O fio perdido

O fio perdido Jacques Rancière


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O fio perdido (Dialética)


ensaios sobre a ficção moderna




Sobre o livro:

“Não há livro ali dentro” dizia, em 1869, um crítico sobre A educação sentimental. As ficções emblemáticas da modernidade literária destroem o que era o próprio princípio da ficção desde Aristóteles: o encadeamento de ações segundo a necessidade ou a verossimilhança. Mas essa mesma racionalidade causal, que se opunha à simples sucessão das coisas, exprimia ela mesma a excelência da forma de vida de uma categoria privilegiada de humanos. Recusando essa estrutura de racionalidade, a nova ficção era testemunho de uma mudança radical que subvertia a hierarquia das formas de vida. Mas ela também recusava um modelo da ação e uma imagem do pensamento. Através de Flaubert, Conrad, Virginia Woolf, Keats, Baudelaire e Büchner, este livro estuda as formas e paradoxos dessa revolução da escrita, que é também uma revolução no pensamento e coloca novamente em questão algumas interpretações da modernidade literária, como a reificação de Lukács, o efeito de real de Barthes ou a análise benjaminiana do “poeta lírico no apogeu do capitalismo”.


Sobre o autor:

Jacques Rancière, nascido na Argélia em 1940, é um dos mais renomados filósofos da atualidade e autor de várias obras publicadas e reconhecidas mundialmente. Seu trabalho é voltado para as áreas de história, filosofia, estética e política. Atualmente, dá aulas na European Graduate School de Saas-Fee, na Suíça, e é professor emérito do departamento de filosofia na Universidade Paris VIII, onde lecionou de 1969 a 2000.

Filosofia

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Eduardo A. A. Almeida
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22/06/2017 16:39:45