Entrevista com o Vampiro

Entrevista com o Vampiro Anne Rice


Compartilhe


Resenhas - Entrevista Com o Vampiro


260 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Van 05/10/2018

Resenha Entrevista Com o Vampiro Volume 1 – As Crônicas Vampirescas
Antes de falar sobre o livro, tenho que dizer que já conhecia a história através do filme Entrevista Com o Vampiro de 1994 e que assisti quando era criança. Eu recomendo este filme a todos, ele capta bem a essência do livro, e os atores Tom Cruise, Brad Pitt e Kirsten Dunst atuam maravilhosamente em seus papéis. Só muitos anos depois que eu fui ler o livro e mesmo assim o encanto foi o mesmo. Claro que o livro é mais rico em detalhes e tem algumas diferenças entre o filme e o livro, mas vale muito a pena assistí-lo. E para os leitores da Anne Rice tem novidade boa vindo por aí, será feito uma série sobre as Crônicas Vampirescas!

Quando se fala em livros sobre vampiros, Drácula de Bram Stoker e Entrevista Com o Vampiro são meus preferidos.

Uma das coisas que eu acho genial e criativo deste livro é o fato da história dele ser contado através da entrevista que Louis dá a um rapaz, por este motivo o nome do livro ser Entrevista Com o Vampiro. Louis quer contar a sua história desde 1791, quando foi transformado. É interessante as reações do rapaz que o entrevista (medo, aflição, curiosidade) e os diálogos entre eles conforme o misterioso vampiro vai contando a sua história.

Louis morava em Louisiana, com sua mãe, irmã e irmão, seu pai já era falecido, tornando-se o chefe da casa. Sua família é de origem francesa, tinha recebido terras do governo para iniciar plantações de índigo no Mississipi, muito próximo de Nova Orleans.

O único interesse do seu irmão era as orações, ele era extremamente religioso e passou a ter visões, mas uma tragédia acontece com ele e acaba falecendo, e a morte dele causa um impacto muito grande em Louis que se sente culpado por sua morte. Por isso Louis se torna uma pessoa autodestrutiva, sentindo uma imensa dor e não desejando mais viver a vida, e então a “morte” o encontra, o vampiro Lestat.

Como se estivesse enfeitiçado e encantado por Lestat, ele acaba entregando a sua vida e é transformado em vampiro. Louis descreve a transformação com detalhes, a vida deixando o corpo dando lugar à imortalidade.

Lestat na verdade transformara Louis em vampiro porque queria a fazenda Pointe du Lac e pelas habilidades que Louis tinha em administrar negôcios.

Aos poucos a personalidade insensível, audaciosa, irrequieta e desprovida da consciência humana entra em choque com os tormentos de Louis, que é sensível, cheio de dúvidas querendo respostas sobre o bem e o mal, atormentado pelo fato de ter que matar, pois ainda carrega fortemente sua consciência humana e que mesmo com a imortalidade ainda carrega a dor da sua vida que ficou para trás. A culpa e a dor sempre o acompanham.

O livro é muito mais profundo e rico do que posso descrever aqui, constantemente há o questionamento de Louis sobre o bem e o mal, a vida e a morte. E se nós mortais desejamos a imortalidade, ele nos mostra as consequências disso, o que é viver por séculos. Ver familiares morrer, ter que acompanhar as mudanças no mundo, que pode ser dolorosa e a solitária.

Lestat não dá as respostas que Louis busca, na verdade é até uma forma de Lestat manter Louis por perto, preso a ele. Mas quando Lestat sente que Louis pode abandoná-lo, ele traz Cláudia para a vida deles, uma criança de apenas cinco anos que Louis encontra chorando em sua pobre casa nos becos fétidos e sujos da cidade. Com Cláudia transformada, os três juntos passam a viver como uma família. Mas é Louis que tem uma ligação maior com Claudia, um misto de amor e de culpa por ela ter sido transformada em vampiro.

Surpreendente a personagem que Anne Rice criou, uma criança vampira de cinco anos, mas que ao passar dos anos desenvolve a mentalidade de uma mulher adulta presa no corpo de uma criança.

Até determinado momento o livro é sobre os três convivendo juntos, e com o ódio de Cláudia crescendo por Lestat conforme a sua raiva de estar presa no corpo de uma criança também cresce, e então ela decide se livrar de Lestat.

