Pequeno manual antirracista

Pequeno manual antirracista Djamila Ribeiro




Resenhas - Pequeno manual antirracista


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Eiller 28/03/2020

NECESSÁRIO
UM LIVRO NECESSÁRIO, ESTOU ESCREVENDO EM CAIXA ALTA E BÊBADO. MAS PODEM CONSIDERAR O QUE EU FALO PORQUE EU FALO SERIO O QUE ESTOU FALANDO
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Depósito Literário 28/03/2020

RESENHA - PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA
Se pudesse resumir minhas impressões em duas frases, diria: "Que surpresa inesperada!" e "Esse livro PRECISA ser trabalhado nas salas de aula."
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Buscando conscientizar sobre prejuízos e cicatrizes alimentadas ao longo da memória mundial, Djamila rompe com "a história contada do ponto de vista dos vencedores". Apresenta, de forma exemplar, uma série de fatos históricos e de fundamentações teóricas capazes de enriquecer os seus argumentos e de elucidar questões relevantes e polêmicas.
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Construindo uma rede de referências, cita diversos nomes destinados aos que desejam se aprofundar na discussão. Entre eles, percebe-se intensa conexão com as enunciações de Chimamanda Ngozi Adichie, em "O perigo de uma história única".
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"Pequeno Manual Antirracista" trouxe questionamentos acerca de algumas ideias e frases já ouvidas, como: "Mas eu não sou racista" ou "Eu não sou racista, até...". Em especial, nunca esquecerei da reflexão sobre racismo recreativo, ocorrência tão impregnada na nossa realidade.
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Reservo alguns trechos:
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"Com o tempo, compreendi que a população negra havia sido escravizada, e não era escrava - palavra que denota que essa seria uma condição natural, ocultando que esse grupo foi colocado ali pela ação de outrem."
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"Até serem homogeneizados pelo processo colonial, os povos negros existiam como etnias, culturas e idiomas diversos - isso até serem tratados como 'o negro'."
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"Não se trata de se sentir culpado por ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a responsabilidade leva à ação. Dessa forma, se o primeiro passo é desnaturalizar o olhar condicionado pelo racismo, o segundo é criar espaços."

site: https://www.instagram.com/depositoliterarioblog/?hl=pt-br
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Gabi.msr 24/03/2020

Simples e direto
Um livro curto, direto e de leitura simples, gerando um fácil entendimento. Diria que está próximo de um convite. De uma forma simples, Djamila apresenta um convite ao antirracismo, ou ainda, ao entendimento sobre lugares de fala, privilégios e o sobre o negro. Levando a reflexão sobre a estruturação do racismo e não somente ao véu que geralmente é motivo de debate.
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eagorarenato 23/03/2020

É impossível não ser racista tendo sido criado numa sociedade racista. É algo que está em nós e contra o que devemos lutar sempre.
Informe-se sobre o racismo, enxergue a negritude, reconheça os privilégios da branquitude, perceba o racismo internalizado em você, apoie políticas educacionais afirmativas, transforme seu ambiente de trabalho, leia autores e autoras negras, questione a cultura que você consome, conheça seus desejos e afetos, combata a violência racial.
Sejamos todos antirracistas. Obrigado Djamila Ribeiro.
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Kelly Moura 22/03/2020

Li muito rápido, pois tem formato pequeno e poucas páginas. Tem o compromisso de falar sobre racismo, com um chamado aos brancos para também entenderem e se engajarem nas causas contra o racismo estrutural.
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Aurélia 22/03/2020

Muito bom
Djamila como sempre muito coerente, escritora incrível, relata no seu livro como não ser uma pessoa racista
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Madalena.Leite 21/03/2020

Necessário
Esse livro contém questionamentos necessários em relação ao racismo no dia a dia. É absurdo como tem coisas estranhas que normalizamos. É absurdo o quanto o silêncio é a primeira resposta frente a violências. É essencial que entendamos da onde vem as nossas atitudes. Afinal somos fruto da nossa história e dos nossos antepassados.

Eu lembrei muito da minha professora de filosofia do colégio falando -estranhe o familiar-

Eu só não dei 5 estrelas pq esperava que fosse mais aprofundado. Acho que quem nunca pensou no assunto precise um pouco mais de argumentação. Apesar disso, a autora coloca toda a biografia utilizada, que pode servir de leitura complementar.


Manços 20/03/2020

Difícil, mas necessário
O PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA, da filósofa negra Djamila Ribeiro não é só pra quem se acha racista, mas pra quem não se acha.
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Ela mostra como mesmo nós que achamos ser justos e respeitosos ainda temos em nós atitudes vindas de um sistema que é racista. E não fala apenas do que viveu, fala como estudiosa e acadêmica.
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Um livro que dói ler, porque mostra nossos erros e passividade, mas extremamente necessário que nos convida a sair da inércia, pois mostra atitudes práticas. Só leia!
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augusto.defragacardoso 15/03/2020

Não basta não ser racista, precisamos ser antirracistas
Ótimo livro, necessário para pensar dentro da nossa realidade brasileira. Algo que me fez refletir foi uma frase da autora Djamila Ribeiro, quando ela diz que o branco não deve se sentir culpado, mas responsável. Pois a culpa paralisa, a responsabilidade motiva a ação. E ao meu ver dentro de uma sociedade ainda racista como a nossa é importante agirmos de maneira antirracista.
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Laura 14/03/2020

