Recursão

Recursão Blake Crouch




Resenhas - Recursao


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Leticia.Pereira 18/01/2020

Melhor livro da minha vda
Sou uma amante muito assídua do filme Efeito Borboleta e considero o melhor filme da vida e definitivamente Recursão me lembrou muito o filme. Em uma narrativa eletrizante do começo ao fim, Recursão retrata muito bem o tema da memória e do tempo, com coisas tendo um desfecho rápido, direto e sem enrolação, seguido de um plot twist atras do outro que nao deixa a leitura ficar tediosa.
E se você pudesse mudar um acontecimento da sua vida? E se você pudesse voltar no tempo para reescrever sua vida? Que consequências isso daria pra voce? Para as pessoas ao seu redor? Para o mundo?
A narrativa é contada em uma linha temporal não linear que nao deixa nem um pouco a historia confusa apesar de ser um livro meio doido de explodir a cabeça. Tudo ficou perfeitamente encaixado, as reflexoes e dialogos dos personagens extremamente lúcidos, debates reais que vc se sente inserido em um universo que voce nunca imaginou.
Esse livro merece um filme.
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Bárbara 15/01/2020

Por favor, leia!
Imagine uma sala cheia de espelhos, em que você se vê inúmeras vezes, infinitas vezes... Helena Smith é uma neurocientista com uma ideia brilhante: criar uma forma de impedir os avanços do Alzheimer, preservando memórias. As pesquisas avançam lentamente, até ela receber uma proposta com orçamento ilimitado.
O que ela não esperava era que seus experimentos a levassem a outro patamar - uma máquina capaz de reviver memórias - e a própria vida - dos que se submetiam a ela. Com os avanços dos experimentos, era possível uma segunda chance, reviver a vida longe das atitudes errôneas tomadas no passado.

É nesse contexto que conhecemos Barry Sutton, um investigador que sofre há anos pela morte da filha adolescente. Ele começou a pesquisar a respeito da síndrome da falsa memoria, após uma tentativa de evitar um suicídio. A SFM estava acometendo algumas pessoas, mas ninguém sabia explicar o porquê. Quem sofria com os efeitos tinha a sensação de ter uma vida prévia e uma atual, o que deixava a pessoa confusa para saber qual a vida real. Durante a investigação, Barry acaba sendo obrigado a passar por uma experiência dessas, e é aí que a estória começa a se tornar incrível.

Um sci-fi alucinante, com vidas em looping e iterações. Imagine viver a vida repetidas vezes, sentir, por exemplo, que você morreu, sem ter morrido. Muito louco, mas super bem feito! Com discussões sobre multiversos e buracos de minhoca, a narrativa é feita em terceira pessoa. A tecnologia criada por Helena é uma cadeira de memória, responsável por um plot twist de tirar o fôlego, ao cair nas mãos erradas. A ação aumenta consideravelmente, e eu me vi correndo com os personagens - Barry e Helena acabam se aliando - em prol de tentar resolver toda a bagunça tempo-espaço.

Ideal para fãs de Black Mirror, o livro foi vencedor do prêmio Goodreads de 2019 como Melhor Ficção Científica do ano. É uma leitura frenética, com muitas reflexões. Afinal, estamos preparados para a tecnologia? O que são presente, passado e futuro, momentos distantes ou inter-relacionados? Viajar no tempo para evitar uma tragédia seria benéfico? Qual seria o preço?

site: http://www.instagram.com/leiturasdebarbara
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Pri 15/01/2020

“Recursão” (Intrínsecos #13) foi a primeira obra que li do Blake Crouch e não poderia ter escolhido um livro melhor.

Os personagens Barry e Helena (e até mesmo o Slade) são complexos, bem construídos e marcantes, você sofre e vibra com eles; a temática da memória é interessantíssima e muito bem trabalhada; os conceitos apresentados (como a viagem no tempo) te intrigam e te instigam a querer aprender mais sobre física quântica, por exemplo.

Além de ter uma leitura fluida, o suspense e a expectativa não te deixam interromper a leitura e a divisão em cinco livros menores foi uma ideia primorosa e o final é brilhante.
Recomendadíssimo!

site: @biblio.faga
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Wes 13/01/2020

Doido e Perfeito
O que você faria se tivesse a oportunidade de voltar no tempo e escolher aquele momento que você nunca esquece: Ficaria contemplando tudo e matando a saudade ou agiria de modo impulsivo tentando modificar tudo?

