O Professor

O Professor Charlotte Brontë




Resenhas - O professor


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Grazi 04/04/2021

Bom
Demorou para fluir a história, mas gostei... talvez eu não estivesse no clima... enfim, gostei, mas deixou a desejar...
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Pedrazul 24/02/2021

Contexto e introdução da história. Amei!
O Professor, o livro que Charlotte Brontë escreveu para homenagear o homem a quem ela amava!
Antes de falar sobre a história deste livro, eu gostaria de contextualizar sua escrita e o motivo pelo qual ele foi escrito. Charlotte e Emily, no intuito de aperfeiçoar o francês, pois elas queriam abrir uma escola para meninas na casa do presbitério onde moravam, foram estudar em Bruxelas, no pensionato Heger, de propriedade de Claire Zoê Parent Heger e Constantin Heger. Emily não se adaptou e voltou para a Inglaterra na ocasião da morte de sua tia, mas Charlotte permaneceu. Na verdade, as duas tinham voltado a Yorkshire na ocasião do falecimento da tia, mas apenas Charlotte retornou à Bélgica. O motivo é que ela tinha se apaixonado por seu professor. Constantin Heger, um homem casado, professor de literatura, tinha enxergado o talento de Charlotte e, talvez, por esse motivo, tenha dado muita atenção a aluna mais que talentosa. Charlotte, mesmo em seu francês deficiente, criava contos espetaculares, mostrando grande talento como futura escritora. Acreditamos que ela tenha confundido essa atenção de Heger como algo a mais. Vocês já podem imaginar a confusão que essa paixão de Charlotte causou, não somente para ela, mas principalmente para Clare Zoê, que certamente percebia que a inglesinha, como Charlotte era chamada, estava apaixonada por seu marido. Bem, se vc quiser saber mais sobre a biografia de Charlotte Brontë, temos a biografia dela escrita porque Elizabeth Gaskell, que embora a biógrafa tenha tentado colocar panos quentes sobre essa parte da vida de Charlotte, nós contamos tudo nas notas de rodapé e na conclusão. Voltando ao O Professor. Charlotte, ao se despedir de Constantin Heger e voltar em definitivo para a Inglaterra, promete a ele que escreveria um romance em sua homenagem. Acontece que se ela contasse a história de uma órfã que saiu da Inglaterra para viver um grande amor com o seu Professor, ficaria evidente aquilo que ela tencionava esconder. Ela, intencionalmente ou não escancarou esse amor quando rescreveu O Professor e o lançou como Villette. Mas isso é assunto para outro vídeo. Em O Professor, lançado apenas após a sua morte, ela dá o protagonismo a um homem. William natural da Inglaterra, deixa seu primeiro emprego na fábrica de seu irmão, onde era um sofredor, e vai para Bruxelas e lá sua história se desenrola. Charlotte Brontë colocou no livro os pensionatos para mulheres e o pensionato para rapazes, um ao lado do outro, da mesma forma de quando ela e Emily foram para lá. William vai morar no pensionato para rapazes, mas torna-se um professor no pensionato para moças, também. Lá conhece uma aluna, que assim como Charlotte, era um prodígio. Charlotte Brontë traz Zoraide, na pessoa da diretora do pensionato feminino a vilã que tentará separar William de seu grande amor. Aqui Charlotte inicia sua vingança a Claire Zoë Parent, a sua rival. Tanto em O Professor, no personagem Zoraide; quanto em Villette, em Madame Beck, Charlotte dá à rival, esposa de Constantin, personagens malévolas. Se de fato Claire era a vilã, nunca saberemos, mas na ficção ela traz o sabor amargo da trama. O Professor, assim como Villette, são as obras mais autobiográficas de uma autora que transformou suas próprias tragédias em obras-primas.
Erica Woidella 24/02/2021minha estante
Charlotte pelo visto teve uma vida nada fácil...talento...decepções e sofrimento...tudo ao mesmo tempo...mulher forte!


duda medeiros 23/03/2021minha estante
vcs vendem em e-book ? ?




