O sonho da aldeia Ding trata sobre a disseminação do vírus HIV e da Aids na China, na década de 1990
O sonho da aldeia Ding trata sobre a disseminação do vírus HIV e da Aids na China, na década de 1990. Ele passou três anos nas vilas da província de Henan para escrever o livro. Durante o livro vemos as negociações com o chefe da Aldeia Ding para se iniciar o comércio de sangue. Quem toma a frente da venda é Ding Hui, filho mais velho de Ding Shuiyang. Com a venda de sangue, a aldeia prospera. As pessoas passam a comprar eletrodoméstico, a melhorar um pouco mais a infraestrutura de suas casas miseráveis. O que ninguém havia dito é que nessa venda de sangue uma doença assolaria a aldeia: a aids. De repente todos que venderam sangue começam apresentar “a febre”, seguida de pústulas pela pele... até morrer. Revoltados, os moradores da aldeia Ding matam o filho mais velho de Ding Hui. E esse menino é o narrador dessa macabra história, baseada em fatos históricos reais. Seu nome é Ding Qiang, ele foi envenenado aos 12 anos. Hui, que já havia prosperado com a venda de sangue, agora prospera de outra forma: a venda de caixões para as pessoas doentes. As pessoas mais pobres não conseguiam comprar um desses caixões, e, numa cena macabra, um dia a aldeia Ding acorda completamente desmatada. Nenhuma árvore fora poupada: a população, com vários doentes em casa, e incapaz de pagar por caixões, cortam todas as árvores da aldeia em uma única noite. Tudo para ter madeira para fazer caixões. Ding Hui começa a investir em casamentos no além, onde jovens mortos eram casados para ter uma “vida de casado e feliz no além”. Seu filho, Ding Qiang, o narrador de 12 anos, foi casado com uma menina morta muito mais velha. E essa transação foi feita porque o seu pai, Ding Hui, estava de olho na herança da família. Quando Ding avô vê o túmulo de Ding Qiang vazio, ele pega um pedaço de pau e bate na cabeça de Ding Hui, matando o filho mais velho. Depois do filicídio, o avô ficou preso por 3 meses e voltou para a aldeia. Agora vazia.
