Primeiro amor

Primeiro amor Ivan Turguêniev




Resenhas - Primeiro Amor


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João Bruno 13/07/2020

A escrita dos russos é sensacional, não tem como largar, não sei como conseguem a maioria deles ... Mas não gostei tanto dessa história, até agora o livro russo que menos gostei.
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Joao.Resner 11/07/2020

Bela obra!
Turguniev foi o primeiro escritor russo a ter uma obra traduzida na Europa Ocidental. Erudito, falava várias línguas, inclusive escrevia em latim e grego. Ele brinda o leitor com uma bela e comovente narração de como um jovem de dezesseis anos se apaixonada por uma mulher de vinte e um.
A mulher domina o jovem apaixonado. As nuances deste romance são exploradas nesta obra. Um fim inesperado trazendo uma breve, mas não menos profunda, reflexão sobre a paixão, a juventude e a morte.
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Thaís Aguiar 22/06/2020

Um livro curto e muito poderoso, penoso, eu diria até mesmo trágico. Com passagens lindas e que me deixou carregada de uma penosa sensação de impotência frente à situação do protagonista. Amei ler este livro e o capítulo final vale por toda a história, lindíssimo. Sobre amores platônicos, paixões não correspondidas, a vulnerabilidade das expectativas e da vida.
Ander 05/07/2020minha estante
Suas resenhas são muito boas. Aliás vc fez uma resenha tbm de Crime e Castigo q posso dizer q me motivou muito a ler essa obra.


Thaís Aguiar 06/07/2020minha estante
Fico tãaaaao feliz em ler isso!!!! Espero que esteja aproveitando a leitura de Crime e Castigo!!!! ??????


Ander 06/07/2020minha estante
???




Fabiana.Silva 07/06/2020

Como descrito pelo próprio autor, esta é uma história que somente poderia acontecer na Rússia.
Assim como em outros livros, Turguêniev narra mais uma história de amor fracassada.
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Gabriela Lisboa 13/05/2020

Surpresa!
Nossa, irmão. Achei que ia ser um continho pra ler no domingo de tarde... Mas terminei igual um pinscher: ME TREMENDO INTEIRA!!!!
Define essa novela uma frase de um dos personagem: "Parece-me que apenas na Rússia uma história assim é possível."
Meu Deus, o que esses caras tomam?!?!?
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Flávia Pasqualin 06/05/2020

Já adulto Vladimir relembra o primeiro amor de sua juventude, a encantadora recém chegada vizinha por quem ele se apaixona instantaneamente. Na tentativa de conquista-la ele passa a frequentar a casa da moça e embarca em um jogo desconhecido de sedução e cobiça, ao mesmo tempo percebe que algo ali está fora dos padrões. É um livro curtinho e fluído, com algumas nuances em segundo plano. Uma história sobre a inocência da primeira paixão assim como os dissabores que por muitas vezes acompanham essa experiência. Tem um quê de gostinho de nostalgia.
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Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

Primeiro amor, Ivan Turguêniev - Nota 8,5/10
Essa é uma boa opção para quem quer ter um primeiro contato com a literatura russa! É uma novela curta, com uma narrativa simples e fluida: a paixão de Vladmir Petrovich, um garoto de 16 anos que pertence a uma família tradicional russa, por Zinaida, sua nova vizinha. Vladmir sofre com um amor não correspondido - ou pouco correspondido? - e tem que lidar com uma jovem que gosta de jogar com as emoções dos homens a seu redor. É um retrato completo e íntimo sobre uma primeira paixão e, ainda, apresenta um final surpreendente. Como a história é curta e não apresenta uma trama complexa, fica difícil escrever sobre o livro sem dar “spoilers”!! No entanto, apesar da simplicidade da narrativa, o que agrada tanto é a escrita de Turguêniev, a forma com que ele consegue trazer à tona os sentimentos e características dos personagens. Nessa obra, o contraste entre a ingenuidade de Vladimir e a malícia de Zinaida é marcante. Turguêniev foi o primeiro autor russo a ser descoberto no ocidente e, diferente do que faz nessa obra, costuma abordar em seus romances o panorama da sociedade russa do século XIX. Apesar de não se equiparar a “Pais e filhos”, um dos meus livros favoritos, recomendo muito "Primeiro amor”, principalmente como uma opção para iniciar na literatura russa ou conhecer o trabalho do autor!

site: https://www.instagram.com/book.ster
Camila H 31/05/2020minha estante
?Ássia? também é muito muito bom!