Luciana Klanovicz 24/09/2020

O professor por Charlotte Brontë
Sempre desejei muito ler este livro e tive a felicidade de adquirir na Editora Pedrazul esta edição. Como havia lido anteriormente Villette pude reconhecer as semelhanças, mas acima de tudo enxerguei as diferenças. O olhar do professor sobre a realidade que o cerca, suas vicissitudes, suas amarguras, sua esperança. É sob essa perspectiva que enxergamos Bruxelas e a vemos diferente. Que talento tinha Charlotte Brontë para contar uma história com traços tão idênticos e, ao mesmo tempo, tão distintos. Sorte nossa que podemos acompanhar seus traçados imaginativos em torno de um amor que foi dolorosamente real.
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Gisela 08/09/2020

O PROFESSOR [CHARLOTTE BRONTË]
Sou uma amante de romances históricos clássicos, pois este tipo de romance é uma inesgotável fonte de conhecimento, me permitindo aprender outros costumes, afinal não são livros baseados em pesquisas, eles foram escritos por autores que viveram aquele momento, logo escreviam conforme seus próprios comportamentos e condutas. Os conflitos internos dos personagens, gestos, linguajar, são conduzidos para as suas páginas, contextualizando e ampliando a sensação de se estar vivenciando outra realidade, como que transportada por uma máquina do tempo.

Já conhecia Charlotte Brontë pela sua mais famosa obra, Jane Eyre, ao qual sou apaixonada, já tendo lido o livro duas vezes e visto várias adaptações de séries e filmes. Confesso minha ignorância de não conhecer esta obra, nem sabia de sua existência. Talvez por isso a leitura me impressionou bastante, foge completamente do estilo de Jane Eyre, pois os personagens são todos a frente do seu tempo, a sua maneira simples, tentavam alcançar a tão almejada felicidade, diferentemente de Jane Eyre onde eles viviam reprimidos pelos ditames da sociedade.

Com isso, a trama, apesar de mais simples, tornou-se mais saborosa, pois muito era dito nas entrelinhas (sabemos, por exemplo, que não se podia declarar abertamente a sexualidade de um personagem, e nesta obra de Brontë, uns dos seus personagens é homossexual). Fiquei tão impressionada com a leitura que fui pesquisar mais sobre a autora no Google, li sua biografia e descobri que este livro foi escrito antes de Jane Eyre, mas infelizmente rejeitado por muitas editoras, só sendo publicado postumamente em 1857.

A fantasia envolvendo professor faz parte do imaginário de muitas alunas, inclusive na biografia da autora, dizem que ela se apaixonou por Constantin Heger, que dirigia juntamente com sua esposa, o internato para meninas onde Brontë ensinava inglês em Bruxelas, e que foi a fonte de sua inspiração para o livro, o que torna a leitura ainda mais interessante.

Para a autora, um herói deveria passar pela vida trabalhando, da mesma forma que homens reais o fazem, sem aceitar nem uma moeda que ele não tenha merecido. Assim nasceu William Crismsworth, um órfão inglês criado por tios aristocráticos, foi educado em Eton, e durante os dez anos que lá ficou, não teve mais nenhum contato com seu irmão mais velho, que soube, ter enriquecido no comércio.

Por não se entender bem com os tios, depois de formado pediu um emprego ao irmão mais velho. Chegou cheio de entusiasmo e alegre, mas encontrou um irmão frio e distante, que, entretanto, lhe arrumou o emprego, mas não o convidou a morar na sua mansão. Sem desanimar William alugou um pequeno quarto e estava determinado a provar ao irmão que era um bom trabalhador, mas embora se esforçasse, sempre era depreciado pelo irmão, até que a situação se tornou insuportável e ele, assim, aceitou a colocação de professor numa escola para meninos em Bruxelas, Bélgica.

Lá a situação mostrou-se mais favorável ao jovem. Adaptou-se bem ao novo trabalho e seu quarto tinha uma janela vendada porque dava de frente para o jardim de um internato feminino, inclusive a diretora deste estabelecimento estava precisando de um professor de inglês e contratou William, que se animou com a novidade de dar aulas para moças.

“Até que enfim eu veria aquele misterioso jardim, contemplaria tanto os anjos quanto seu Éden.”

A trama é narrada pelo próprio William, que vai descrevendo os personagens como ele os vê, inclusive fazendo-lhes a análise de caráter. Ao frequentar o internato das meninas, mesmo não se achando um homem bonito, era jovem e precisou se impor para obter o respeito de suas alunas. Percebeu um certo interesse da diretora, Zoraide Reuter, em sua pessoa. Lá conheceu uma jovem professora de costura, Frances Evans, que ele já tinha reparado em sua dificuldade de se impor perante as ricas alunas, devido a sua posição social inferior. Animou-se em ajudá-la a superar esta barreira.

