Para uma filosofia do ato responsável

Para uma filosofia do ato responsável Mikhail M. Bakhtin


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Para uma filosofia do ato responsável





"Para uma filosofia do ato responsável" foi escrito em meados da década de 1920. Permaneceu inacabado e sem título até ser publicado em 1986 com o nome russo de "K filosofii postupka". Na edição inglesa ganhou o título de "Toward a philosophy of the act".

A organização é do Grupo de Estudos dos Gêneros do Discurso (GEGE) juntamente com o professor da Universidade de Bari, na Itália, Augusto Ponzio. A apresentação introdutória foi feita por Augusto Ponzio exclusivamente para a edição brasileira, bem como o prólogo, escrito pelo professor Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Um termo chave em todo trabalho de Bakhtin é edinstvennji, singular, irrepetível, excepcional, incomparável, sui generis.

Diferentemente da direção tomada pela modernidade, que construiu um indivíduo egoísta, a construção da unicidade singular em Bakhtin exige a alteridade e o compromisso com o outro; uma singularidade em ligação com a vida do universo inteiro, que inclui na sua finitude o sentido do infinito.

É possível conhecer o singular? Que compromissos é possível assumir desde o lugar único que cada ser ocupa? Estas questões são centrais neste trabalho, e tocam diretamente a vida de cada um, afirmando a diferença singular, e um compromisso ético sem-álibi algum.

Quando Para uma filosofia do ato responsável, escrito no início da década de 1920, veio a público pela primeira vez, em 1986, causou certa perplexidade entre os leitores de Bakhtin: a linguagem ocupava lugar pequeno no texto, a grande metáfora do diálogo não era mencionada, não havia igualmente qualquer referência ao riso e à cultura carnavalesca e o único exemplo do texto era um poema lírico que, segundo o entendimento de alguns, era um gênero desprezado por Bakhtin.

Aparentemente, era um outro Bakhtin o autor do texto. Era um filósofo que se mostrava; e não o crítico da literatura e da cultura, o estudioso de Dostoiévski e Rabelais ou o teórico do romance com quem seus leitores estavam acostumados.

O avançar das leituras e releituras e o trabalho de vários autores mostraram os vínculos estreitos de Por uma Filosofia do Ato Responsável com os outros textos de Bakhtin. Houve, sem dúvida, desdobramentos e refinamentos do conceitual bakhtiniano ao longo das cinco décadas de sua produção. Por uma Filosofia do ato responsável contém (em gérmen, é verdade, considerando seu caráter de rascunho fragmentário) as coordenadas que sustentarão boa parte do edifício posterior: a eventicidade (o irrepetível), o sempre inconcluso (o que está sempre por ser alcançado), o antirracionalismo (o antissistêmico), o agir (o interagir) e, acima de tudo, o axiológico (o vínculo valorativo).

Fonte: http://www.pedroejoaoeditores.com.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=128:para-uma-filosofia-do-ato-responsavel&catid=31:lancamentos&Itemid=46

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