Nessa história a gente conhece a vida de dois protagonistas, o Berry e a Helena, ambos envolvidos numa nova epidemia que alastra no mundo. A síndrome da Falsa Memória, onde as pessoas tem recorrentes lembranças daquilo que não viveram, mas que o cérebro insiste que sim. A ponto delas não saberem o que é real ou uma epifania de loucura, a ponto de cometerem suicidios por esse peso na consciência.

O livro aborda principalmente o ?efeito Mandela? que é algo que a mente acredita que aconteceu, mas que na verdade não passa de uma lenda popular. E é nisso que os leitores ficam no meio da história com um constante pensamento de deja-vu. Se aquilo realmente aconteceu ou não, e se aconteceu eu já tinha visto antes.

Outro tema importante é sobre o tempo e a tecnologia, até que ponto o ser humano é capaz de gerar uma máquina capaz de modificar os pensamentos, pensamentos esses espelhados em sonhos que são tão reais que é impossível não distinguir o que é real ou não.

Esse livro me trouxe bastante questionamentos sobre o futuro e em como as pessoas querem tanto buscar o conhecimento, que em certos momentos acabam ficando cegas e burras, a ponto de elouquecer e querer saciar a curiosidade eternamente.
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Anna Carolina @carol_sbooks 21/12/2019

EXTREMAMENTE COMPLEXO
Não sei bem por onde começar, ou melhor, sei sim: EXTREMAMENTE COMPLEXO!! Vocês já assistiram ao filme ?A Origem? de Christopher Nolan (2010)? (Com o Leonardo DiCaprio, só pra constar!). Não sei se vocês que assistiram vão concordar comigo, mas é uma história complexa, que não dá pra entender logo de cara na primeira vez que assistimos ao filme. Ao ler Recursão de Blake Crouch tive a impressão de estar lendo a história do filme ?A Origem? sem nunca ter assistido, ou seja, se já é complexo de entender assistindo, imagina lendo! Enfim, marcações infinitas, baixa no post-it, trechos e mais trechos relidos, trechos sequer entendidos, mas no Epílogo, SOMENTE NO EPÍLOGO, o ?conforto? e a ?raiva?? de ter acabado de tal forma. E ainda bem que eu li o Epílogo, senão seria mais um Ponti da Sharlene Theo, que terminei assim ?. O que me chamou atenção e me fez pensar que eu amaria a história, foi o fato da Helena, uma das personagens principais e sem dúvida a mais importante, como pesquisadora, se dedicar ao estudo da memória e querer desenvolver algo pra ajudar a mãe que estava começando a ter sintomas de Alzheimer. Trouxe pra minha vida, pra minha história, já que vivencio isso com a minha avó há pelos menos 14 anos. Fiquei pensando o quanto seria incrível conseguir armazenar a memória dos nossos entes queridos, para quando eles fossem acometidos por essa doença nós podermos resgatar as suas memórias!
Bruna 29/12/2019minha estante
Faço de suas palavras as minhas! Ao ler o epílogo fiquei muito ansiosa para ler o livro por se tratar do Alzheimer, doença que meu avô teve, porém a história tomou outros rumos e me decepcionei totalmente!




Fran 21/12/2019

Incrível
Recursão é um livro de ficção científica enviado na caixa de número 13 do Intrínsecos que não apenas me surpreendeu como também incentivou uma busca frenética por obras no gênero. Previsto para chegar às livrarias em janeiro de 2020, foi o vencedor do prêmio Goodreads de 2019 como Melhor Ficção Científica do ano.

Helena, uma cientista buscando a cura para o Alzheimer da sua mãe, embarca em um estudo científico ousado: nada mais e nada menos que a captura de uma memória e sua inserção em mentes já devastadas pela doença. O problema é que devido à complexidade do projeto, Helena não consegue muitos avanços e vê na proposta de emprego ofertada por Slade — um grande empresário — a chance de realmente conseguir algo significativo.