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Samarithan 01/07/2019

A inocência do primeiro amor
Nesta novela publicada em 1860, Ivan Turguêniev descreve de forma precisa e bela as sensações vividas por um jovem diante do seu primeiro amor; a ingenuidade, inocência, angústia, alegria e a dor da hesitação. Escrito de forma simples e poética, é quase impossível não se identificar com o protagonista Vladimir Petrovich e lembrar da primeira vez que nos apaixonamos na infância/adolescência!

Narrado em primeira pessoa, Vladimir Petrovich regressa aos seus dezesseis anos para contar como o amor surgiu a primeira vez em sua vida. Seu coração é arrebatado pela bela Zinaida, uma jovem que havia se mudado para uma casa aos fundos da propriedade de seus pais.

“Eu caminhava de cabeça baixa. De repente, ouvi vozes; olhei para o outro lado da cerca — e fiquei petrificado. Um espetáculo estranho apareceu diante de meus olhos.
A poucos passos de mim, numa clareira, entre arbustos verdes de framboesas, estava uma menina alta e formosa, num vestido de listras cor-de-rosa e com um lencinho branco na cabeça; em torno dela se aglomeravam quatro jovens, e ela batia alternadamente na testa deles com pequeninas flores cinzentas […]. Minha espingarda escorregou e caiu no chão, esqueci tudo, devorei com o olhar aquela cintura esbelta, o pescoço, as mãos bonitas, os cabelos louros, ligeiramente despenteados por baixo do lencinho branco, os olhos inteligentes semicerrados, as pestanas e a face tenra abaixo delas…” (pág. 20)

Zinaida é um pouco mais velha do que Vladimir (21 anos) e sua malícia é um contraste a ingenuidade do jovem rapaz. Seu charme e beleza atraem os homens da região e ela sabe com utilizar isto a seu favor para deixar todos literalmente a seus pés! Ao longo da narrativa, nosso jovem protagonista vai se mostrar cada vez mais apaixonado e submisso, sempre mantendo a inocência de seus sentimentos. Em determinado momento, Vladimir percebe uma mudança no comportamento de Zinaida e chega a conclusão (para seu tormento) que ela está apaixonada, mas a dúvida que fica no ar é quem seria este amor.

As belas descrições de paisagens e a forma quase poética da narrativa de Turguêniev, pode passar uma impressão de que estamos diante de uma obra "água com açúcar", no entanto, ao concluirmos, notamos que se trata na verdade de uma leitura cruel, mostrando um retrato do ser humano em toda sua beleza e decadência.

"Ah, juventude! Juventude! Você parece não ligar para nada, parece possuir todos os tesouros do universo, até a tristeza lhe traz contentamento, até o desgosto lhe cai bem, você é confiante e ousada, você diz: Só eu vivo - cuidado! Mas também para você os dias correm e somem, sem conta e sem deixar vestígio, e tudo em você desaparece, como a cera sob o sol, sob a neve... E talvez todo o segredo de seu encanto consista não na possibilidade de fazer tudo, mas na possibilidade de pensar que você fará tudo...
... E assim sou eu também..." (pág. 107)
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Renan.Lima 15/06/2019

Poético
Uma leitura rápida de uma escrita simples e poética.
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Mario Miranda 10/06/2019

Primeiro Amor (1860) não é uma obra seminal de Turguêniev: é isto. Entretanto, isto não é um demérito nem uma crítica a obra, ela apenas não tem a importância de um Rúdin (1857) ou a grandiosidade e impacto de um Pais e Filhos (1862).

Ao contrário das outras duas obras, Primeiro Amor é uma obra que não aborda discussões político-ideológicos, passando ao largo de toda a questão do Niilismo tão cara a Turguêniev, e que o tornam seminal para a plena compreensão da evolução da literatura russa no século XIX.

Primeiro Amor é uma obra escrita sob forte influência do romantismo do oeste europeu (França/Alemanha) onde um adolesce de 16 anos acaba se apaixonando por uma mulher alguns anos mais velha, uma Princesa em uma família financeiramente decadente. Em arroubos de paixão que se assemelhariam a um "A Moreninha" ou outro qualquer clássico das primeiras décadas do século XIX, "Primeiro Amor" narra as disputas e incursões românticas de Vladimir, personagem principal.

