Os Santos, pedras de escândalo

Os Santos, pedras de escândalo José Miguel Cejas

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Os Santos, pedras de escândalo





Os Santos, pedras de escândalo... ocasiões de tropeço? Como pode ser, se são precisamente os modelos de vida que a Igreja propõe à imitação dos fiéis?



Desde que ressoou o doloroso “Crucifica-o!” da primeira Sexta-feira Santa, também os seguidores do Crucificado têm sido perseguidos e caluniados, chamados loucos e escorraçados. Sentiram-no na pele esses protótipos da amabilidade e da humildade que foram uma Santa Teresa de Ávila ou uma Santa Teresa do Menino Jesus, um São Francisco de Assis ou um São João Bosco; passaram por isso pessoas de condição humilde, como a Bem-aventurada Carolina Kózka, e personalidades de enorme projeção na Igreja e na sociedade, como um Beato Josemaría Escrivá ou um Santo Inácio de Loyola.



As perseguições não partiam somente daqueles que se autonomeavam inimigos seus, o que seria compreensível. Afinal, nada de bom se faz neste mundo sem suscitar invejas e ressentimentos. O mais doloroso é que, muitas vezes, vinham daqueles que melhor deveriam ter compreendido e acolhido esses homens e mulheres de Deus: os familiares, a hierarquia da Igreja e até os próprios membros das instituições que tinham fundado. Mas não há nisso nada de novo: como já dizia São Paulo há dois mil anos, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.



Ma-fé? Nem sempre; muitas vezes, tratava-se da “contradição dos bons”, movida por gente que pensava “estar prestando um serviço a Deus”. Resultado, até certo ponto inevitável, da humana fraqueza e limitação. Mas também, paradoxalmente, carinho de Deus, que nos santos quer esculpir, a golpes rijos de cinzel, a Imagem acabada do seu divino Filho.



“Debaixo de todas as misérias lançadas sobre os rostos dos santos” – diz-nos o Autor –, “a sua imagem mostra-se aos nossos olhos ainda mais nobre e digna, mais amável e atrativa, e neles resplandece ainda mais o heroísmo a que chegaram na sua luta por identificar-se com Cristo. O lixo que alguns homens do seu tempo lhes jogaram foi o adubo que os levou a atingir a plenitude da vida cristã; e, paradoxalmente, faz deles um irresistível pólo de atração que arrasta para Cristo muitos homens e mulheres de todos os tempos”.

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