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    Fontes murmurantes -

    Manoel Carlos Karam

    Marco Zero
    1985
    194 páginas
    6h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    2.8
    13 avaliações
    Leram13Lendo2Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados9Avaliaram13

    Mas que fonte é essa que mata o homem junto com a sede do homem?

    Resenhas (2)Ver mais
    Paulo Silas Taporosky Filho picture
    Paulo Silas Taporosky Filho15/02/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um romance que possui uma divisão capitular curiosa e incomum ou um agrupamento de vários histórias que de certa forma podem ser assim lidas como fosse um romance? É em meio a uma inquietante forma de fazer literatura, assim dita pela não observação dos critérios que definem e delimitam os gêneros literários, que Manoel Carlos Karam constrói o seu "Fontes Murmurantes", uma história que é formada por várias histórias, ensejando na possibilidade de o leitor, assim como o autor se permite, ler com o olhar que julgar mais apropriado. "Fontes Murmurantes" traz casos, relatos, episódios e histórias que são narradas por diversas personagens, mudando abruptamente de uma para outra - e por mais que assim seja, o ponto final de cada história não passa a ideia de realmente se tratar de um ponto final que encerre a história, casando bem assim aquela que é contada a seguir. É dessa forma própria que se estrutura o livro, cujas trezentas páginas contam brigas de bar que iniciam sem motivo aparente e terminam quando a polícia prende alguns dos brigões e a bebedeira continua como se nada tivesse acontecido, reuniões formais de uma família de obedecem categoricamente os protocolos nas discussões, pescarias que são suspensas por ordem de agentes policiais e tantas outras que empregam uma aura de confusão agradável ao livro. Um estranhamento confortável - é isso que se sente ao ler "Fontes Murmurantes". Manoel Carlos Karam é um dos grandes nomes da literatura paranaense, tendo entrado no seleto rol de escritores de prestígio com obras como essa. "Fontes Murmurantes", publicado em 1985, é apontado como o livro responsável por esse marco. Caos e desordem constituem essa literatura absurda que faz sentido a partir daquilo que não faz, cujos traços, lampejos e pistas nesse sentido se encontram presentes nessa curiosa e cativante obra que serve como um convite para conhecer o seu autor. Vale a leitura!

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    2.8 / 13
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas15%
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    • 2 estrelas23%
    • 1 estrelas15%
    Manoel Carlos Karam profile picture

    Manoel Carlos Karam

    Manoel Carlos Karam foi um escritor brasileiro. Viveu em Curitiba, no Paraná, desde 1966. Era escritor, dramaturgo e jornalista. Escreveu e dirigiu vinte peças de teatro na década de 1970 e, a partir dos anos 1980, passou a dedicar-se aos livros, vencendo o prêmio Cruz e Souza de Literatura, da Fundação Catarinense de Cultura, em 1995, com a obra Cebola. Como jornalista, trabalhou na RPC TV, nos jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e na prefeitura de Curitiba. Trabalhou também em campanhas políticas, como a do ex-governador Jaime Lerner. O escritor deixou crônicas inéditas, e outros textos que serão publicados no futuro. Em 2008, foi lançado Jornal da guerra contra os taedos.1 No dia 2 de dezembro de 2008, a Casa da Leitura do Parque Barigui, mantida pela prefeitura de Curitiba, foi batizada com o nome do escritor. O espaço agora abriga a biblioteca particular de Manoel Carlos Karam, composta de mais de 3 mil volumes.

    9 Livros
    12 Seguidores
    Santa Catarina, Brasil

    Manoel Carlos Karam