Pequeno manual antirracista

Pequeno manual antirracista Djamila Ribeiro




Resenhas - Pequeno manual antirracista


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Kelly Moura 22/03/2020

Li muito rápido, pois tem formato pequeno e poucas páginas. Tem o compromisso de falar sobre racismo, com um chamado aos brancos para também entenderem e se engajarem nas causas contra o racismo estrutural.
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Chá 26/01/2020

Privilégio social e epistêmico
Esse livro foi escrito com a finalidade de fazer refletir na tomada de atitudes antirracistas, principalmente aos que buscam uma postura ética em sua existência. Como o próprio título deixa claro, ele se constitui como um guia capaz de trazer indagações futuras mais complexas.
Não se pode esquecer que o movimento negro é amplo e há enormes discordâncias internas, porém a Djamila conseguiu de modo bastante didático escrever uma narrativa capaz de estimular o autoconhecimento e a construção de práticas antirracistas.

É necessário se informar sobre o racismo, de modo a compreender histórica e sociologicamente a construção do Brasil, enxergando a negritude e a divisão social existente há séculos, bem como os privilégios da branquitude, traço identitário marcado por privilégios construídos a partir da opressão de outros grupos.

O debate estabelecido é estrutural e não individual e a posição social do privilégio é marcada pela violência. Ribeiro traz de volta o conceito de lugar de fala, que discute de que ponto partimos para pensar e existir no mundo, bem como traz diversos diálogos com importantes autores negros.

É fundamental que se apoie politicas educacionais afirmativas, de modo a se compreender que o debate é sobre oportunidades e não capacidades. Outro importante aspecto a se mencionar é o apagamento sistemático de produções e saberes produzidos por grupos oprimidos. O privilégio social se relaciona ao privilégio epistêmico, por isso se faz necessário confrontá-lo de modo que a história não seja contada somente por um ponto de vista.

A cultura que consumimos precisa ser confrontada, a violência racial precisa ser combatida e precisamos ser todos antirracistas!!
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Eiller 28/03/2020

NECESSÁRIO
UM LIVRO NECESSÁRIO, ESTOU ESCREVENDO EM CAIXA ALTA E BÊBADO. MAS PODEM CONSIDERAR O QUE EU FALO PORQUE EU FALO SERIO O QUE ESTOU FALANDO
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Nath 12/02/2020

Necessário
Pequeno Manual Antirracista é um livro que carrega em si respostas muito diretas para um questionamento que eu muitas vezes me fiz: como ajudar de maneira realmente eficiente na luta antirracista sendo uma pessoa branca?
Um livro que nos faz refletir sobre nossas ações e nos deixa mais atentos ao racismo velado presente em nossa sociedade, que em muitas ocasiões pode até passar despercebido por alguns.
Uma leitura acima de tudo necessária, que carrega ensinamentos e práticas essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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Renata (@renatac.arruda) 11/03/2020

Nas últimas semanas vimos um professor de artes da prefeitura de Duque de Caxias, negro, ser preso como bandido por filmar uma abordagem policial abusiva em um supermercado; no dia seguinte, a Mangueira entrou na Marquês de Sapucaí com uma alegoria que trazia um rapaz negro crucificado. A ironia é que a imagem do rapaz, periférico, com os cabelos oxigenados, em muito se parecia com o visual do professor e, assim como este, não havia nada que indicasse que ele era, de fato, algum tipo de criminoso. No entanto, muitos correram para gritar “blasfêmia” e acusar a escola de ter colocado “um bandido” no lugar de Jesus Cristo, em uma reação que demonstrou justamente o ponto no qual o carnavalesco queria chegar: o racismo e o classismo estão tão arraigados em nossa sociedade que pessoas negras e periféricas, principalmente os homens jovens, são julgados como marginais apenas por existir e ocupar espaços, mesmo que não tenham cometido crime nenhum. Assim, a violência que sofrem e mesmo suas mortes não sensibilizam ou revoltam quase ninguém.
Nos últimos dias, o anúncio de uma série ficcional sobre Marielle Franco, idealizada por Antônia Pellegrino e com direção de José Padilha, levantou desconfiança e inúmeras críticas da comunidade negra, o que fez com o que os envolvidos se defendessem da forma mais equivocada possível: distorcendo o conceito de racismo estrutural para alegar a ausência de “um Spike Lee e uma Ava Duvernay brasileiros” — ou seja, desmerecendo o trabalho de realizadores negros para justificar o chamado Pacto Narcísico da Branquitude (em que o grupo hegemônico deprecia e mina as possibilidades de desenvolvimento e evolução de negros para exaltar-se entre si) — , e acusando o movimento negro de promover “linchamento moral”, distorcendo a história de mártires como Malcolm X e Martin Luther King para se dizer vítima de racismo reverso (!).

