Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo Aldous Huxley




Resenhas - Admirável Mundo Novo


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Alisson Belizário 18/09/2018

Resenha
Seguindo o gênero literário de distopia temos o famoso "Admirável Mundo Novo", que cai entre nós, não é tão admirável assim. Como seria uma civilização sem Deus e sem família em nome de uma suposta "liberdade livre de sofrimentos"? Gosto muito quando escritores tem uma visão tão realista de como a humanidade pode se perverter partindo de princípios imorais... muitos destes já presenciados nos dias atuias. Excelente leitura principalmente para nós termos mais cuidado com algumas filosofias e opiniões que existem por aí que muitas vezes estão camufladas como algo bonitinho mas por dentro são totalmente maquiavélicas.
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Antonio.Dias 23/08/2018

Mensagem melhor do que a fluidez
O livro começa meio maçante, excessivamente descritivo e pensei até em abandonar nesse começo. A riqueza de detalhes sobre aspectos do método reprodutivo da nova sociedade demonstra o quanto a autor pesquisou antes de escrever, mas é cansativo.

No que diz respeito ao conteúdo propriamente dito, o livro é fantástico. A sociedade descrita, ao contrário do esperado em uma distopia, apresenta diversos aspectos "perfeitos", quais sejam, a ausência de violência, tristeza e disputas. Ora, esses são objetivos de toda estrutura humana organizada, motivo pelo qual pode-se dizer que "O admirável mundo novo", nessa perspectiva, "deu certo". Ocorre que, essa perfeição traz um preço caro: perda da individualidade, aceitação das castas e separações sociais impostas, bem como a impossibilidade de pensar por si mesmo; perda da própria sensiblidade e da arte crítica.
Os indivíduos fazem uso do remédio chamado "Soma" para continuar em um processo eterno de fuga do seu próprio senso crítico, capacidade reflexiva, questionadora e da sua própria individualidade. Bernard Marx é um dos protagonistas e se destaca justamente por não aceitar plenamente essa condição: é tido como estranho e acaba tendo que se retirar do convívio social por ser um "questionador". A comparação de "Soma" ao cristianismo, a religião de modo geral e ao álcool é brilhante (fuga da realidade, apatia - viver sem pensar).
Com o surgimento de um "selvagem", membro de uma tribo indígena que fora conservada, fica evidente como a singularidade incomoda e esse selvagem não suporta viver no admirável mundo novo.

Frase de destaque que sintetiza bem a obra: "[...] prefiro ser eu mesmo - disse ele - eu mesmo e desagradável. E não outro, por mais alegre que seja" (Bernard Marx)

Vale a leitura, para refletir sobre o preço de uma sociedade tida como ideal. Onde existem pesoas existem problemas e para que estes não existem, o preço foi não mais existirem indivíduos.
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Lucas 19/08/2018

Uma distopia... atraente?
Admirável Mundo Novo, na minha opinião, é diferente de outras obras do gênero. O futuro distópico apresentado por Aldous Huxley, apesar de ser bizarro e se apresentar claramente como uma crítica à nossa sociedade, não deixa de ser atraente. Ao contrário de 1984, por exemplo, eu não senti repulsa às ideias apresentadas ali (pelo contrário, elas fazem até sentido, o que me lembrou um pouco a premissa de "O Doador de Memórias").

Partindo do pressuposto de que a luta de classes é eterna e dificilmente a sociedade deixará de ser piramidal, com opressores no topo e oprimidos na base, devo dizer que, por mais absurdo que seja o sistema apresentado em Admirável Mundo Novo, eu prefiro uma supressão de sentimentos, crenças e ideias à uma sociedade infeliz e em constante conflito. E é engraçado que o desfecho do livro reafirmou ainda mais o meu apreço pela distopia apresentada ali, em vez de desincentivá-la.