Se a obra não discute a ideologia que permeia toda a literatura russa, especificamente a de Dostoievski, nos anos de 1860 em diante, "Primeiro Amor" é um bom panorama de costumes que sem dúvida se repete em escritores como o próprio Dostoievski, bem como Tolstoi.
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Guilherme.Gomes 08/05/2019

2,5 / 5
Primeiro livro de Turguêniev que leio e...esperava mais. A história se mostra interessante e é impulsionada por uma escrita fluida e de fácil entendimento, mesmo nos momentos mais reflexivos. Porém, quando o livro tenta surpreender, impactar... ele falha. Na verdade, poucas páginas após o relato da infância de Vladímir, eu já imaginava o final de alguns personagens, e acertei a maioria. Quem sabe na próxima, Ivan.
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Fayetsho 26/04/2019

Amor fraco
No começo da história, imaginei que seria um pré-Salinger ao falar de um adolescente e falar de amor e citar as provas para entrar na faculdade. Porém, isso não acontece na história e o 'Primeiro amor" em si não me convenceu, pois não há situações de paixões, só um instalove, e o livro mesmo com suas 100 páginas poderia facilmente ser um conto.
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Quero Morar Numa Livraria 01/01/2019

Primeiro amor, Ivan Turguêniev
Publicada em 1860, a novela Primeiro Amor, de Ivan Turguêniev, dispõe de capítulos curtos e descrições quase sublimes. A história é contada em uma reunião de velhos amigos sobre as primeiras experiências amorosas de suas vidas.
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A narrativa em primeira pessoa descreve a vida de Vladimir Petróvitch, um adolescente nobre de 16 anos apaixonado pela vizinha. O bucolismo das paisagens e a inocência dos sentimentos do narrador quase revelam um livro água-com-açúcar.
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No entanto, Zinaida não é uma mocinha tão simplória assim. Com 21 anos e uma fila de pretendentes, não desiste de provocar segundas intenções quanto ao nosso narrador. O desenrolar do enredo só não surpreende aos leitores mais atentos. Com referências a Hamlet e Otelo de Shakespeare e à relação conturbada de M. Valdemar com o pai (inspiração para a verdadeira história de Turguêniev) já podemos imaginar o desfecho.
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Bem mais novo que sua mãe, o pai é descrito como ?homem muito jovem e bonito, casou por interesse?. Delicado como Felicidade Conjugal e inefável como A sonata A Kreutzer, Primeiro Amor é a porta de entrada perfeita para conhecer os russos. Um livro curtíssimo mas permeado de tantas emoções e sentimentalismo. Pungente, violento e com o desfecho indescritívelmente triste.
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Gustavo.Romero 27/12/2018

Singelo... apenas à primeira vista
“Primeiro amor” é um livro cujo título simples e mote inicial pode sugerir outra incursão comum pelo universo do romantismo. Porém, ao avançarmos na leitura, a surpresa é tremenda, e recordamos por que Turgueniev se encontra no centro da distensão entre o romantismo e psicologismo russos. Trata-se de um enredo composto com bastante simplicidade e extrema desenvoltura. Os ambientes e cenários são poucos, os personagens secundários não são desenvolvidos em profundidade mas destacam com precisão diferentes traços de personalidade que servirão de respaldo à ação principal, esta que, por sua vez se desenvolve num curto período de tempo (aproximadamente um mês). A atenção deve ser retida, nesse sentido, não tanto nos personagens e ambientes, mas nas funções que cada uma dessas peças exercerá na narrativa como um todo, recurso utilizado recorrente e habilmente por Turgueniev em suas obras.
Isso posto, é inevitável que apontemos como principal figura do livro não o narrador, mas sua amada Zinaida Aleksándrovna, figura extremamente complexa e que pode ser classificada com justeza entre as “mulheres de Turgueniev” – essas que, muito provavelmente, são figuras que refletem diferentes ângulos do curioso relacionamento do escritor com a cantora Pauline Viardot. Zinaida é uma mulher jovem com pleno controle de sua sexualidade e domínio de retórica, submetendo toda uma gama de homens rasos e planos – incluindo o próprio narrador – à sua vontade. Sua satisfação advém da manutenção de um “estado de tensão” permanente entre possibilidade e concretização do relacionamento amoroso com esses homens, conduzindo o comportamento desses na direção que convém ao seu entretenimento.
Não se trata, contudo, de uma personagem “fútil”: Turgueniev desenvolve sua complexa personalidade como um breve estudo dos comportamentos psicológicos individuais humanos em geral, e testa com Zinaida uma de suas principais hipóteses, o que seria efetivamente a “liberdade”, discretamente apresentada no cap. 08 numa conversa entre o narrador e seu pai, que fala ao filho: “Apanhe o que puder, mas não se deixe apanhar; você pertence a si mesmo – esse é todo o segredo da vida (...). A vontade, a vontade própria, e o poder que ela dá, que é melhor que a liberdade. Saiba querer que você será livre e vai comandar.” (p. 47-48). Inclusive, é a figura do pai que, alicerçada nesse lema vai ser a única a “submeter” Zinaida num relacionamento extra-conjugal – com especial destaque ao açoitamento da moça pelo homem, que salta aos olhos pela fortíssima carga pictórica (cap. 21, p. 102).
É necessário alertar que “Primeiro Amor” só pode ser considerado em todo seu potencial se devidamente tomado entre duas obras pivotais de Turgueniev: de um lado, “Memórias de um caçador”, em que as tensões sociais se sobressaem ao aprofundamento psicológico, e “Pais e Filhos”, quando são conciliadas num mesmo fluxo essas tensões com o comportamento intelectual e pessoal da época. A temática social é quase imperceptível em “Primeiro amor” (ainda que se apontem algumas frações existentes dentro da própria aristocracia, a exemplo da mãe de Zinaida, ‘princesa’ e falida), sendo seu foco concentrado no desenvolvimento psicológico. A outra obra que fará um apontamento mais rigoroso do problema social será “Rúdin”, que compõe com “Primeiro amor” a dupla de estudos para composição de “Pais e Filhos”.
Ao longo do livro, se esboçam temas que ressoam de maneira distante, mas detectável, questões relacionadas ao Eros e Tânatos, ao complexo de Édipo e à “vontade de potência”, temas caros a Nietzche e à psicanálise e, nesse sentido, aproximam-se curiosamente Turgueniev de seu “rival” Dostoiésvski. Aliás, ainda que de maneira menos desenvolvida que Dostoiévski, é justamente a flexão dual entre “querer” e “poder” a problemática a que se dedica explorar “Primeiro amor”, exercício que se reconstituirá num patamar mais amplo e aprofundado o embate entre “razão” e “sentimento” na obra “Pais e Filhos”, embate que marcará não apenas a literatura russa, mas toda a problemática da “civilização ocidental” do século XX.
Israel 27/12/2018minha estante
Ótima resenha!