Esses episódios recentes mostram não só o quanto o racismo continua naturalizado como sendo o normal na sociedade brasileira, como quem se diz aliado na luta contra a opressão racial ainda tem muitas dificuldades para entender como ela funciona. É notável a escassez de leitura do pensamento de intelectuais negros e, principalmente, a incapacidade de escuta dos que se refugiam na posição de salvadores brancos injustiçados ao enfrentarem críticas.

E é por isso que em pleno ano de 2020 ainda são necessários, e urgentes, livros como o “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, que aborda de maneira acessível e didática vários dos temas caros à militância negra e ao feminismo negro. Embora todos possam se beneficiar da leitura, é um livro voltado justamente para pessoas que ainda não refletiram sobre sua própria racialização (o que inclui, principalmente, pessoas brancas). No capítulo “Enxergue a negritude”, ela escreve:
“É importante ter em mente que para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade. Portanto, frases como ‘eu não vejo cor’ não ajudam. O problema não é a cor, mas seu uso como justificativa para segregar e oprimir. Vejam cores, somos diversos e não ha nada de errado nisso — se vivemos relações raciais, é preciso falar sobre negritude e também sobre branquitude”.
Ainda que a autora não pretenda esgotar o assunto, acredito que o volume seja uma excelente porta de entrada para quem quer começar a se esclarecer sobre opressão racial e antirracismo e não sabe por onde começar: em cada capítulo, Djamila destrincha uma faceta do racismo, trazendo dados e referências de obras de intelectuais negros. Ela ainda faz questão de incluir uma lista apresentando cada um dos autores citados, para que o leitor possa buscar e aprofundar seus conhecimentos por si só.
Embora curto e sucinto, é o tipo de livro introdutório que deveria ser discutido em escolas e rodas de conversa. E fica a dica: se você quer deixar de reproduzir racismo e ser um aliado de verdade, leia autores negros, ouça o que estão dizendo e se disponha a aprender com eles.

@renatac.arruda
https://www.instagram.com/p/B9mHiZgDVZt/
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Madalena.Leite 21/03/2020

Necessário
Esse livro contém questionamentos necessários em relação ao racismo no dia a dia. É absurdo como tem coisas estranhas que normalizamos. É absurdo o quanto o silêncio é a primeira resposta frente a violências. É essencial que entendamos da onde vem as nossas atitudes. Afinal somos fruto da nossa história e dos nossos antepassados.

Eu lembrei muito da minha professora de filosofia do colégio falando -estranhe o familiar-

Eu só não dei 5 estrelas pq esperava que fosse mais aprofundado. Acho que quem nunca pensou no assunto precise um pouco mais de argumentação. Apesar disso, a autora coloca toda a biografia utilizada, que pode servir de leitura complementar.


Mila F. @delivroemlivro_ 29/02/2020

Uma leitura que se faz cada vez mais necessária
O escopo de um manual, como sabemos é transmitir uma informação, e é exatamente isso o que Pequeno Manual Antirracista nos faz, transmite informações sobre como não ser racista ou como ser antirracista, mas não de forma autoritária e inconsistente.

Djamila faz um passeio sobre artigos, estudos e dados estatísticos que demonstram a triste realidade que o negro sofre em um país multicolor, onde tantas pessoas argumentam que não são racistas, mas na prática o racismo impera soberano, porque não é um racismo individual e sim estrutural que devemos combater, aquele racismo que está internalizado por conta de anos de exclusão, humilhação, etc., que os negros sofreram.

O fato é que Pequeno Manual Antirracista é um tapa na cara do leitor que se vê racista estrutural, quando se julgava não ser racista, então a proposta de Djamila Ribeiro é apontar e nortear nossa trajetória para irmos em busca de informação ou mesmo da reflexão de nossos pensamentos, palavras e atos.

