda, tanta angústia, tanta dor... A autora nos fornece um nitido retrato desse período através das recordações de um dos personagens da trama. Permeando tais relatos, a bonita e triste odisséia de uma familia espanhola, seus medos, suas perdas, seus segredos, suas revelações tardias. De maneira bastante eficaz, o livro nos dá uma noção bastante apurada dos acontecimentos inerentes a uma guerra, onde, guardadas raras exceções, todos são perdedores, quer da dignidade, quer de suas próprias histórias, de suas casas e cidades, de seus futuros e de suas memórias. Um bom livro, recomendo.
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Angélica Roz 01/12/2012

Um livro para quem gosta de História e romance!
Como é bom poder iniciar uma resenha dizendo: este livro entrou para os meus favoritos!

O Retorno, além de ser um lindo romance, é um livro de História.
Nele, é retratada com detalhes a Guerra Civil Espanhola que ocorreu de 1936 a 1939.

A história começa com Sonia, nos dias atuais, indo visitar a Espanha em companhia de sua amiga Maggie.
Elas vão para a Espanha para comemorar o aniversário de Maggie e realizar um grande sonho: aprender a dançar.

Sonia não pensa duas vezes em aceitar o convite da amiga, pois quer aproveitar o momento para pensar melhor sobre sua vida.
Ela está passando por um momento difícil e delicado em seu casamento. Seu marido bebe demais, eles dormem em quartos separados e, apesar de viverem em uma casa luxuosa e darem festas sociais, estão apenas mantendo as aparências.

Sonia sente-se deslocada na família do seu marido e até mesmo em sua casa não consegue ficar à vontade.
Da sua família, a única pessoa com quem mantém contato é com o seu pai, que é um idoso com mais de setenta anos que mora sozinho em um apartamento afastado da cidade.

Já, Maggie, apesar de não ter uma vida financeira estável, morar em um bairro suburbano, ser mãe solteira e não ter uma profissão promissora, leva a vida com alto astral e otimismo.
Enquanto Sonia é minuciosa, prudente e metódica, Maggie é impulsiva, extravagante e determinada.
E, mesmo sendo tão diferentes uma da outra, a amizade dura há anos - desde a época de escola.

Finalmente chega o dia da tão aguardada viagem! Sonia parte com Maggie para a Espanha, mesmo o seu marido sendo contra...

Ao chegarem a Granada, visitam vários pontos turísticos, cafeterias, casas noturnas com dança flamenca e finalmente chegam ao seu principal objetivo: fazer aula de dança!

Sonia acha que essa coisa de dança é loucura da cabeça de Maggie, mas, mesmo assim, a acompanha.

No entanto, o que Sonia não imaginava é que iria acabar se saindo melhor que Maggie entre passos e músicas espanholas!

Numa manhã, ao acaso, Sonia entra em uma cafeteria e fica encantada com os pôsteres nas paredes contendo fotos de uma dançarina de flamenco e um toureiro. Principalmente a dançarina a chama muito a atenção, pois ela acredita que já viu aquela moça das fotos em algum lugar...
Sonia pergunta ao dono da cafeteria – El Barril – um senhor chamado Miguel, que possui mais de oitenta anos, quem são aquelas pessoas e qual é a história do local...
A partir daí, Miguel assume a narrativa da trama e nos faz voltar no tempo para conhecer a família Ramírez.

E, assim, começa a segunda parte do livro.

Na segunda parte, ficamos conhecendo Mercedes e a sua família composta por mãe, pai e três irmãos.

Mercedes é uma adolescente de dezesseis anos que, desde criança, mostrou grande talento para a dança. Seus pais são donos da cafeteria El Barril e seus irmãos Antônio, Ignácio e Emílio são tão diferentes quanto óleo e água.

* Antônio é o irmão mais velho e também o mais centrado. Ele ajuda os pais na cafeteria, estuda e possui grandes planos para o futuro.
* Ignácio é o irmão do meio. É avesso a regras e disciplina. É um verdadeiro boêmio que só quer saber da noite espanhola e de se me meter em encrencas envolvendo política. Mas, também, é um grande toureiro que agita multidões espanholas.
* Emílio é o mais novo dos irmãos. É um garoto introvertido, que dificilmente sai do sótão, onde é o seu quarto. O seu maior prazer é ficar tocando durante horas o seu violão e viver isoladamente do mundo.
* Mercedes é a caçula da família e o irmão com quem ela possui mais afinidade é com Emílio. Ela sempre aproveita quando ele está distraído, tocando o seu violão, para entrar em seu quarto furtivamente e ensaiar passos de flamenco.

