O capital: Livro 1

O capital: Livro 1 Karl Marx


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O capital: Livro 1


O processo de produção do capital (vol. 1)




A Civilização Brasileira volta a editar a tradução de O CAPITAL (feita diretamente do original alemão pelo economista Reginaldo Sant’Anna). Trata-se, certamente, da obra mais importante do grande pensador, a cuja redação ele dedicou a maior parte de sua vida. É neste livro que, com plena maturidade intelectual, Marx aprofunda e sistematiza a brilhante análise crítica, já presente no Manifesto, das formas de sociabilidade que caracterizam o mundo moderno.

Malgrado o impacto que teve e continua a ter, com todos os méritos, nos debates da chamada “ciência econômica”, O CAPITAL — que não por acaso tem como subtítulo CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA — não é simplesmente um livro de economia. Graças ao emprego do método dialético, que privilegia o ponto de vista da totalidade, a obra tem como objeto a reconstrução das principais determinações da vida social global dos homens. Quando, numa carta a Engels, Marx chamou o seu livro de “um todo artístico”, não fazia com isso uma simples metáfora: buscava indicar o princípio metodológico que orienta seu trabalho e que lhe possibilita atingir aquela profunda unidade sistemática de conceitos que reproduz, no plano do pensamento, a unidade do próprio ser social na riqueza explicitada e concreta de todas as suas determinações.

Por isso, os conceitos que Marx elabora em O CAPITAL — mercadoria, capital, mais-valia, lucro e juro, renda fundiária, reprodução simples e ampliada etc. — não são simples enunciados de “fatos” econômicos: são categorias que expressam relações sociais histórico-concretas, o modo pelo qual — numa determinada etapa de sua evolução — os homens dominam a natureza e criam novas e cada vez mais complexas formas de sociabilidade. A “crítica” anunciada por Marx, no subtítulo de sua obra-prima, tem por objetivo dissolver dialeticamente a pretensa autonomia dos “fatos” econômicos na totalidade social onde ganham seu verdadeiro sentido. Para ele, o capital não é (ao contrário do modo como se apresenta imediatamente e é apresentado pelos seus ideólogos) uma “coisa”, um “fetiche”, um “fato natural”, mas é uma relação histórico-social entre os homens. Para demonstrar isso, Marx examina a dinâmica do capital, sua gênese histórica e suas contradições imanentes, o que lhe permite enunciar a possibilidade concreta de que o modo de produção capitalista venha a ser superado por novas e mais ricas formas de sociabilidade, às quais deu o nome de “socialismo” ou “comunismo”.

A observação de Georg Lukács — “a ortodoxia em matéria de marxismo diz respeito somente ao método” — indica como O CAPITAL deve ser relido hoje: buscando-se nele não a veracidade positivista desta ou daquela afirmação, mas o sentido profundo do método crítico-dialético com o qual opera. Se fizermos isso, veremos que O CAPITAL continua a fornecer o mais eficiente instrumento para dissipar o véu fetichista com que os atuais teóricos do neoliberalismo e da “pós-modernidade” pretendem encobrir as novas e dramáticas contradições do capitalismo “globalizado”.

Economia, Finanças / Filosofia / Política / Sociologia

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Livro de leitura obrigatória dos estudantes que evidenciaram o regime militar, mostrou-se utópico com o desenvolvimento das sociedades... em lugar nenhum do mundo atual. Tentei reler atualmente, achei extremamente chato e insuportável... Felizmente nós evoluímos.... leia mais

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