Em relação à escrita, achei o livro fluído e de fácil leitura, porém com algumas partes bem confusas, principalmente quando o autor tenta narrar dois ou mais eventos paralelos ao mesmo tempo. Também queria que o desfecho fosse mais completo. Do meio para a frente, acontece uma inversão de protagonistas e eu acho que a figura do Bernard acabou ficando mal aproveitada, mas, enfim... o livro é muito bom! Recomendo a leitura, principalmente para amantes de distopias!
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Thiago Boesing 11/08/2018

Distopia virando realidade.
Admirável Mundo Novo escrito pelo Inglês Aldous Huxley (1894-1963) em 1932 vem com a proposta de uma Distopia, uma ficção cientifica que se passa Em Londres no ano de 2540 Depois de Ford, o qual tenta advertir e antecipar alguns desenvolvimentos científicos em tecnologia reprodutiva, manipulação psicológica e condicionamento social, tudo que se diz respeito aos indivíduos humanos, que se combinam para mudar profundamente a sociedade.
Para tentar pôr fim às guerras que ameaçavam destruir a espécie humana, um governo totalitário impõe o mais completo controle sobre a reprodução, pais e mães são extintos, bebês passam a ser criados em laboratório por meio de uma técnica de cultivo de células que produz dezenas de gêmeos idênticos de uma só vez.
Uma vez nascidos, os bebês passam por um processo de condicionamento cerebral, que inclui choques, sons estridentes e doutrinação por meio de frases motivacionais durante o sono, durante a fase embrionária para uns mais oxigênio, para outros menos, num conjunto projetado para produzir castas de pessoas perfeitamente adaptadas às suas funções sociais, da "classe dominante" dos Alfas aos trabalhadores braçais Deltas e Y, cada qual com sua função sempre Felizes e se algo não estivesse bom o SOMA (espécie de antidepressivo) ajudaria a melhorar.
Ao contrário de que era vivido na obra 1984 onde todos eram vigiados, Huxley descreve uma sociedade caracterizada no condicionamento mental e na “felicidade”, mesmo que à base de drogas as quais mantem seu povo tranquilo e de fácil manipulação. Desde Cedo as Crianças eram subordinadas a odiarem livros e flores através de estímulos e tratamentos com choque elétrico, tudo era controlado para que todos se mantivessem em suas funções e em seu devido lugar na sua casta, odiando as demais, e não tendo como se rebelar contra o sistema.
Huxley enfatiza que não quis tratar de avanços tecnológicos e sim de uma possibilidade de avanço na ciência modificando a sociedade e seu modo de vida onde todos tendem a serem sempre felizes mesmo sem sentido algum, todos vivendo um consumismo exacerbado e baseados em uma sociedade promiscua, sendo pontos cada dia mais normais na nossa atualidade.
A história não traz um personagem principal, mas o seu entorno se dá na figura do “Selvagem”, que nasce de uma mãe algo não mais tradicional na sociedade, em uma reserva natural onde vivem tribos indígenas, ao ser levado a sociedade o selvagem vira atração pois é tratado como algo diferente naquele contexto. Na sua infância o selvagem tem contato com alguns livros de Shakespeare, os quais lhe dão um poder de interpretação e reflexão diferenciados e acreditando que por relatos de sua mãe a sociedade civilizada fosse de tudo maravilhoso, vem a descobrir que nem tudo é como parece.
A leitura do presente livro nos leva a uma reflexão da realidade criada por Huxley, baseado em prematuros estudos de sua época, e de possibilidade de um futuro incerto, mas que começa a tomar uma forma muito parecida com a distopia proposta pelo autor, dessa forma a leitura se mostra tão atual e envolvente, trazendo à tona alguns medos e dúvidas sobre a incessante busca da felicidade a todo o custo.
Como em outras distopias, Huxley nos mostra que podemos ter um antídoto a esse possível futuro de controle total e de condicionamento que nos cerca, e ele ainda está disponível em muitas bibliotecas, os livros são uma fonte imensurável de conhecimento e fonte de reflexão do rumo qual desejamos e esperamos estar inseridos no futuro.
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Paulina 02/08/2018

Admirável mundo novo
Um clássico da literatura e considerado uma das primeiras distopias modernas, “Admirável mundo novo” é uma obra que precisa ser lida. Assim como 1984, Farenheit 451 e Laranja Mecânica, esse é um tipo de livro que nos faz refletir sobre um futuro pessimista para a sociedade. Aldous Huxley trouxe na trama críticas à época em que vivia e conseguiu fazer muitas previsões sobre o rumo político e o progresso da ciência.

