Manual do Canalha

Manual do Canalha Simão Pessoa


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Manual do Canalha


Uma Estética Machista para o Terceiro Milênio




Escrito por um jornalista e publicitário que é uma verdadeira navalha de irreverência, eis aqui um livro corajoso, despudorado, provocador, que poderia ter como subtítulo Guia do Politicamente Incorreto. Seria uma mistura tropical de escabrosidades típicas de um Marquês de Sade com o humor irreverente do inglês Jonathan Swift, capaz de proporcionar momentos de divertida leitura e, ao mesmo tempo, levar a uma saudável reflexão – pela prática do livre pensar – a respeito dos mitos e preconceitos enraizados, sobretudo pela mídia, na cabeça do povo. O diferencial aqui é que todos os assuntos são tratados com deboche, irreverência, na contramão do consenso e do lugar-comum. O autor não teme ser chamado de machista, fascista, homófobo: seu compromisso é com a alegria. Também não pede que concordem com ele: apenas exerce o direito de dizer o que quer. É bom anotar que se, num momento, o Manual do Canalha trata as mulheres como o pior “porco chauvinista” – classificando-as em mocreias, jabiracas, mocorongas e outras estranhas espécies – logo depois sacaneia os homens, dando dicas sobre como reconhecer os vários tipos de corno (o galeto, o cego aderaldo, o ioiô, o besta-fera, o cachorro doido). E num dos mais divertidos capítulos (Casamento: você ainda vai ter um), debocha do machão, mostrando o quanto ele fica frágil e vulnerável ao se apaixonar.

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gabriel
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