Ponte do Galo

Ponte do Galo Dalcídio Jurandir


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Ponte do Galo (Ciclo do Extremo-Norte #7)





Publicado pela primeira vez em 1971 pela Editora Martins/MEC, Ponte do Galo volta agora a ocupar as estantes dos leitores brasileiros em sua 2ª edição. É o sétimo livro do chamado Ciclo do Extremo Norte, conjunto de dez romances com que Dalcídio Jurandir foi premiado em 1972 pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra. O Ciclo conta a saga de um menino marajoara, Alfredo, que sonha em conhecer a cidade grande - Belém - para continuar seus estudos.

Esta edição tem ilustrações de Paloma Franca Amorim, prefácio de Paulo Martins Nunes e glossário de Rosa Assis. Foi financiada através de uma campanha de financiamento coletivo realizada entre abril e junho de 2017 no site Catarse, e faz parte de um projeto da Pará.grafo Editora que tem como objetivo resgatar obras importantes da literatura de expressão amazônica. A campanha teve a participação de 231 apoiadores e leitores de Dalcídio Jurandir, que ajudaram a resgatar esse grande romance esquecido há quase meio século pelo mercado editorial.

Trecho:
"- ‘ xa ver. Não canta glória. Não canta glória. Tu então pra piolho tens o sangue doce. Nessa cabeça, vejo um reino. Duvida? Duvidando? Quanto perde? Quem gostava de te catar era a finada Lucíola, ah, mas eu te conto, aquela finada Lucíola! Ela que te inventou colo. Colo, colo, toda hora colo. Uma noite, viu que a lua deu no teu cueiro pendurado na corda do aterrinho do quintal e logo acudiu: D. Amélia, essa criança vai obrar verde, deu a lua no cueirinho dele aqui na corda, D. Amélia. Não deixe cueirinho dele na corda em tempo de lua. E pois não foi que te pegou e te abriu bem a bundinha pra a banda da lua? Só assim te protegia de obrar verde. Mas, Lucíola se alguém, Deus me perdoe, pegou lua, foste tu, rapariga. De tudo isso quem acredita,eu? E da tua unha? Essa foi a boa da mea prima Dorotéia. Lá em Muaná. “Olha, Amélia, só quem deve primeiro-primeiro cortar a unha, a primeira unha do teu filho, é a madrinha, senão quando teu filho crescer vira ladrão. E tua madrinha lá em Belém. Eu ia esperar até que te pudesse levar em Belém pra te cortar tua unha? Até que tempo a tua unha crescendo? Viraste ladrão?"

Disponível para compra aqui: https://www.e-paragrafo.com.br/product-page/ponte-do-galo-de-dalc%C3%ADdio-jurandir

Literatura Brasileira / Romance

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on 13/10/17


Seguindo o curso da narrativa que encerra o volume anterior, “Primeira Manhã”, vamos acompanhando a trajetória do jovem Alfredo, rapaz ginasiano que está de férias em sua terra natal, Cachoeira do Arari. Durante a estadia no Marajó ele revê conhecidos, parentes e vizinhos e trava com eles novas relações, entremeadas pelo vigoroso e constante fluxo de lembranças das vivências na vila e no nostálgico “Chalé”. De volta a Belém, acompanhamos o intercurso de Alfredo durante a última metade... leia mais

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André Fellipe Fernandes
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André Fellipe Fernandes
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26/07/2019 22:11:14