A narrativa ocorre por volta de 2500, ou “por volta do ano 600 da era fordista”, referência a Henry Ford, inventor de um método de organização do trabalho para a produção em série e da padronização das peças. A técnica transformou os trabalhadores em robôs repetindo o mesmo gesto o dia inteiro. No romance, nos deparamos com a perspectiva tenebrosa de uma sociedade totalitária fascinada pelo progresso científico, uma sociedade desumanizada, desprovida de sentimentos e que aparenta uma eterna felicidade. Um mundo em que as relações pessoais dotadas de sentimento não são aceitáveis.

As relações familiares são inexistentes. As pessoas nascem a partir de uma máquina e o Estado determina a classe social e o papel de cada indivíduo na sociedade. Por se tratar de um governo totalitário, na narrativa aparentemente todos são felizes e aceitam pacificamente o destino traçado para cada um. Os seres humanos não são mais vivíparos, agora eles são “produzidos” em indústrias especializadas segundo modelos variados, de acordo com tarefas atribuídas a cada indivíduo e condicionados a viver de uma maneira predisposta antes mesmo de vir ao mundo.

O livro foi escrito há aproximadamente 70 anos, numa época aparentemente distante, mas que está mais próxima da realidade do que se poderia imaginar décadas atrás. A história mostra o controle de cidadãos a partir do uso de uma droga fictícia chamada soma. "Soma" pode ser entendida hoje por diversos outros vícios, como é o caso das redes sociais, pois possibilita uma conexão com amigos e estranhos próximos de modo falso.

Admirável Mundo Novo nos ajuda a compreender a dimensão dos riscos diante dos avanços científicos com os quais nos deparamos por todos os lados, que põem em perigo o futuro do nosso planeta e também da humanidade. Sem nos dar conta, deixamos a humanidade de lado e nos assemelhamos cada vez mais à robôs.

site: http://naoseavexe.blogspot.com/2018/07/resenha-admiravel-mundo-novo.html
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Alcinéia 01/08/2018

Oh admirável mundo novo!
Em “Admirável Mundo Novo” a liberdade foi trocada por segurança. O livro retrata uma sociedade futura onde os indivíduos são condicionados desde a concepção, de forma genética, de forma biológica e psicológica a se conformar com as regras sociais vigentes em um estado autoritário, porém de forma pacífica. Nessa sociedade tudo é programado e controlado, havendo divisão de classes, os Deltas + e os Deltas -.
No Admirável Mundo Novo ninguém sofre e nem envelhece, também não leem livros antigos, pois a biblioteca é usada somente por motivo de consulta, também os jovens não são estimulados a procurar qualquer tipo de diversão solitária. Mas ao encontrarem um selvagem que vive fora desse mundo, se confrontam com a natureza humana “nua e crua”. O selvagem os desafia, mostrando a falsidade do mundo “civilizado”. “Eu preferiria ser infeliz a ter essa espécie de felicidade falsa e mentirosa que vocês gozavam aqui.”
No Admirável Mundo Novo as pessoas também foram condicionadas a conviver com a morte de uma forma que não lhes causa dor. Lá não se chora quando alguém de quem se goste morre, pois sentimentos como gostar e amar também foram abolidos. E o lema principal desse povo é: "Mais vale acabar que consertar." Sendo bem a regra do capital que reina.
E se mesmo nesse mundo “perfeito” o ser humano se deparar com a angústia, há o Soma... o que podemos chamar de Clonazepan (Rivotril). “Porque o nosso mundo não é o mesmo mundo de Otelo. Não se pode fazer um calhambeque sem aço, e não se pode fazer uma tragédia sem instabilidade social. O mundo agora é estável. As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes, por quem possam sofrer emoções violentas; são condicionadas de tal modo que praticamente não podem deixar de se portar como devem. E se por acaso alguma coisa andar mal, há o soma.” Oh, admirável mundo novo! Oh, admirável mundo novo!!
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Dia de Livro - Jéssica Nogueira 29/07/2018

Sei lá, estou confusa!
Preciso de um tempo para processar.
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Monique 28/07/2018

No primeiro terço do livro a leitura passou arrastada pelo excesso de descrições, mas, logo em seguida, a história começou a fluir melhor. Entre bebês fabricados, divisão social, um Deus capitalista (Oh, Ford!), promiscuidade liberada, e incentivada, consumismo exacerbado, valores distorcidos e o uso liberado de drogas sintéticas, eu fico me perguntando se o Huxley era vidente. Haha... Porque não é possível um livro de 1932 'acertar' tanto assim sobre o futuro.