Louis e Cláudia vão em busca das respostas que tanto os atormentam, vão a outros países em busca de vampiros para buscar respostas e nisso encontram o vampiro Armand que se atrai pela a humanidade que ainda reside em Louis. E não poderei falar mais do que isso, pois muitas coisas acontecem e para saber só lendo o livro, mas posso te adiantar que a dor de Louis só aumenta.

site: www.vancarlos.com
comentários(0)comente



Gei. Silva 30/08/2018

Li Entrevista com o Vampiro esse ano... e definitivamente se tornou um dos meus livros favoritos de TODA A VIDA ( só não é o primeiro porque existe Harry Potter).
Anne Rice nos contará em sua obra a saga do vampiro Louis transformado a mais 200 anos e que desde então "vive" em sua "diabólica imortalidade".
O melhor modo de descrever esse livro tão maravincrível acredito que seja por meio dos personagens fantásticos e surpreendentemente bem criados e desenvolvidos por Anne.

Louis é um tipo clássico que acredito que seja bastante essencial em uma história de vampiros ( nem todo vampiro precisa ser um assassino desvairado) e é isso que o torna tão bom como personagem. Louis tem reflexões, dúvidas sobre o que é e se realmente é apenas um ser filho do diabo que existe para assolar a humanidade matando-os para continuar a existir.
Ele mantém em si grande parte da humanidade religiosa em que fora criado e por isso acredito eu que tenha sido tão difícil para ele aceitar tudo isso, tudo o que se resumia sua nova existência. Assim sendo ele se esforça grande parte da narrativa para manter o que ainda considera o certo, mesmo sendo um vampiro.

Cláudia. Ah o que dizer sobre uma das vampiras que coloca no chinelo qualquer projétil de imortal sugador de sangue? Cláudia é uma personagem incrível por dois grandes motivos reflexivos. Primeiro: ela é uma criança no corpo de uma mulher. Uma mulher insatisfeita com a pele em que fora obrigada a ter na imortalidade. Desejosa por coisas que jamais virá ter por sua idade humana. ( sinceramente se eu fosse transformada em vampira com CINCO anos também os mataria). Segunda: ela quer matar. Não apenas para se alimentar, mas pelo prazer que o tão mencionado no livro "ato de matar" a traz. Tanto que a linda criancinha tem por preferência matar FAMÍLIAS INTEIRAS.
Claudia é o que torna o primeiro romance de Anne Rice mais surpreendente, mais fascinante.

E claro. É impossível citar o nome de Anne Rice e não falar dele, sua criação mais famosa: Lestat. O que é Lestat? Certamente o vampiro mais "vampiro" que já se criara em toda história vampiresca. Lestat sabe o que ser um vampiro e fez isso como nenhum outro, é a criatura da raça que mais aproveitou as dádivas do ser vampiro que eu já vi, ao invés de ficar como Louis reclamando por séculos.

E por último Armand ( infelizmente em mais poucas palavras, pois foi o personagem que menos compreendi inteiramente). Armand é um dos personagens mais pragmáticos que já li. Ele sabe que não há uma razão demoníaca, de grande extensão extra universal no ser que é. Como Louis pensava ser. Eles são vampiros seres que estão ali por que estão, como os humanos. Aliás a pergunta que Louis deveria ter feito é: Por que os HUMANOS existem primeiramente?

O livro parte da saga de Anne Rice pessoalmente é extraordinário por mostrar tão unica e luxuosamente os vampiros. Como alguém que ama vampiros como criatura de ficção ouso dizer que ninguém fez essas criaturas tão mais perfeitamente que Anne Rice. Vampiros são seres livres, que não se importam e não devem se importar com a humanidade e seu bem-estar. Que aproveitam a imortalidade e suas dádivas.

Vejo muita gente mesmo comparando-o a Crepúsculo. Algo que não existe! Anne Rice é verdadeira em sua criação e não se limitará a chocar o leitor com a face mais pura desses seres tão cativantes. E ao contrário dos Cullen, esses vampiros não dão festinha para humanos!

Desculpe por tamanho texto, mas é impossível para mim que tanto o amo escrever pouco sobre ele. Embora eu com minhas míseras palavras não o tenha descrito tão perfeitamente quanto é.

comentários(0)comente



Kaduzette 04/08/2018

ABANDONEI
Esse foi o único livro até hoje que eu não terminei de ler e parei logo no começo, muito dialogo, muita enrolação, eu tive um visão errada ou o vampiro é realmente gay? eu preferi para de ler do que ler um romance entre dois vampiros, me desculpem.
Theo 08/08/2018minha estante
sim, é esse melodrama o livro inteiro.


