O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas

O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas Beatriz Caiuby Labate (Editor)...


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O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas





Este livro aborda etnografias originais sobre vários tipos de uso de plantas psicoativas, incluindo ayahuasca, cogumelos mágicos, jurema, coca, tabaco, toé, cannabis, rapé, sananga, kambô, yopo, timbó e bebidas como o caxiri. Os capítulos apresentam uma diversidade de noções e práticas relativas ao uso de tais plantas, destacando os contextos de usos indígenas e não indígenas, bem como intermediações e fluxos complexos entre eles. As contribuições discutem vários temas, como xamanismo, agência, pensamento indígena, gênero e desempenho. Os diferentes tipos de consumos destas substâncias, feitos por populações locais e transnacionais, permitem repensar categorias antropológicas clássicas, tais como: ritual, sagrado e profano e cura. Apontando para a complexidade dos contextos em que os usos dessas plantas psicoativas ocorrem, este livro também lança luz sobre o debate da necessidade da reforma da política de drogas.
Este livro dá uma contribuição importante à ampliação de nossa perspectiva sobre plantas psicoativas por explorar o uso cultural e histórico de substâncias internacionalmente conhecidas – como a ayahuasca, a jurema, o peiote, os cogumelos e o tabaco – e também por incluir substâncias menos conhecidas e aquelas que não são caracterizadas como sagradas ou como parte de atividades cosmopolíticas centrais, como a mandioca e o timbó. Através do uso de paradigmas contemporâneos para suas análises, tais como assemblages, circuitos e coevolução, novos entendimentos sobre relações humanas com substâncias vegetais e o ambiente são revelados. Os capítulos ressaltam a interdependência e o agenciamento entre humanos e plantas, afastando-nos da visão antropocêntrica de que somos o centro do mundo. O livro oferece uma importante contribuição para aprofundar nosso entendimento incipiente de que outros seres vivos, sejam humanos ou não, são todos sujeitos de conhecimento e que os conhecimentos baseados no lugar e em ecologias e territórios locais são cocriados. A descolonização do conhecimento decorre não somente do reconhecimento do conhecimento humano subalterno, mas também de assemblages entre plantas e humanos.

Agropecuária / Esoterismo / Medicina e Saúde

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Jim
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