Enquanto Emílio toca, Mercedes dança e passam assim horas e horas em companhia um do outro.

Em uma noite, Mercedes implora a Emílio para levá-la a uma casa noturna de dança flamenca, pois um violeiro muito importante estará no local. Sendo assim, Emílio não resiste aos encantos da irmã e a leva ao tal local.
Chegando lá, Mercedes fica hipnotizada pelo violeiro, que se chama Javier.
Mercedes pede a ele que toque uma música para ela poder dançar. Assim que ele começa a tocar, Mercedes perde toda sua timidez e dança flamenco com tanto ardor que tira suspiros da plateia.

Devido ao sucesso dessa noite e à química que surge entre os dois, Javier e Mercedes, montam uma dupla de dança e começam a fazer sucesso Espanha à fora.

Os pais de Mercedes, no início, eram contra ao lance da dança. Mas, ao ver o quanto isso era importante para a filha e o quanto ela realmente era boa, acabam lhe dando todo o apoio necessário.

Enquanto Javier toca e Mercedes dança, um lindo amor começa a crescer entre eles.
E tudo vai bem até o dia em que a guerra eclode e Javier precisa voltar para a sua casa em Málaga para junto de sua família.
Mercedes fica temerosa porque talvez eles não consigam se ver nunca mais...

* * * * * * * * *

Gente, eu poderia ficar aqui durante horas falando sobre o livro. Mas ninguém terá paciência para ler uma resenha tão extensa assim...

Então só quero dizer uma coisa: leiam este livro! Pois, é belo e comovente!
Mas não é um livro para qualquer leitor... É para quem gosta de História.

Enfim, realmente gostei muito da obra e não vejo a hora de ler A Ilha, que é o livro de maior sucesso da autora.

Super indico!!! \o/
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Dani... 23/05/2010

Sou fã de romances históricos, e sempre quis ler algo que me contasse um pouco mais sobre a Guerra Civil na Espanha... e não me decepcionei!
O livro começa contando a historia de Sonia, uma mulher a beira do divórcio que descobre na dança e em uma viagem a Espanha um novo rumo em sua vida. A medida em que começa a se aprofundar na vida da família Ramírez, somos transportados para o pesadelo da Guerra Civil Espanhola.
As esperanças, os ideais, a dor , as descobertas. Tudo alinhavado lindamente pelo amor a dança flamenca. Vale muito a pena! Um belíssimo livro.
Ana 17/04/2012minha estante
oi! Se vc gosta de romances históricos, já leu A Mão de Fátima? Se passa tb na Andaluzia, mas em outro momento histórico da região, quando os mouros ainda não haviam sido definitivamente expulsos pelos católicos.




Teca 20/11/2011

faltou algo
Um bom romance, uma leitura rápida e fácil sobre a ferida ainda aberta da guerra civil espanhola. Mas faltou algo a explorar ou aprofundar na narrativa, o que deixou uma sensação de insatisfação ao longo da leitura.
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Julia G 11/03/2015

O retorno
Sonia estava soterrada pelo tédio do dia a dia em Londres e o peso de um casamento fracassado, e encontrou nas aulas de salsa uma paixão pela qual se alegrar. Para comemorar o aniversário de sua melhor amiga, as duas viajaram de férias para Granada, na Espanha, com aulas de dança marcadas e planos para noites de dança e diversão.

Quase no fim de sua viagem, Sonia encontrou um confortável Café, repleto de fotos de outra época, que remetiam à história espanhola e às consequências da Guerra Civil que marcou o país. E foi Miguel, proprietário do Café El Barril, quem contou para Sonia a história da família Ramírez durante os anos de tragédias.