Djamila nos motiva a nos autoexaminar e examinar o nosso entorno para ver e enxergar as situações de racismo estrutural em nossa sociedade, ao fazer isso e associar nossa vivencia com os estudos, informações e dados nós poderemos mudar a situação do racismo no Brasil.

Tudo o que li em Pequeno Manual Antirracista me leva a pensar o quanto uma leitura e as informações são transformadoras, de modo que, quanto mais estudamos e nos informamos sobre um assunto, uma causa, não podemos mais nos calar ou nos tornar imparciais. Aquilo que passamos a conhecer se torna nossa responsabilidade.

Para finalizar só preciso dizer que a leitura de Pequeno Manual Antirracista deveria ser necessária em todas as instituições para todas as pessoas, é um livro que nos dá um caminho para ser trilhado, uma forma de tentarmos extirpar o racismo estrutural e ela deve começar de forma individual.

site: www.delivroemlivro.com.br
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Manços 20/03/2020

Difícil, mas necessário
O PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA, da filósofa negra Djamila Ribeiro não é só pra quem se acha racista, mas pra quem não se acha.
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Ela mostra como mesmo nós que achamos ser justos e respeitosos ainda temos em nós atitudes vindas de um sistema que é racista. E não fala apenas do que viveu, fala como estudiosa e acadêmica.
.
Um livro que dói ler, porque mostra nossos erros e passividade, mas extremamente necessário que nos convida a sair da inércia, pois mostra atitudes práticas. Só leia!
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Lucas 09/03/2020

Ótima Leitura
A leitura é bem fluida, com o texto trazendo informações necessárias à consciência do que foi a escravização e as sequelas que ainda permeiam silenciosamente a sociedade atual, mostra que o Brasil tem muito a progredir nessa questão, seja governamentalmente por meio de políticas públicas afirmativas, seja individualmente com determinadas atitudes. Alguns passos já foram dados, mas o caminho é longo e muito cuidado há que se ter em diversos assuntos, um deles é a meritocracia, principalmente quando as condições de vida de mostram extremamente diferentes.


Cristy Ellen 07/03/2020

Muito necessário
Deveria ser leitura obrigatória
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Art3mis 28/02/2020

Não basta não ser racista, é preciso ser Antirracista.
Adorei o objetivo desse livro, a autora deixa claro que esse livro é para qualquer um que queira ser um antirracista.

Cheio de referências, te faz pesquisar e querer ler mais autores . Direto, explicativo. Com dados, baseado em fatos. Sempre bom ler algo que não se baseia em achismo.

Gostaria que todos conseguissem ler, as vezes você não sabe que esta cometendo um erro até que alguém te oriente.
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alekele_ 20/02/2020

Sejamos todos antirracistas!
Sim, é exatamente o que Djamila Ribeiro argumenta nesse pequeno e maravilhoso livro. O racismo precisa ser combatido todos os dias, nas mais pequenas atitudes e, principalmente, deve ser combatido por TODOS!
À autora, apenas tenho a agradecer por escrever um livro tão forte e necessário.
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augusto.defragacardoso 15/03/2020

Não basta não ser racista, precisamos ser antirracistas
Ótimo livro, necessário para pensar dentro da nossa realidade brasileira. Algo que me fez refletir foi uma frase da autora Djamila Ribeiro, quando ela diz que o branco não deve se sentir culpado, mas responsável. Pois a culpa paralisa, a responsabilidade motiva a ação. E ao meu ver dentro de uma sociedade ainda racista como a nossa é importante agirmos de maneira antirracista.
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Luana 12/03/2020

É preciso ser antirracista
Sem dúvida, a melhor parte da leitura são as indicações de autores e autoras negras, alguns mais conhecidos no meio acadêmico, outros muito importantes para a sociologia brasileira e mundial. Livro curto e fácil de ler, é um excelente manual de como começar a ter atitudes antirracistas.
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maria.vitoria.1 22/02/2020

Djamila Deusa
Que livro meus amigos!! A autora expõe de forma simples e rápida várias reflexões e problemas referentes ao racismo e ao privilégio da branquitude. Esse livro te faz enxergar que várias situações cotidianas e "normais" estão repletas de preconceito e te ensina como contorná-las. Tem vários exemplos e vivências da autora que ajudam muito a compreender suas ideias. Recomendo muito, e pretendo ler as outras obras da autora.
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