Nenhum mistério

Nenhum mistério Paulo Henriques Britto


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"Tempo agora perdido/ (todo tempo se perde)/ vivo só nos vestígios", escreve Paulo Henriques Britto no segundo poema que compõe Nenhum mistério. Depois de um intervalo de seis anos desde o lançamento de Formas do nada, em 2012, o poeta põe à prova os limites das estruturas clássicas e retoma sua lírica brilhante e mordaz, marcada por uma forte descrença no sublime e no sentido.

Conforme Britto anuncia, trata-se de uma "cruel lição", sem planos para o futuro, conclusões práticas ou teorias extravagantes. "(Nenhuma necessidade,/ aqui, de qualquer metáfora)": para quem sobrevive à dor acumulada dos anos, observando o passado como quem enxerga de um mirante, a decepção é o único elemento capaz de engendrar algum significado. De acordo com o poeta, que se sente em uma constante véspera, para toda solução há "um jeito de achar um problema". O vazio, ele pondera, é a única certeza dos dias que não trazem alento: "só amo o que não sei e não se explica".

Literatura Brasileira / Poemas, poesias

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Resenhas para Nenhum mistério (1)

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nenhum mistério
on 15/10/18


Você termina de ler "Nenhum mistério" e se sente esgotado, como se tivesse passado horas no mais extenuante dos trabalhos. Todavia, o primeiro impulso após terminá-lo é voltar aos poemas iniciais, folhear o livro para encontrar aquela passagem particularmente feliz, aquele verso que nos arrebatou de vez, retornar ao assombro, ao encantamento. Nas ultimas semanas li vários livros, inclusive de poesias, como o bom "Coral e outros poemas", de Sophia Andresen, que já registrei aqui. Entre... leia mais

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André
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10/08/2018 08:35:48