Nova Antologia Poética

Nova Antologia Poética Mario Quintana




Nova Antologia Poética





O poeta gaúcho Mario Quintana, cujo centenário se comemorou em 2006, foi se tornando, a partir dos anos 1960, cada vez mais conhecido e cada vez mais apreciado por um número maior de leitores - o que sua morte, em 1994, apenas reforçou. Foi por isso, e em respeito a sua vasta obra, que a Editora Globo passou a reeditá-la, a partir de 2005, de modo sistemático, na Coleção Mário Quintana, coordenada por Tânia Franco Carvalhal, que responde, nesta Nova antologia poética (17º. título da coleção, 220 pp.), também pela bibliografia e pela cronologia. O volume conta, ainda, com um alentado prefácio do poeta Eucanaã Ferraz. A extensa obra de Mario Quintana não é fácil de classificar, por ter adotado todas as formas da poesia verbal, do soneto ao poema em prosa, passando pelo verso livre. Se isto é verdade para a obra em geral, é ainda mais verdade para uma antologia. Mario Quintana é filho do modernismo de 1922. Daí o coloquialismo, a variedade formal, a ironia, a urbanidade. Não por acaso, seu estilo tem algo de Bandeira, mas também de Drummond. Ao mesmo tempo, deles se afasta, e também se afasta do próprio modernismo (ao menos sob um aspecto), ao eliminar o ceticismo que o marca. Quintana é um poeta que crê na poesia. Quintana tem na palavra poética uma amiga e uma aliada. Essa aliança, ele a transmite a seu público, que não tem, portanto, de “lutar” para lê-lo, como com os demais poetas modernos, em graus variados de atrito com as asperezas do texto. Não há asperezas emQuintana. Sua suavidade, porém, é temperada pela lucidez. Há, na verdade, uma iconoclastia suave em Quintana, apesar de iconoclastia e suavidade não serem comumente miscíveis. Daí se começa a perceber onde está sua arte.


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Resenhas para Nova Antologia Poética (10)

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Das utopias
on 25/8/10


Tenho procurado ler poesia, para formar o hábito, e encontro bons momentos de lazer. Destas poesias do Mário Quintana, gostei bastante de "Poema para Juliano o apóstata", "Se eu fosse um padre" e "Das utopias", que é muito bela, e transcrevo. Das Utopias Mário Quintana Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A mágica presença das estrelas! ... leia mais

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Ademar (Demas)
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21/01/2009 12:55:21