Theo 08/08/2018minha estante
leia Drácula, faz parecer entrevista com o vampiro um romance meloso de pré-adolescentes.




Suellen 21/07/2018

A história começa com Louis contando toda a sua vida de vampiro para um jornalista que está muito interessado.
Louis era um rapaz de 20 anos, que estava em uma profunda depressão depois de uma perda em sua família. Foi nessa época que ele conheceu Lestat, um vampiro com grande poder e beleza que está interessado nos bens dele e de ter um companheiro.
Quando Louis se torna um vampiro, ele se sente culpado por tirar vidas humanas e com isso decide não fazer isso nunca mais, resolvendo beber sangue somente de animais.
Louis é uma pessoa profunda. Ele quer obter algumas respostas. Se existe Deus, o Diabo. Se há outros vampiros. Mas Lestat não tem interesse nesses assuntos e isso faz que os dois começam a ter um distanciamento entre eles. Até que surge Cláudia, uma garota de 5 anos de idade, que foi transformada para que Louis não abandonasse Lestat.
Cláudia se torna a parceira de Lestat ao também ter interesse por buscar sangue humano, e também se torna parceira de Louis por ter o mesmo senso de curiosidade pela vida.

Desejava ler esse livro há muito tempo, mas não tive a mesma sensação que tive ao ver o filme.
Achei Louis muito auto crítico. Muito depressivo, o que parece que piorou depois de se tornar vampiro.
E fiquei um pouco incomodada com a Claudia. No livro ela é muito mais nova que o filme. Então imagina ver uma criança de 5 anos ter uma cabeça de uma mulher, desejar coisas que ela nunca poderá ter por ser uma mulher presa em um corpo de uma criança.
Acho que o único personagem que não sobre mudança é Lestat. Nas duas obras ele é sedutor, ardiloso, impiedoso e possessivo (essa última sendo a mais forte de todas).

site: https://www.instagram.com/sula_fenix_
comentários(0)comente



Fábio 08/07/2018

Publicado originalmente no Blog "Sangue Antigo"

Anne Rice é incontestavelmente a rainha da literatura gótica/fantástica moderna, reconhecimento conquistado por suas obras sombrias e sensuais, particularmente As Crônicas Vampirescas, das quais Entrevista com o vampiro é o primeiro volume. Resgatando alguns elementos das histórias tradicionais (vampiros que dormem em caixões e queimam ao sol) e desconsiderando outros (estacas no peito, intolerância a símbolos religiosos), Rice constrói um romance grandioso (não em extensão, mas em profundidade), dando uma dimensão filosófica e poética ao vampirismo raramente vista na literatura do gênero.
O título do livro é autoexplicativo: a obra é predominantemente narrada em 1ª pessoa pelo vampiro Louis de Pointe du Lac, que conta a um repórter sua conturbada existência imortal desde as origens, no século XVII. Nessa época ele tinha pouco mais de vinte anos de idade e estava passando por uma forte depressão motivada por uma tragédia na família (tragédia essa que não é a mesma mostrada na adaptação para o cinema). É então que Lestat de Lioncourt cruza o caminho de Louis e muda seu destino mortal para sempre.
Lestat é apresentado como ardiloso e sedutor, manifestando por Louis um interesse duplo: primeiro, apossar-se de suas terras; paralelamente, deseja obter um companheiro e “amante” eterno, uma vez que se sente fortemente atraído pela beleza e o sentimentalismo de Louis. A propósito, um aspecto marcante na obra de Anne Rice, presente também nos demais volumes, é a fascinação pela beleza, seja a dos vampiros que seduzem os mortais, seja a dos humanos que encantam os imortais. Nesse sentido, não é de estranhar o tom sutilmente homoerótico que permeia a obra.
Se Louis remete aos ultrarromânticos byronianos, com todo aquele drama existencial envolvendo o sofrimento e o desgosto de viver, Lestat se encaixa, inversamente, nos moldes hedonistas, preocupado apenas com a satisfação de suas vontades e apetites, bem como pelos demais prazeres que acompanham a imortalidade.
Entrevista com o vampiro é parcialmente resultado de uma experiência traumática da autora: a perda de sua filha, morta ainda criança em decorrência da leucemia. O livro representa essa filha alegoricamente na forma da pequena Cláudia, a criança “adotada” por Louis e Lestat e transformada em vampira por eles.
Outro personagem interessantíssimo da história (e, particularmente, o meu personagem favorito das Crônicas) é o vampiro Armand, que ganha mais destaque nos volumes seguintes, tendo, inclusive, um livro próprio. Ele dirige o Teatro dos Vampiros, em Paris; trata-se de um covil de vampiros que “fingem ser humanos que fingem ser vampiros”, atraindo multidões para os espetáculos muitas vezes mórbidos que encenam nos palcos.
Mesmo sendo o primeiro livro de uma longa série que ainda não foi encerrada, Entrevista com o vampiro pode ser lido sem preocupação imediata com as sequências, pois possui uma história completa: a vida de Louis, de sua transformação até os dias atuais, das descobertas às viagens pelo mundo, está tudo ali. A escrita detalhista e imersiva de Anne Rice, somada à primorosa tradução de Clarice Lispector proporcionam uma leitura fundamental aos fãs dos sanguessugas, sobretudo em se tratando de vampiros que se permitem ser monstros sem deixar de ser aristocráticos.