Dificilmente alguém se pode dizer totalmente desconhecedor do que foi a Guerra Civil Espanhola, pois provavelmente ouviu falar ao menos de Guernica ou de Francisco Franco em algum momento. E é nesse contexto, a partir da década de 1930, que se desenvolve o enredo de O retorno, de Victoria Hislop.

Demorei um tempo para consegui escrever essa resenha, depois de ler o livro, principalmente pelo choque que a leitura me causou. Talvez, nesse meio tempo, tenha perdido detalhes em minha mente, mas outros foram tatuados nela. Se todos sabem que qualquer guerra jamais é boa e que sempre vem impregnada de horrores, pior ainda é ler detalhes do que aconteceu ou poderia ter acontecido e saber que o que está escrito é apenas um molde de toda a realidade, das atrocidades cometidas e das diversas vidas que se perderam.

Victoria Hislop conseguiu compor os momentos horríveis com delicadeza, o que facilita a leitura; mas isso não a torna menos dolorosa. A autora mostrou como o sentimento de desconfiança se alastra e, a partir disso, os seres humanos se digladiam, atacam-se sem qualquer compaixão, até mesmo aqueles que cresceram juntos matando-se uns aos outros; e mostrou o que a guerra faz com os homens, retirando-lhes qualquer humanidade. Toda a história do livro é inconcebível, chocante, entristecedora, mas é real, ou pelo menos foi. Trouxe consigo o sentimento de completa impotência, principalmente porque, naquele momento de guerra, o que se sobressaía era o pior lado de cada pessoa.

“Alguns desses incidentes começaram como simples brigas de rua,
com xingamentos, empurrões e trancos.
Em segundos, podiam se transformar em lutas de verdade entre rapazes qye,
em muitos casos, tinham crescido juntos jogando bolas nas ruas.
O mesmo labirinto de ruas apertadas, com seus nomes doces,
Silencio, Escuelas, Duquesa,
antes lugares onde se realizavam intermináveis brincadeiras infantis de pique-esconde,
transformaram-se em cenários de perseguições aterradoras.” (p. 208)

Acompanhamos apenas o que aconteceu com a família Ramírez, e isso já traz sofrimento o bastante, visto que o que aconteceu naquela casa espelhava o que acontecia por toda a Espanha. A guerra era como uma vírgula na vida de grupos de pessoas, que não viviam realmente, esperando-a terminar; para outros, era um ponto final.

Mas o livro não é apenas isso. O livro é a Espanha, sua dança, vibrante na alma, sua tradição, as touradas, as emoções que isso traz, narradas belamente pela autora, mesmo para aqueles que não concordam, e a cultura como um todo. E é romance: lindo e extremamente improvável, rodeado de concessões, de amor. O retorno é daqueles livros que mexem com quem o lê e é, em suma, imprevisível, triste e encantador.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/01/o-retorno-victoria-hislop.html
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Hester 20/09/2020

Não gostei!! Sobre a Guerra Civil Espanhola. A autora fez uma extensa e ótima pesquisa, mas o texto não é envolvente.Parece mais vários textos reunidos sem conexão alguma. Muito extenso, muito descritivo. E previsível. Já no início eu sabia do final. Achei muito fraquinho
Alcione 21/09/2020minha estante
Aleluia!! Ainda bem que não comprei rsr
Dela eu adquiri A ilha ou algo parecido.
Já leu.

Saudações


Hester 21/09/2020minha estante
Não. Estava pensando em ler. Li O fio. Achei muito bom.
Abraços


Alcione 21/09/2020minha estante
Anotei. Obrigada ?




Beta 13/09/2010

A autora do maravilhoso livro “A Ilha”, retorna à cena literária com uma obra profunda e emocionante.
Uma viagem, descobertas, encontro de gerações e retorno às origens, mancam as páginas deste enredo.
O passado se torna presente e apresenta a Sonia, personagem central da trama, a verdadeira história de sua família.
Mais uma vez a autora mexe com os sentimentos de seus leitores, em meio à emocionante trajetória da guerra espanhola.
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Ana 16/04/2012

Toda a beleza andaluz e a dureza da guerra de Franco
A comovente história da família Ramírez, durante a Guerra Civil Espanhola. O Relato de Victoria é minucioso, forte e muito comovente. Vamos acompanhando as desventuras e atrocidades sofridas pela família de Concha e Pablo e como eles enfrentaram todos os problemas e traumas sofridos pelos ataques nacionalistas.
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Dai 29/01/2013