Do outro lado temos Barry, um policial que ainda sofre pela morte da filha adolescente mesmo após anos. É durante a ocorrência envolvendo uma mulher tentando cometer suicídio que ele se depara com o que chamam de SFM, uma doença transmitida pelo ar e que leva o indivíduo a ter memórias falsas, coisas que jamais aconteceram com ele, mas são tão reais quanto as que viveu. A curiosidade natural de um investigador vai levar Barry a procurar respostas para perguntas sobre a tão perigosa SFM.

Quando recebi Recursão tive um certo medo, afinal, já tinha lido The Pines do mesmo autor e não gostei tanto. Não sei o que vocês acham, mas eu amo livros que viram o jogo comigo. Digo, quando não tenho expectativas sobre o conteúdo, mas conforme leio, avanço, me simpatizo e aquela leitura se torna fantástica, o prazer parece ser muito maior do que se eu já estivesse esperando algo bom. Foi exatamente o que aconteceu com Recursão.

Isso é tão legal, sabe? Eu li a premissa e pensei que seria bom, pois o plot era envolvente. Quando chegou no meio e o autor mexeu completamente na visão que eu tinha sobre o enredo inicial, bateu aquele medo. E, então, bum! Dali em diante foi uma montanha-russa de emoções. Eu não consegui largar o livro, queria terminar, saber o que ia acontecer. Meu Deus, que livro fantástico!
As cenas de ação e suspense fizeram do livro marcante. Eu pesquisei algumas opiniões, de tão envolvida que fiquei, pois queria muito saber o que as pessoas tinham achado. E sabe o mais engraçado de tudo? Aquilo que eu mais gostei, as pessoas menos gostaram. Para vocês notarem como Blake Crouch consegue dividir bem o livro, pois todo mundo gosta de uma parte diferente e isso faz com que seja uma leitura bem recebida por praticamente todo o público.
Em Recursão podemos encontrar romance, aventura, suspense, ação, drama. Os gêneros invadem as páginas de forma que conseguem arrastar qualquer leitor que realmente der uma chance para ele. E, por favor, façam isso! Leiam esse livro!

Com passagens fantásticas e um plot genial é possível fazer uma análise completa do enredo e perceber que, mesmo o que não se gosta, faz total sentido estar ali. Não se pode alterar um livro como Recursão, ele se constrói como uma teia de aranha e seus acontecimentos são significativos e cruciais para atingir o ápice, que é o fim.

site: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2019/12/17/resenha-recursao-blake-crouch/
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Kelly @leitora_assidua_ 17/12/2019

O que você faria, se todas as memórias da sua vida, de uma hora para outra se tornassem falsas?!
Conseguiria viver com o peso de uma vida morta?!

Vemos essas e outras questões serem trabalhadas em Recursão, livro do mês de Outubro do Clube #intrinsecos.

Ao se deparar com uma mulher prestes a se jogar de um prédio, o detetive Barry tem seu primeiro contato com a SFM - Síndrome de Falsa Memória e começa a investigar mais sobre ela.
Em contrapartida, conhecemos a Helena, uma jovem que a anos luta para conseguir que seu experimento dê certo, e ele consiste em armazenar memórias de pessoas com Alzheimer em um banco de dados.

"O que temos de mais precioso que as nossas lembranças? Elas nos definem, formam nossa identidade."

Duas perspectivas narradas em épocas diferentes, que com o passar das linhas se tornam cada vez mais próximas, Recursão me fez sair totalmente da minha zona de conforto e chegou ao ponto de quase fazer minha mente explodir kkk.

Se você é assinante do Clube e ainda não leu seu exemplar, leia! Já quem não é, obtenha a versão de livraria assim que possível, você não vai se arrepender!

Foi minha primeira experiência com sci-fi e foi incrível!
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Jéssica Plates 30/11/2019