site: https://vampirosnastelasenasletras.blogspot.com/2018/07/livro-entrevista-com-o-vampiro.html
Cleuzita 08/07/2018minha estante
Li sua resenha todinha :)
Acho que já comentei com você que nunca li um livro de vampiros, nenhumzinho mesmo.


Cleuzita 08/07/2018minha estante
... Nunca me interessei, mas "Entrevista com Vampiro" eu fiquei com vontade, muito graças a você.
Sua resenha é ótima e instiga o leitor a se aventurar no universo vampiresco de Rice.
Parabéns, você escreve muito bem.


Fábio 08/07/2018minha estante
Obrigado, Cleuzita! Você já me disse mesmo que nunca leu nada de vampiros... e isso foi como uma estacada no meu coração, haha! Se te interessar, eu fiz um blog específico sobre o tema, e nele eu posto resenhas de livros e filmes de vampiros. Procuro fazer pelo menos uma postagem por semana. Esta resenha de "Entrevista" é a mais recente, fiz hoje. :)


Cleuzita 08/07/2018minha estante
Adorei a "estaca no meu coração" hehehe
Vou providenciar minha iniciação :D
Quero sim conhecer seu blog.


Fábio 09/07/2018minha estante
Pois bem! Vou deixar o link aqui.
https://vampirosnastelasenasletras.blogspot.com/


Cleuzita 11/07/2018minha estante
Já estive por lá ;)


Fábio 11/07/2018minha estante
Sim! Eu vi e respondi! :)




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Cintya Plem 17/05/2018

Entrevista magnífica
Com uma escrita totalmente poética, onde cada trecho é perfeitamente desenvolvido para atrair, emocionar e cativar, logo no inicio conhecemos Louis que é vampiro e está dando uma entrevista. Nela vamos conhecer a maior parte de sua trajetória, enquanto um simples homem humano trabalhador que vê sua vida mudar completamente ao se deparar com Lestat o responsável por sua transformação. Nessa fase de adaptação ao novo modo de viver Louis começa a conhecer Lestat em sua forma extravagante e temperamental e quando as outras pessoas começam a desconfiar de ambos ele precisam fugir.
Percebemos desde o inicio que Louis não consegue aceitar essa vida de matança, a parte humana e piedosa dele continua intacta apesar de sua nova natureza, então Lestat transforma uma criança em vampiro para que Louis com seu coração grande não vá embora. Eles se tornam uma nova família junto com Cláudia, foram anos de afeição e carinho. Apesar de não crescer fisicamente sua mente se desenvolve e ela procura por respostas.
Louis e Cláudia vão em busca de compreensão sobre suas naturezas e pelo caminho encontram vampiros totalmente diferente deles, monstros sem almas que devastam cidades inteiras. Encontram também seus semelhantes, mas nem por isso querem companhia.
O dilema interno de Louis é o que mais chama a atenção, mesmo se tornando um vampiro a bondade de seu coração não deixa de existir. Ele faz de tudo para não ser o monstro que todos insistem para ele ser.
comentários(0)comente



