O Despenhadeiro

O Despenhadeiro Fernando Vallejo


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O Despenhadeiro





A mãe é tratada como "A Louca", o irmão caçula, chamado de "Grande Cretino", "aborto da natureza", mulheres grávidas em geral, de "vacas cínicas" e o papa Karol Wojtyla, de "travesti polonês", "besta vaticana". O narrador de O despenhadeiro, papel assumido sem disfarces por Fernando Vallejo em mais este romance de tintas autobiográficas, é sempre assim, como ele mesmo define: "emenda maldições umas atrás das outras, como ave-marias de um rosário".

Herege convicto, o polêmico autor de origem colombiana aproveita para voltar a exibir neste romance sua declarada aversão pela Igreja Católica, sua ácida visão dos relacionamentos familiares e seu ódio escancarado pela sociedade burguesa. Com a característica ferocidade que permeia seu texto, Vallejo narra em O despenhadeiro a derrocada de sua família em meio à Colômbia violenta que abandonou há mais de trinta anos. Residente no México desde 1971, o escritor sempre fez questão de alardear sua opção pela cidadania mexicana como forma de protesto contra seu país natal.

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Resenhas para O Despenhadeiro (7)

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Constante precípicio
on 12/12/13


Vallejo nasceu em Medellín, e a julgar pelo teor catilinário da sua prosa, desde o primeiro pranto, ainda na maternidade, parece viver em estado de iminente colapso. O homem passa a impressão de que é um precipício ambulante. A primeira pergunta que vem à cabeça é se alguma outra cidade do mundo poderia produzir um escritor tão desencantado da vida e da humanidade. Medellín era (de uns tempos pra cá melhorou e muito) a cidade mais violenta do mundo, com uma taxa de 140 homicídios por ... leia mais

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Silvana (@delivroemlivro)
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17/01/2009 23:09:23