Livro 013 do Clube Intrínsecos: Memória é tudo!
Meu primeiro livro do autor de ficção científica Blake Crouch. E que história! Digna de filme, daqueles que te prende a atenção do início ao fim por conta das reviravoltas.
O livro conta com dois pontos de vista: Barry e Helena.
Helena é uma neurocientista que tem o objetivo de desenvolver uma tecnologia capaz de salvar lembranças de pessoas com Alzheimer e assim, erradicar os sintomas mais debilitantes da doença que é a perda da memória (tudo isto é incentivado por sua mãe ser portadora da doença). Barry é um policial amargurado que sofre com a morte da filha (ocorrida a mais de 10 anos) e com o final de um casamento fracassado.
Quando está pestes a acabar o tempo da bolsa que lhe mantém na pesquisa, Helena recebe uma proposta irrecusável de um homem rico e misterioso chamado Slade, de material e financiamento infinitos para elevar sua pesquisa, mas com uma condição: não pode contar para ninguém e ficar por anos trabalhando exclusivamente nisto. A partir disto, Helena cria uma espécie de máquina do tempo com imersão em memórias, que faz as pessoas viajarem dentro de suas próprias lembranças mais marcantes e criarem novas linhas do tempo. Claro que isso pode dar muito errado.
Num momento futuro (ou seria passado?) o destino deles se entrelaça para tentarem evitar o colapso do mundo.
O livro não é perfeito, com muitas perguntas sem respostas, apenas teorias jogadas ao ar. Mas isto não torna a história menos interessante e imersiva (se me permitem o trocadilho). Baita livro!
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Wonderland of Books 21/11/2019

GENTE DE DEUS , QUE LIVRO CRAZY FOI ESSE ?

Esse autor sabe como escrever um livro que te deixa viciada para saber o que que vai acontecer.

Super recomendo!!
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Minho - @shootinggbooks 18/11/2019

Um tiro na realidade!
Helena é uma cientista que tem um projeto que, acredita ela, pode ajudar pessoas com Alzheimer, como a sua mãe. Após conseguir um financiamento irrecusável e um tanto suspeito, ela consegue construir sua obra, mas o que era para ajudar as pessoas acabou se tornando numa arma extremamente perigosa.

Barry é um policial solitário afundado na bebida e no luto, e durante sua investigação sobre a Síndrome da Falsa Memória, uma espécie de doença que insere memórias de outras realidades em algumas pessoas, deixando-as sem sabem em qual lembrança é verdadeira.

Quando Barry é submetido à experiência de voltar na sua lembrança mais dolorosa, podendo mudar o seu passado, a ideia de acontecer algo pior está sempre a sua frente, e somente Helena pode ajuda-lo a acabar com o possível surto coletivo das falsas memórias.

Eu adoro ficção-científica, e quando comecei a ler Recursão, não consegui largar! Histórias sobre viagens no tempo são sempre eletrizantes, mas nenhuma foi tão perigosa quanto essa.

A teoria das viagens no tempo mostra que, se alterar algum evento acontecido no passado, o futuro consequentemente teria outro caminho, mas o que aconteceria se as pessoas “relembrassem”? É muito louco para explicar, e bem assustador de entender, isso se entender.

O livro é dividido em partes, tendo os capítulos narrados entre Barry e helena, em épocas diferentes, até a noção de tempo se perder, e você se prender cada vez mais na história. Um livro totalmente viciante e que te deixará chocado.

A cada fim de capítulo, eu necessitava pelo próximo, até chegar nos momentos finais e duvidar te tudo ao meu redor. E o que dizer daquele final? Blake Crouch arrasou com todos os leitores!

Para os amantes do gênero, e que querem se aventurar nessa história incrível, aguardem alguns meses, pois Recursão em breve estará nas lojas!
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@louca_porlivrosss 13/11/2019

Recursão
Deixou aquele gostinho de... e aí??? ? ahhhh quis morrer
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Conça 09/11/2019

Minhas impressões, opniões e sentimentos...
Nota: 3.8

Um livro que define os conceitos de ficção-científica e imaginativos, relacionados ao futuro, ciências e tecnologias, conseguiu me fisgada e surpreender no primeiro momento. Se já li algo igual, não lembro.

Barry é um policial de Nova York que convive com a tristeza e ausência da filha, morta em uma atropelamento. As lembranças de uma vida feliz o assombram por anos. Sem alternativas diante da dor, seu casamento chegar ao fim. Ao ser acionado para intervir em uma tentativa de suicídio, ele se depara com uma mulher que sofre da síndrome da falsa memória, uma doença misteriosa que planta na cabeça das vítimas lembranças de vidas que elas nunca tiveram.
Barry entende, então, que se lembrar de algo que não viveu pode ser ainda pior.

