PORTO DO RIO

PORTO DO RIO Zeh Gustavo


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Do início ao fim




Este livro, leitor, já foi parte de um sonho, antes mesmo de virar ideia, ser materializado e – o sonho inteiro – se tornar real. Mas um sonho diferente do que costumamos ter, durante a calmaria do sono. Ele foi sonhado acordado, embebido em espontaneidade e, por mais de uma pessoa, talvez até ao mesmo tempo. E por inexplicáveis razões que toda filosofia se debruça, estas pessoas um dia se encontraram e resolveram compartilhar seus sonhos. Da arte do encontro, uma das mais celebradas na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, este sonho se tornou uma ideia.

Os sonhadores são escritores, editores, críticos e, principalmente, leitores, ávidos por voltarem a vivenciar a experiência em que se tornaram órfãos: o espírito da informalidade. Uma festa tem que ser efetivamente uma festa, sem debates programados, palestras cronometradas, mediadores natimortos, palco majestoso e qualquer prática que some para o distanciamento entre público, convidados e o sorriso no rosto. A ideia deles era simples: vamos chamar escritores para baterem papo.

E depois de muito bate-papo, para dar vida à esta ideia, foi criado o Fim de semana do livro no porto, ou somente Fim, como carinhosamente – o velho hábito bacana dos cariocas de apelidarem tudo que é novo – batizaram esta festa do livro e da leitura que celebra o passado e o futuro dos livros e da cidade do Rio. O fim tem como finalidade, óbvio, incentivar a leitura. Mas de um modo diferente. E este livro faz esta diferença.

O Fim é no morro da Conceição, no porto do Rio, e este é um registro que celebra esta região, rica em história e memória, material e imaterial. Para que este livro chegasse aos seus olhos, a seguinte pergunta foi feita para dez escritores: “Que lugar escolheríam na região portuária para ser cenário de um conto?” E as respostas literárias foram: {Porto} japonês anastácio do bahia do porto, Vinicius Jatobá; {Santo Cristo} sabido, sabidinho, Flávio Corrêa de Mello; {Morro do Pinto} morro do que sinto, Leandro Jardim; {Gamboa} marcela amou-me por dois contos reais, Julio Silveira; {Praça da Harmonia} comuna da harmonia, Zeh Gustavo; {Morro da Providência} fora d’água, Mariel Reis; {Cais do Valongo} meu velho feiticeiro, Ramon Mello; {Pedra do Sal} meia-noite na pedra, Marco Simas; {Morro da Conceição} procissão, Raphael Vidal e {Praça Mauá} dezembros, Marcelo Moutinho.

Não temos mais somente um sonho. Agora que este livro e o Fim de semana do livro no porto já se tornaram reais, palpáveis e vividos, muitos outros sonhos estão por vir. Você é um deles. E é muito fácil se tornar real para todos nós: basta começar virando a primeira página deste livro.

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Carlos Aglio
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