Gustavo.Romero 27/12/2018minha estante
Foi repeteco, na verdade... o skoob duplicou o registro e tive que apagar e colocar de novo hehe.


Thiago 27/12/2018minha estante
Que belo texto, meu caro.
Na verdade você e o Israel, são os "culpados", por eu não me atrever a escrevinhar. kkkkkkkkkkkk


Gustavo.Romero 27/12/2018minha estante
Kkkk Que absurdo Thiago! Não nos prive da escrevinhação, que é escrevinhando que a gente se faz incompleto!


Thiago 27/12/2018minha estante
kkkkkkkkkkkkkk


Israel 27/12/2018minha estante
Não chego nem aos pés duma resenha dessa. Mas mesmo assim me arrisco sendo um mero diletante. Não nos prive das suas escrevinhacões, Thiago!!!!


Israel 27/12/2018minha estante
Por falar em escrevinhar, estou pelejando pra terminar meus contos desde 2006. É verdade quando falam que o medo é uma das maiores forças criativas :-(


Thiago 27/12/2018minha estante
Se publicar, irei adquirir um exemplar.


Thiago 27/12/2018minha estante
O problema é que eu não anoto nada, e francamente não tenho uma memória tão boa, então eu teria muito trabalho, e a leitura deixaria de ser prazerosa se eu tivesse que parar e buscar ilações nos trechos que fossem necessários fazer alguma reflexão mais pormenorizada, ou mesmo ir buscar material de apoio. Basicamente, eu sou um ser indolente, praticamente uma causa perdida kkkkkkkkk.


Israel 27/12/2018minha estante
Thiago, sempre tive a impressão que vc é alguma celebridade do mundo editorial disfarçado de leitor kkkk REVELE-SE!!! quanto a publicação, uma merda a mais uma merda a menos não fará diferença kkkkk vou querer muito passar pelo crivo dos colegas.


Thiago 27/12/2018minha estante
kkkkkkkkk


Thiago 27/12/2018minha estante
Serei impiedoso na avaliação de seu eventual livro, e talvez até me arrisque a fazer uma diatribe acerba.
Agora quanto a minha real identidade, não posso revela-la, pois teria que eliminar vocês dois, e quem mais lesse esta conversa. kkkkkkkkkkkk


Gustavo.Romero 28/12/2018minha estante
Kkkkkk. Israel, pode reservar dois exemplares!
Essa coisa de força criativa é tensa. Eu escrevi minha dissertação a la Joyce, não conseguia manter uma escrita regular. Acho que vc deveria terminar os contos numa performance digna dos escritores bárbaros (se não conhece, procure no Google: Bolaño + estrela distante + bárbaro + Delorme).
E concordo que o Thiago seja um olheiro editorial disfarçado!


Israel 28/12/2018minha estante
Gustavo, eu já tinha lido a respeito, mas dei uma conferida e é bastante interessante. Realmente é um rompimento com as formas tradicionais. Mal posso esperar para vomitar no meu exemplar de Guerra e Paz kkkkkk


Israel 28/12/2018minha estante
Quanto a você, Thiago, vou continuar stalkeando mais um pouco!




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