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    Fragmento de uma análise de histeria - O caso Dora

    Sigmund Freud

    L&PM
    2019
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788525438614
    Português Brasileiro
    3.9
    33 avaliações
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    A primeira grande narrativa clínica de Freud. A incapacidade de satisfazer a exigência amorosa real é um dos traços de caráter mais essenciais da neurose; os doentes são dominados pela oposição entre a realidade e a fantasia. Em outubro de 1900 – menos de um ano após a publicação de seu seminal A interpretação dos sonhos –, Sigmund Freud (1856-1939) recebeu em seu consultório a jovem paciente Ida Bauer, então com dezoito anos, filha de Phillip Bauer, amigo e ex-paciente seu. Ida padecia de vários e persistentes sintomas: perda de urina durante a noite, cansaço, dificuldade para respirar, enxaqueca, tosse, afonia e alucinação sensorial. Freud detectou um caso de histeria, e o tratamento durou onze semanas. Logo em seguida, se pôs a escrever este Fragmento de uma análise de histeria (ou O caso Dora, nome com que a paciente é rebatizada), publicado em 1905. Aqui vemos Freud em plena ação terapêutica, buscando aplicação prática para sua teoria psicanalítica, aliando ideias de A interpretação às teorias sobre o desenvolvimento psicossexual na infância, e mais uma vez revolucionando o entendimento sobre o ser humano.

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    Carlos Lyra10/04/2020Resenhou um livro
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    A transferência e o erro de Freud

    O ?caso Dora? foi publicado por Freud em 1905 sob o título de Fragmento da análise de um caso de histeria, contudo já havia sido escrito em 1901, logo após a publicação de A Interpretação dos Sonhos (1900). Originalmente intitulado ?Sonhos e Histeria, Fragmento de uma Análise?, o ?caso Dora? foi o primeiro caso clínico detalhadamente analisado por Freud após a criação da psicanálise; antes disso, Freud apenas descreveu alguns casos clínicos em Estudos sobre a Histeria (1895), de sua autoria junto com Breuer. Com o relato da análise de Dora, torna-se evidente, posteriormente, o fracasso de Freud em detectar o fenômeno da transferência e utilizá-lo como ferramenta em função da qual seria possível manter o andamento da análise. Foi precisamente por conta deste erro de Freud que a análise de Dora foi interrompida. Freud não soube lidar com esse instrumento essencial de qualquer prática analítica que é a transferência. No entanto, Freud soube detectar seu erro; e se não pôde salvar a análise de Dora a tempo, por outro lado, passou a dar maior atenção ao fenômeno da transferência, expondo as implicações técnicas que tal ferramenta pode ter no processo analítico. Freud, num ato de coragem e de honestidade científica, expõe seu erro na sua primeira publicação importante de um caso clínico para a psicanálise. Lyra, C.E.S. O ?caso Dora? no século XXI: reflexões sobre a teoria e a técnica psicanalíticas. Vozes, Pretérito & Devir Ano I, Vol. I, Num.2 (2013). Dossiê Temático: História da saúde e das doenças ISSN: 2317-1979

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    Sigmund Freud

    Freud foi o fundador da psicanálise. Iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em paciente com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente. Freud, suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

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    Morávia, Áustria (Império Austríaco)

    Sigmund Freud