Que bela crítica à sociedade capitalista e tecnológica. Minha nossa!! Está tudo ali, em 312 páginas... a manipulação do Estado, o abuso da indústria, o condicionamento psicológico (que não se percebe), políticos vândalos tomando decisões duvidosas sobre o bem estar comum, uma raça ignorante, que se sustenta com entretenimento pobre, acesso a tecnologia e abundância de bens materiais. Poderia ser mais atual?

Fica o questionamento sobre o quanto o avanço da ciência afeta nossa existência. Sobre o quanto cada inovação da tecnologia (cada dia mais rápida) nos leva à mudanças econômicas e sociais, que influenciam diretamente os nossos valores. Afinal, é bem verdade que quando estamos satisfeitos deixamos de contestar o ambiente em que vivemos. E então, sabemos realmente utilizar o nosso livre arbítrio? Já vivemos uma distopia?
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Letícia 26/07/2018

Tua única opção é ser feliz
Considerado uma distopia clássica, Admirável Mundo Novo é sobre uma sociedade em que o conceito de família não existe mais (uma das maiores ofensas que você pode dizer a alguém é perguntar se a pessoa tem mãe). Ninguém nasce, todos são criados em tubos em laboratórios e recebem as quantidades que necessitam de nutrientes conforme sua casta - existem cinco: Alfa, Beta, Gama, Delta e Ípsilon. Por exemplo, quem é criado para pertencer à casta Ípsilon recebe menos oxigênio do que seria necessário, para que seu cérebro não se desenvolva e ele não seja capaz de pensar, apenas obedecer. Cada uma das castas desempenha uma função na sociedade.

Depois de geradas, as crianças passam a ser educadas pelo Estado, e desde pequenas ouvem frases durante o sono - é aquela velha história de que uma mentira repetida várias vezes se torna uma verdade. Como aquilo fica impregnado dentro do cérebro de cada um, ninguém nem sequer para pra pensar se é certo ou não, apenas concorda.

Uma dessas frases é "Um pertence a todos", e essa inclusive foi a parte que mais me assustou. Como famílias não existem, ninguém se apega, uma mulher é até mal-vista pela sociedade se passa muito tempo com um mesmo homem. O melhor é que você "namore" com alguém por no máximo um mês, sem ser fiel a essa pessoa, e logo troque de par. Até por isso, as crianças desde muito pequenas participam de "brincadeiras eróticas", e existe meio que um "culto" que alguns indivíduos participam onde todos se relacionam ao mesmo tempo :\

A única opção que se tem é ser feliz. Ninguém pode se sentir triste, magoado ou irritado, por isso todos devem ter seus desejos atendidos. Não é aconselhado que você tenha vontade de fazer uma coisa e não faça (lembrando que o Estado meio que te obrigou a ter as vontades que ele quer), e se ainda assim você se sentir um pouco "pra baixo" existe o Soma: uma droga que te deixa só "paz e amor", se é que me entendem rsrsrs. As castas superiores carregam comprimidos de meio grama que podem tomar a hora que quiserem, e as castas inferiores recebem uma dose diária ao final da jornada de trabalho.

Como essa sociedade é num futuro distante (632 Depois de Ford) a tecnologia é muito avançada. Não vou dar muitos detalhes, senão daqui a pouco é capaz de eu soltar um spoiler, é interessante ir lendo e descobrindo como o autor imaginou que a tecnologia evoluiria.

Bem, eu estou só descrevendo a sociedade e ainda não falei qual a estória do livro. É que essa foi justamente a parte que não me agradou. Eu senti muita falta de uma ESTÓRIA, realmente, porque ele é mesmo mais na intenção de nos fazer entender aquele mundo do que de acompanhar um desenvolvimento. Posso dizer que o personagem principal é o Bernard Marx, um Alfa que, dizem, recebeu mais álcool do que os outros de sua casta quando estava sendo formado, então é um pouco mais baixo, mais magro, e por isso é um pouco excluído das relações. No entanto, ele é mais crítico: percebe o que foi imposto a ele e é um pouco resistente quanto ao uso do Soma. Ele é apaixonado pela Lenina, uma Beta bastante "pneumática" - adjetivo usado várias vezes durante o livro para se referir a uma mulher "bonita" - e consegue convencê-la a visitar com ele a Reserva dos Selvagens: um lugar em que algumas pessoas ainda vivem com parte dos costumes da nossa sociedade. Lá eles conhecem Linda, uma mulher "civilizada" que acabou indo parar lá por um motivo, e seu filho John, que fica conhecido no livro como "O Selvagem". Bernard Resolve levá-los até a sociedade civilizada e a partir daí a história se desenvolve um pouco mais, embora pra mim ainda tenha deixado a desejar.

Eu fiquei muito tempo querendo ler esse livro, talvez por isso a minha expectativa estava muito alta e eu me decepcionei. Mas não dá pra negar que é um livro muito bem desenvolvido e que com certeza inspirou muitas das distopias tão "modinha" agora (vi O Doador de Memórias em cada página de Admirável Mundo Novo). Vale a pena ler.

site: https://conversandosobrelivros.com/2018/08/24/admiravel-mundo-novo-resenha/
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Luana.Torres 26/07/2018

Todos deveriam ler
Um livro incrível, extremamente crítico, bem construído e narrativa muito boa. Entrou para a lista dos meus livros favoritos!
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Alex Calixto 25/07/2018

Resenha publicada no meu instagram: autor.alexcalixto
Nesse livro, o autor Aldous Huxley apresenta uma sociedade dominada por um regime totalitarista. Porém não existem atos violentos ou opressores. As pessoas são controladas através de uma ilusão da felicidade e do prazer.

Ninguém procria ou nasce de maneira natural. As pessoas são fabricadas através de técnicas de engenharia genética. As próprias palavras “mãe”, “pai”, ou “família” são consideradas ofensivas e não devem ser usadas. Os indivíduos são gerados para se encaixarem no sistema de castas que divide a população.

Desde o nascimento, os cidadãos são condicionados a gostarem só do que lhes é permitido. Pessoas de castas inferiores não podem gostar de livros, portanto, quando bebês eles levam choques se tentarem se aproximar de um. Indivíduos que foram criados para serem trabalhadores braçais são estimulados, através de manipulações psicológicas, a se sentirem felizes apenas se realizarem algum trabalho pesado.

Esse também é um mundo no qual o amor é proibido. Apaixonar-se por alguém é uma questão perigosa, portanto não é permitida. A própria palavra “amor” não pode ser utilizada. Em vez disso, desde pequenas as pessoas são incentivadas à prática do sexo sem limites. Quanto mais promíscua uma pessoa for, melhor será. É comum encontrar grupos de crianças nuas, correndo pelos arredores e fazendo orgias.

Também não há doenças ou envelhecimento. Todos seguem belos e jovens até a idade em que lhes é permitido viver. E para que não aconteçam desconfortos, existem os comprimidos de Soma. Basta uma pequena quantia dessa droga para que os problemas desapareçam e a felicidade tome conta. Pelo amor de Ford, tristeza é algo que não pode existir. Que Ford proteja a todos! Sim, essa é uma sociedade que idolatra Ford (aquele dos carros) como seu verdadeiro Deus.

Admirável Mundo Novo é um livro distópico, mas, devido aos avanços tecnológicos que são possíveis no mundo real, conseguiu me assustar mais que muitas histórias de terror.

site: https://www.instagram.com/autor.alexcalixto/
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Vic 23/07/2018minha estante
aaaaaaaaaaa quero muito ler


Any 25/07/2018minha estante
é muito booooom, leia sim, bb




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Dani 05/07/2018

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley [12 L. Físicos]
Admirável Mundo Novo apresenta uma sociedade totalitarista em que as pessoas vêm ao mundo como se produzidas em uma fábrica, e já com seu destino todo traçado. Os trabalhadores serão trabalhadores, assim como as classes superioras. Nessa sociedade não há doenças, velhice, desejos, somente a comodidade controlada pelo estado.
Esse livro me interessou logo no começo, porque já traz essa reflexão sobre a sociedade capitalista, onde uma pessoa é vista como apenas uma ferramenta para o crescimento da sociedade. Além de apresentar temas interessantes como esse, esse romance possui uma narrativa fácil de acompanhar, envolvente.
Depois de algum tempo conhecemos Lenina e Bernard, assim como outros membros dessa sociedade. O segundo é um homem que se encontra deslocado em seu mundo, um personagem típico desse tipo de estória, mas que acabou não sendo fiel ao clichê esperado (um ponto tanto positivo quanto negativo, porque eu esperava exatamente isso e acabei me decepcionando um pouco).

"Reprimido, o impulso transborda, e a inundação é sentimento; a inundação é paixão; a inundação é loucura até (...)".

Foi realmente interessante ir acompanhando esse mundo novo e admirável, principalmente porque ele se choca bastante com as crenças e ideais do nosso. É realmente interessante refletir sobre tantos pontos, ainda mais porque são coisas que já foram aplicadas no "mundo real"; toda a construção dessas ideologias tidas como verdades absolutas, o desprezo das de outras sociedades, épocas, etc.

"Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade, quero a bondade. Quero o pecado."

Sobre a estória em si, essa apresenta vários conflitos relacionados com esses dois e outros personagens, e sua relação com o mundo em que vivem. Não é bem um enredo, mas isso me agradou porque combinou realmente bem com a leitura. O final me decepcionou um pouco por causa daquilo que comentei antes, o fato de o personagem não ser bem o que eu esperava, mas não me desagradou por completo.
Finalizei a leitura com um sentimento positivo, e gostei como essa edição que li ainda trouxe exercícios de interpretação, para facilitar ainda mais as reflexões contidas na estória.

site: http://blueunendlichkeit.blogspot.com/2018/07/admiravel-mundo-novo-aldous-huxley-12-l.html
Letícia 26/07/2018minha estante
Também fiquei esperando esperando que o Bernard fosse uma coisa e era outra :( Bem boa a tua resenha!


Lorena.Moreira 12/10/2018minha estante
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Cris 03/07/2018

A loucura é contagiosa
“Aqui não queremos saber de coisas antigas. (...) Sobretudo quando são belas. a beleza atrai, e nós não queremos que ninguém seja atraído pelas coisas antigas. Queremos que amem as novas.”

O autor nos apresenta um mundo distópico, que se passa mais de 600 anos após Ford. (Isso mesmo, o da fábrica de automóveis).
Só o fato de ter esta alteração na forma de contagem do tempo já é bastante bizarro.

Neste mundo, vários conceitos que temos hoje não existem mais. O mais forte pra mim foi a inexistência de família: as mulheres não dão à luz, não existem parentescos e nem relações amorosas.

O mundo é dividido em castas e cada um é criado para desempenhar o seu papel na sociedade sem direito de escolha, ou sem opção de mudança de casta.

Todos são ensinados de forma que aceitam as suas condições e não conseguem se rebelar contra isso.

Se isto pode ser considerado ruim, temos a parte que compensa. Ninguém envelhece, as pessoas tem mais de 60 anos, mas aparentam ter metade da idade. Não ficam doentes e vivem felizes e satisfeitos com suas vidas.

Essa sociedade condena os relacionamentos amorosos, mas incentiva relações sexuais casuais e a troca constante de parceiros. A humanidade se transformou em robôs, que só fazem o que são programados pra fazer, sem nenhum tipo de questionamento.

Que livro assustador! Foi uma leitura muito difícil pra mim, em primeiro lugar, porque imaginar este mundo que o autor descreve foi um grande desafio. À medida que eu fui lendo, eu fui me sentindo mais e mais angustiada com essa história.

É aquele tipo de livro que você termina de ler com um sentimento de inquietação e tristeza.

Acho que também por causa disso, a leitura não me agradou. Demorei muito pra ler, achei a leitura arrastada e não consegui sentir empatia por nenhum dos personagens.

Comparado a outras distopias famosas, como Fahrenheit e 1984, das quais gostei bastante, essa aqui deixou bastante a desejar na minha opinião, porque não gostei da narrativa. Mas, apesar disso, é inegável o valor que a obra representa pelos questionamentos que traz e pelas críticas à sociedade.

“E esse (…) é o segredo da felicidade e da virtude: amarmos o que somos obrigados a fazer. Tal é a finalidade de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar.”



site: https://www.instagram.com/li_numlivro/
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