Luma.Almeida 17/04/2018

Entrevista com o Vampiro
O livro é todo baseado no título, é uma entrevista com um vampiro. O vampiro é Louis, ele interessado em contar suas histórias, encontra um jovem repórter que também está interessado em entrevista-lo, Louis então faz o relato minucioso dos seus duzentos anos de vida, vividos até então.
A narrativa começa na época escravocrata, onde Louis se sente culpado pela morte de seu irmão e desesperado e desiludido da vida, anseia pela morte. Nesse momento ele conhece o vampiro Lestat, um vampiro com grande poder e beleza. Louis acaba cedendo aos seus encantos e Lestat o transforma em vampiro. Mais ele não se transforma em um vampiro assassino e sanguinário. Ele se sente culpado por tirar vidas humanas, se alimentando somente com sangue de origem animal.
Louis é um vampiro digamos assim, profundo e filosófico. Ele deseja conhecer os mistérios da vida, querendo saber se Deus ou o Diabo existem, quem criou os vampiros, se os vampiros são criaturas divinas ou não. Não sabendo da existência de outros vampiros Louis acabada passando longos anos tediosos ao lado de seu criador Lestat, achando que ele esconde segredos e respostas para suas perguntas. Louis é um personagem intenso nos seus sentimentos, cheio de tormentos pessoais. Ele recusa perder sua humanidade digamos assim, um vampiro com alma humana.
E temos nessa história Claudia, uma criança que entra nessa história para mantes Louis e Lestat unidos, formando assim uma “família feliz”. Ela é transformada em vampiro com cinco anos apenas, mais a sua mente continua em constante transformação e amadurecimento, tornando-se uma personagem com a personalidade mais manipuladora e fria que você pode imaginar.
A história vai se desenrolando ai, cada um dos personagens com seus demônios pessoais, conflitos entre eles, o aparecimento de outros vampiros as tramas. Enfim é um livro muito original, acredito que muito dos livros e series de vampiros recentes teve como inspiração os livros de Anne Rice. Li com grande interesse esse livro, mais se eu tivesse lido esse livro na minha adolescência, seria sem dúvida o meu livro favorito. Para quem gosta do tema é sem dúvida o livro que vocês precisam ler. Uma leitura deliciosa, posso dizer que é até sexy, os personagens são intensos e muito diferentes um do outro, a delicadeza que ela escreve a história deixa você leitor verdadeiramente apaixonado pela trama.

comentários(0)comente



Louise 25/03/2018

O ponto de vista do Louis nem sempre é o melhor.
Esse livro, que na minha opinião é muito bom, se trata do ponto de vista do vampiro Louis sobre a sua própria vida. Ele está contando sua vida a um jornalista, dando uma entrevista. Daí o título. Ele conta desde o momento que virou vampiro até onde ele acha que a história acaba, até onde ele acha que não há mais nada pra contar. O livro não segue uma linha do tempo muito certa, e não se tem certeza de quando exatamente os fatos ocorreram. O próprio Louis diz que o tempo passa diferente para ele.
São apresentados outros vampiros, Lestat, Armand, Claudia, e Louis tem uma história de amor e ódio diferente para cada um deles que são explicadas ao longo da narrativa que não tem um desfecho esperando, o livro a acaba e você não tem muita certeza do que aconteceu e fica ansioso pra saber o que vai acontecer em seguida.
comentários(0)comente



Ana Paula 12/03/2018

Como o título já diz esse livro é uma entrevista feita com o vampiro Louis. Um jornalista mortal resolve que quer fazer uma entrevista com ele mesmo tremendo de medo e, para sua surpresa, ele aceita concedê-la e conta para ele a história de sua vida desde um pouco antes da sua transformação em vampiro até um momento específico dos dias mais recentes.

Além de Louis, você tem a oportunidade de conhecer vislumbres da vida de Lestat, Armand e Claudia outros vampiros que foram muito próximos a eles em momentos diferentes. Cada um é um personagem único e com características muito diferente do outro. Ainda assim preciso confessar que tive um pouco de dificuldade para finalizar a leitura.

Não é que ele seja ruim, no saldo geral considero que ele é bem escrito, mas a entrevista se parece muito com um monólogo e isso exigiu um pouco da minha força de vontade. Eu adorei a parte inicial que mostra uma conversa que já vinha se desenvolvendo antes e do fato de que por enquanto você não sabe o nome dos personagens. Isso me deixou bastante intrigada, mas a história foi ficando um pouco arrastada depois e consegui chegar ao final. No entanto, a sensação que me dominou é a de que algumas partes foram desnecessárias e o final deixou a desejar.

Mesmo assim eu ainda estou super curiosa para ler o livro do Armand, que também é parte das Crônicas Vampirescas. Eu achei o Lestat meio sádico demais e não caí de amores por ele, mas o Armand me deixou bem curiosa. Descobri que o próximo livro é justamente o dele, mas estou mais curiosa para ler o terceiro que é A Rainha dos Condenados.

