Maldito seja Dostoiévski

Maldito seja Dostoiévski Atiq Rahimi


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Maldito seja Dostoiévski





Em seu quarto romance publicado no Brasil pela Estação Liberdade, o premiado escritor assina um relato incandescente que nos faz refletir sobre a justiça e a moral, a incoerência do conceito pré-estabelecido sobre o crime e o poder modificador da culpa. Afeganistão, anos 1990. O jovem desempregado Rassul planeja um assassinato nos moldes daquele cometido por Raskólnikov, herói de Dostoiévski em Crime e Castigo. O plano de eliminar a velha desprezível que humilha a namorada dele, entretanto, não sai como o previsto. Rassul acredita que o seu ato de exterminar a escória da sociedade é exemplar, mas como fazer com que esse assassinato ganhe uma dimensão única se ele passa despercebido? Como atingir o patamar dos homens de grandes feitos e entrar para a história se nem próprio autor do crime tem certeza de ter matado nana Alia? Como dar um sentido a seu crime e, mais do que isso, à sua própria vida? Em meio às bombas e mísseis da guerra civil, o leitor acompanha as inquietações e o cotidiano do conturbado personagem, permeado por tragadas de haxixe e delírios sobre uma mulher de tchadari azul. Acossado por seu crime, Rassul sai ao encalço de um castigo que parece não existir para ele sob essas latitudes. A narrativa constantemente evoca o ainda atual romance de Dostoiévski, tanto na trama, quanto nas questões metafísicas abordadas na escrita despojada de Atiq Rahimi, ao mesmo tempo que funde as alucinações de Rassul à dura realidade afegã, trazendo à tona o caos de sua terra natal.

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on 10/3/20


“Mal levantara o machado para descê-lo sobre a cabeça da velha quando a história de Crime e Castigo lhe atravessou o espírito”. Convenhamos, é uma excelente frase para se começar um livro. E partir dela somos arrastados por uma narrativa alucinante, essencialmente objetiva, e que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Confesso que o motivo para escolher ler esse livro, e não algum outro do autor, foi a sua referência ao Dostoievski, mas o livro faz muito mais do que usar o es... leia mais

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Marcos
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08/10/2012 16:29:00

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