“- Monsieur Creemsvort, aquela jovem que acaba de entrar deseja ter aulas de inglês com o senhor. Ela não é aluna daqui. Na verdade, é uma professora que dá aulas sobre como remendar tecidos de renda e alguns bordados de tricô. Ela fez uma solicitação por um cargo mais elevado, e pediu permissão para assistir as suas aulas, a fim de aperfeiçoar seu inglês.”

O texto, diferente dos atuais, desnuda a alma dos personagens, trabalha sobre seus conflitos existenciais, desejos e restrições. Vi no livro a ânsia dos protagonistas de vencerem barreiras impostas pelas diferenças sociais e culturais, e todo este rico contexto me levou a apreciar cada parte da leitura. Charlotte Brontë não se absteve de alfinetar seus conterrâneos ingleses.

“Duas pessoas que possuem gostos simples podem viver bem em Bruxelas com uma renda que sequer poderia arcar com as despesas de uma acomodação descente em Londres: não porque as necessidades vitais são muito maiores naquela grande capital ou porque os impostos são muito mais caros, mas sim porque os ingleses são mais tolos do que todas as outras nações criadas por Deus. Eles são mais sujeitos a serem escravos dos costumes e das opiniões alheias, possuem um desejo em manter as aparências; tal sentimento suplanta o dos italianos com relação ao sacerdócio, ou dos franceses com relação à vaidade, ou dos russos ao czarismo, ou até dos alemães quanto à cerveja preta.”

Não são todas as pessoas que conseguem se adapta a leitura de clássicos, a maioria estranha o linguajar mais rebuscado, particularmente, isso é que os torna mais atraente para mim, pois como já disse anteriormente, me sinto vivenciando outra época.

Recomendo muitíssimo a leitura deste livro.

site: http://www.lerparadivertir.com/2020/06/o-professor-charlotte-bronte.html
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Wilza Mary 05/05/2020

No começo do livro achei que essa história não iria me agradar. Ver a trajetória de William, um órfão inglês criado por seus tios aristocráticos que rejeitava a vida de clérigo que eles queriam lhe impõe para trabalhar com seu irmão me pareceu ser agora uma história encantadora. Todo um linguajar diferenciado, todo o sentimento contido nas linhas me fizeram continuar. William não desistiu do seu objetivo apesar de todas as dificuldades.
Livro emocionante e super recomendo.
Nik 07/11/2020minha estante
Oi, como você comprou esse livro? Eu procurei na internet toda e nada, só no site da editora mas tem que assinar um pacote deles, mas eu só queria o livro :(


duda medeiros 23/03/2021minha estante
Oiii como vc encontrou esse livros ?


Wilza Mary 23/03/2021minha estante
Esse livro veio-me uma caixinha que eu assinava.


Wilza Mary 23/03/2021minha estante
A assinatura é da editora Pedra Azul




belle 17/04/2020

Primeiro livro da Charlotte Brontë que leio e em alguns aspectos O Professor me lembrou Norte e Sul, por isso a leitura ficou mais fácil, senti que tinha certa familiaridade com esse tipo de escrita bastante detalhada. Mas a leitura engatou mesmo quase na metade do livro e daí pra frente não consegui largar mais, torcendo pro casal conseguir ficar junto e prosperar. Meu maior sentimento foi esse de torcer para que tudo desse certo pra eles. Também gostei muito de como a classe social dos dois não era tão distante, os dois não possuíam riquezas, os dois precisavam trabalhar para se sustentar e tudo que conquistaram foi fruto do trabalho... algo que acontece nos dias de hoje. Livro bem simples e realista.
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Mary Santos 09/04/2020

(...)Toquei a liberdade pela primeira vez, e a influência de seu sorriso e envolvimento me reanimaram como sol e os ventos do oeste. Sim, naquela época, senti-me como aquele que viaja pela manhã e acredita que tudo que há além da colina será um glorioso nascer do sol.
Página 58

O primeiro romance escrito por Charlotte Brontë, mas publicado apenas em 1856, dois anos após a sua morte.
O professor baseia-se nas próprias experiências profissionais e pessoais de Charlotte como professora de inglês num pensionato para meninas, em Bruxelas.