Nunca vi o filme e depois de me contarem os atores que interpretam os três eu acho que devo dar o benefício da dúvida. Sem contar que eu estou bem curiosa para saber como é que eles conseguiram adaptar esse monólogo de 300 páginas para o cinema. Com a leitura eu consigo imaginar algumas cenas bem legais, mas quero muito saber que tom eles deram a história.

site: http://pontoparaler.com.br/critica-de-livro-entrevista-com-vampiro/
comentários(0)comente



Guynaciria 06/03/2018

Louis de Pointe du Lac, é um vampiro recém criado.

Anos se passaram e ele encontra um jovem em um bar, resolve então contar a sua história para ele. Aqui temos todo o drama desse personagem marcante, as dores que sentiu em vida, a curiosidade que o levou a aceitar ser transformado, o arrependimento ao ver o que seria necessário para se manter, a desilusão, o amor por Claudia, a admiração por Lestat, mesmo que ele tenha demorado muitos anos para reconhecer.

Louis representa enquanto vampiro o mal de seu século, com toda a culpa e remorso, permeada pela apreciação do humano e da vida como um todo.

Meu primeiro contato com essa obra se deu através do filme de 1994, estrelado por Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas. Desde essa época eu me encantei pela história, embora tenha passado a gostar de fato quando entrei em contato com o livro, a escrita de Anne Rice e cativante e envolvente, nos deixando imersos em cada detalhe exposto. 

Esse livro tem uma pegada filosófica, contemplativa, versando sobre questões complexas da psique humana.

Para quem gosta de uma boa história de vampiros, sugiro que comece por essa obra. Fora que temos o primeiro contato com o querido Lestat, personagem principal de diversos livros da autora. Mas não se engane, aqui Lestat não é apresentado como nenhum vilão, pelo contrário, ele faz parte da triade ( Louis, Lestat e Claudia), onde ele tem que lutar contra a solidão, enquanto Louis é o vampiro que demonstra o encantamento com as possibilidades que sua nova condição. Para mim, Claudia é a vampira mais cruel desse livro, matando sem um pingo de remorso, talvez isso se deva ao fato de que foi transformada ainda na infância, não tendo tido tempo de desenvolver o seu lado emocional de forma adequada.

De qualquer forma, recomendo a leitura desse livro, assim como de toda a obra da autora (das crônicas vampirescas e dos livros das bruxas), mas faça o mesmo com tempo e cuidado, para perceber todos os detalhes que ficam subentendidos. 

Bjos!

comentários(0)comente



Guynaciria 06/03/2018

Louis de Pointe du Lac, é um vampiro recém criado.

Anos se passaram e ele encontra um jovem em um bar, resolve então contar a sua história para ele. Aqui temos todo o drama desse personagem marcante, as dores que sentiu em vida, a curiosidade que o levou a aceitar ser transformado, o arrependimento ao ver o que seria necessário para se manter, a desilusão, o amor por Claudia, a admiração por Lestat, mesmo que ele tenha demorado muitos anos para reconhecer.

Louis representa enquanto vampiro o mal de seu século, com toda a culpa e remorso, permeada pela apreciação do humano e da vida como um todo.

Meu primeiro contato com essa obra se deu através do filme de 1994, estrelado por Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas. Desde essa época eu me encantei pela história, embora tenha passado a gostar de fato quando entrei em contato com o livro, a escrita de Anne Rice e cativante e envolvente, nos deixando imersos em cada detalhe exposto. 

Esse livro tem uma pegada filosófica, contemplativa, versando sobre questões complexas da psique humana.

Para quem gosta de uma boa história de vampiros, sugiro que comece por essa obra. Fora que temos o primeiro contato com o querido Lestat, personagem principal de diversos livros da autora. Mas não se engane, aqui Lestat não é apresentado como nenhum vilão, pelo contrário, ele faz parte da triade ( Louis, Lestat e Claudia), onde ele tem que lutar contra a solidão, enquanto Louis é o vampiro que demonstra o encantamento com as possibilidades que sua nova condição. Para mim, Claudia é a vampira mais cruel desse livro, matando sem um pingo de remorso, talvez isso se deva ao fato de que foi transformada ainda na infância, não tendo tido tempo de desenvolver o seu lado emocional de forma adequada.

De qualquer forma, recomendo a leitura desse livro, assim como de toda a obra da autora (das crônicas vampirescas e dos livros das bruxas), mas faça o mesmo com tempo e cuidado, para perceber todos os detalhes que ficam subentendidos. 

Bjos!

comentários(0)comente



Nayah 02/03/2018

Há uns dez anos atrás, eu fiz a minha primeira tentativa de leitura deste livro, mas não deu certo. Acabei migrando para um lado mais cor de rosa das histórias vampirescas e lembro que achei o livro extremamente enfadonho. Hoje, volto aqui para deixar minhas impressões de leitura que, diga-se de passagem, foram completamente inversas.