A neurocientista Helena Smith está desenvolvendo uma tecnologia para cura de Alzheimer. A cada semana, mas lembranças se apagam da mente de sua mãe, e aos poucos é como se a Helena a perdesse para sempre. Inesperadamente, ela é abordada por um dos homens mais ricos do mundo, que se oferece para financiar sua pesquisa de retenção de memórias. Helena ver surgir a chance de proporcionar um grande bem a humanidade: a cura do Alzheimer e, quem sabe, da síndrome que assola o mundo.

A narrativa do autor acontece na terceira pessoa que constrói uma jornada com esses dois personagens complexos que nos fazem refletir sobre nossa existência e nossa identidade. Ao mesmo tempo, as causas e efeitos de nossa falha memória.

Tive a impressão que estava em fuga constante junto com os personagens, uma outra impressão foi me sentir atraída como um ímã, porque não é bem meu estilo de leitura, simplesmente não conseguia parar de ler. Esse é um dos pontos positivos da minha assinatura de um clube para receber um kit surpresa. Ele, de fato, nos tira da zona de conforto.

Acho que todos nós somos da opinião de Slade, uma visão de acabar com o sofrimento das pessoas, mudando o passado, presente e até mesmo o futuro. Através de Helena ele queria dar uma nova era para humanidade, não se importando com as consequências dessa arma poderosa. Defendo essa opinião com restrições, não podemos mudar o passado. E o futuro, é o que você é no presente. São nossos pensamentos e atitudes de hoje que devemos mudar para se conquistar um mundo mais humanizado.

A cada intervenção do passado, do agora e do amanhã, minha adrenalina ia aumentando com a pressão que Helena e Barry sofriam, me causaram certa ansiedade e uma mistura intensa de sentimentos com a dúvida inexorável do certo e do errado. As tentativas de corrigir as falhas traz uma lição para grandes reflexões no nosso cotidiano. Um mundo real de experiências vividas talvez não seja tão dolorosas quando encaramos no futuro o que no presente nos causa tanta dor.

Acredito que posso recomendar essa obra por tudo que menciono no texto acima.

Ser assinante do clube intrínsecos é se apaixonar com os mimos (meus marcadores escolhidos) e um passaporte para viajar em cada leitura.
A revista como sempre contribui muito para conhecer mais o autor e se familiarizar com o que nos aguarda nessa aventura.
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Douglas 05/11/2019

Simplesmente incrível...
Um livro que define bem ficção científica e que eu simplesmente devorei, mesmo tendo minha mente quase explodido em certos momentos. Mas tudo bem, foi uma ótima experiência.
Recursão conta a história de Barry Sutton e Helena Smith. Barry perdeu a filha há alguns anos e isso mudou a vida do policial de Nova York. Agora ele convive com a saudade da família que um dia teve – afinal, até o casamento que gerou Meghan não existe mais, corroído pela dor. Envolvido em uma tentativa de suicídio que ele tem a sorte – ou o azar – de se deparar, encontra uma mulher que tem a Síndrome da Falsa Memória, uma doença que, de repente, permite você ter lembranças de uma outra vida, que, até onde sabem, nunca tiveram. Esse fato o levará a uma investigação pessoal que pode não acabar bem.

Já Helena é uma neurocientista e desenvolve uma tecnologia para a cura do Alzheimer, uma doença que sua mãe sofre e que está destruindo suas memórias a cada dia que passa. O ambicioso projeto de Helena atrai um dos homens mais ricos do mundo, que oferece financiamento para sua pesquisa. Mas, o que era para ser um bem para a sociedade, se torna o princípio do caos, gerando uma guerra por poder sem precedentes. Helena deverá se juntar a Barry para tentar salvar o mundo – e a si mesmos – do perigo que essa guerra por um recurso tão poderoso pode gerar.

A narrativa do autor é em terceira pessoa, com foco nos dois personagens principais. De início, a história parece algo muito “normal”, dentro da nossa realidade. Mas aos poucos o autor vai nos familiarizando ao mundo criado por ele. Inicialmente, o que dá a entender é que essa Síndrome da Falsa Memória é algo que tem aterrorizado as pessoas nos tempos atuais. Enquanto voltamos no tempo vendo os estudos de Helena para a cura do Alzheimer, e como chegamos aos acontecimentos dos dias atuais – ou seja, é uma história complexa indo do passado ao futuro (ou presente). O autor brinca muito com o tempo durante toda a obra, na verdade.