Necessário
Nós (sociedade) precisamos enxergar o racismo estrutural e como ele molda a nossa sociedade dando privilégios aos brancos, além de vários outros reflexos deixados pela escravidão que perduram até hoje! Precisamos abrir nossos olhas!!! Esse livro é essencial, além do conteúdo em si ser maravilhoso a Djamila Ribeiro cita vários outros autores, artigos, livros, pesquisa para quem quer aprender mais e mais sobre o assunto!
O livro como o próprio nome já diz é pequeno, tem uma leitura fácil, direta e importante!
Leiammm!!!!
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Luana 12/03/2020

É preciso ser antirracista
Sem dúvida, a melhor parte da leitura são as indicações de autores e autoras negras, alguns mais conhecidos no meio acadêmico, outros muito importantes para a sociologia brasileira e mundial. Livro curto e fácil de ler, é um excelente manual de como começar a ter atitudes antirracistas.
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Alineígena Alien 11/03/2020

Livro necessário. Curto, direto, didático, dá pra ler de uma vez e traz muitas reflexões muito importantes.
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Renata (@renatac.arruda) 11/03/2020

Nas últimas semanas vimos um professor de artes da prefeitura de Duque de Caxias, negro, ser preso como bandido por filmar uma abordagem policial abusiva em um supermercado; no dia seguinte, a Mangueira entrou na Marquês de Sapucaí com uma alegoria que trazia um rapaz negro crucificado. A ironia é que a imagem do rapaz, periférico, com os cabelos oxigenados, em muito se parecia com o visual do professor e, assim como este, não havia nada que indicasse que ele era, de fato, algum tipo de criminoso. No entanto, muitos correram para gritar “blasfêmia” e acusar a escola de ter colocado “um bandido” no lugar de Jesus Cristo, em uma reação que demonstrou justamente o ponto no qual o carnavalesco queria chegar: o racismo e o classismo estão tão arraigados em nossa sociedade que pessoas negras e periféricas, principalmente os homens jovens, são julgados como marginais apenas por existir e ocupar espaços, mesmo que não tenham cometido crime nenhum. Assim, a violência que sofrem e mesmo suas mortes não sensibilizam ou revoltam quase ninguém.
Nos últimos dias, o anúncio de uma série ficcional sobre Marielle Franco, idealizada por Antônia Pellegrino e com direção de José Padilha, levantou desconfiança e inúmeras críticas da comunidade negra, o que fez com o que os envolvidos se defendessem da forma mais equivocada possível: distorcendo o conceito de racismo estrutural para alegar a ausência de “um Spike Lee e uma Ava Duvernay brasileiros” — ou seja, desmerecendo o trabalho de realizadores negros para justificar o chamado Pacto Narcísico da Branquitude (em que o grupo hegemônico deprecia e mina as possibilidades de desenvolvimento e evolução de negros para exaltar-se entre si) — , e acusando o movimento negro de promover “linchamento moral”, distorcendo a história de mártires como Malcolm X e Martin Luther King para se dizer vítima de racismo reverso (!).

Esses episódios recentes mostram não só o quanto o racismo continua naturalizado como sendo o normal na sociedade brasileira, como quem se diz aliado na luta contra a opressão racial ainda tem muitas dificuldades para entender como ela funciona. É notável a escassez de leitura do pensamento de intelectuais negros e, principalmente, a incapacidade de escuta dos que se refugiam na posição de salvadores brancos injustiçados ao enfrentarem críticas.

E é por isso que em pleno ano de 2020 ainda são necessários, e urgentes, livros como o “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, que aborda de maneira acessível e didática vários dos temas caros à militância negra e ao feminismo negro. Embora todos possam se beneficiar da leitura, é um livro voltado justamente para pessoas que ainda não refletiram sobre sua própria racialização (o que inclui, principalmente, pessoas brancas). No capítulo “Enxergue a negritude”, ela escreve:
“É importante ter em mente que para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade. Portanto, frases como ‘eu não vejo cor’ não ajudam. O problema não é a cor, mas seu uso como justificativa para segregar e oprimir. Vejam cores, somos diversos e não ha nada de errado nisso — se vivemos relações raciais, é preciso falar sobre negritude e também sobre branquitude”.
Ainda que a autora não pretenda esgotar o assunto, acredito que o volume seja uma excelente porta de entrada para quem quer começar a se esclarecer sobre opressão racial e antirracismo e não sabe por onde começar: em cada capítulo, Djamila destrincha uma faceta do racismo, trazendo dados e referências de obras de intelectuais negros. Ela ainda faz questão de incluir uma lista apresentando cada um dos autores citados, para que o leitor possa buscar e aprofundar seus conhecimentos por si só.
Embora curto e sucinto, é o tipo de livro introdutório que deveria ser discutido em escolas e rodas de conversa. E fica a dica: se você quer deixar de reproduzir racismo e ser um aliado de verdade, leia autores negros, ouça o que estão dizendo e se disponha a aprender com eles.

@renatac.arruda
https://www.instagram.com/p/B9mHiZgDVZt/
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Lucas 09/03/2020

Ótima Leitura
A leitura é bem fluida, com o texto trazendo informações necessárias à consciência do que foi a escravização e as sequelas que ainda permeiam silenciosamente a sociedade atual, mostra que o Brasil tem muito a progredir nessa questão, seja governamentalmente por meio de políticas públicas afirmativas, seja individualmente com determinadas atitudes. Alguns passos já foram dados, mas o caminho é longo e muito cuidado há que se ter em diversos assuntos, um deles é a meritocracia, principalmente quando as condições de vida de mostram extremamente diferentes.


Cristy Ellen 07/03/2020

Muito necessário
Deveria ser leitura obrigatória
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