Entrevista com o vampiro é um romance filosófico e versa sobre questões variadas e extremamente complexas. Nele, acompanhamos o vampiro recém transformado, Louis, que narra como foi sua imersão e adaptação ao universo vampiresco. Acredito que este é um livro que ou você termina a leitura amando ou termina odiando, dificilmente terá meio termo.

A grande sacada de Rice está justamente no dilema presente em toda a narrativa. Ênfase no ‘toda’.

Louis é seduzido por Lestat ainda em seu leito de morte. Este o faz acreditar que sua ascensão no universo vampírico amenizará todo o tormento sentimental pelo qual o protagonista passou em seu período humano. Mas ao contrário do que ele pensa, Louis é praticamente atacado por todos os lados com angústias que ultrapassam até mesmo a compreensão sobrenatural. Como se isso não fosse o suficiente, Lestat, seu criador, ao contrário de Louis não apresenta qualquer consideração por seres humanos e os vê meramente como alimento ou como um meio de alcançar alguma satisfação, seja financeira, sexual e etc, o que faz com que o protagonista se sinta ainda mais miserável.

E se você acha que Lestat é o personagem mais cruel desse livro, pode baixar as expectativas. Isso mudará drasticamente com a aparição de Cláudia. Gosto de pensar que a autora criou um equilíbrio adorável com os três personagens. Louis demonstra encanto e espanto por todas as possibilidades que sua condição vampiresca oferece e, no entanto, não consegue aceitar que para ter tudo isso é necessário tirar a vida de outro ser. Acho que para mim, o grande diferencial deste livro está na constante reflexão sobre a solidão. Enquanto muitos autores trabalham a eternidade como uma dádiva, Rice desconstrói a perfeição da imortalidade e oferece toda a obscuridade que a perda e a solidão oferecem.

Em contrapartida temos Cláudia. Acredito que ela é uma das personagens mais cruéis deste livro, mas por outro lado é preciso considerar que ao contrário dos outros dois, ela não teve tempo de desenvolver sua humanidade. Transformada ainda na infância, Cláudia aprendeu inicialmente a suprir sua principal necessidade: a sede de sangue. Depois, a como adaptar-se ao universo humano, mantendo em segredo sua condição. Tudo era devidamente arquitetado visando algum ganho, nunca por consideração. Tanto que durante toda a narrativa ela não demonstra um pingo de remorso e mesmo Louis, que a ama profundamente, indaga sobre a frieza que ela demonstra durante o convívio dos três.

Lestat é uma incógnita até para mim. Por vezes demonstra flashes intensos de humanidade, em outros se torna um vampiro impiedoso e possessivo. É muito difícil compreendê-lo e neste caso, prefiro me abster de qualquer opinião, pois acredito que não faria jus ao personagem.

Além de toda essa miríade, a autora também nos oferece - o que na minha humilde opinião é a cereja do bolo - uma divisão no livro que me rendeu papéis leitores diferenciados. Aí você para e pensa: OI?

Sim! EU, como leitora, senti que assumi três papéis diferentes durante a narrativa. Na primeira parte do livro era possível ver claramente o vampiro e seu entrevistador conversando, e nesse caso, eu me senti como uma mera espectadora. Como se estivesse apenas observando o diálogo entre os dois. Na segunda parte, parecia que assim como o entrevistador, eu estava ali tomando nota de tudo o que Louis compartilhava e na terceira parte, senti como se estivesse literalmente no lugar DO entrevistador. O mais interessante é no decorrer da leitura, eu sentia que algo estava diferente, mas não conseguia compreender o que era. Só fui capaz de perceber esse detalhe no final do livro graças ao último acontecimento no qual Louis faz com que cada um volte ao seu papel inicial.

Quando terminei a leitura desse livro, compreendi as críticas dirigidas a Stephenie Meyer. Eu li toda a Saga Crepúsculo e cheguei à conclusão de que comparar as duas obras – como frequentemente acontece - é uma crueldade. E sim, ela pecou muito e deixou soltas partes da trama que não tinham como chegar a lugar algum. Inclusive, a sensação que ficou quando parei para analisar foi de que ela fez uma seleção de ‘características’ que deixariam os vampiros do livro ‘ideais’, ou ‘perfeitos’ aos olhos do público. Magoou, magoou mesmo. Foi triste de ver. Porém, tiro um momento aqui para destacar que algumas críticas deveriam ser desconsideradas, não por não terem fundamento e sim por serem unicamente maldosas.