Confesso que de início, a narrativa não me “pegou”. Apesar de ser ágil, ter muitos diálogos, no início, a história não me conquistou. É como aqueles filmes em que o trailer é ótimo e deixa a expectativa para o que assistiremos. Nesse caso, a sinopse deixa muitas perguntas e não prende, assim como o início do livro. Ainda assim, como disse, a narrativa é ágil e objetiva, o que facilita a leitura. No decorrer da obra, é claro, minha visão mudou completamente. De repente passei a amar esse livro de uma forma incrível, me fazendo terminar a leitura o mais rápido possível para entender toda aquela complexidade.

O livro é um tanto quanto mind-blowing, sabem? Tipo, é surpreendente, mas essa palavra não é suficiente. Daí pensei nesse termo inglês “mind-blowing” que significa “surpreendente”, mas em nível além, se é que me entendem. Enfim, esse livro nos faz pensar sobre tudo relacionado ao nosso cérebro e nossas memórias. Me peguei tentando lembrar coisas da minha infância, ou o que almocei no dia anterior. Acho que isso demonstra o quanto impactante é o livro sobre a capacidade de nossas mentes.

É sci-fi puro, e me lembrou muito a Black Mirror. O livro tem essa pegada de coisas que são totalmente fora do padrão, mas podem facilmente ser nossa realidade no futuro. Confesso que amo o gênero sci-fi, ou ficção científica, no geral (filmes, séries, livros etc) apesar de não ter lido muitos livros a respeito. Essa obra simplesmente me abriu uma porta para buscar outros livros desse gênero.

Essa sensação de mind-blowing vai se intensificando ao longo do livro. Você já não sabe o que é realidade, presente, passado ou futuro. É muita confusão mesmo. Ao mesmo tempo, no entanto, o autor vai deixando pistas para que entendamos onde estamos e o que está acontecendo. Confesso que quando comecei a leitura, não imaginava algo nessa linha e tão instigante. Tão fascinante ao mesmo tempo, e tão desesperador para descobrirmos o que vai acontecer.

É um livro agonizante e, na mesma linha, brilhantemente escrito. É tão complexo que não sei como é possível. Realmente, nos faz pensar sobre tudo o que conhecemos sobre nós mesmos, a obsessão em querer fazer que mude o mundo, ou o quanto o avanço tecnológico pode ser prejudicial se usado de uma maneira desmedida e com propósitos falsos de que “é tudo pelo bem maior”. Tudo isso misturado ao caos e ao fim do mundo iminente. Simplesmente maravilhoso e de me deixar de boca aberta.

Os personagens dessa obra são tão complexos quanto a própria história. Cada um tem suas motivações para as atitudes que toma no decorrer do livro, cada um tem algo que esconde e cada um tem um verdadeiro oceano de pensamentos influenciando seu destino. E isso é muito bem passado para os leitores, e falo por mim quando digo que fiquei fascinado como a mente de Helena pensa. Ela é o cérebro por trás dessa tecnologia, e Barry é o lado mais humano da história. Já o papel de antagonista do livro é igualmente bem construído.

Sobre o fim, eu queria dizer que fiquei extremamente bravo com o autor por terminar daquela forma, mas ao mesmo tempo, compreendo sua intenção, eu acho. Pelo menos pra mim, ele finalizou a obra daquela forma para demonstrar todas as possibilidades que nossa mente é capaz de produzir quando nos é dada a oportunidade. Sinceramente, não sei. Mas eu senti esperança… depois de todo o caos, eu senti esperança de que finalmente as coisas poderiam dar certo.

Eu simplesmente amei esse livro, mesmo não engrenando no início. Valeu totalmente a pena continuar a leitura. Os capítulos finais são simplesmente agonizantes e incrivelmente bem construídos. Também amei por nos fazer imaginar sobre coisas do tipo “e se Hitler não tivesse existido?”. É um livro impressionantemente impactante e ágil pra uma história complexa como tal. Eu super indico essa obra e indico que você continue até o fim, pois vale muito a pena, mesmo.

site: https://estacaoimaginaria.com/2019/11/02/resenha-recursao-blake-crouch/
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