Portões de Fogo

Portões de Fogo Stephen Pressfield


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Portões de Fogo


Steven Pressfield




Matar um homem é como foder, só que, ao invés de gerar vida, a tiramos. Experimentamos o êxtase da penetração quando a lâmina e a haste perfuram o ventre do inimigo. Vemos o branco de seus olhos girar em sua órbita, dentro de seu elmo. Sentimos seus joelhos cederem e o peso de sua carne vacilante arriar a ponta da lança. Está imaginando?” – (Livro III, Galo)



Diferentemente do que foi feito no filme não tão recente “300”, o livro explora muito mais do que somente a face “guerreira” destes homens, buscando tornar visíveis todas as peculiaridades de seu caráter e cultura. Desta forma, o autor apresenta as diversas faces que compõem estes homens, estando entre elas a do homem de família, do estrategista impecável, do estudioso do medo e do guerreiro implacável.
Entre os relatos e recordações do escravo Xeones, ficam expostos ao leitor diversos detalhes e episódios pelos quais se pode ter uma noção do quão peculiar podia ser o “modo de vida” espartano, alternando-se entre momentos de nobreza e brutalidade, paz e guerra.

“A existência tornou-se um túnel cujas paredes eram a morte e dentro do qual não havia nenhuma esperança de resgate ou libertação. O céu havia cessado, e o sol, e as estrelas, Só o que restara era a terra, o solo revolvido e fendido que parecia esperar os pés de cada homem para receber suas tripas derramadas, seus ossos estilhaçados, seu sangue, sua vida. A terra cobria cada parte dele. Estava em seus ouvidos e narinas, em seus olhos e gargantas, sob suas unhas e na dobra de seu traseiro. Cobria o suor e o sal de seu cabelo; seus pulmões a cuspiam e a expeliam viscosa com o catarro de seu nariz(…)”- (Livro VI, Dienekes)

Se você vai ler este livro esperando uma sucessão de batalhas intermináveis como ocorreu com o filme, esteja preparado para se decepcionar. Ao invés de se focar nos conflitos, o autor preferiu mostrar um pouco mais da cultura dos povos envolvidos e dos eventos que precederam a famosa batalha. Não pense, porém, que os conflitos não mereceram a devida atenção, pois isso seria um engano. Eles também estão presentes, narrados de uma forma intensa e direta, possibilitando a percepção de cada emoção que nestes momentos se apodera dos corações dos homens, permitindo assim se enxergar o limite onde eles deixam de ser simples mortais para se tornarem máquinas de matar encouraçadas com cobre, blindadas contra o medo. Prepare-se para presenciar o terror da mortífera falange espartana, terror este nascido do amor que estes homens sentiam pela liberdade e por sua nação.

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Wagner
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