Uma obra fascinante, simples, bela e muito romântica, mas com apontamentos e críticas à sociedade vitoriana, que já presenciei em outros livros da autora. O professor me cativou da mesmo maneira, que creio, cativava os leitores do século XIX.
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Cláudia - @diariodeduasleitoras 01/01/2020

O professor
Esse eu finalizei no último dia do ano. Ufa! Achei que não daria tempo.. Essa edição é exclusiva para o Clube de assinatura da editora @pedraazul

Há tempo que eu estava atrás desse livro mas como a edição era antiga, nunca encontrava. Então, assim que recebi essa versão 2019 fiquei doida para iniciar a leitura. E adivinhem? Não rolou! Comecei as primeiras linhas com expectativa que a narrativa fizesse o meu coração palpitar, conforme acontecera com "Jane Eyre", mas como não aconteceu, rsrs. Assim, voltei o danadinho para a estante para dar um tempo e desfazer as expectativas que - por minha conta em risco - criei.

E é aí que eu queria chegar..

Não sei se isso que vou dizer acontece com vcs, mas quando se trata de um autor que eu amo, meio que fico com aquele sentimento/pressão de que ?vou achar perfeita? e nem sempre é. Nesse caso específico, eu gostei da história mas não favoritei. Talvez seja o momento (sempre usamos essa desculpinha) ou talvez de fato não tenha me agradado tanto quanto outras obras da autora.

Sobre o que é a obra?? narra a vida do Professor William Crimsworth, um órfão criado por frios tios aristocráticos que rejeita a vida de clérigo que eles queriam lhe impor para trabalhar na fábrica de seu irmão, em Yorkshire. Tratado de forma abominável em seu entediante trabalho, William foge para a Bélgica e começa a lecionar em uma escola para meninos. Lá, conhece Zoraide Reuter, a professora e diretora de uma escola para meninas.

Esse é o primeiro romance de Charlotte. Para quem ama a autora, indico. Para quem nunca leu nada dela, sugiro não começar por esse, rsrsrs. Comecem por Jane Eyre

Charlotte Brontë foi uma autora que escreveu com a alma e transformou sua própria tragédia de vida em obras-primas. Vcs precisam conhecer!
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Tuca 29/12/2019

O primeiro romance escrito por Charlotte Brontë, O Professor, só foi publicado após a sua morte e assim como suas outras obras abriga traços autobiográficos (nos anos em que Charlotte Brontë esteve em um internato em Bruxelas ela desenvolveu uma paixão por um professor casado, Constantin Héger). William Crimsworth era um jovem órfão que querendo fugir de um destino do qual ele não seria dono decide escapar das garras de seus tutores e se aventurar em outros ofícios. Após sua tentativa no comércio do irmão ser infrutífera, visto que o outro Crimsworth era insuportável e aproveitador, William parte para Bruxelas, onde se torna professor de inglês em um internato. Lá ele é induzido a ser sentir atraído pela diretora da escola feminina, Mademoiselle Reuter, mas é pela sua jovem pupila, Frances Evans Henri que seu coração vai acelerar. Sem perceber que fora atingido pela flecha do cupido, como se levado pelas correntes suaves de um rio, William vai se apaixonando. Primeiro atraído pelo intelecto da jovem, por sua habilidade na escrita, por sua persistência até que Frances se tornasse sua aspiração.

Não temos um mocinho rico e aristocrata, mas um trabalhador cujo meio de sobrevivência era resultado exclusivamente da sua capacidade produtiva, o que já é uma diferença dos outros romances - que eu li- das Brontë e do arquétipo do herói romântico no geral. O debate nacionalista se faz fortemente presente e por vezes caracteriza-se como uma xenofobia mal-disfarçada a meu ver, assim como o embate entre catolicismo e protestantismo, este, porém, de forma mais discreta, e que deixa claro a origem religiosa da autora.