De qualquer forma, recomendo a leitura do livro de Anne Rice, mas aconselho a fazê-lo com bastante tempo e paciência, do contrário, ele não irá prender sua atenção.
comentários(0)comente



Izael.Pereira 01/02/2018

Entrevista com o Vampiro (Anne Rice – 1976). Nota: 3,5
Entrevista com vampiro, livro que dá início à Crônicas Vampirescas, narra a trajetória do vampiro Louis, relatando seus medo e anseio em tentar compreender os mistérios por trás do mundo dos vampiros.
A história começa com o encontro de Louis e um jovem jornalista a quem ele concede uma entrevista. Louis faz um minucioso relato de como era sua vida antes e após ser transformado.
A autora, Anne Rice, narra os primeiros fatos que acontecem na trama, na sequência assume a primeira pessoa, dando voz a Louis, e vez o outra, Rice retoma a terceira pessoa para descrever as reações do vampiro e do jornalista.
A princípio, a leitura e um pouco cansativa, arrastada; mas a partir da segunda parte, após as primeiras oitenta páginas, a história começa a tomar consistência, e, portanto, torna-se interessante. Mas, apesar de sem bem fluida, é lenta, pois Louis aos poucos e detalhadamente, vai revelando seus medos, indagações e aventuras nesse novo mundo que lhe foi apresentado, após conhecer Lestat, o vampiro que o transformou.
Certamente, Entrevista com o Vampiro, não é um livro para aqueles que buscam uma história com muito ação e sangue, mas sim uma narrativa que aborda a relação entre esses, revelando que, ser imortal pode ser tão doloroso quanto ser mortal.
Rice, na sua narrativa, trouxe questionamentos quanto aos mitos sobre esses seres sobrenaturais. Não se sabe se propositalmente, mas ficam no ar algumas indagações impostas nos conflitos que Louis traz consigo, e que aos poucos vamos compreendendo, tendo em vista seu envolvimento com a religião antes de se tornar um vampiro.
Contudo, todos esses questionamentos levantados pelo personagem, e o fato de ele sofre por ser vampiro, deixa a história cansativa, mas ao mesmo tempo todo esse sofrimento que no início causa estranheza e até mesmo antipatia, acaba nos colocando a questionar esse universo mítico por trás dos vampiros, e até mesmo compartilha em determinado ponto, das aflições e questionamentos de Louis.
De modo geral, confesso que nas primeiras páginas do livro, tive vontade de desistir, mas ter continuado valeu muito a penas, pois a história no prende, aguçando a curiosidade e nos conduzindo para um final surpreendente.

comentários(0)comente



Ana 03/12/2017

Minha Iniciação na Obra-Prima
O primeiro livro que comprei e li da Anne. Simplesmente sensacional! Já tinha lido em 2011 e terminei de reler agora, onde pude relembrar de certas cenas e de apreciar novamente outras.

Louis é o vampiro da entrevista. Louis reflete, mas reflete MUITO! Tudo ao seu redor é motivo para reflexão ou contemplação. Tem horas que é um pé no saco. Outras, vontade de por ele no colo... *_* E é um homem de grande beleza.

Lestat é um vilão contado, mas esse é o ponto de vista do Louis. Só não sei se ele teve essas impressões pelo Lestat por realmente desconhecer seus mistérios, ou por coitadismo mesmo. Ainda assim é incrível esses dois juntos!
A Claudia, apesar de chata, tem seu papel na história. Compreendo sua revolta, de certa forma.

Tem alguns trechos maçantes, como o da viagem a Europa, ou ele descrevendo o aspecto do fogo e da madeira na lareira da torre de Armand. Mas suas reflexões e impressões são mais fixadas na vida vampiresca, na sua auto aceitação, e busca por uma explicação transcendente. Se tiver leitor que pensa sobre esses aspectos, gosta de vampirismo, até mesmo também de metafísica, corre o agradável risco de amar as crônicas de Anne.

Ah! E acho que é um destaque da obra ser, se não estiver errada, a primeira do gênero retratar vampiros de forma humanizada e com uma mitologia digna da Grécia, onde tem reviravoltas dignas de deuses. Enquanto por exemplo, Dracula, Nosferatu, se resumem a matar, os vampiros de Anne Rice parecem habitar um Olimpo. São seres sobrenaturais de sentimentos humanos. O Louis que o diga!
comentários(0)comente



260 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |