Os sertões

Os sertões Euclides da Cunha
Walnice Galvão


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Os sertões





Os sertões – marco fundamental nos estudos sobre a formação do imaginário nacional, ao lado de Casa-grande e senzala e Raízes do Brasil – foi escrito a partir de um trabalho jornalístico sobre a rebelião de Canudos, liderada por Antonio Conselheiro e duramente reprimida pelo governo. Baseada em teorias deterministas em voga na época, a obra aborda cientificamente a influência do meio sobre o homem, como mostra a própria estrutura dos capítulos: “A Terra”, “O Homem”, “A Luta”.

Parte da riqueza do livro reside no fato de ele retratar a mudança de opinião do escritor que, movido por um espírito patriótico e republicano, via com maus olhos a revolta dos “fanáticos” defensores da monarquia, alinhado ao restante da elite letrada, que não tolerava a insurgência de um grupo, considerando-a uma ameaça ao projeto civilizatório do Brasil, do qual o ideal positivista de “ordem e progresso” era o lema. Dificilmente classificável, devido à mescla de jornalismo, literatura e estudo sociológico, o livro adianta temas-chave do Modernismo e tem como um de seus legados a incorporação do ponto de vista local – nesse caso, do Brasil profundo –, por meio de uma linguagem grandiosa e repleta de contrastes. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte” impôs um novo modo de se pensar o brasileiro, e tornou-se referência histórica incontornável para as discussões sobre identidade nacional a partir de então. Além do texto estabelecido por Walnice Nogueira Galvão, a edição conta com uma extensa fortuna crítica, as cadernetas de campo de Euclides da Cunha e um conjunto de imagens de Flávio de Barros, único registro fotográfico conhecido do conflito.

História / Literatura Brasileira / História do Brasil / Não-ficção

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on 6/1/13


Minha opinião: indispensável a leitura de "Os Sertões". É culto, mas não é modelo de estilo, pois Euclides viveu a Belle Époque, e escrevia tal qual Olavo Bilac desfiava os seus sonetos. Mas o livro é de gênio. Nos deu de bandeja, há mais de cem anos, a realidade do sertão, do sertanejo, e da omissão do Estado. Prenunciou e denunciou a triste realidade, ao que parece, perene: o nosso atraso como civilização. A ausência da cidadania, o descaso do poder Público e etc. Tenho a impressã... leia mais

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Helena
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07/08/2019 12:10:05
Alexandre Apolca
editou em:
28/01/2022 21:03:04

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