As férias na Espanha levam a inglesa Sonia Cameron a reavaliar sua vida e seu casamento em crise. Ao conhecer o dono de um café numa praça de Granada, ela se aproxima da história dos Ramírez, uma família devastada pela Guerra Civil Espanhola, cuja saga, retratada numa coleção de fotografias, a põe em contato com paixões, ressentimentos, perdas e laços que, mesmo depois de setenta anos, continuam intensos. Sonia embarca, então, em uma verdadeira jornada afetiva, cultural e histórica, na qual as lições do passado redimensionam o presente e apontam novos rumos para o futuro.
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Su 28/01/2016

Comprei esse livro em 2012. E, sinceramente não esperava muito dele. Li ele em duas partes e, talvez isso tenha influenciado meu primeiro julgamento, que não foi muito bom. Mas, me alegro muito por ter decidido relê-lo agora.
Sonia é uma inglesa que recebeu um convite de viajar para Granada, na Espanha, para comemorar o aniversário de uma amiga. A intenção delas era passar seus dias dançando tango.
Mas, Sonia teve uma agradável surpresa quando entrou no café El Barril, a fim de obter um pouco de café. Enquanto folheava um guia turístico, o garçom puxa conversa com ela e, lhe conta um pouco da Guerra Civil espanhola sob a perspectiva da família Ramírez proprietária do bar.
Concha e Pablo tiveram quatro filhos e os criaram em aparente normalidade até Franco instaurar um regime militar. Depois disso nenhum deles estava seguro. Mercedes, Emilio, Ignacio e Antonio vão ver suas vidas serem transformas pela guerra.
Não tenho palavras para descrever esse livro. A autora consegue descrever paixão, amor filial, tensão e dor de forma magnífica.
“Alguns minutos se passaram. Javier estudava aquela mulher que se transformara em outra pessoa enquanto dançava. De forma bastante inesperada, ela o emocionara. Antes, talvez uma única vez em sua vida, uma bailaora conseguira inflamá-lo, no mais das vezes sentia-se como um cavalo de carga levando um fardo pesado. Fazia tempo que decidira não acompanhar ninguém. Com essa moça, fora um dueto.”
“Perder pessoas para ambos os lados do conflito era um duplo infortúnio para a família Ramírez, e estavam aturdidos por terem sofrido aquele golpe. No decorrer das semanas seguintes, sobreviveram imersos num estado de descrença entorpecida, sem se darem conta do fato de que acontecimentos semelhantes estavam ocorrendo em todo o país. Naquele período, não existiu para eles o consolo de saber que sua família não era a única a ser submetida àqueles horrores imprevistos.”
“Naquela fração de segundo, antes do momento sem volta, Antonio hesitou. Havia um homem à sua frente, mais jovem do que ele, cabelos crespos, traços angulosos; os dois poderiam ser tomados como primos. Só a cor da camisa revelava a Antonio que aquele homem pertencia ao lado nacionalista. Era unicamente uma questão de pigmento na tintura da roupa o que o instruía a acabar com a vida do outro, e, se deixasse de fazê-lo agora, provavelmente perderia a dele.”
“— Sabe tão bem quanto eu o que acontece com os que tentam. São destruídos. Completamente. — Pronunciou a última palavra com ênfase. Seu tom mudara por inteiro. — Para mim, trata-se de proteger o espírito humano — continuou. — Para outros, deve ser lutar até o último suspiro. Minha resistência a esses fascistas é ir com eles, sorrir, mostrar que não podem esmagar minha alma, minha verdadeira essência.”

site: http://detudoumpouquino.blogspot.com
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Marcelha 16/02/2017

Previsível
A história se passa em dois momentos, na atualidade em que Sônia faz uma viagem à Granada com sua amiga Maggie em comemoração ao aniversário desta e a parte da história Espanhola no período da guerra civil.
A escrita é boa, gostoso de ler, porém a autora torna o mesmo um tanto previsível, no meio em diante as ligações já começam a se mostrar óbvias, mas ainda assim vale a pena por todo contexto histórico.
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