Charlotte conseguiu criar um romance acolhedor e real entre duas pessoas simples presas num mundo em comum. William se afasta completamente de Rochester, par romântico da protagonista de Jane Eyre, romance mais famoso da autora, sendo um homem que mesmo com seus defeitos é respeitoso, íntegro, honesto e apaixonado. Ele torna-se muito mais empático e obstinado após seu amor por Frances, além de receber dela um brilho que faz dele um personagem mais interessante, ela o torna especial. Assim como Jane, Frances é uma mulher inteligente, independente e progressista, mostrando a destreza da autora com suas personagens femininas, suas obras-primas. Charlotte sabe escrever mulheres atemporais e que poderiam facilmente terem sido educadas no século XXI . Amam, mas não se perdem. Patrícia Rocha em sua tese de doutorado em literatura comparada pela UFMG intitulada “A estética da dissonância nas obras de Charlotte Brontë” comenta sobre como Charlotte mexe com os papéis de gênero da era vitoriana, para mim, um dos pontos altos de seus livros.

A mente de William Crimsworth não é tão prazerosa de se fazer parte quanto a de Jane Eyre, principalmente pelo seu jeito inicial descritivo e julgador, assim como um certo pedantismo, que lhe davam uma vestimenta antipática ao leitor. Mas sua evolução é curiosa, típica de um romance de formação (assim como Jane Eyre, apesar de que Jane tem um amadurecimento bastante estável ao longo da narrativa) literatura usual à época, mostrando o crescimento pessoal do protagonista, principalmente no modo como ele passa a enxergar as mulheres, de seres estranhos e mistificados para uma realidade mais próxima e igualitária. Mesmo William sendo o narrador e personagem principal, é Frances a alma da história e a representação de uma subjetivação feminina autêntica e excepcional na era vitoriana, espelho da personalidade da autora.

site: IG: https://www.instagram.com/tracinhadelivros/
Pedrazul 20/01/2021minha estante
Excelente, Tuísa! ?


Tuca 20/01/2021minha estante
Obrigada ??




Patty 05/11/2019

O Professor conta a história de William Crimsworth, um órfão criado pelos tios maternos que ao crescer decidiu ir trabalhar junto com seu irmão mais velho em Yorkshire, Inglaterra, porém deparou-se com um trabalho enfadonho e um irmão cruel. Mudou-se então para Bruxelas, Bélgica, onde tornou-se professor de inglês e a partir de então sua vida mudou completamente.
Confesso que faz um tempo que tinha vontade de ler as obras das irmãs Brontë, mas sempre postergava, até que através do #clubedeleitorespedrazul eu recebi esse livro, portanto, não tinha mais desculpas, e nada melhor do que começar a conhecer Charlotte Brontë exatamente por seu primeiro livro, que foi recusado por várias editoras e acabou sendo lançado somente após sua morte.
Baseado nas próprias experiências pessoais e profissionais de Charlotte, o livro nos dá uma boa ideia sobre comportamentos e costumes europeus da época, assim como alguns preconceitos.
O livro é todo narrado em primeira pessoa por Crimsworth e em alguns momentos a descrição que ele faz das pessoas ao seu redor se torna um pouco cansativa, mas mesmo assim a narrativa flui muito bem, se tornando mais ágil no final do livro, no qual me deixou com um gostinho de quero mais. 😊
Alguns podem não gostar da forma como a religião é apresentada, mas acho que é natural para a época e criação que a autora deve ter tido.
Com certeza foi uma leitura que valeu a pena e agora de fato vou querer ler mais obras da escritora!
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Renata.Bertagnoni 29/10/2019

O Professor
William Crimsworth ficou órfão ainda em tenra idade e foi enviado a seus tios por parte de mãe lorde Tynedale e John Seacombe para ser criado e educado, que trataram logo de enviá-lo para Eton para obter uma educação exemplar de um verdadeiro aristocrata.
Com o fim de seus estudos e sua saída de Eton ele voltou a procurar seus tios que lhe ofereceram uma paróquia para ele administrar e assim que se tornasse pároco ele deveria se casar com uma de suas primas, para ele está vida seria horrível pois não achava que possuía talento algum para a função, então resolveu escrever para seu irmão Eduard um comerciante em Yorkshire solicitando um emprego.
Chegando em Yorkshire ele foi tratado como lixo por seu irmão, e acabou conhecendo Mr.Husden que acaba lhe fazendo um favor em falar para seu irmão que ele não estava satisfeito na forma como ele vinha sendo tratado pelo mesmo.
Assim começa sua jornada rumo a Bruxelas onde ele é apresentado a sua verdadeira vocação ser Professor, ele irá dar aulas em uma escola para rapazes e consequentemente ao lado existe uma escola para moças também, onde ele irá lecionar também.
Com tudo ele irá ver como as pessoas se portam em várias classes sociais diferentes, em línguas diferentes e acima de tudo irá conhecer o grande amor de sua vida.
“- Monsieur sempre me fez feliz. Eu gosto de ouvi-lo falar. Gosto de vê-lo, de estar perto de você. Eu acredito que é um homem muito bom e superior. Sei que é severo com aqueles que são indolentes, mas é gentil, extremamente gentil com aqueles que são atenciosos mesmo quando não são inteligentes. Professor, eu ficaria muito grata em passar minha vida com você - então, fez um movimento em minha direção, mas se deteve, e apenas acrescentou:
- Eu aceito passar o resto da minha vida com monsieur.
- Muito bem, Frances.”
Simplesmente maravilhoso primeiro romance da escritora Charlotte Bronte.
Super recomendo.
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@cinthia.lereplanejar 19/10/2019

Que leitura gostosa!
O Professor, de Charlotte Brontë
Baseado em suas próprias experiências pessoas e profissionais, o seu primeiro romance nos emociona e nos envolve. Realmente, foi uma mulher que escreveu com a alma e transformou sua própria e trágica vida em obras-primas!

O livro, narrado em primeira pessoa, conta a história de um jovem inglês, William Crimsworth. Por ser órfão, acaba passando por várias provações e já adulto, conhece a frieza de seu irmão mais velho e decide deixar a Inglaterra para viver na Bélgica. Se torna professor de inglês numa escola para meninos. Nesse lugar, em Bruxelas, sua vida começa a mudar, conflitos, desespero, desesperança, desilusão, crescimento e por que não, a esperança e o amor? O futuro?
Que livro extraordinário! Vale a pena a leitura!
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Pandora 04/10/2019

O Professor foi escrito antes de Jane Eyre e enviado primeiramente junto com os livros escritos por suas irmãs: O Morro dos Ventos Uivantes (de Emily) e Agnes Grey (de Anne), e depois separadamente; foi rejeitado por muitas editoras e só foi publicado após a morte de Charlotte Brontë em 1857. (Fonte: Wikipédia)

É a história de um jovem inglês que teve os estudos financiados por seus tios abastados, mas que por ter decidido seguir a vida à sua maneira acaba sendo desprezado por eles. Tendo só a boa educação como referência e nenhum dinheiro, vai para Bruxelas e torna-se professor com a ajuda de um comerciante cínico e influente.

É o primeiro romance de Charlotte que eu leio e achei a escrita simples e fluida e também que ela se saiu bem usando a voz masculina. Só que William não é exatamente um personagem agradável, ele não é alguém com quem eu gostaria de conviver. Na verdade não gostaria nem de conhecê-lo. A forma como ele descreve as pessoas é repugnante e a maneira como coloca o protestantismo como verdade absoluta é risível.

Até mais da metade mantive o meu interesse pela narrativa; as questões de classe, de nacionalidade, a posição feminina na sociedade, foram todas questões pertinentes.

Porém, em certo momento, a autora passa a focar totalmente em relacionamentos amorosos e aí achei bem enfadonho. Outra coisa que não gostei muito é que certos personagens importantes simplesmente somem por vários capítulos, sendo que as coisas acontecem ao redor deles, o que não explica seu desaparecimento. Talvez com a prática da escrita isto tenha mudado, já que este é o primeiro livro de Charlotte.

Já bem para o fim, a autora retoma um ritmo interessante e a leitura fica leve e espirituosa. Até o professor relaxa! Destaque para os melhores personagens: Hunsden e Frances Henri. Certamente a narrativa ficou melhor com eles!

Enfim, ainda não li Jane Eyre, a obra-prima de Charlotte, mas se O Professor não é um primor de romance, tem as suas qualidades. Tanto este livro quanto seu terceiro, Villette, trazem muito da experiência da autora em Bruxelas, quando viveu no internato de Claire Parent e apaixonou-se pelo marido dela, o professor de literatura francesa Constantin Héger.

Nota: Esta edição é de 2019 e foi elaborada para o Clube de Leitores da editora, não sendo vendido em livrarias.
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